Sadique

7 Posse - Parte II


Notas iniciais
Olha eu de novo~ Como prometido, atualizações semanais por enquanto já que um bocado de capítulos já estão prontos. Pra quem começou a acompanhar agora: bem vindos s2

“Bom garoto.”

Adrien queria tanto agradá-lo. De verdade. Havia algo em seu tom, em sua linguagem corporal que fazia com que quisesse ouvir cada palavra que dissesse. Além disso, aos poucos estava se descobrindo muito suscetível a elogios ― talvez a ponto de considerá-los um fetiche pessoal.

Obedeceu então a cada instrução imposta pelo rapaz quando o bondage teve início. E eram muitas instruções. Levante os braços. Mãos para trás. Separe as pernas. Fique de pé. Com paciência, ele o envolveu em amarras e nós complexos, pois não parecia ter pressa de apresentar-lhe aquela experiência.

E que experiência. A sensação da corda, ainda que não diretamente sobre sua pele, lhe apertava firmemente os músculos, sem machucá-los. Em alguns momentos, os laços afrouxavam por poucos segundos, até pressionarem com mais força que antes. Brevemente imaginou se os fios seriam capazes de causar sulcos sob o traje, porque isso lhe traria problemas ― no entanto, já estava envolvido o bastante para não se arrepender. E muito menos querer voltar atrás. A cada nó e torção apertada, a cada pedaço de corda a demarcar seus contornos, maior o contraste entre o material firme e rijo e seu corpo suave e flexível.

Chat Noir adorara esse contraste.

Mais e mais seus movimentos do tronco e dos braços eram restritos pelas linhas a circundar suas costas, sua cintura, seus pulsos. Quando ergueu-se para que ele finalizasse um dos laços do quadril, as fibras da corda arrastaram por sua ereção ao passarem pela virilha. O jovem arqueou-se inteiro com o contato, mordendo o lábio para abafar qualquer ruído; o resultado se deu de forma imediata.

Porque os fios contiveram seus movimentos; uma pressão deliciosa proporcionada por todos os laços e nós conectados. Mesmo que Félix fosse cuidadoso no gesto torturante de não tocá-lo nenhuma vez enquanto o amarrava, as fibras o apertavam e friccionavam e estimulavam. Contudo, seu silêncio não durou muito mais quando o rapaz agarrou as cordas pela parte de trás, puxando-as para torná-las mais estreitas. Adrien deixou escapar um gemido quando o ar lhe foi espremido para fora.

― Apertado? ― questionou, cínico, porque a manifestação sonora transmitira tudo, menos dor.

Ahh, só um pouco. ― O tórax foi comprimido de novo ao falar. ― Não precisa parar.

― Bom saber ―comentou, sem deixar de manusear a corda. ― Porque te imobilizar é só metade da diversão.

― Isso te d-diverte?

― Ver você se contorcer toda vez que puxo a corda com mais força. ― E esticou os fios mais uma vez, admirando os arrepios que surgiram com a provocação. ― Ter a chance de te tocar o quanto eu quiser. ― Chat ofegou com o último nó resistente. ― Te fazer completamente meu. ― A poucos milímetros de sua orelha sussurrou: ― Se isso me diverte? Você nem imagina.

― S-Sim, senhor ―respondeu de maneira automática, completamente distraído pelas sugestões que ele propusera.

― Levante-se ― ordenou ao encerrar, perto o suficiente para ampará-lo caso caísse.

― Vamos aonde?

― Tente adivinhar.

Já tinha uma ideia para onde iriam, pensou ao levantar-se para acompanhá-lo. Era o espelho do quarto ― aquela superfície extensa e lustrosa que achara tão estranha, já que ele não era nem um pouco vaidoso. Suas intenções eram mais indecentes do que era capaz de prever. O seguia com cuidado para não se desequilibrar sem o apoio dos braços; a coleira interligada à guia entre os dedos dele.

