Sacrifice
22 um começo...ou não!
Notas iniciais
mais um capitulo pra vocês!
- você tem certeza?
Meu coração estava batendo na boca, nunca havia me sentindo tão assustada em toda minha vida, apertei a mão de connor com força, eu estava suando.
- tenho – murmurei – absoluta.
Tenente Vincent me olhou nos olhos como se eu estivesse mentindo, senti meu rosto corar.
- é mesmo?
- é, ela tem certeza – connor parecia estressado – Amanda nem deu alguma pista de que poderia sair, ela estava bem quando a deixamos na festa.
Ele passou sua atenção para connor e senti sua tensão aumentar.
- sabe eu acho singular que a princesa tenha convidado vocês para o aniversario dela – tenente Vincent deu a volta na mesa de interrogatório – e também é curioso o fato de que vocês dois deixaram a festa mais cedo, mesmo tendo certeza de que convites da realeza não são muito comuns, não acham?
Engoli em seco.
- não estava me sentindo bem – murmurei – connor me levou ate meu quarto.
- sei – Vincent murmurou parecendo entediado, então voltou a se sentar.
- se você sabe disso, por que ainda estamos nesse lugar – connor se alterou do meu lado – estamos perdendo tempo aqui, não podemos resolver nada sentados.
- connor, por favor – murmurei – não quero perde você também.
- engraçado – tenente batia o dedo indicador no lábio – pelo jeito que se descontrolou, achei que era namoradinho da senhorita st’clarer, mas é claro que sabemos que ela refere o companheiro de vossa majestade.
O que? Do que esse homem estava falando? Como ele poderia ousar dizer algo desse tipo sobre Amanda e o tenente petrov, ele era mais baixo do que pensei.
Connor olhou para mim e deixei toda minha idignação passar pelos meus olhos.
Passamos mais três longas horas na sala de interrogatório, por sermos amigos de Amanda, eles achavam que ela havia nos contado tudo, o seu grande plano de matar a princesa e fugir com o namorado dela, ate tenente alto deveria saber o quanto isso soava idiota.
Só que eu estava preocupada, tudo bem, havíamos tido nossa primeira briga, mais isso não era motivo pra ela não nos avisar que pretendia se matar, senti um forte puxão na boca do estomago, era tudo culpa minha, Amanda era minha melhor amiga, sempre me protegendo, sempre me guardando, tenho plena consciência de que só estou viva por causa dela, e na primeira vez que ela precisou de mim, eu não estava La.
- sou uma péssima amiga – comentei a caminho do meu quarto – eu me sinto horrível, connor se ela morrer...
- ei.. para com isso – ele ralhou — Amanda é durona, você sabe que ela não faz idiotice, ela ta ok, esta com petrov.
- o que você acha que tenente alto quis dizer com aquilo – abri a porta.
Connor suspirou e entrou logo atrás de mim.
- ele quis dizer o que você ouviu – ele se sentou na poltrona – e é verdade.
Me queixo caiu.
- não é verdade, Amanda não faria isso – deixei-me cair na cama – eu não notei nada.
- eu notei, desde a primeira vez que eu a vi olhando para ele – connor acendeu a lareira – e ele também, se quer saber minha opinião, quando eu o vi brigando com ela, quando nos encontrou no quarto, notei que havia muito mais do que uma fúria de professor ali, ele parecia com ciúmes, e estava usando as regras para encobrir tudo, o que deixou tudo mais claro para mim, e na noite do aniversario ela estava dançando para ele.
Me levantei num salto, por um instante, tudo começou a girar, então era isso que ela estava tentando me dizer? Que ela estava tentando fazer ciúmes em outro cara? Meu deus, como eu sou estúpida.
- não é não – connor se aproximou.
- eu disse isso alto?
- disse sim – connor tinha um tom engraçado – eu acho que tenho que dizer adeus.
Me virei em sua direção, e ele me beijou, fui pega totalmente de surpresa, mas mesmo assim foi maravilhoso, ele passou a Mao por minha cintura e me puxou para mais perto, senti meu rosto ficar vermelho.
Com certa cautela, não muito certa do que estava fazendo, passei minhas mãos pelo seu pescoço, torcendo para não ter feito nada errado... acho que não fiz.
Só nos separamos quando o ar se fez necessário entre a gente, mesmo assim continuamos próximos, eu estava na ponta dos pés, connor não era extraordinariamente alto, o problema era que eu sou muito baixa.
