Sacrifice
8 Só confie em mim.
Notas iniciais
Entrei pisando duro, queria ser percebida sem usar a fala.
Os dois se viraram em minha direção.
- ah... você veio – Denise sorriu debochada – vamos esperar que não haja nem uma emergência não é?!
Respirei fundo, não iria responder, mais graças a deus não foi necessário, nicolae colocou a mão em seu ombro e a olhou dando um alerta silencioso.
- me desculpe – falei olhando para baixo – me perdi no caminho.
Não era totalmente mentira.
- Amanda, está tudo bem – nicolae disse calmamente – não vamos deixar que isso se torne um habito, não é possível que se atrase desse jeito todos os dias.
- tudo bem
Denise passou a minha frente tomando a atenção de nicolae novamente para ela.
- querido, você ainda não me disse o que vou fazer aqui – ela passou a mão pelo peito dele como se fosse duas pernas.
- boa pergunta – questionei – o que ela está fazendo aqui?
E daí que ela era uma princesa, estava me irritando.
- porque hoje é sua primeira aula, isso é pra nos certificarmos que... – nicolae me olhou nos olhos – que vocês vão se dar bem, e como você pode protege-la.
Meu coração deu um salto de repente, então era sim, se não passasse nesse teste, estaria fora, simples assim....? como ele tinha coragem de olhar em meus olhos e dizer que eu morreria caso não passasse? O que ele faria? simplesmente atiraria na minha testa aqui ou me levaria até outro lugar? Senti uma raiva gigante correndo pelas minhas veias, não seria fácil assim.
- então – falei brava – vamos começar?
Nicolae me entregou um dos óculos, e deu o outro a loirinha.
- quando colocarem isso entraram numa dimensão que eu mesma escolhi, Amanda você protegerá a princesa – olhou para Denise – siga as instruções de sua protetora, quero ver como se saem juntas.
Concordei, em silencio.
- Amanda.
Virei o rosto.
- pegue a arma que está ali – apontou para a maleta — está descarregada, mas a funcionara na simulação.
Olhei para Denise, respirei fundo e coloquei os óculos.
E de repente, estávamos numa espécie de galpão, só que 10 vezes maior, cheio de contentes por todos os lados.
- fique bem atrás de mim princesa – disse formalmente, naquela hora eu não era mais uma adolescente, nesse momento eu era uma sombra.
- esse lugar é horrível – a voz de Denise soou mais estridente e infantil do que de costume.
- shiii... – levantei o dedo – escute.
Podia escutar um pequeno silvo que parecia estar chegando perto que parecia se aproximar.
- suba num contente – sussurrei – vou ficar nas suas costas.
- e por que eu faria isso – ela me olhou ceticamente.
Senti um impulso tão grande de bater nela que fez minha mão coçar.
- porque se não obedecer, não poderei...
Seus olhos azuis se arregalaram, num espanto evidente, Denise pegou meu rosto e virou para traz, três leviatãs estavam vindo em nossa direção. Mostrando da onde vinha o silvo.
Vendo-os de perto eles pareciam piores, tinham cerca de 2:80, e chegavam a ser meios esverdeados, com olhos cinzas, e os narizes se abriam em fendas como as antigas serpentes.me agachei atrás do contender, e levantei a arma, me virei para a menina apavorada atrás de mim.
- tem que ter calma – falei baixinho.
- estou apavorada – sua voz arranhou meus ouvidos – com muito medo.
- por favor, olhe nos meus olhos – pedi, baixinho – só confie em mim, ok.
- que? – ela esta quase chorando.
- preciso que confie em mim – falei olhando seria – só confie.
- tudo bem...
- atrás de mim –sussurrei – agora.
Dessa vez ela obedeceu sem hesitar, tudo ali parecia bem real.