Era Félix quem o guiava ao puxá-lo ligeiramente, o que o deixava mais consciente de sua posse, como se fosse possível. Contudo, a garganta não era a única parte de seu corpo sob pressão constante. Cada passo gerava um roçar diferente das cordas sobre seu uniforme, um aperto mais firme ao seu corpo, um contorcer involuntário que o incendiava. Não era o único atento a estas mudanças:

― Então já percebeu?

― F-Foi por isso que me levou para a sala? ― Para que tivesse de andar de volta, no caso.

― Foi um dos motivos ― admitiu, ao entrar no quarto. ― Eu não também iria querer perder a oportunidade de te ver se arrastando de quatro na minha frente.

Adrien sentiu-se pulsar com sua resposta, e os laços ao redor da virilha o comprimiram mais uma vez. Ah, droga...! Chegaram à frente do grande espelho, e ele completou:

― E você é tentador demais para que eu seja o único a te ver, gatinho.

Chat pôde enfim ver a si mesmo no reflexo, enquanto ouvia daquele timbre rouco e maduro a incitar em si mesmo pensamentos impuros. Atravessando sua barriga em nós intrincados, as cordas o envolviam desde a base do pescoço até a junção das pernas. As linhas davam ênfase a partes de seu corpo que nunca lhe pareceram atrativas, mas que naquele momento, sob a tensão das fibras, o fizeram corar. E não era por timidez.

― Como quiser, senhor ― assentiu, obediente.

E logo se viu ajoelhado de novo. À sua frente, a figura autoritária do rapaz, de pé a uma distância tão curta que poderia alcançá-lo facilmente. Esforçou-se para cumprir a ordem de manter os olhos fixos aos dele. Porque, à sua linha de visão, havia algo muito mais atraente para se observar. Não foi difícil para Félix notar o interesse faminto de seu submisso.

― O que quer que eu faça com você, Adrien? ― perguntou ao abrir a braguilha da calça.

― O que você quiser. ―A voz falhou com a voracidade com que o desejava. O calor espalhou-se pelo abdomen, e o tórax ascendia e desabava devido a respiração. ― Só preciso de você.

― Sabe que não é assim que funciona ―advertiu, e deu início à frustração do jovem ao acariciar-se tão próximo do rosto dele.

Chat Noir se viu incapaz de controlar a respiração trêmula e suas cordas vocais o traíram ao não reprimir um lamento alto. Tudo porque a poucos centímetros Félix retardava a própria mão sobre a ereção cuja ponta reluzia com a lubrificação do pré-gozo. Os dedos da mão se mexeram involuntariamente, embora soubesse que não adiantava lutar contra as restrições. O próprio membro enrijecia entre as pernas e não podia tocá-lo devido aos braços imobilizados. Implorou, sôfrego:

Por favor! Por favor, por favor...

― Você sempre foi tão bom em suplicar. ― E arrastou mais lentamente os dedos para provocá-lo. Por deus, ele estava salivando. ― Mas por que não me diz o que realmente quer?

― Quero provar... ― ofegou, ainda que ambos soubessem muito bem o que ele queria experimentar. ― Como fiz com sua mão.

― E você está tão desesperado por isso, não está?

Félix, por favor ― rendeu-se, quase a choramingar de frustração. ― Eu quero tanto, eu preciso, por favor!

Desta vez, o rapaz se satisfizera com sua resposta. Era este o seu objetivo: olhá-lo de cima, em estado completamente devasso e impotente. Contorcendo-se ofegante, mesmo que minimamente, em busca de qualquer espécie de alívio. Além disso, também estava ansioso para sentir todo aquele calor e desejo a envolvê-lo. Por isso afagou e segurou sua mandíbula, e sem muito esforço fez com que ele abrisse aqueles lábios ansiosos por serem preenchidos.

― Sabe o que fazer, não sabe?

Adrien não precisava de mais comandos para se esticar e envolvê-lo com a boca. Foi com avidez que o engoliu, arrastando a língua por todo o percurso. Pela primeira vez na noite, ouviu o gemido do bibliotecário, e o som incitou em seu corpo um arrepio que o estremeceu inteiro. Ao seu redor, as cordas o comprimiram com força, principalmente entre os pulsos que ele movia de maneira inquieta ― a pressão era deliciosa.

