Sadists Lovers – Interativa

5 Capítulo Quatro – Let The Fun Begin!


Notas iniciais
Eae povo que me conquista cada dia mais?! :3 é sério, to pensando seriamente em marcar um casamento com todas vocês, será que cês topam? uashaushuasa, desculpa, minha imaginação ta péssima para notas do capítulo: eu to com um sono! Acabei de corrigir o capítulo quatro, de ler e reler uma cinco vezes e minha conclusão final foi: não foi tudo isso que eu esperava! Sério mesmo. Acho que a conversa entre eles (os meninas e as meninas) ficou um pouco forçada, sei lá. Tipo, é muito difícil tornar a conversa natural quando tem tanta gente nela, entende? Então, eu preferi me focar mais na relação das meninas, entende? Depois, ao decorrer da fic, elas vão se socializar individualmente com os sakamakis, porque ninguém merece fazer uma conversa onde doze pessoas estão nela! (porque ao total dão doze personagens!) E eu ainda tenho que forçar ainda mais a barra para que as OC's não fujam da personalidade delas, e sei lá, a fria e calculista se torne doce, tende? Realmente, é difícil fazer uma interativa, porque a autora nunca vai deixar sua personagem 100% nos esquemas: tipo, impossível isso!! Talvez uma fala que sua personagem disse você não achou legal, pensou que ela ficaria mais legal tipo se tivesse ficado calada na dela entende? Quantos "tipos" e "entende" eu to escrevendo hoje, né? ENFIM!! Não foi aquilo que você olha e diz: OMG PERFEITO D+!!!! Mas como sempre, eu passei o que queria entendeu? E foi a relação das meninas no começo, como elas vão ficar daqui pra frente e principalmente A QUASE reunião do grupo das diva!!! Pois é povo, acho melhor não dar mais spoiler, vai lê o negoço e para de prestar atenção em mim minha fia!!!! Que que se tá esperando????!!!

Capítulo Quatro — Let The Fun Begin!

Passou a mão na bochecha uma, duas, e até cinco vezes. Esfregou tanto que sentia a pele arder e, se tivesse um espelho, tinha certeza que estaria vermelha quando olhasse.

Sempre teve uma memória boa. Poderia ter lido um livro há dois anos, e mesmo assim saberia citá-lo inteiro: algo que os cientistas deram o nome de memória fotográfica. E em sua concepção, era vantajoso. Principalmente nos estudos: apenas teria de ler o livro da matéria em questão uma vez e já teria aprendido.

Só que podia ser bem nojento ás vezes. Como as teias de aranha e baratas do orfanato; a comida verde e suspeita da cantina; e, a que mais lhe atormentava, a maldita verruga no nariz oleoso. Foi meio desconfortável conviver com essas memórias, contudo, aprendeu a se adaptar rápido. Só que tudo tinha um limite: e o mesmo acontecia com sua paciência naquele exato momento, em que, infelizmente, tentava tirar a lembrança daquele garoto ruivo lambendo sua bochecha.

Ainda podia sentir a saliva dele escorregando da bochecha pelo seu pescoço, e junto com sua dignidade, as bactérias que ali continham.

— Ayato, já lhe avisei para levar suas atividades ao quarto. Você está incomodando nossas convidadas.

E enquanto Miyuki se empenhava em, pela primeira vez, realmente tentar tirar algo da cabeça e esfregar a bochecha ao mesmo tempo, aquele garoto que lhe assediara minutos atrás levava uma bronca de outro.

A Yozori conseguia sentir o tom robótico no moreno de óculos que brigava com... er... O tal de Ayato. O mesmo tom que Solange usara para se desculpar: ou seja, ele não o fazia com nenhuma vontade. Parecia acostumado àquilo, assim como o ruivo sentado (se é que aquilo poderia ser descrito como “sentado”).

— Tsc. O Grande Eu estava com fome, o que queria que eu fizesse?

Franziu as sobrancelhas azuis.

Fome?

Neste exato momento: estava limpando sua pele, tentando não pensar na lambida e agora, tentando não corar ao ouvir a palavra “fome”. Claro que ela não sabia o que realmente significava. Se ele era um canibal; ou se ele lhe via como um objeto sexual. Foi difícil desvendar, e no momento, queria apenas acertar um tapa naquele mongol.

