Sad Townside Over

1 Sad TownSide Over Blue Blood Dress


Notas iniciais
Etto... Uma história que queria publicar a muito tempo, mas não sabia se devia, publiquei ela e espero que gostem, nos vemos no final! ^^
A chuva estava caindo forte naquele dia. Mas eu não podia escutá-la. Era tudo muito confuso. Depois de ver todo aquele sangue escorrendo do peito dela e mudando todo aquele vestido azul. A cena me impedia de raciocinar. Pensei em fazer muitas coisas com aquela arma, mas umas palavras que me foram ditas antes daquele momento me fizeram ser mais cauteloso em relação ao que faria, mas o desejo de estar com ela não me saía. Então o jeito seria esperar... Esperar o momento certo. Éramos, a meu ver, um casal comum, com uma vida amorosa e pacifica. Eu era biólogo e ela trabalhava com artes, ela trabalhava com artes. No nosso aniversário de 5 ano de namoro ela me deu um quadro com várias cores, pois simbolizava a nossa união sem distinção de forma. Éramos uma mistura de cores que combinavam em harmonia. Eu não sou uma pessoa muito criativa, então eu dei a ela um vestido azul. Ela rio quando eu fiquei com vergonha de entregar o presente. Foi em janeiro que fizemos essa troca de presentes. Em pleno Maio, eu estava lendo o jornal e uma coisa me intrigou. A cidade estava sofrendo uma grande onda de assassinatos, todo dia algum ocorria, e a cidade era muito pacifica, mas o que mais me intrigou foi ela ter parado de usar o vestido que eu a dei, não naquele dia, mas a algumas semanas. Ela não teria gostado? Mas logo mudei de pensamento e voltei a ler o jornal. Um sobrevivente havia descrito o assassino como uma pessoa calma e tranqüila que chegava perto de você e explicava o motivo do assassinato antes de cometê-lo. O sobrevivente disse que, pela piedade do assassino ele havia prometido não dizer mais nada, mas disse que ninguém nunca o chamaria de assassino. Eu terminei de ler a matéria e contei tudo para ela. Ela ficou surpresa. Eu pedi para nos mudarmos, mas ela disse que era melhor não. Que estávamos bem e que tudo daria certo. — A policia dessa cidade é muito eficiente. Pode confiar! Eu olhei para ela e ri de mim mesmo e da minha preocupação, afinal os assassinatos só ocorriam na parte mais rica da cidade. Vivíamos em uma parte comum e simples. Certo dia eu estava dormindo em casa quando houve uma grande movimentação na nossa rua. Todas as pessoas corriam apressadas e o barulho me acordou. Fui olhar da janela. As pessoas corriam desesperadas e gritavam: — O ASSASSINO! O ASSASSINO! CORRAM! CORRAM! Uma figura de longos cabelos loiros, usando um casaco preto e uma saia azul passou pela minha janela como um vulto. Só após um grito abafado e sem fôlego que eu caí na cama e notei que estava sozinho no quarto. E fios negros e loiros se misturavam no chão junto a um bilhete no criado-mudo. “ Eu volto amanhã, vou para a casa da Clara. Não se preocupe comigo.” Eram quatro da manhã e aquele bilhete só havia piorado minha situação. Onde ela estava? Será que... Não, mas e os cabelos, o cabelo dela é preto então porque fios loiros estavam no chão? Onde eu estava? Em que eu havia me metido? O que eu faria? Eu estava confuso queria escapar dali queria fugir, mas algo me prendia, principalmente a situação de que queria ter certeza de que ela estria bem. Liguei para o celular dela, mas ela não atendeu. Liguei para a Clara, mas chamou e ninguém atendeu. Cometi a loucura de colocar um casaco e sair da casa. Um quadro de duas crianças, uma loura e uma morena sorrindo com as cabeças encostadas, enquanto tomavam sorvetes sentados em um banco. Mais uma pintura dela, ela deve ser mesmo muito feliz, se “aquilo” tivesse ocorrido, não sei o que faria, não sei o que ocorreria se essa felicidade, que me contaminava