Continuou a lamber e chupar enquanto gemia a cada latejar do volume entre seus lábios. Aquela era a única parte dele a que foi autorizado a ter, e iria saborear dela com muito prazer. Não apenas porque estava muito disposto a agradá-lo enquanto explorava seu comprimento de cima a baixo, numa bagunça úmida, mas também porque era incapaz de resistir à oportunidade de provocá-lo, ao menos um pouquinho. Como quando contornava a ponta de sua glande muito languidamente, ou sugava-o até que pudesse alcançar sua garganta.

(E era impossível se manter indiferente ao homem e seus dedos enlaçados entre os fios claros, acariciando-o enquanto murmurava incentivos obscenos. Definitivamente Chat tinha algum fetiche por elogios.)

Mas não se manteve no controle por muito tempo mais, pois após estimular Félix com sua sucção tentadora e sedenta, ele tomou as rédeas. O rapaz aproveitou-se das mãos como garras em seus cabelos para retê-lo e passou a mover os quadris para invadi-lo conforme seu próprio ritmo. Se a ereção de Adrien pulsara dolorosamente a cada gemido arrastado que ele deixara escapar, agora, subjugado à ereção a adentrar-lhe a boca em investidas curtas e instintivas, o desejo frustrado do jovem era uma tortura.

Tudo era quente. O membro rijo a esfregar-se sem rédeas contra seus lábios era insuportavelmente quente. Os dedos a guiá-lo; ardentes. Sua própria respiração sufocada e irregular estava aquecida, para não citar o calor esmagador em seu estômago. E queria queimar, pensou enquanto os ruídos molhados de sua língua tomavam o quarto. Deixe-me queimar, implorou mentalmente quando sentiu a tensão do corpo do parceiro. Queimar até não restar nada, e o gosto característico do sêmen o atingiu.

Não foi de maneira racional que lamentou a perda de contato quando ele se afastara, apenas para se ajoelhar à sua frente. Somente ansiava ser dominado, possuído, arruinado até não restar um único pedaço.

― Fez muito bem, Adrien ― enalteceu de modo entrecortado, pois estava tão ofegante quanto o herói. ― Um bom garoto como você merece uma recompensa.

E o puxou pela coleira para que os lábios o alcançassem. Como sentira falta dos beijos lascivos, dos dentes a mordiscá-lo, da língua a enroscar-se com a sua. Beijava-o com todo o ímpeto que ele atiçara, e um ronronar satisfeito nasceu diante da voracidade com que ele o correspondia. Porém, cedo demais ele o deixara, mesmo que não soubesse medir o tempo com precisão naquele momento.

― Tão ansioso. ― Sua voz era baixa e suave ao responder os gemidos incoerentes do felino. ― Eu sei, eu sei. Em breve ― murmurou, apanhando seu rosto entre as mãos. ― Porque vou te soltar dessas cordas ―prometeu, atento à sensual visão dele a suplicar por mais. ― Vou apagar as luzes e te esperar aqui. E quando voltar...

Então, muito lentamente, deixou os dedos arrastarem-se para baixo, descendo por entre a fibra das cordas e o spandex escuro. Enquanto uma das mãos o fazia tremer sob seu toque, a outra se manteve sobre a face parcialmente coberta pela máscara. E levou o próprio rosto a encostar-se ao dele, as bochechas em contato, quando os dedos lhe apalparam o órgão endurecido por sobre o uniforme.

― Quero sentir você sem mais nada cobrindo esse corpo delicioso ― sussurrou sobre sua orelha. ― E te fazer gritar enquanto cuido de você.

O gemido de Adrien foi longo e necessitado.