Nem precisava ser esperta para saber que nunca se daria bem com um energúmeno que se referia a si mesmo como “ore-sama”.

— Licença, me desculpe atrapalhar, mas, quem são vocês? — Sawa perguntou, finalmente tomando a voz na sala luxuosa e, estando um pouco sem graça. Podia ser por qualquer coisa, mas Miyuki tinha uma boa ideia: não foi a única a refletir sobre o que Ayato quis dizer com “fome”.

O moreno levou seus olhos de Ayato para Sawa, quase um segundo antes da mesma começar a especular. Seus olhos frios e calculistas nem um pouco satisfeitos.

— Que falta de educação a minha, permita-me apresentar-nos.

Um relâmpago atravessou a sala em instantes, quase tão rápido quanto Reiji levou seus olhos a Konishi.

Elise olhou de relance para as grandes janelas da sala. Não se lembrava de quando havia começado a chover. E em apenas um instante, a sala que havia sete pessoas, havia onze pessoas no segundo seguinte.

Espera de onde eles vieram? Será que deveriam estar ali há algum tempo e mesmo assim não notaram?

— Aquele deitado no sofá se chama Shuu, o filho mais velho — apontou para um loiro que aparentava estar dormindo. — Eu me chamo Reiji — pelo que elas notaram, ele estava apresentando-os em ordem de idade, do mais velho para o mais novo. — Ayato.

— Sintam-se felizes por estarem na presença de ore-sama!

— Raito.

— É um prazer, bitchs-chan!

— Kanato.

— Elas parecem deliciosas, ne, Teddy?

— E por último, Subaru.

— Tanto faz...

— Nós somos os irmãos Sakamakis...

O homem ajeitou o óculo com a ponta dos dedos, esperando que elas se pronunciassem. E dispensando todas as regras de formalidade, Elise falou com todo o deboche que continha em si:

— Eu não falo com estranhos.

Obviamente o moreno não gostou do tom usado, contudo, não deixara transparecer, o que irritou ligeiramente Elise.

— De qualquer forma, nós já possuímos conhecimento de suas identidades. Portanto, se encontra dispensável a citação das mesmas.

Friedrich sentiu vontade de rolar os olhos com a fala tão certinha do homem. Como se fosse o verdadeiro papa, ali de pé, discursando. E não se controlou quando o fez, porque, afinal, até parece que ela estava ligando para como eram seus modos.

— A conversa está ótima e tudo mais — Solange interviu, gesticulando com as mãos. —, mas agora que já fomos apresentados, alguém pode dizer o que está acontecendo?

— Não há nenhum engano. Vocês seis ficaram aqui por um tempo...

Seis? — perguntou Baste, bem baixinho. Tirando seus olhos do pequeno garoto de cabelos roxos e sua pelúcia, para contar as meninas na sala.

Não estava pirando, tinha certeza que havia cinco ali.

Parece que o “baixinho” tom que Baste usou não foi tão baixo quanto pareceu sair, porque teve a atenção tomada pelo moreno, que até agora era o único a responder as perguntas.

— Devido a uma situação complicada, a... Sexta, não pode se fazer presente. Mas tenho certeza que logo estarão conhecendo-a.

— Você falou, falou, mas não disse a que veio! — exclamou Elise, um pouco indignada por ter sido “chutada” da conversa.

Reiji ficou em silêncio. Os outros irmãos pareciam mais interessados em fazer sei-lá-o-que do que se explicar. E quando finalmente pareceu ter a resposta na língua, e Elise já estava desistindo de conseguir uma resposta, ele indagou:

— Infelizmente, parece que houve uma complicação com os dormitórios do colégio e, como foram completamente preenchidos pelos alunos já com rematrícula para um próximo ano, e por vocês terem preenchido as últimas vagas, se tornou impossível conseguir um quarto para vocês — ele ajeitou os óculos. — Então oferecemos humildemente que pudessem se estabelecer em nossa moradia, até que o problema fosse corrigido.

Não parecia ser verdade. Uma escola tão prestigiada e tida como a melhor do Japão, com falta de capacidade para acolher uma grande quantidade de alunos? Algo não soava certo; ao mesmo tempo em que ele parecia querer dizer alguma coisa que estava escondida em entrelinhas de sua fala.

(...)

