Sadistic Vampire
14 Choices
Notas iniciais
— T-tudo bem — ela se deu por vencida. — O que quer falar do Len?
— Nada demais — Lenka deu de ombros. — Só quero lhe dizer que ele não é o que parece.
— Não é o que parece?
— Não é — a vampira sorriu. — Ele é falso, e está te enganando. Meu irmão teve ter lhe contado que sou o demônio, porém ele é pior.
Rin logo começou a gargalhar. Era engraçado ouvir Lenka falar daquele jeito. Aquilo demonstrava que mesmo não demonstrando, ela também sentia ciúmes. A mais velha estava curiosa para saber o quão pior Len poderia ser, já que a única coisa que o vampiro havia feito até agora fora matar Gumi, algo que ela sabia que era "natural".
— Sei que você gosta mesmo dele, estou tentando ser legal com você, então pare de rir e me escute — logo a loira calou-se, não por medo da vampira e sim medo do que ela poderia fazer se estivesse irritada. — O Len pode parecer ser bonzinho, mas você não sabe o que ele já fez. Quando ele disse que é melhor para você ficar longe de mim, é porque ele não que eu me meta nos planos dele.
— E que planos seriam esses? — Rin exalava curiosidade, mesmo sabendo que poderia ser somente uma armadilha da vampira.
Lenka se animou ao ver o interesse repentino da outra loira. Ela não pretendia contar mentiras a Rin, porém não iria contar completas verdades. Era mais fácil manipular os pensamentos da mais velha do que inventar histórias sem nexo que deixariam ambas confusas. Lenka pretendia contar à loira somente o que a interessaria e não a prejudicaria.
— Meu irmão é um homem que chama atenção. Não pense que é a única garota humana que ele já ficou — a mais nova começou já tirando a outra garota do sério. — Você não é mais nada do que um brinquedo para ele…
— Só uma pergunta — Rin falou calmamente. — Com "boa ação" você queria dizer "Vou te colocar para baixo"?
— Calada — Lenka ordenou rispidamente, assustando a mais velha. — Continuando… Para o Len você não é nada mais que uma boneca, logo ele irá te matar. Não acredite quando ele diz coisas fofas ou age como se estivesse apaixonado por você. Ele é um vampiro, não tem sentimentos reais. Ele só quer o seu sangue.
— Como tem tanta certeza? — era uma pergunta clara, porém, a mais velha tinha medo da resposta.
— Somos irmãos… Não faltaram oportunidades para ele me contar o que planejava — por um momento o sangue de Rin ferveu. Lembrar que havia coisas que Len contava a Lenka e não a ela, parecia deixá-la irritada. — E além disso, conheço os truques dele. Ele se faz de bonzinho e ataca quando menos se espera.
— E você não faz a mesma coisa? — perguntou um pouco curiosa pela resposta. — E não faz ainda melhor?
— Sim, até faço, porém não tenho paciência para ficar brincando com as pessoas, eu mato logo de uma vez. Ele prefere brincar com as vítimas, assim como está fazendo com você — a vampira sorriu. — Só estou surpresa que você está durando demais. Mas não devo contar essa semana, já que vocês não se viram.
Logo Rin ficou pensativa. Lenka poderia muito bem estar falando a verdade, como também poderia estar mentindo. De qualquer forma, a vampira não era uma pessoa confiável, assim como Len. Ela não poderia confiar em nenhum dos dois. Não tinha como ela ter certeza se o que havia ouvido era verdade ou não, porém, no fundo, ela sabia que uma parte era verdade.
— Por que está me dizendo isso? — ela perguntou sem expressar sentimentos. — Não venha dizer que é por que está tentando ser boazinha.
— É mais como um aviso — Lenka falou calma.
— Aviso?
— Fique longe do Len, Rin — a mais nova foi direta. — Caso não faça isso, eu mesma irei te matar.
Demorou para que a mais velha entendesse o que estava acontecendo. Claro que era ciúmes. Rin conhecia o que era "ciúmes de irmão", era algo que ela já havia sentido várias vezes. Len havia lhe contado que já tinha ficado com Lenka. Era claro que ela estava com ciúmes da relação entre a loira e o vampiro.