***

Experimentara o mais prazeroso alívio de sua vida quando desamarrado. Após tanta privação, sentiu-se livre e leve. Embora, ao mesmo tempo, também sentisse falta daquela pressão a apertar cada centímetro de sua carne ― que de maneira bem-vinda foi substituída pelas carícias de Félix.

Após desfazer a transformação e deixar que Plagg se distraísse com os queijos da despensa, venceu apressado a distância entre a cozinha e o quarto. Sorrateiramente, adentrou no quarto escuro através de uma abertura estreita da porta, e quando estava prestes a trancá-la sentiu alguém muito próximo, logo atrás de seu corpo.

― E-eu demorei? ― ofegou, enquanto os lábios do rapaz exploravam sua nuca e as mãos avançavam ao levantar sua blusa.

― Não. ― O cicio sobre a pele agora nua de seu torso o arrepiavam, e a mordida em seu ombro fez com que sua voz falhasse. ― Até que voltou rápido demais.

― Hnm… a cama-

Adrien deixou escapar uma lamúria libidinosa quando Félix pressionou o quadril contra o dele, logo que se livrara de suas calças. Só havia duas finas camadas de tecido separando-o daquilo cuja antecipação alimentara por toda a noite.

― Por que não aqui? ― provocou, esfregando-se contra o quadril que o jovem inconscientemente arqueava para trás. ― Por acaso não gosta?

Não apenas gostava ― o jovem estava adorando. Contudo, era impraticável responder de modo minimamente coerente quando havia tanto a distraí-lo: o timbre arrastado em seu ouvido, os dedos em seu cabelo, o corpo a inclinar-se contra o seu. Ele estava disposto a entregar-se, ali, no chão ou em qualquer outro lugar.

E, enfim, o rapaz lhe deu tudo o que ele queria.

Estava sensível demais após permanecer tanto tempo à borda, e o contato de pele contra pele era demais para que suportasse em silêncio. Mal soube definir quando Félix se despira também ou quando alcançaram a cama; sabia apenas que estavam ambos nus sobre o colchão. E a língua dele, sua respiração quente ― estava por toda parte.

Como ao lambê-lo tão intimamente, contornando com saliva onde Adrien estava acostumado a sentir apenas seus dedos. Em algum canto ainda racional de sua mente, o herói sentira vergonha diante de algo tão erótico, mas seus lábios só expressavam seu desejo por mais. Mais que os rastros úmidos e quentes. Mais que os dedos lambuzados de lubrificante. Mais que a investida inicial com que se viu incapaz de controlar o volume de sua voz. Mais rápido. Mais forte. Mais, mais, mais.

Arqueava as costas a cada golpe duro e lento, adentrando-o de maneira torturante, assim como se remexia, inquieto de tanto prazer, quando os impulsos aceleravam e se intensificavam. Sem nada que o contivesse, friccionava sua pélvis contra a dele, tentando obtê-lo o mais profundamente possível; enchia-o de arranhões e chupões; tocou a si mesmo pela primeira vez, embebido em lubrificação e a latejar com a necessidade.

Até porque Félix abandonara as pretensões de controle: não iria reprimi-lo enquanto os gemidos altos enchiam seus ouvidos, ou ao senti-lo contrair em sua volta, num calor delicioso a envolvê-lo. Ao contrário, incitava-o a descontrolar-se mais em murmúrios indecentes, pois a excitação dele era tanta que Adrien passou a respondê-los também.

E dedicaram juntos boas horas a saciar um ao outro, impregnando-se da fragrância luxuriosa do sexo. Havia mãos a agarrarem da carne com entusiasmo, dedos a enroscarem-se no lençol, o movimento lascivo de quadris a chocarem-se um contra o outro, duas vozes masculinas a se mesclarem na escuridão e dois jovens consumidos pelo desejo mútuo.

***

Não foi uma atitude impensada, o que não necessariamente implicava que ele agira de modo sensato.

Era arriscado demais voltar à Biblioteca Nacional apenas para vê-lo de novo. Afinal, a despeito de seu miraculous, Adrien tivera muita sorte ao não ser reconhecido no primeiro encontro. No entanto, não podia ― na verdade, não queria ― desperdiçar a chance de lidar diretamente com ele, durante o dia e sem identidade secreta.

