Sacrifices
17 Voltando à estaca zero
Emily estava sentada na escada enquanto levavam o corpo de seu meio irmão embora, ainda estava em choque com tudo aquilo, precisava desesperadamente voltar para D.C, para Aaron.
– Com licença – perguntou a um policial parado próximo a ela – alguém poderia vir logo falar comigo? Eu realmente preciso de um banho.
– Senhora eu preciso primeiro conversar com o oficial, tem um protocolo a seguir antes que possamos tomar providências.
– Eu entendo perfeitamente, sou uma agente do FBI, conheço o protocolo – ela respondeu, mostrando o a identificação.
– Ok então, espere aqui enquanto procuro pelo oficial responsável.
– Não precisa mais – ela falou – ele está atrás de você.
O policial olhou para trás
– Oficial, agente Prentiss gostaria de falar com o senhor, com licença – e saiu, deixando Carlson e Emily ali.
– Ele é novo? – ela perguntou
– Na verdade sim, ele é, por quê?
– Nada, só me pareceu um pouco perdido por aqui.
– Então agente Prentiss, tenho algumas perguntas.
– Claro que você tem – ela respondeu com um sorriso.
– Conte-me exatamente o que aconteceu, tudo que sabe do início ao fim.
– Bem, eu vim de D.C visitar meu meio irmão, entrei e o encontrei aqui, vasculhei a casa e não achei nada suspeito, então liguei para vocês e foi isso.
– Ok, você disse que a vítima era seu meio irmão?
– Exatamente, filho do meu pai com outra mulher.
– Antes de seu pai conhecer sua mãe?
– Na verdade foi um caso extraconjugal, nascemos praticamente ao mesmo tempo, e eu espero que isso permaneça privado devido ao status de minha mãe.
– Como? Não entendi.
– Oficial, eu sou filha da embaixadora Elizabeth Prentiss, então esse tipo de coisa não pode vazar, minha mãe é uma figura pública.
– Entendo perfeitamente, não precisa se preocupar. Continuando, você veio aqui para visitar?
– Isso, ele me pediu para dar uma passada.
– O que ele queria?
– Eu não sei, e agora perdi a chance de saber – ela respondeu, pensando no quanto estivera perto de ter uma pista sobre o assassino.
– Isso é tudo, obrigada por sua ajuda. Fique por perto caso precisemos de mais alguma coisa.
– Claro.
Chagando ao hotel, a primeira coisa que ela fez foi ligar para Aaron.
– Emily? – ele atendeu
– Ele está morto.
– O que? Do que você está falando?
– Raphael, eu cheguei lá e o encontrei. Ele está morto Aaron.
– Meu Deus onde você está?
– No hotel, acabei de chegar.
– Não saia daí, vou no jato do departamento, chegarei logo.
– Mas Aaron...
– Não Emily, eu estou indo e conversamos quando eu chegar. Amo você.
– Amo você também.
Essa espera tinha sido uma das piores pela qual ela havia passado, ficar ali sem poder fazer nada era agoniante, estava a ponto de sair quando Aaron chegou. Ela então contou tudo, incluindo a sua conversa com o policial.
– Eu não quis entrar na história da morte da amante do meu pai, ele e vovô já estão mortos de qualquer maneira, não quero que minha mãe se sobrecarregue com isso.
– Eu entendo, mas eles vão investigar essa morte agora, sabe, eles podem encontrar alguma coisa.
– Eu sei, só espero que encontremos antes deles.
– Nós somos os melhores, a equipe está trabalhando de lá, Morgan irá me cobrir. Queriam ter vindo também, mas infelizmente não podem.
– Às vezes esses protocolos e regras são um saco.
– Tenho que concordar com você.
– Eu não posso ter pessoas morrendo ao meu redor agora Aaron, eu não vou deixar ele ganhar. Raphael era minha única pista, agora ele está morto e eu voltei à estaca zero.
– Vai dar tudo certo querida, nós vamos achar esse cara.
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