Notas iniciais
O mais belo casamento já feito no Olimpo, finalmente Athena e Poseidon estavam juntos (...)
Uma gravidez para alegar o mar e a guerra, a nova deusa teria o poder de destruir para sempre as ameaças do Olimpo, mas um juramento sobre o Estige não pode ser quebrado sem um preço alto (...)
- Não sei se você teria coragem para pagar esse preço Poseidon – disseram as Parcas
- Eu farei qualquer coisa para garantir a divindade de minha filha, qualquer coisa – garantiu o deus dos mares, Athena estava desolada
- Pois bem, os dois quebraram juramentos sobre o Estige por isso estão sofrendo tanto, mas isso é só o começo – disse Cloto a que tece os fios da vida.
- Não importa o que for necessário, apenas digam o que tenho que fazer – disse um Poseidon aflito, seus irmãos e sobrinhos observavam a cena com tristeza.
- Terá que sacrificar o seu herdeiro e jogar sua alma no tártaro para ser torturado por toda a eternidade – disseram as e parcas ao mesmo tempo (...)
Poseidon chorava em seu trono em Atlântida, seu único filho semideus, que lutou ao seu lado, que nunca recebeu nada dele apenas risco de vida e monstros o seguindo, Percy não merecia um destino tão cruel , não sabia se teria forças para sacrificá-lo (...)
- Você disse que faria tudo por nossa filha, depende de você salvá-la, traga o garoto agora, não temos tanto tempo – pressionou Athena aflita (...)
Poseidon o olhava de longe, ele estava cada vez mais parecido com ele, parecia tão feliz no acampamento, lágrimas brotaram de seus olhos, ele não conseguiria fazer nada a Percy (...)
O conselho olimpiano se reuniu, a votação que obrigaria Poseidon a sacrificar seu filho. Athena, Deméter, Dionísio, Ares, Hera, Hefesto, Zeus votaram a favor do sacrifício; Poseidon, Hades, Apolo, Artemis, Afrodite e Hermes votaram contra (...) ele não teria escolha, teria que sacrificar seu herdeiro (...)
O deus dos mares apareceu no chalé 3 e surpreendeu o filho ainda dormindo, parecia um anjo, mal sabia que seriam suas últimos dias de vida (...)
Percy estava acorrentado no meio da sala dos tronos, ele tentara fugir mas fora caçado por todos os deuses filhos de Zeus, o conselho estava reunido e a hora do sacrifício chegava; (...) Poseidon estava com uma aparência deplorável, não dormia a dias, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, ele se levantou e foi até seu filho, lhe deu um último abraço e beijou-lhe a testa e ouviu o que nunca esperaria:
- Pai eu te perdôo por isso – disse Percy, suas últimas palavras antes de sua alma chegar ao tártaro (...)
Os anos viraram séculos, Poseidon nunca mais foi o mesmo, não sorria, não fazia piadas, seu coração estava no tártaro sendo torturado junto com seu filho. Penélope sua filha se desenvolveu, mas não para o bem, era ambiciosa, sabia o que queria e de seus poderes e em vez de eliminar os inimigos dos deuses ela os fortaleceu (...)
O conselho estava enfraquecido, o senhor da morte alertou seus irmãos sobre a rebelião dos titãs e primordiais no tártaro, parecia que finalmente a era dos deuses acabaria (...)
Ainda há uma saída, disse Héstia ao conselho, uma antiga profecia que Réia lhe passou, uma profecia feita pelo próprio Caos, mas para isso alguém que fora injustiçado pelo Olimpo deveria ser reparado, mas será que o dano de séculos de tortura apenas garantiriam o fim da era dos deuses? (...)
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