— Você vai fazer um buraco no chão daqui a pouco...

Os passos pararam apenas por uma fracção de segundos, o suficiente para Sawa encarar Elise, e voltar a andar em círculos, teclando extremamente rápido em seu celular branco, que continha uma pequena caveira prata de enfeite pendurada.

Miyuki retirou seus olhos da janela, quebrando qualquer contato a mais com aquela chuva torrencial, e os relâmpagos, que caiam do céu furiosamente.

— Deixa, vai ver faz um buraco e nos tira daqui! — bem, isso seria sorte demais.

— Yozori-san, você foi adotada por essa família, não foi? — a garota loira por sua vez se encontrava em uma poltrona, mantendo sempre sua pelúcia amassada entre os seios. Aquela pergunta inconscientemente refletia no pensamento de todas ali presentes.

A menina de exóticos cabelos azuis tornou a virar-se para ela.

— Sei lá, eu nem vi o rosto do homem que me adotou — deu de ombros. — Não adianta quantas vezes socar o aparelho eletrônico, não vai funcionar!

A Konishi pareceu ser acordada de um transe. Piscou.

— Me desculpe, eu só estou distraída, só isso...

— E é por esse mesmo motivo que está tentando enforcar algo inanimado? — com seu sempre presente tom de sarcasmo, Elise apontou para o aparelho nas mãos da menina.

— Não quer funcionar, fica caindo a ligação toda hora, e minhas mensagens não conseguem ser enviadas!

Sawa suspirou ao se sentar no sofá, do lado esquerdo, no mesmo em que Solange estava.

— Não esquenta flor, se ele te ama, vai te ligar! — a Dupont confortou, mandando um sorriso cúmplice para ela.

— O que? Ele quem?

— Você sabe, o seu boy!

Sawa balançou a cabeça, deixando-se sorrir.

— Não tem “boy”, é só o meu pai!

— Ah... — e apenas voltou a lixar as unhas.

Sawa encostou-se ao sofá, buscando o máximo de conforto que aquela peça aveludada poderia oferecer. Soltou todo o ar que seu pulmão havia recolhido, apreciando o silêncio da sala em seguida.

— Bem, o que vamos fazer? — perguntou Baste. — O celular não funciona, e não podemos sair com o tempo assim...

De repente, o silêncio não parecia tão convidativo quanto segundos atrás. O que elas estavam esperando, afinal? Que um herói de capa e calça apertadinha, com um bumbum super durinho, iria aparecer lá para salvá-las? Com certeza não, embora Solange não fosse se incomodar.

— Então, eu vou ter que concordar com o maníaco dos óculos: não vamos sair daqui tão cedo...

E foi assim que Elise deu fechamento ao diálogo.

(...)

Um. Dois. Três.

Contar sempre foi algo que lhe acalmou. Desviava sua atenção, e sua mente se focava apenas no número a seguir, sem se importar com o que quer que esteja tentando esquecer ou evitar, só que nesse momento especifico, estava tentando evitar tudo. E, modéstia parte, sempre se achou perita nesse quesito. Mas estava acontecendo exatamente o contrário. Quanto mais tentava, mais sua mente lhe levava ao fundo do seu consciente, buscando tudo e qualquer absoluta imagem ou fala que já escutou na sua vida sobre monstros e aberrações...

Já tinha alguns minutos desde que as outras decidiram dormir e, consequentemente, uma por uma foram deixando a sala. Praguejou quando que, finalmente, percebeu ser a última a restar e não fazia ideia de onde ficava o seu quarto.

Andava pelos corredores desconhecidos da mansão. Se se lembrava, seu quarto deveria estar por ali. Não prestou muita atenção no homem de óculos, quando o mesmo citou os cômodos. E justamente por ser tão distraída acabou por se perder na imensidão da casa. Não gostava daquele ambiente. Era frio e escuro, se bobeasse, poderia cair em um buraco enorme na sua frente, e mesmo assim não o enxergaria. Mas é obvio que não haveria tal coisa dentro de um corredor,... Né?... Esperava que não. E ainda havia aquela sensação de estar sendo observada por todos os cantos, ou de estar sendo seguida com os olhos pelos quadros, lhe causando arrepios.