Ambas eram ciumentas e sentiam uma forte atração por Len, não tinha como a situação ser pior. Mesmo a vampira negando os sentimentos, ela ainda era apaixonada pelo irmão. E Rin, tinha certeza que amava o vampiro, e sabia que isso era sua perdição.
— Você não está gostando da minha aproximação com o Len — a mais velha falou causando uma certa tensão na vampira. — Você está com ciúmes…
— Claro que não! — Lenka se exaltou. — Não tem como eu ter ciúmes de você. Nem te vejo como uma ameaça. Comparado a mim, você não é nada.
— Não sou nada? — Rin queria ver se conseguia alcançar o limite da paciência da outra loira. — Está dizendo que somos diferentes?
— Exatamente — ela sorriu. — Podemos até ter quase a mesma aparência, e até mesmo parte da personalidade parecida, porém existe uma grande diferença entre nós… — ela se aproximou vagarosamente da mais velha, ainda sem parar de sorrir. — Eu tenho o coração do Len na mão. Eu mando nele… E você… É somente mais uma garota que logo irá morrer.
A todo momento a vampira fora fria com as palavras, deixando Rin um pouco para baixo. A mais velha sabia que nada de bom surgiria da conversa com Lenka, porém ela não esperava que poderia acabar ouvindo algo assim. Era como se a loira quisesse que ela ficasse mal.
A mais nova parecia ter certeza do que dizia, e também, algo que ela tinha certeza era de que não era a primeira humana que Len se envolvera. Mas não queria perguntar algo sobre isso e acabar quebrando-se ainda mais. Porém ela tinha certeza de que sua resposta seria positiva.
— Se queria me deixar pior do que já estava, parabéns, você conseguiu… — Rin falou baixo, com a cabeça virada para o chão. — Acho que… Vou embora.
— Ah, estava tão divertido essa nossa conversa — a mais nova sorriu novamente. — Mas acho que você entendeu o que quis dizer, certo?
— Sim, eu entendi. Não devo ficar próxima ao Len, senão ele irá matar-me.
— Boa menina — Lenka bateu palmas devagar. — Até que você não é tão tonta quanto pensava. Poderíamos ser amigas se você não estivesse dormindo com meu irmão.
— Não estou dormindo com ele — a mais velha corou.
— Então a sua situação é pior do que eu pensei — a vampira começou a rir de maneira desesperada. — Ele não quer nem fazer sexo com você...
Rin tentava manter a calma para não acabar fazendo alguma besteira que poderia custar sua vida. Lenka estava a irritando demais. Realmente, a vampira era um demônio, e mais velha tinha um certo medo do que ela poderia fazer caso Rin falasse tudo o que queria.
— Eu irei agora, acho que não temos mais nada para falar — Lenka falou virando-se devagar, deixando a mais velha sozinha meio desamparada. — Até mais, Rin.
Antes que a loira pudesse ir embora completamente, Rin acabou lembrando-se de algo que ainda tinha que tratar com Lenka. Algo que ela precisava ter certeza antes que pudesse acabar de vez sua conversa com a vampira.
— Espere… — ela falou baixo, mas foi suficiente para chamar a atenção da garota. — Eu…
— Sei o que vai me perguntar — a mais nova disse sorrindo sem expressar sentimentos. — Você quer saber se fui eu quem transformou a sua amiga em vampira… — Rin ficou surpresa ao ouvir aquelas palavras. — Sim. Fui eu.
A garota ficou perplexa ao ouvir aquilo ser dito com tanta naturalidade pela vampira. Sua suspeita havia se confirmado da pior maneira possível. Sua raiva por Lenka só aumentava aos poucos.
— Por falar nisso, como ela está? — Lenka perguntou cínica.
— Muito mal, obrigada por perguntar — Rin disse sendo bastante irônica.
— Não fale assim comigo, Rin. Odeio esse tom sarcástico — a mais nova sorriu voltando a encarar a outra loira. — Sabe, eu tenho uma proposta para você, Rin.
— Que proposta? — a mais velha foi direta, não estava com vontade de ouvir mais nada vindo de Lenka.
— A sua amiga está se recusando a tomar sangue, certo? — a mais velha assentiu devagar. — Posso fazê-la tomar sem forçá-la.
— Pode? — a humana não segurou a expressão de surpresa.
