Sadist in London
2 Mysterious I
Segundo dia de trabalho no departamento e já estava extremamente atrasada, o trânsito estava congestionado e como se não bastasse quebrou o salto quando corria em direção ao carro. Mandou mensagens para sua secretária de extrema confiança informando que já poderia postar todas as notícias do dia. Uma hora depois e finalmente conseguiu chegar ao prédio, por sorte encontrou uma sapatilha dentro do carro, que para o seu desgosto deixava-a ainda mais baixa. Adentrou correndo no enorme prédio do Departamento, quando já estava pronta para entrar na sala da equipe esbarrou em um corpo másculo.
— Além de chegar atrasada ainda não olha por onde anda... Só podia ser você mesmo Bennett.
— Não enche Salvatore — passou por ele e entrou na sala — O que eu perdi?
Perguntou recebendo um olhar surpreso de Caroline que estava sentada no sofá repleto de papéis e um óculos retangular que a deixava com aparência de nerd.
— Bom, nada demais só que o Salvatore e o Donovan vão interrogar neste exato momento alguns funcionários do Hotel, Elena e Stefan estão terminando os corpos e Rebekah seguindo o novo rumo de provas...
— E ele deixou alguma ordem para mim?
— Hm... Sim, ele deixou aquela pilha alí para você avaliar — Caroline apontou para mesa.
A morena quase caiu para trás ao ver o tanto de papelada que deveria avaliar.
— O que? Salvatore está louco por acaso? não posso avaliar isso tudo sozinha... Essa pilha tem quase o meu tamanho.
— Bem ele disse que, já que você estava atrasada e que ele iria ter que interrogar os funcionários, você iria dá conta das papeladas... Mas eu posso lhe ajudar assim que terminar o que estou fazendo.
— Não, obrigada... Salvatore vai se ver comigo!
Saiu furiosa da sala, mesmo depois de tanto tempo longe, conhecia cada canto do prédio, dirigiu-se para o elevador e esperou impaciente que chegasse ao andar desejado. Assim que as portas se abriram entrou no mesmo dando de cara com um homem de cabelos escuros e olhos esverdeados. Sentiu a tensão emanar no pequeno elevador com espelhos, passou as mãos pelo seu pescoço no intuito de aliviar a tensão, mas logo a voz forte do homem chamou sua atenção.
— Nova aqui?
— Hm? S-sim... quero dizer. Não!
— Como se chama?
— Bennett... Bonnie Bennett — suspirou.
O homem aproximou-se dela com um sorriso em seus lábios, era visível que ele era o dobro de seu tamanho, pegou uma das mãos da morena e depositou um beijo demorado sem desviar o olhar.
— Malachai Parker... mas por santo Deus, me chame de Kai — sorriu sem mostrar os dentes, deixando as pernas da morena bambas.
A porta do elevador se abriu e ela imediatamente soltou sua mão das do homem como se houvesse acabado de cometer um crime e encarou a pessoa parada na porta do elevador, que estava com o seu olhar irritado de sempre fitando ela.
— Interrompo algo? — falou rude entrando no elevador.
— Não Salvatore... Mas que bom que te encontrei pois preciso falar com você.
— Chegou ao meu andar... Mas foi muito bom conhecê-la senhorita Bennett, espero que nos encontremos em breve — piscou para ela que retribuiu em um sorriso e depois virou-se para o homem a sua frente — Até logo Salvatore.
— Torço para que não nos encontremos de novo Parker — falou antes que a porta fechasse, respirou fundo e voltou seu olhar para a mulher ao seu lado — O que quer?
— Você poderia ser educado pelo menos uma vez na vida, não acha? — resmungou — Eu quero saber o por que você deixou aquele tanto de arquivos para que eu avaliasse? Está maluco ou o que? Não vou conseguir sozinha.
— Se você não perdesse seu tempo flertando com qualquer um dentro de um elevador já teria terminado de ler os arquivos a muito tempo.
— Isso tudo é ciúmes Salvatore?