Enquanto tentava não olhar para trás, local de quem sua mente insistia em pensar que havia um serial killer pronto para lhe esfaquear, seguiu pelo corredor longo e, aparentemente, sem fim. Porque ela não podia ter olhos como os gatos? Eles enxergavam tão bem, ou até melhor no escuro do que de dia. Ah! Também queria não ter medo de tatear as paredes, só porque achava que iriam criar bocas e engoli-la.

— Por favor, parede-san, não me coma!

E, enquanto ia andando, sussurrava isso para o nada.

Por sorte, tinha Chesire ao seu lado: seu fiel amigo e talismã, cujo nunca falhou como tal. Um charme em forma de pelúcia que carregava para lhe proteger, e também nas vezes em que precisava de alguém para conversar.

Apertou o gato nos braços, parando de andar imediatamente.

— Ouviu isso Chesire? — sussurrou.

Às vezes, a mente do ser humano pregava peças, e na maioria das vezes por influência do medo. Quando se está com medo, dizem que você fica ainda mais apreensivo, e todo ou qualquer barulho pode lhe assustar, tanto quanto qualquer sombra lhe fazer gritar. E foi com esse pensamento em mente que se dirigiu ao lado direito do corredor, onde havia escutado o barulho. Não, ela não tinha escolha. Pode-se dizer que foi previsto. Porque de todas as vezes que lembrou algo, esse foi o único algo que se arrependeu. Neste exato momento, ela estava virando-se para o corredor do barulho, o corredor que ela tinha certeza que ficava seu quarto...

(...)

Sempre se considerou uma pessoa bastante cética. Daquelas que tem de ver para crer. Era uma mulher da ciência, fielmente comprometida á não acreditar em fenômenos paranormais. Tudo que não houvesse explicação plausível não existia. E para tudo se tinha explicação. Levava esse lema nas suas costas. Como um estilo de vida. Ninguém conseguiria mudar aquilo.

A menina loura entrou agitada em seus aposentos, sua cara pálida parecia a de alguém que tinha visto um fantasma.

— Ei! Aprenda a bater caralho!

— E-eu vi um fantasma!

Então, ignorando que fosse meia noite, e que Elise estava tentando dormir, ela começou a falar sem parar um minuto. E a Friedrich acompanhou tudo com uma cara de sono, os óculos torto na cara e um cabelo espetado para todos os possíveis lados. Ela até mesmo teria expulsado Baste de lá, puxando a mesma pelos cabelos e batendo a porta nos dedos dela até que os mesmos caíssem. E realmente teve vontade de fazê-lo, se o assunto não fosse de seu interesse.

—... e então eu saí correndo — a garota loira esfregou os braços, tentando conter um arrepio que veio de sua coluna, passando por todo o seu corpo. Se não estivesse com medo, teria notado a situação em que Elise se encontrava por ter sido acordada bruscamente.

— E por que o meu quarto? — finalmente falou, bufando como um touro nervoso.

— Foi a primeira porta que eu tentei abrir, e então dei de cara com você.

— E você viu um fantasma... Tem certeza que não é o sono? — Friedrich retomou o rumo da conversa, citando segundos atrás quando a loira entrou com cara de quem viu uma aparição.

E o cômico foi que ela realmente “viu” uma. Ou era o que Baste fielmente acreditava. Amaldiçoava-se por ter caçoado dela mentalmente quando ela abriu sua porta, por que realmente aconteceu. Ela tinha visto um. Não que acreditasse é claro, mas agora que já estava acordada, porque não deixar que a Sablo continuasse seu surto?

— Para de fazer essa cara, eu realmente vi um! — agora quem bufou foi ela, resignada a continuar aquela brincadeira de mau gosto contra o sono da Elise.

— Gente, que gritaria é essa?

Pela porta de madeira entrava uma Solange sonolenta, com um par de roupas intimas rosas, uma blusa social branca aberta e, na cabeça uma mascara de dormir igualmente rosa. Nem um pouco incomodada por estar seminua na presença de garotas que conhecia fazia apenas algumas horas. Todas somos garotas, qual o problema?

— Eu vi um fantasma, Dupont-san!

Solange parou de esfregar os olhos, para se concentrar na cena a frente, e depois de um sorriso, comentou:

— Eu também estou vendo um! — cantarolou, indicando Elise com a cabeça.

