Um tiro.



Um tiro era tudo que se podia ouvir naquela sala própria para este ato, tentava concentrar-se o quanto podia, mas era tudo em vão quando sentia os lábios rosados roçar em seu pescoço moreno. Mordeu os lábios inferiores tentando não demonstrar o quanto estava gostando. Mirou mais uma vez no boneco de madeira que se encontrava no fundo da sala e com sua Beretta 92FS atirou prontamente no local correspondente ao coração do boneco. O homem atrás de si contornou seus braços ao redor de sua cintura e a puxou para mais perto, sussurrando em seguida em seu ouvido.

— Como a sua mãe.

— É minha tia Damon — virou seu corpo de frente para ele e com seus braços pequenos contornou o pescoço do homem — E você sabe disso — selou seus lábios aos dele.

— Sim, eu sei. Mas é que você sabe né... Ela é tão linda quanto você, que às vezes as duas parecem irmãs e outras vezes parecem mãe e filha, mais do que tia e sobrinha — puxou o corpo da morena para cima a fazendo contornar seu corpo másculos com suas pernas.

— Hm... Devo ficar com ciúmes?

— Não, ela pode ser uma coroa gostosa e... — fora interrompido por um tapa leve que a mulher lhe dera — Calma!! Não se estresse Judgey, ela já tem dono...

— Que o seu pai não ouça o que acabara de falar da esposa dele — riu fraco e depois o fuzilou com o olhar — E você, senhor safadeza, tem sorte que não sou uma mulher muito ciumenta.

Ele aproximou seus lábios aos dela novamente em um beijo rápido e intenso, puxou seu lábio inferior no mesmo ritmo e respondeu:

— Mas em compensação eu sou muito ciumento — sorriu de lado.

— Sim, eu sei. Lembro muito bem quando você quase matou um cara só porque ele estava falando comigo.

— Ele estava pronto para te comer com os olhos — justificou-se.

— E você é vidente agora Salvatore?

— Não, mas sou um dos melhores agentes e já fui bastante mulherengo para conhecer quando um homem estar louco para transar com uma mulher.

— Damon, ele só tinha me emprestado a caneta — riu fraco.

— Que ele iria usar para anotar seu telefone!

Gargalhou do que acabara de ouvir e soltou-se dele, tirando os equipamentos que estava usando em uma das cabines da Academia de tiros DJB e marchou em direção à saída, sendo seguida pelo agente. Porém, antes que pudesse sair, seu companheiro a puxou para próximo de seu corpo prensando-a contra a porta. Fitou profundamente suas íris verdes e a beijou, como nunca havia beijado alguém. Um beijo de paixão e amor, como se cada fibra de seu corpo pudesse a proteger de tudo e de todos, era esse o seu maior sonho. Poder proteger quem tanto ama e se pudesse morreria por quem ama. Ao seu ver, mesmo que ela demonstrasse força e ousadia, ela era apenas uma boneca. Amava também seu pai e sua madrasta — que mais parecia boa do que má — Giuseppe Salvatore é um agente aposentado do departamento, sabe-se defender de qualquer problema que surgisse, a qual educou seus dois filhos desde pequenos para que conseguissem se proteger de qualquer coisa que estivesse pela frente, já sua madrasta Emily Bennett — mais conhecida com tia de sua amada — era uma policial civil de Londres, tem uma personalidade um tanto parecida com a de sua Judgey, mas conhecia e nem sempre se arriscava com os perigos de sua cidade. Já sua pequena passarinho — como chamava-a às vezes — adorava a adrenalina e a ideia de usar uma máscara vingadora.

— Bonnie, eu sei que você só se tornou jornalista investigativa para tentar pegar os assassinos de seus pais — ela prontamente desviou o olhar, porém ele segurou seu queixo a fazendo fitá-lo — Mas você não é nem preparada e muito menos é Batman para arriscar sua vida lutando com todos os bandidos que encontrar pela frente.

— Damon! Não começa, por favor... Você sabe muito bem que eu sei me defender, afinal, faço luta desde criança e agora estou aprendendo a atirar.

— Isso não é tudo Bennett! O mundo lá fora não é um conto de fadas ou um universo literário e muito menos o universo de histórias em quadrinhos para que você se arrisque, a conheço por muito tempo e sei que é teimosa demais para me escutar. Mas ouça bem. Eu te amo e não vou deixar nada acontecer com você!

Dias atuais.