fosse destruída. Dei um sorriso, fechei os olhos e continuei até a porta. Em meio à confusão eu não conseguia enxergar a rua tudo estava ficando embaçado e havia começado a chover, mas meus passos não mudavam de direção seguindo em frente para a casa da Clara a fim de obter uma resposta, que eu esperava que me acalma-se. Cheguei à casa da Clara e bati desesperadamente na porta, ninguém apareceu para abri-la, então comecei a pensar o pior. Gritei enquanto chorava, mas nada, me sentei na escada em frente à porta da casa e comecei a chorar enquanto perdia as esperanças, mas não podia ser assim, eu não iria desistir dela naquela noite, aquela não seria a ultima noite. Não poderia ser. Seria um pesadelo se fosse. Criei coragem e me levantei daquela escada. Comecei a correr pela cidade, sem rumo algum, esperando encontrá-la em meio a multidão, até que ouvi um tiro, me virei e uma garota de cabelos escuros caiu no asfalto. Corri para ver que era. — C,C,Clara?! Ao mesmo tempo em que me sentia mal por ver a Clara morta com uma bala nas costa comecei a pensar se o “ele” não estava atrás das duas. Corri de volta à casa de Clara. Derrubei a porta com um chute. E corri pela casa inteira procurando-a. Entrei em todos os quartos, mas não a encontrei. Até aquele momento não havia conseguido pensar em mim mesmo, mas comecei a me preocupar comigo e se eu não estava sendo procurado também. Em uma busca desenfreada por segurança corri de volta para casa e tropecei em uma garotinha de , aparentemente, 7 anos. — Qual o seu nome? — An,Annie. — Por que está chorando? Porque me perdi da minha mãe. — Vamos procurá-la. — Estou com medo. — Não se preocupe, vamos encontrá-la. — An? Me virei com um brilho nos olhos, pois meu nome é Andrew e ela me chamava de An(Andy), mas não era ela, seria bom de mais para ser verdade. Seria um verdadeiro sonho, mas não era ela, era a mãe da garotinha. Que agarrou-a nos braços e me disse: — Obrigado! Muito Obrigado por cuidar do meu bem mais precioso! Muito obrigado! Mas afinal, o que faz nessa confusão? — Estava procurando alguém, mas “acontecimentos” me fizeram voltar para casa. — Onde você mora? – Ela perguntou — Na casa 35 da Amber Street. — Está longe. Quer ir para a nossa casa? — Não, obrigado. Vou para a minha mesmo. Tínhamos nos acalmado devido a, após a morte de Clara, tudo ter começado a se acalmar, aos poucos. Voltei para casa, mas ela ainda não havia voltado. Sentei na cama e comecei a tentar mudar de pensamento, para conseguir dormir. Pelo menos amanhã era sábado. Comecei a me acalmar e lembrei que o MEU cabelo era loiro e Comecei a “encaixar as coisas na realidade pacifica”. Nessa história de tentar aclamar as coisas eu acabei pegando no sono e, as oito da manhã: — Andy? Você está aí? — Foi o som mais reconfortante que ouvi em, praticamente, toda a minha vida. Me levantei em um pulo, corri até a porta e comecei a chorar enquanto a abraçava e agradecia por ela estar viva, por ela estar ali. Ele me olhou com os olhos confusos e ternos. — O que aconteceu? — A Clara, e a An, e o pavor, as pessoas, a casa... Ah! — Se acalme! E me conte devagar. Eu caí nos braços dela e comecei a contar tudo. Eu não era de chorar muito, então ela entendeu tudo e disse: — Eu disse que ficaríamos bem! – Ela sorriu e eu sorri junto. Naquele momento tudo parecia certo que estaria bem! Exceto... — O quadro! – Ela disse! — O que foi? O quadro dos peixes! Ele não está mais ali! — Peixes? Eu sei que foi esse quadro das crianças que me fez correr atrás de você! -Você tirou o quadro da base? — Não. Por quê? — Por nada! Eu sabia que ela estava escondendo algo de mim, mas eu não queria pensar em outra coisa a não ser em ela estar ali ao meu lado. Era a melhor emoção que já senti! Me sentia