Sacrifice
1 Capítulo único
Notas iniciais
A fic ficou bem curtinha, até porque eu não tinha muito o que falar sobre os sentimentos do Raito. Enfim.
Boa leitura c:
“Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é um feito, e sim, um habito.”
(Aristóteles)
Ele caiu. Eu contive um sorriso no primeiro momento. O que eu mais esperava desde que toda aquela historia tinha começado finalmente acontecera. L estava morto.
Graças à “boa ação” feita por Remu eu poderia, finalmente, continuar com o meu plano inicial. Ser o deus do novo mundo. O shinigami tinha sido tolo o bastante para cair na armadilha que eu mesmo tinha armado para ele. E para salvar a idiota da Misa ele era capaz de fazer tudo. Até mesmo se autodestruir.
Eu olhei para corpo do ex-detetive, agora sem vida. Lembrei-me dos momentos que passamos juntos, graças as correntes que faziam com que permanecêssemos unidos.
Lembrei-me do momento que nos unira há alguns minutos atrás. L parecia outra pessoa. Eu não negaria que sentia algo pelo detetive viciado em doces. Como não sentir algo por ele? Passando 24 horas amarrados um ao outro. Sempre observado o modo como ele agia, como tratava as pessoas. E o fato de que todos gostavam deles. Até mesmo eu.
Mas nem o amor poderia me impedir de continuar com os meus planos.
Ele sabia que eu era o Kira desde o começo, só que ele precisava de mais provas. Ou talvez não precisasse. Talvez ele só quisesse ficar um pouco mais de tempo perto de mim, até que seu desejo por atenção estivesse saciado.
Resolvendo casos por ai, brincando com marginais e arriscando a própria vida. Esse era o estilo dele. Ele se deu completamente ao trabalho. Não se importava mais com a própria saúde e seu único proposito era capturar o Kira.
Ele só não percebeu que já o tinha capturado há muito tempo.
O meu fim era obvio desde o começo. O shinigami sabia que aquilo tudo não daria certo, e que eu acabaria morrendo, caindo na armadilha de uma criança. Eu era o único que ainda não tinha percebi com o que estava brincando.
Assumindo o lugar de L eu mantinha as aparências. Como o “L” podia ser o Kira?
Mas enquanto eu pensava que estava seguro, duas crianças observavam todas as decisões do Kira. As minhas decisões.
Eu sacrifiquei bons policiais, sacrifiquei um bom detetive. Eu sacrifiquei o meu pai. Sacrifiquei também a felicidade da minha família por um sonho que estava fadado ao fracasso desde o inicio.
Fui descoberto por uma criança chamada Near, que gostava de brincar com bonecos, e que me explicou todo o seu jogo, desde o inicio até o fim. E o fim era aquele ali.
O maldito do Mikami tinha sido apenas mais um inútil. Ele não tinha notado que o Death Note verdadeiro havia sido trocado. Graças a ele eu contei todo o meu plano.
O fim estava próximo demais.
Mesmo baleado, sangrando e já esperando pelo obvio eu fugi. Deixei aquele lugar correndo pelas ruas, sujando tudo meu sangue que já estava sujo graças ao ódio, rancor e a falta de amor que eu demonstrei para todos aqueles que esperavam algo melhor de mim.
Escondi-me, esperando não ser encontrado pelos policiais. Eu tentaria sobreviver do meu jeito, tentaria fugir, ficaria melhor de algum jeito, e então eu tentaria voltar e continuar com o meu plano, é claro.
Minha vida passava pelos meus olhos, rápido como meu sangue que se esvaia.
Como um golpe de misericórdia– ou apenas praticando aquilo que foi criado para fazer – Ryuuku usou seu Death Note contra mim. O shinigami não tivera um pingo de amor no coração, não se apegara a mim.
Do mesmo jeito que eu não havia me apegado a vida das outras pessoas.
Durante os meus últimos segundo de vida eu vi ele. Lawliet estava ali, olhando para mim. Eu não sabia se aquilo era real, ou uma miragem causada graças ao meu fim próximo.
Eu apenas fechei meus olhos, sem pensar em mais nada, levando comigo apenas a imagem de L.
Naomi Misora se sacrificou por seu marido.
Watari se sacrificou por L.
Misa se sacrificou por mim.
Meu pai se sacrificou tentando me proteger.
L se sacrificou tentando proteger a todos.
Eu me sacrifiquei apenas para acabar com todas as esperanças que eles tinham depositado em alguém como eu.
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