— Eu não sinto ciúmes Bennett e você sabe muito bem disso — colocou as duas mãos no bolso da calça jeans preta.
— Infelizmente eu sei... — suspirou — Mas enfim, você vai me ajudar na leitura!
— O único que dá ordens nessa equipe sou eu e caso não saiba terei que interrogar dois panacas agora...
A morena o interrompeu.
— Não tem problema, acompanharei este interrogatório e depois você me ajudará — falou cruzando os braços com sorrisos em seus lábios.
— Mas você é muito teimosa mesmo hein — resmungou saindo do elevador e sendo seguido por ela.
— Nada que você não saiba Salvatore e agora vamos logo... Por que caso não tenha percebido tem muita papelada para ser analisada — falou irônica recebendo um olhar revolto do homem.
Marcharam pelo corredor em silêncio, porém com carranca em ambas as faces, ela preferiu ficar sozinha na sala de observação enquanto ele e Matt interrogavam um homem aparentemente de trinta anos, cabelos ruivos e barba por fazer. Damon e Matt fitavam o homem seriamente, mas logo o mesmo encarregou-se de quebrar o silêncio.
— Ainda não entendi o motivo de eu estar aqui — suspirou — Nem sequer um advogado tenho.
— É só responder as perguntas que logo estará em sua casa fazendo sabe se lá o que.
Damon sentou-se a frente do homem e Matt permaneceu em pé ao lado da porta com seus braços másculos cruzados, afinal, sua única tática na equipe é de guerra, viver ou morrer.
— Sr. Patrick Thöms, por quanto tempo trabalha no hotel cinco estrelas Morghan Palace?
— Bom... desde os meus dezessete anos mais ou menos.
— Desde que chegou ao hotel já fora encarregado de inspecionar a entrada e a saída dos objetos do hotel?
— Mas é claro que não... Hm... precisei trabalhar por seis anos como gerente geral para enfim ganhar a confiança de meu empreendedor.
— Vocês se conheciam? Pois quando você começou a trabalhar era somente uma criança para entrar direto ao cargo que lhe foi dado, e ainda assim seis anos depois ganhar um cargo maior — sua voz continuava rígida, o homem a sua frente abaixou a cabeça e depois continuou.
— Eu sempre estudei nas melhores escolas, então quando tinha dezessete já tinha um conhecimento elevado de muitas coisas... Tive problemas em casa e então decidi viver por conta própria, o que por minha sorte, conhecia este amigo do meu pai que me ofereceu este emprego...
— Então você sabe me dizer exatamente de quem é esta pintura? — o agente mostrou uma foto preta e branca da pintura.
— Mas é claro, do famoso pintor Van Gogh — falou como se fosse algo obvio.
— Em todos os quartos do hotel possuí uma pintura desse pintor?
— Não só dele, mas como de muitos outros pintores...Porém o empreendedor escolheu não usar esta pintura de Van Gogh, pois é cara demais e existem pessoas que podem tentar roubá-la.
— Está me dizendo que nunca teve uma pintura desta lá no hotel?
— Ter já teve, mas me informaram que antes de eu me empregar no hotel tinha um quadro desse, porém, fora roubado, daí substituíram por um quadro estrelado...
Os dois agentes se entre olharam e em seguida Damon prosseguiu.
— Sr. Thöms nos explique então o porque esse tão famoso quadro do Van Gogh aparecer, de repente na cena do crime, sendo que outro quadro deveria está nesse lugar específico.
— Bom, se está falando sobre a morte no quarto 124, nesse dia estava de folga e fui acordado por funcionários enlouquecidos exigindo minha presença no hotel... Quando cheguei ao mesmo, tudo estava uma terrível loucura e creio eu que isso possa ter passado despercebido, não somente por mim quanto também por qualquer outro funcionário.
— Não achou estranho um quadro que custa milhões aparecer no lugar de um quadro considerado mais barato?
— No momento estou começando a achar tudo muito estranho. — sorriu de lado deixando todos confusos.