Escuro, era tudo o que conseguia ver, já faziam cinco dias que estava nessa situação. Presa a correntes, suja e repleta de dores devido às vezes que o assassino tentara torturá-la. Estava encostada em uma parede gélida, em um quarto terrivelmente assombroso, lágrimas caíam de sua face, seus cabelos molhados e colados ao seu rosto como consequência do suor gélido. Uma parte de si lutava por esperança, acreditava que seu amada iria achá-la e salvá-la, mas outra parte já havia perdido a fé, estava sem força até mesmo para pensar. O silêncio do cômodo fora interrompido pelo ruído proporcionado pela porta. O homem com a mesma máscara de sempre adentrada no lugar depositando um pequeno pote de comida a sua frente.

— Se vai me matar, por que não faz logo maldito! — gritou.

O homem segurou seu rosto com força, sorriu internamente com o pequeno som de dor que sua voz demonstrava. Levantou a máscara até acima de sua boca, levou seus lábios aos lábios carnudos dela e o sugou. Ela tentava se soltar, mas ele tirara de seu bolso uma arma e a prensara sobre a barriga da morena — que usava somente suas roupas íntimas — e ela como um instinto paralisou. O Assassino deitou com seu corpo sobre o corpo frágil da morena, alisava seu corpo com frieza e força. A jornalista já não tentava mais se soltar. O pouco de brecha que conseguiu, enrolou suas pernas ao redor da cintura do homem másculo e sem demora usou as correntes ao seu favo, enrolando-as ao pescoço do homem e as puxando com toda a força que conseguia, ele tentou levantar seu corpo enquanto tentava afrouxar as correntes, porém ela o puxava com força contra o chão através das correntes. Ele aproximou-se e segurou seu corpo com força, ambos ofegavam, sem largar as correntes, com uma das mãos apertou com as unhas a intimidade do assassino, que gritou ao senti-la fazer tal coisa.

— DESGRAÇADA! — sua voz continuava como a de uma máquina.

Enquanto ele segurava seu membro com dor, ela tirou de seu bolso as chaves e abriu rapidamente os cadeados que prendiam as correntes ao seu pulso, pegou a arma do chão e levantou-se com certa dificuldade — pois mesmo que conseguira fazer toda essa ação, estava fraca — mirou a arma na cabeça do assassino, mas quando iria atirar, o som da porta abrindo-se novamente lhe chamara a atenção. Ela imediatamente escondeu-se atrás da madeira rústica e esperou, assim que outro homem apareceu usando a mesma máscara, atingiu sua nuca com um golpe. Ela pensara em atirar, porém se havia dois onde estava, poderia existir muitos outros também, então sem pensar duas vezes, prendeu os dois homens o mais rápido que pôde e correu. Correu pelo os corredores escuros da casa abandonada, saiu rapidamente pela primeira porta de onde estava e sorriu fracamente ao perceber o chão gélido informá-la que estava fora do local de tortura. Mesmo com a rua escura, mesmo sem conseguir enxergar o que estava pela sua frente, seguiu apressadamente pela floresta.

Sua boca estava ressecada, estava fraca demais para continuar e o frio da noite congelava até mesmo as espinhas de seu corpo. Ainda assim, continuou. Pensava sem perceber, em sua família, sua tia e até mesmo em seus momentos que passara quando namorava o agente, sentiu até mesmo uma lágrima rolar por seu rosto. E quando realmente já não havia mais forças, ouvira de longe o som de uma música, seguiu o som e quando já não havia mais árvores para impedir sua visão, cores chamativas de uma boate e entre outras lojas, fizeram seu coração pular de felicidade. Viu logo perto um casal de namorados sentados no banco mais próximo, ela aproximou-se calmamente tentando tampar com os braços suas roupas íntimas.

— Com...licença — falou fraca — Eu... eu... fui atacada — engoliu em seco — Poderiam...me emprestar.... o celular.

— Claro! — a mulher respondeu assustada, entregou-lhe o telefone e perguntou — Quer que a levemos à delegacia?

— Eu... vou ligar... para o meu... namo... colega... de equipe.

Discou o número do celular do agente, em poucos segundos ele atendera.

— Bonnie!!! — ele gritou como imediato.

— Damon?! Me ajude... Eu... Eu...

Um tiro.

Notas finais
Preciso mt que me.digam o que achou desse capítulo, pois o escrevi hj msm e postei rapidamente pq já estava demorando demais a postar... Então preciso de suas sinceras e divisas opiniões