— haha, muito engraçado! Você também estaria assim se tivesse sido acordada com alguém arrombando sua porta! — Friedrich arrumava seus cabelos eriçados, tentando em vã bota-los quietos no lugar.

— Depende em que sentido essa frase está — comentou Solange, se divertindo ao saborear o duplo sentido encontrado na frase.

Baste ficou com uma interrogação na cabeça. Elise preferiu usar de sua ignorância.

— Okay, Okay. Baste-chan, onde você viu o fantasma? — perguntou para a loira, sorrindo amigável para a mesma. Colocando suas mãos no ombro de Baste.

— Eu o vi perto do meu quarto, e agora estou com medo de ir lá — respondeu chorosa. — como eu vou dormir?

— Então por que não vamos e vemos se ele continua por lá?

Baste suspirou. Não era medrosa. Não muito. Mas odiava essas coisas de poltergeist. Já teve vários pesadelos por causa de filmes que envolviam, em sua grande maioria, fantasmas, meninas que saem da tv e coisas que aparecem atrás de você pelo espelho do banheiro.

Olhou para Elise. Em seu ponto de vista ela parecia uma garota bem forte, que não temia nada. Sentia um pouco de inveja dela, sendo tão confiante do jeito que demonstrava, e ela ali, com medo de fantasmas.

— Vamos logo!

Sorriu para Elise, que depois de exclamar aquelas duas palavras, se levantava da cama onde tinha acabado de sentar, para acompanha-las em uma jornada a caça ao fantasma. No fim de tudo Elise podia ser muito legal.

— Só se você me deixar ir! — brincou Sawa, que aparecia por entre a porta, sorrindo de ponta em ponta. Também demonstrava sono por dentre os olhos cinza.

Elise pensou em como a albina ainda não tinha ficado com paralisia facial por sorrir tanto assim.

— Quanto mais gente melhor! — concordou Solange, batendo palminhas alegres.

Baste estava tentando ver a diversão naquilo, mas simplesmente não conseguia ser como as outras depois de ter visto um fantasma. Tinha arrepios só de pensar.

E então se retiraram do quarto de Elise. Duas alegres, uma mal humorada e outra com medo. O pior grupo possível para caçar um fantasma à meia noite.

— Tudo bem, mas eu vou ao meio. Quem vai à frente ou atrás sempre se fode! — resmungou Elise, botando-se entre as meninas. Não que ela estivesse com medo! Só estava tentando evitar Baste: ela estava tentando agarrar sua camisa para se proteger!

Já haviam andado metade do corredor onde Baste jurava ter visto um fantasma, e até agora nem sinal do dito cujo.

Elise já estava ficando impaciente com tudo aquilo. Sabia que ela havia delirado dentro da cabeça dela. Provavelmente devia ter surtos. Mordeu os lábios, tentando controlar a vontade de perguntar: “você tomou seus remédios hoje?”. Isso seria insensível até para alguém como ela.

Por outro lado a loira parecia mais calma, podendo ver que talvez, ela tivesse mesmo imaginado coisas por causa do sono. Ficou um pouco incerta se devia falar alguma coisa, sentia vergonha por seu comportamento: acordando todas só para falar que tinha visto algo que não existia. Lembrou-se como sua tia dizia que ela era teimosa.

— Não se preocupe Sablo-san — consolou Sawa, com uma voz maternal calma e doce, ao ver a cara de vergonha que Baste fazia. Sussurrava para que não acordasse os meninos que viviam naquela casa. — Foi até divertido! Eu nunca “saí” a meia noite para procurar um fantasma antes — e riu. Solange assentiu como se concordasse com aquela maluquice.

— Obrigada gente — murmurou corada.

— Agora podemos voltar a dormir?

— Sim Friedrich-san, obrigado! — e sorriu animada como as outras duas.

Elas se viraram para ir dormir cada uma em seu respectivo quarto, e Baste voltaria para o seu também, que já haviam passado um pouco, tentando achar o fantasma.

Solange deu uns tapas na lanterna, que estava falhando um pouco, e apontou-a para frente.

As quatro gritaram quando viram uma pequena figura em frente...

(...)

Elise foi a primeira a parar, com um olhar de pura cólera para a menina parada ali, se divertindo com os gritos histéricos.

— Gente! — gritou para as três, que pareciam ter acordado de um transe.