Os outros interrogatórios transcorreram como devia, calmo mas ao mesmo tempo repleto de informações necessárias para o desenvolver do caso. Bonnie estava pensativa seu instinto dizia que alguém estava mentindo, saiu rapidamente da sala de observação e seguiu em direção ao elevador. Chegando ao andar desejado cumprimentou com a cabeça quem a cumprimentava e entrou na sala da equipe, a loira ainda estava na mesma posição de quando saíra, pegou sua bolsa e tirou de dentro dela um envelope na cor marfim com alguns detalhes dourados.
— É isso — sorriu para si lendo o envelope.
— Falou algo? — a loira perguntou, curiosa.
— Acho que tenho uma idéia para o nosso próximo passo.
— Como assim? — ajeitou seus óculos.
Bonnie contou para sua colega de equipe tudo que estava pensando, a loira tentava acompanhar o raciocínio da morena. Horas depois a equipe já estava reunida novamente, debatendo sobre o que cada um acabara de descobrir. A jovem hacker, fora a primeira a se manifestar.
— Além de terem a mesma idade e serem do mesmo sexo, descobri que todas moravam entre os bairros Kensington e Chelsea, porém, ele ataca por coordenadas. Tudo indica que o próximo ataque será no bairro Knightsbridge...
Caroline a interrompe.
— Você não acha que isso está fácil demais?
A loira perguntou duvidosa, recebendo um olhar feroz da hacker. Todos sabiam que mesmo negando, as duas tinham una certa rivalidade. Rebekah prontamente respondeu.
— Se você tivesse me deixado terminar, saberia que não é somente isso — bufou irritada — Como a nossa amiga, Caroline disse, isso seria muito fácil de descobrir, até mesmo a polícia já teria descoberto... Se essas informações não tivessem sido apagadas dos arquivos.
Todos a olharam pasmos com o que acabaram de ouvir. Damon possuía um semblante preocupado em sua face, enquanto Bonnie tentava aceitar que o assassino pudesse ser qualquer um, até mesmo de dentro da justiça londrina.
— Está querendo dizer que o desgraçado pode ser até mesmo alguém desse departamento?
Matt perguntou furioso, todos mantiveram-se em silêncio. A equipe desde o início sabia que podia ser qualquer um, mas ninguém aceitava que este assassino, pudesse ser aquele cujo prometeu proteger a todos os cidadãos do país. Rebekah engoliu em seco e em seguida falou.
— Não só do departamento, como de qualquer outro meio de Justiça existente no nosso país... Mas vamos ser sinceros, já sabíamos que isso era possível, principalmente por ele agir a cada passo de forma estratégica.
— Bekah está certa... Caroline, o que encontrou? — Damon se manifestou com certa intimidade.
Bonnie olhou para ambos incomodada, mas nem sequer tivera tempo para pensar, pois a nerd logo falou.
— Como pediu verifiquei cada milímetro da injeção letal, e pelo meu conhecimento, nenhum componente químico fora do comum...
Stefan a interrompeu.
— Nós achamos componentes diferentes nos corpos. Os cortes indicam que eles as prendiam e agia de forma sadomasoquista com todas as vítimas...
Elena concluiu.
— Em seus cortes havia um minúsculo e quase imperceptível fragmento de um diamante, a forma como ele cortou seus pescoços, indica que ele era destro e, nos organismos fora encontrado a mesma quantidade em todas as vítimas, de uma substância própria de um certo cosmético, que no momento ainda não sabemos de qual se trata. Caroline está tentando descobrir.
O agente agora fitava intensamente Bonnie, que incomodada com o olhar do homem, prontamente encarregou-se de falar.
— Bem, li uma boa parte dos relatórios, já que um certo alguém que ficou de me ajudar, não cumpriu com sua palavra e em todos eles não há nada em que devemos nos preocupar. Mas...
Tirou o envelope de sua bolsa novamente e ao ver o olhar curioso de todos, menos de Caroline que já sabia todo plano, explicou-se como imediato.