— Posso… Mas isso não irá sair barato.
Rin já sabia que haveria um preço a ser pago, mas era de Luka que as duas estavam falando. Ela era capaz de fazer qualquer coisa para ajudar sua amiga, inclusive fazer o que Lenka iria pedir, mesmo sabendo que poderia arrepender-se dessa decisão. Rin estava decidida a aceitar o que a vampira fosse querer.
— O que você quer afinal? — ela bufou um pouco desanimada.
— Eu irei ajudar sua amiga a não morrer por não tomar sangue e você nunca mais irá falar com o Len.
O coração de Rin parou por um instante. Ela sabia que essa seria a condição de Lenka para ajudar Luka, mas seu emocional não estava pronto para ouvir aquilo. Ela queria que essa conversa fosse somente um pesadelo, e logo ela iria acordar no quarto de Miku, sem nem ter saído da casa da amiga.
"Se eu aceitar serei obrigada a nunca mais falar com o Len, mas se eu não aceitar… A Luka provavelmente vai morrer… O que eu faço?" ela pensou ainda em choque.
— Não sou muito paciente, Rin. Você vai aceitar ou não? — Lenka perguntou ansiosa pela resposta da mais velha.
— Eu… — ela suspirou antes de dar a resposta. — … Aceito.
A vampira começou a rir de maneira maldosa. Ela sabia que Rin aceitaria o acordo. Uma amizade valia mais a pena do que um romance mortal. De qualquer maneira, ela passou a achar a loira esperta. Caso fosse ela a fazer a escolha, provavelmente, terminaria fazendo a mesma.
— Boa menina, fez a escolha certa — a vampira sorriu ao ver a expressão derrotada da outra loira. — Uma amizade vale mais que um amor, certo?
— Dependendo do tipo de amizade — a resposta fora breve. — Vamos logo com isso. Eu não quero levar mais tempo com isso.
— Não seja tão sem graça, Rin — Lenka riu alto. — Mas eu não quero passar mais tanto tempo assim com você. Encontre-me na frente da casa da sua amiga em alguns minutos.
Antes que Rin pudesse retrucar, a vampira já havia sumido de sua visão. Ela sentia-se horrível. Por um momento ela arrependeu-se de sua escolha, mas logo a sensação passou. Seria bom se afastar um pouco de Len. Assim que o choque de terem vampiros nos arredores da aldeia passasse, ela voltaria a falar com o vampiro em segredo. Não seria bom caso Lenka descobrisse que ela não pretendia cumprir a promessa.
A loira suspirou e seguiu seu caminho até a casa de Luka. Mentalmente, ela agradecia pela amiga morar longe de onde estava. Assim, pelo menos ela teria um tempo para pensar no que tinha acabado de fazer. O arrependimento tentava a consumir aos poucos, porém ela mantinha-se forte contra o sentimento.
Ela andava devagar enquanto chutava algumas pedras em seu caminho. Só sua respiração podia ser ouvida no local, deixando o clima um pouco macabro. Rin tentava não chorar, embora tivesse com muita vontade. Ela não daria uma oportunidade para a vampira vê-la chorando.
— Rin…?! — uma voz logo a tirou de seus pensamentos distraídos. — O que você está fazendo aqui há essa hora?
— Por que quer saber?! — ela virou-se rapidamente para encarar o garoto que estava mais próximo demais. — E você?! O que faz na rua?!
— Estou fugindo de um monólogo de horas que não me interessava — ele sorriu. — Qual é a sua desculpa?
— Tenho que pegar algo em casa.
De qualquer maneira não era uma mentira. Ela tinha mesmo que pegar algumas em casa, porém tudo parecia querer impedi-la de cumprir o seu antigo objetivo.
— Sua casa não é para o outro lado? — o garoto sorriu, causando um pânico interno na loira.
— Não enche, Oliver! — a mais velha disse um pouco nervosa.
Rin não conseguia acreditar que essa era a primeira conversa decente que havia conseguido ter com Oliver em dias. E ainda por cima no pior momento possível. Ela não poderia nem pensar em contar ao garoto sobre o acordo feito com Lenka, isso só traria mais problemas e poderia acabar afastando os dois ainda mais.