Pois é... Ali estava o fantasma da Baste. E por sinal ele tinha cabelos azuis e um sorriso de canto na boca.

— Bu! — Exclamou divertida Miyuki.

— Isso não teve graça Yozori-san — reclamou Sawa, botando a mão no peito devido ao susto.

— Foram vocês que começaram a gritar quando me viram!

— Nem me fala, acho que meu coração foi parar na boca. — Baste murmurou entre a respiração ofegante. — O Chesire também está com medo.

— Mas então, do que estavam brincando, posso também? — riu a Yozori, claramente se divertindo com o sofrer dos outros.

— Claro! Você é o fantasma e eu sou a caçadora que vai enfiar isso na sua goela! — falou Elise com uma expressão sombria, que levantava a lanterna retirada das mãos de Solange.

— Nossa, que isso, acordou de mau humor hoje, é? — brincou Miyuki.

Na verdade, Miyuki sabia que assim como ela mesma, a Friedrich não tinha dormido nada. Dava para ver por que: um, elas estavam acordadas a meia noite; e dois, tinham olhares de sono. E foi por isso que ela perguntou aquilo.

— Ah, pelo amor né? Vamos agir como animais racionais aqui? — interviu Solange, antes que as duas começassem a lutar ali mesmo, porque era isso que parecia pelos olhares que davam.

— Não vam...

— Gente, vocês ouviram isso? — perguntou Miyuki, interrompendo qualquer coisa que Baste tivesse para dizer.

— Para, não vamos cair em um de seus truques! — reclamou Elise.

— Não... Eu acho que também ouvi — concordou Sawa, mexendo a cabeça para os lados.

Um vento frio entrou pela janela aberta da parede da esquerda, carregando um sopro gelado nos rostos das meninas. Um silêncio se apossou do corredor. E novamente, uma voz fininha, cansada, encheu os ouvidos das garotas.

E quando se viraram...

Notas finais
UHULLL, NO PRÓXIMA ESSAS PORRA LOCA TÃO TUDO JUNTA!!!!!! Não se preocupem, podem xingar a vontade nos comentários, afinal, eu não sou santinha: um dos motivos para eu estar fazendo uma fanfic +18 que contém muita parada loca!!! Okay, chega de repetir tanto as palavras nesse capítulo... Enfim, eu sei, eu sei. A Lady-san provavelmente vai comentar (se comentar, né) que a personagem dela não apareceu e eu digo: Mais forçado do que tá não dá pra ficar! Tendeu? Se você não lê as notas inicias sugiro que o faça, porque eu posso ter alguma informação para vocês, principalmente sobre a personagem. Enfim, eu achei que ficaria forçado bota-la nesse capítulo, e embora eu tenha tentado fazer suspense, é obvio quem é o fantasma né gente? Então, sua personagem não apareceu de falar ou sei lá, só ficar calada num canto; ela apareceu indiretamente, na fala de outros, entende? Então, pensando por esse lado, sua personagem foi a que mais "apareceu". Bem, eu deveria estar falando isso nas notas iniciais, mas de qualquer jeito: Sim, EU passei direto bitchs!!! muahahahahaa!!! Então, agora é só festa, pizza no teto, e gatinhos!!! ... ... ... Tá, tá! EU ADMITO! Eu não vou a festas, okay? E gatinho só se for de animal mesmo ¬¬ Ô VIDA TRISTE DE ANTI-SOCIAL!!! ashuahuas. Brincadeira, eu sempre fui mais caseira mesmo, e aparentemente, sou a única da minha idade que não vai a baladas, ou... está grávida, por que né? Essas crianças de hoje em dia tão muito precoce fia!!! ENFIM, NOVAMENTE!! Deixa eu ir aqui, por que senão eu continuo, continuo, até amanhecer; embora seja de manhã!!! Ah e antes de sair: Sim, eu mudei a Sinopse, caso vcs não saibam e sim, o título também mudou. Mudou porque eu quis, hmp!!! asuhasusha, zoeira, tomara que o título esteja do agrado de vocês, assim como está para mim. E a capa talvez mude: eu to pensando em mudar a capa e a sinopse com o decorrer da história, tende?! FUI POVO QUE EU AMO!!!! Mas que vai levar tapa na bunda e ficar no cantinho do pensar se não comentar nessa budega!!!!