— Hoje mais cedo, quando Damon estava interrogando os funcionários, meu instinto dizia que uma deles estava mentindo — Damon franziu o cenho — Sim, meus instintos raramente estão errados. Então de repente, lembrei-me que semana passada recebi em meu escritório um convite para um evento de classe alta...
— Sua vida social não nos interessa Bennett...
— Sabe que às vezes tenho vontade de socar a sua cara? — sorriu ironicamente — Continuando... Neste evento, provavelmente, vai está a maior parte, se não todas, da alta classe de Londres e com isso, vocês podiam infiltra-se entre as pessoas e tentar descobrir algo, enquanto eu, uma simples jornalista, farei o mesmo, mas como se fosse para a minha matéria semanal.
— E você não acha que se o assassino estiver lá, saberá que você está na nossa equipe? — perguntou Rebekah.
— Não, porque ninguém conhece de verdade a nossa preciosa jornalista — cruzou os braços um tanto incomodado.
— O que Damon quis dizer é que, eu sempre ando disfarçada. Me conhecem tanto como Bonnie Bennett a jornalista de uma grande editora, quanto como Judgey a grande jornalista investigativa. São muitos poucos os que sabem disso, só os de confiança sabem que eu tenho dois papeis na sociedade. E este convite ganhei como Bonnie Bennett.
— Então é por isso que se disfarçou para entrar ao hotel?
— Sim e antes que perguntem, faço isso tanto para a minha segurança, quando para a segurança de minha família.
Damon passou a maior parte do dia distribuindo estratégias para uma parte da equipe, enquanto Bonnie e Elena seguiram para o apartamento da legista que precisava apronta-se imediatamente para o evento que iria a noite. Elena tirou de seu armário um vermelho de alça grossa,longo e justo, praticamente obrigou Bonnie o vesti, e assim fez, a morena saiu do banheiro usando o belo vestido que deixava suas curvas ainda mais perfeitas e seus seios fartos, nas costas o vestido deixava amostra sua pequena tatuagem, devido ao enorme decote.
— Perfeita! — fora única coisa que conseguira falar.
— Estou me sentindo bastante estranha com esse vestido — resmungou.
— Pois não deveria, uma estrela do jornalismo como você, deve andar sempre chamando a atenção — sorriu guiando-a até a cama — agora deixe-me arrumá-la. — pegou o pó e a base, passando levemente na pele da morena —Então... O que aconteceu entre você e Damon?
— O que? — tentou não se exaltar — Nada ué...
— Ah... Não vem com essa, todos percebemos que vocês já tiveram algo no passado... Tentei até conversar com Stefan sobre isso,.. Mas ele logo desconversou.
— Bem... já namoramos no passado.
— Sério? Como você conseguiu aturar aquele homem chato?
— Ele nem sempre foi assim...
— Hm... Então ele era romântico?
— Não. Damon nunca foi romântico — tentava não demonstrar o tanto de desconforto que essa conversa lhe ocasionava.
— E porque terminaram?
— Hm... Acho que já está na hora de irmos.
— É... Você está certa. Levante-se e veja como está um arraso!!
A morena fez o que lhe foi pedido e simplesmente ficou pasma ao ver o quão bela estava, ela nunca gostara de se arrumar tanto, pois até mesmo a forma que levava sua profissão não a permitia isso. Seus cabelos com ondas que iam até acima de seu ombro e sua maquiagem simples finalizada por um batom vermelho a deixava perfeita aos seus olhos. Mal ela sabia, que nesse evento, não seria perfeita somente para si como também para os olhares incertos de alguns homens, talvez até mesmo do assassino. Lembre-se, nunca se sabe quem realmente está ao seu lado.
Amores, desculpe-me a demora, mas ando com o tempo bem corrido. Ultimamente não atualizei pois estava em semanas de prova, mas agora tentarei postar sempre. Por isso pergunto a vocês: Posso postar capítulos menos(mais ou menos a mesma quantidade que este capítulo), porém por mais vezes ou preferem que eu demorem e poste um capítulo mais longo?
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