— Sabe, Rin… Acho que ando sendo um pouco duro com você ultimamente — Oliver falou um pouco envergonhado, porém não conseguindo muita credibilidade com a loira. — Sei que andei agindo de maneira fria, te ignorando... Mas você ainda é a minha melhor amiga e… — ele suspirou. — Eu sinto sua falta.
A mais velha não soube conter os sentimentos no momento. A única coisa que ela conseguiu fazer foi pular no colo do loiro, quase fazendo-o cair por desequilíbrio. Era um abraço apertado, ambos estavam um pouco mais felizes com isso. Eles se sentiam bem. A sensação era boa. Fazia tempos que eles não ficavam assim tão próximos.
— Não pense que vou te perdoar assim tão facilmente — ela sussurrou no ouvido do amigo. — Mas no momento… Não quero ficar brigada com você.
Rin se afastou lentamente do mais novo, um pouco vermelha pelo que tinha acabado de acontecer. Ela não podia deixar os impulsos ficarem a controlando. Uma hora ou outra isso poderia acabar piorando a situação atual.
— Somos amigos novamente? — Oliver perguntou sorrindo.
— Sim, somos — Rin sorriu de volta. — Agora, eu tenho que ir.
Antes que a loira pudesse sair correndo como pretendia, Oliver a segurou pelo braço de uma maneira firme, porém não muito forte, para machucá-la. Ela já fazia uma ideia do que iria acontecer.
— Aonde você vai? — ele perguntou um pouco tristonho.
— Não posso contar… Eu realmente não posso — ela suspirou. — Prometo que irei contar-lhe amanhã o que irei fazer. Preciso mesmo ir, Oliver.
Dando-se por vencido mesmo sem vontade, o loiro soltou a amiga permanecendo calado o tempo inteiro. Logo um silêncio perturbador estabeleceu-se, deixando ambos envergonhados. Um pouco tímida, Rin voltou a fazer o seu caminho, dando um leve aceno para o garoto, que acabou não sendo retribuído.
"Pensei que… Poderíamos voltar a ser o que éramos. Tudo poderia voltar ao normal…".
XxX
Faltava muito pouco para que Rin chegasse a casa da garota de cabelos róseos. Sua decisão já estava tomada. Ela iria ajudar Luka e não falaria mais com Len, pelo menos não falaria por um tempo. Seu coração queria seguir outro caminho, mas sua mente insistia em ser racional. Pela primeira vez na vida ela não queria ser racional.
Tudo estava silencioso, a aldeia inteira deveria estar dormindo, por isso a loira estranhava os murmúrios e risadas que ouvia. Sua curiosidade era maior do que tudo, e como o som vinha de um local próximo, ela não podia deixar de ver o que era. Logo que se aproximou para ver, seu queixo caiu.
Lenka estava junto ao irmão de Luka, e os dois beijavam-se de maneira voraz, sem nem se importarem em serem vistos. Os dois só se voltaram quando a vampira percebeu a presença da loira por perto.
— Você que me deixou esperando...! — Lenka falou sorrindo. — Luki, pode nos deixar sozinhas?
Feito um escravo, o garoto mais velho obedeceu a vampira, logo entrando na casa, deixando o espaço em um silêncio constrangedor.
— Por que demorou? — a vampira perguntou ajeitando o cabelo extremamente bagunçado.
— Tive uns problemas para chegar até aqui — a mais velha disse calma. — Mas, pelo visto, você conseguiu entreter-se, não é?
— Se você tivesse chegado um pouco mais tarde… — ela sorriu de maneira maliciosa. — Vamos andar com isso. Ao menos, agora temos passe livre.
Rin acabou se surpreendendo com o que ouvira. A vampira era esperta. Bem esperta. Caso fosse ela a lidar com o irmão ranzinza da amiga, as duas ficariam ali por horas. De qualquer forma, era bom estar ao lado de Lenka.
Ambas entraram na casa escura, sendo iluminadas pela luz da lua que brilhava do lado de fora. O cenário lembrava um filme de terror, mas nenhuma das duas sentia medo. O clima tenso aumentou logo assim que ambas pararam na frente da porta da garota de cabelos róseos.
Um pouco hesitante, a mais velha passou a bater levemente na porta, fazendo um enorme eco no local. A resposta não foi breve, e isso preocupou Rin. Lenka estava visivelmente irritada. Seus olhos pareciam brilhar em um tom de vermelho bem escuro, o que deixava a mais velha apavorada.