em um paraíso de paz, pena que foi cortado por um estrondo e uma bala que atravessou o peito da garotinha no quadro. — O que foi isso? – Perguntei. — Deve ter sido uma bala perdida. — Ou “ele” está aqui. Ela estava nervosa e eu também, nervoso suficiente para não notar a bolsa dela, mas, por sorte eu não fiz isso, pois da bolsa dela dava para ver um volume e fios louros perto da bolsa. — O que é isso na sua bolsa? — Nada! — Eu vou olhar. Virei-me de costas para ela e andei em direção a bolsa. Ouvi o barulho do quadro caindo e logo após ela me disse. — Será melhor para nós dois se você esquecer tudo isso! Virei-me e lá estava ela, segurando uma arma contra mim e o quadro dos garotos caído com a garota furada no peito e Ana usando seu vestido azul, com algumas manchas de sangue. — O que você é? O que você fez? Quem é você? — Eu não sei. Ela largou a arma e um tiro passou de raspão do meu lado direito. Ela caiu chorando no chão. Eu fui falar com ela. — Por que você fez isso? Por que mata pessoas? — Eu não sei! Eu não sei! – Eu a abracei e ela continuava a chorar, em um choro culpado e desesperado. — Você me odeia? Deve estar me odiando. — Não! Eu te amo, nem que você tivesse tentado ME matar, eu ainda iria te querer bem. — Então, então... eu vou disser porque que fiz o que fiz. — “Eu estava aqui pintando meus quadros quando um homem chegou e, você sabe que eu fiz treino de tiro e que eu era a melhor, que seja. Ela me pediu para, isso faz 3 meses, “aniquilar” uma pessoa, eu recusei, mas ele disse que nossa vida melhoraria, por isso que eu consegui comprar tinta e material, sem isso entraríamos em falência. Ele contou para uns amigos e os amigos para outros amigos e, assim, minha fama se espalhou, coloquei a peruca loira para que ninguém me reconhecesse e escondi de você com medo que você passasse a me odiar. — Eu nunca poderia te odiar! — Eu sei, mas, mesmo assim, eu tive medo. — Não se preocupe tudo ficará bem! — Não! Não ficará! Eu não vou conseguir me controlar! Eu vou acabar matando alguém novamente e tudo vai piorar! O único jeito de ficarmos em paz é se você me matar! — O quê?! — É! Assim eu ficarei em paz e você também! Vamos! Você consegue! — Não! Não! Eu não consigo! É impossível! — Não! Não é e eu vou te mostrar! Ela pegou a arma, segurou minha mão colocou no gatilho, apontou para o coração dela e disse: — Você consegue! -Não eu não posso! — Pode sim! Será melhor! Se não fomos felizes aqui poderemos ser felizes em outro lugar! Em outra vida! — O que está dizendo! Nós somos felizes! — Não se engane! Nós não somos! – Ela apertou meu dedo e... Caí de fraqueza E desespero. O mundo estava rodando, eu estava me perguntando o que havia acontecido, se não era tudo um pesadelo. E nisso minha sanidade escapava de mim e loucura falava mais auto. Pensei em fazer várias coisas com aquela arma. O sangue dela se misturava ao da vitima naquele vestido, liguei para ambulância, mas desliguei o telefone, só oq que impediu de enlouquecer naquele momento foram as palavras: Tudo ficará bem. Se não fomos felizes aqui poderemos ser felizes em outro lugar! Então estava decidido! O lugar em que seriamos felizes seria um lugar onde a rainha seria a insanidade e nós poderíamos ser felizes em um mundo de falsas realidades. Em um mundo feliz. Mas espera, o que eu estava pensando, aquilo foi para que eu fosse feliz! E assim seria! Foi dormir fingindo que nada estava acontecendo, em uma esperança de vida melhor. Um novo começo, onde ela e as minhas lembranças se misturariam as coisas novas que apareceriam na nossa vida e talvez um dia, eu volte a vê-la, e nesse dia eu serei eu mesmo, feliz. Assim espero.
Notas finais
Gostaram? Comentem por favor! ^^!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.