Um lagarto adormecido

Na incoerência das pedras,

No fim do mar esquecido.

Versos sonolentos escapam

do sangue vivo de uma nuvem

Feita de sonho e prata

Por toda a praia nossos cérebros

congelados ensaiam a morte fervilhante,

Viemos das eras secretas da criação,

Eternidade finita cercada de maldição.

Caçando numa estrada de vértebras de metal

O poeta está com sua mão, buscando

o sacrifício de si mesmo para a grande serpente.

Mais além das gentes, transeuntes sinistros

pulsa como a febre de um relógio

O beijo inseparável dos lábios de Deus

no acorde resplandescente da mutação.

São crânios de concreto espalhados

por todo o palácio, de vidro e espuma.

Em tal palácio vamos brincando de existir,

Tentando alcançar a dissonância de todas as coisas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.