— Vai embora quem quer que seja — a voz de Luka pôde ser ouvida vinda de dentro do quarto.
— Sou eu, Luka. Posso entrar? — Rin perguntou devagar, bastante receosa.
— Vai embora, Rin! Eu não quero falar com você.
— Mas… — a loira tentou falar, porém não conseguiu muita coisa.
— Vai embora!
Lenka estava de saco cheio da conversa. Ela ainda achava que não deveria estar sendo tão boazinha com Rin, mas precisava conquistar a confiança da loira se quisesse seguir com o que planejava. Ela empurrou Rin para o lodo, puxando a maçaneta da porta, quebrando-a.
— Essa conversa estava me irritando — ela deu de ombros, empurrando a maçaneta quebrada. — Não precisava disso tudo — a mais velha disse um pouco assustada. — E-eu estou entrando, Luka.
As duas entraram devagar no quarto que era o único cômodo iluminado da casa inteira. Assim que o olhar de Rin parou em Luka, ela ficou surpresa com o que vira. A garota estava normal, como se nada houvesse mudado. Tirando uma palidez extrema, ela estava normal.
— O que você quer, Rin? — ela perguntou encarando as duas garotas. — Espere um pouco… Você…
— Olá, Luka — Lenka sorriu ao falar. — Como você está?
— Não provoque — a mais velha tentou amenizar a situação. — Luka, sei que você não deve estar entendendo nada, mas…
— "Mas..."? — as outras duas garotas perguntaram. — Resumindo, eu e ela fizemos um acordo, eu irei te ajudar a lidar com a fome e não pergunte mais nada — a vampira loira completou.
— E se eu não quiser? — a rosada desafiou ainda encarando as duas loiras. — Se não quis antes, por que iria querer agora?
Lenka começou a rir desesperadamente de maneira cínica. Realmente a garota de cabelos róseos era persistente, assim como da primeira vez que as duas encontraram. Não seria fácil fazê-la mudar de ideia.
— Rin, espere do lado de fora… — a mais nova falou séria. — Preciso de uns minutos a sós com Luka.
A loira preferiu não contestar a vampira, não seria bom fazer isso na situação que ela se encontrava. Ela saiu sem dizer uma palavra, fechando a porta atrás de si, porém ficando próxima para ouvir o que elas diziam.
Primeiramente, a voz de Lenka pôde ser ouvida bem baixa, logo seguida pela de Luka no mesmo tom. Ela não conseguia distinguir as palavras, porém sabia que as palavras eram de ódio. O que mais a assustou foi o barulho de algo chocando-se contra a parede com força. Ela não sabia o que acontecia lá dentro, mas conseguia imaginar o que as vampiras faziam. Por fim, Lenka saiu sozinha do quarto.
— Pronto — a vampira disse encarando a loira. — Assim que acordar ela irá se sentir melhor.
— O que você fez…? — Rin perguntou tentando esconder o nervosismo.
— Nada que precise saber — ela deu de ombros. — Vamos embora logo.
As duas seguiram para fora da casa sem nem falarem nada. Rin sentia-se de certa forma, um pouco mais aliviada, o sentimento de culpa estava lentamente passando. Lenka queria voltar para casa logo, não estava mais com paciência para aturar a outra loira. Ambas estavam enjoadas de estarem juntas.
— Bom, Rin… — Lenka começou. — Fiz minha parte do acordo, agora, você terá que fazer a sua.
— Irei fazer — a mais velha suspirou. — Amanhã mesmo irei dizer ao Len que não quero mais nada com ele.
— Muito bem… — a mais nova sorriu. — Ah, se você tentar me enganar, eu não irei te matar. Vou acabar com todos os seus amigos. Um por um.
Rin não teve como responder. A vampira a deixou sozinha novamente. Seu coração terminou de quebrar naquele momento. Não parecia estar certo. Ela não poderia mais falar com Len, e agora teria que tomar cuidado para não ser vista burlando o acordo feito com Lenka. Ela foi para casa com seus pensamentos confusos, principalmente pensando no que iria fazer agora.
"Será que fiz mesmo a escolha certa?"
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