Sacrifício
1 Capítulo 1
Um lagarto adormecido
Na incoerência das pedras,
No fim do mar esquecido.
Versos sonolentos escapam
do sangue vivo de uma nuvem
Feita de sonho e prata
Por toda a praia nossos cérebros
congelados ensaiam a morte fervilhante,
Viemos das eras secretas da criação,
Eternidade finita cercada de maldição.
Caçando numa estrada de vértebras de metal
O poeta está com sua mão, buscando
o sacrifício de si mesmo para a grande serpente.
Mais além das gentes, transeuntes sinistros
pulsa como a febre de um relógio
O beijo inseparável dos lábios de Deus
no acorde resplandescente da mutação.
São crânios de concreto espalhados
por todo o palácio, de vidro e espuma.
Em tal palácio vamos brincando de existir,
Tentando alcançar a dissonância de todas as coisas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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