- não quero que faça isso – murmurei.
- isso o que?
- me beijar só por que sabe que gosto de você – senti meu rosto e igualando ao tom de meus cabelos – eu não preciso de caridade.
Connor pegou meu rosto e virou em sua direção.
- você é linda, meiga, simpática, talentosa, incrível e totalmente sexy – ele sorriu para mim – eu seria um idiota se dissesse que não te quero gabriella, não posso dizer que te amo, por que o jeito que eu amo não é o jeito que você quer e merece ser amada, mais posso te prometer que cuidarei de você, ate que toda essa atração se transforme num sentimento tão forte que ninguém será capaz de quebrar.
- então você quer ficar comigo?
- uma garota tão linda como você não deveria ter que fazer essa pergunta nunca – ele acariciou meu rosto – os homens que deveriam que se ajoelhar aos seu pés e lhe implorar atenção.
- para com isso – murmurei – esta me deixando sem graça.
Ele me deu um beijo de leve na testa.
- ate amanha então.
Meu coração começou a palpitar descontrolado com a visão dele partindo, eu sabia que não poderia ficar sozinha, se não os fantasmas voltariam para me assombrar me culpando por Amanda estar La fora, só que eu não era a corajosa, Amanda era eu não tenho coragem, não consigo.
- tem mesmo que ir? – murmurei num fio de voz.
Connor se deteve no meio do caminho,virou-se para mim surpreso.
- o que?
- queria que você ficasse – eu já estava extremamente vermelha – dorme comigo hoje, me diz que vai ficar tudo bem.
- tudo bem – ele parecia feliz com o convite.
Concordei, e corri para o banheiro.
Ai meu deus, o que eu fiz? Eu não sei o que eu tinha na cabeça, como se dorme com um cara? Deitaria do lado dele? Ou eu não deveria me virar pro seu lado?
Nunca pensei que ser corajosa fosse tão difícil.
Amanda, pensei com nostalgia, ela sempre fora a corajosa, a forte, nunca pensei que era difícil para ela, ela sempre fazia parecer bobeira, sinto falta do meu anjo da guarda.
Vesti uma camisola longa, que e mesma havia feito, era verde jade, para combinar com meus olhos, de ceda, havia duas aberturas na frente que a deixava meio sensual, mais apenas isso.
Respirei fundo,minhas mãos pareciam coladas na maçaneta. Vamos, você consegue.
Abri a porta devagar, eu já havia deitado na cama de connor, só que com sentimento de amizade, e nunca sozinha, Amanda sempre estava junto conosco.
Só que agora eu estava sozinha, e ele estava na minha cama, sem camisa, meu cérebro parou de funcionar. Ele sorriu para mim e afastou o lençol, e abriu os braços, num convite irresistível, esse era o meu connor, ele era perfeito para mim exatamente como era, eu amava ate seus defeitos como a pequena cicatriz na sobrancelha. Sentei na cama, me cobrindo da cintura para baixo, então deitei na seu peito, ele estava quente, e sua respiração suave, fechei os olhos, agora sim eu poderia dormir, estava segura.
- nunca pensei que eu literalmente dormiria com alguma garota – connor passou as mãos pelos meus cabelos.
- bobo – murmurei.
Pensei que ficaria bem agora.
Mais Amanda não, nesse momento ela poderia esta sendo torturada, comida ou ate mesmo ferida, sozinha no meio do nada.
Me sentei com o coração a mil, os pensamentos sempre voltavam.
- Gabriella ?
- não consigo dormir – senti as lagrimas quentes descendo pelo rosto – Amanda, ela pode estar... – não consegui terminar.
Connor me puxou para seus braços, e ficamos assim ate as lagrimas secarem.
- eu também sinto falta dela querida – ele acariciou meus cachos – mais Amanda sabia o que estava fazendo, ela nunca faz nada sem um motivo, e eu tenho certeza de que de alguma forma, saberemos caso ela não esteja mais viva, ela é guerreira, vai voltar para nos tudo bem?
Concordei de levinho, ele se deitou de novo e abriu os braços para mim, sorri, e me deitei também, no começo achei que passaria a noite inteira acordada, só que a respiração calma e continua de connor e o calor de se corpo me aqueceram, e quando dei por mim, já estava adormecendo.
Notas finais
beijos...!
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