Não só isso: queria conhecer seu cotidiano. Todo o seu dia, que não se resumia ao vislumbre noturno. Descobrir cada um de seus pequenos hábitos se tornara, mais que um passatempo, uma forma diferente (ainda que moralmente duvidosa) de conhecê-lo. De alguma maneira, sentia que desde a visita em que acidentalmente o encontrara conseguira se aproximar de Félix ― afinal, ele o tratava pelo nome agora.

E ser visto, mesmo que ele não pudesse reconhecê-lo, ainda lhe enchia o peito de uma alegria plena, quase rudimentar. Nascia de maneira espontânea cada vez em que trocavam olhares por acidente ou se encaravam durante poucos segundos ao atravessarem corredores em direções opostas.

Obviamente, Adrien era sorrateiro em suas visitas. Estava espionando alguém no sentido mais literal, e ainda que quisesse que por algum motivo mágico o rapaz descobrisse sua identidade, não era daquela forma que imaginava essa situação ideal. Não apanhado como um perseguidor obcecado.

Até porque seus pretextos iam além de observar e ser reconhecido. Sua curiosidade era maior do que a satisfação ao constatar que Félix preferia a própria comida caseira do que almoçar em algum restaurante caro (que provavelmente era inacessível devido a sua remuneração como auxiliar de bibliotecário). Ou que, apesar de nada simpático, era um funcionário educado e até bastante paciente ― o típico empregado competente que não se destaca de forma alguma. Ou ainda deleitar-se com a esporádica visão da nuca pálida, de linhas bem definidas, quando ele prendia o cabelo em rabos-de-cavalo displicentes. Os poucos fios soltos, saltando sobre o pescoço no qual o contraste era mínimo, lhe provocavam uma vontade irresistível de ir até lá para acariciá-los.

Porque era esse o seu objetivo: interagir.

Seria imprudente, Adrien bem sabia, mas era irresistível. Enfiaria algum bilhete bobo dentro de um dos volumes com alguma mensagem simples. Contudo, a elaboração de uma mera frase tomou-lhe alguns minutos até que conseguisse sintetizá-la. Para não confundi-lo do verdadeiro remetente, desenhou uma pata preenchida de nanquim preto ao canto. É, talvez fosse ridículo e pueril, mas o jovem sentia-se ridículo, pueril e profundamente apaixonado para não se importar com as duas primeiras características.

Inseriu a folha dobrada em um ângulo estranho, saindo por pouco das páginas para que alguém atento pudesse identificá-lo. E, segundo o que conhecia de Félix e de seu inflexível senso de organização, ele iria encontrá-lo. Ou ao menos assim torceu em sua mente, ao afastar-se para garantir seu anonimato. De uma distância relativamente segura, aguardou que ele percebesse a imperfeição em meio ao ambiente imaculado da sala de leitura, e ele o fez segundo suas previsões mais otimistas.

“Já te disseram que bibliotecários de cabelos presos são muito atraentes?”

Esperou pela reação de Félix após ler a tentativa de flerte escrita em caligrafia caprichosa, disfarçado entre outros estudantes. Os olhos azuis arregalaram-se um tanto, e passaram a procurar pelo autor, vasculhando o ambiente. Quando a tentativa se mostrou frustrada, deu um breve suspiro e encarou o pedaço de papel mais uma vez, com as sobrancelhas arqueadas. E, da expressão indistinguível, as feições se abrandaram minimamente e nasceu um suave sorriso de canto.

Valera a pena, pensou Adrien ao pressionar os lábios numa linha para conter a felicidade eufórica que o denunciaria.

Notas finais
Espero mesmo que essa cena não tenha ficado brega porque ela me deu um bom trabalho hahaha E sim, deixei implícito (EXPLÍCITO) que Adrien tem praise kink porque acho a cara dele. Até segunda que vem e nos vemos nos reviews~