Me agachei novamente, e mirei na testa do líder, na hora que ele caiu, os dois de traz se viraram para mim, rolei o corpo, até o meio do corredor, afastando a atenção da parte escura do contender onde uma loirinha se encolhia, e deixei o foco em mim. Me agachei quando uma das lanças que eles carregavam, passou zunindo pelo meu ouvido. Direcionei a arma para o coração do da direita, e mal notei a coisa gosmenta que caiu atrás dele, porque só tive tempo de ver o vulto esverdeado, que pulou em cima de mim, pude sentir, suas garrar prendendo meus pulsos no chão, seu bafo podre me deixando enjoada. Senti a arma centímetros da minha mão, quase ouvi a voz do wando dizendo:
- nunca perca sua arma.
Droga, minha cabeça estava fervendo, dei uma cabeçada nele o mais forte que consegui, ele não saiu de cima de mim, mais se mexeu o suficiente para que eu conseguisse alcançar a arma. Fechei os olhos quando sentir o sangue gosmento respingar em todo meu rosto, empurrei o corpo dele para o lado, e me levantei, minha cabeça estava girando, e latejava.
Corri para traz do contender, precisava ver se Denise estava bem.
- você está bem? – questionei a figura encolhida a minha frente.
- se eu estou bem? – ela se levantou chiando – sua louca, pede para mim confiar em você e eu quase morri.
Ela deu um berro ao me ver. Talvez fosse por causa do sangue, mais talvez meu cabelo estivesse desarrumado, mais vai saber?!
- quero sair daqui agora – Denise gritou pra mim – eu não consigo tirar essa porcaria.
Ela passou a mão freneticamente pelos olhos.
- não posso parar a missão sem a permissão de nicolae...
- espera – ela me interrompeu- você pode para isso.
Ela fez gesto ao redor.
- posso mais – droga estava dando errado- eu...
- já chega – Denise gritou – pare isso agora, é uma ordem.
Suspirei. Tateei o rosto ate sentir o aro frio do óculos, e o puxei para baixo...
E estávamos de volta a setor 4. Nem sequer passamos pelo primeiro grupo.
Me joguei no chão e cobri a cabeça com a mão, então minha vida acabaria assim?
Ouvi Denise correr em direção a nicolae.
- nico, não estou me sentindo bem, você sabe que sou sensível – ela fez manha – vou ter que passar por isso de novo?
- não minha querida, tudo bem – ele sorriu pra ela – por que não sobre e se refresca, daqui a pouco encontro você lá em cima.
Ela deu um gritinho agudo e correu para os elevadores.
Senti uma mão pegar meu ombro.
- você está bem?
Continuei de cabeça baixa.
- vai me matar agora ou depois – questionei desanimada.
Ouvi uma risada linda que aqueceu meu corpo na hora.
- bem eu acho que depois – ele se levantou – não quero acabar com minha nova parceira.
Me levantei rápido demais.
- eu passei?
E aqueles olhos verdes estavam lá me seduzindo, como esses olhos podiam se deixar levar por aquela garota? Dei um tapa na cabeça, eu não podia ficar pensando essas coisas, principalmente agora.
- me diga – sorri – como passei?
- Amanda, sua vida inteira você aprendeu a como matar – ele pegou o casaco e colocou no ombro – mais quando vem pra cá, vocês tem que aprender a se comunicar, e você lidou muito bem com ela hoje.
Decidi não agradecer.
- vou subir.
- ótimo, suba e coma alguma coisa – ele partiu na minha frente – daqui a uma hora mais ou menos vou levar Denise para passar a tarde com você.
Meu maxilar se abriu.
- eu vou ter que...?
- sim – ele me interrompeu com a voz grave – você vai.
Suspirei.
- claro, desculpe.
- ótimo, pois por um momento achei que havia se esquecido o motivo pelo qual esta aqui.
Sua voz não era gentil.
- tudo bem – concordei com um sorriso amarelo – você não me deixaria esquecer...
- suba , vou terminar aqui.
Caminhei pelos aerotubo sem olhar para traz. Fui direto para a ala dos aprendizes, não estava mais com fome. E estava sinceramente de saco cheio daquela menina.
Em frente a minha porta encontrei uma pessoa sentada.
- hey – cumprimentei.
Connor se levantou sorrindo.
-estava esperando por você.
- é eu notei – sorri, ele estava lindo com aquela camiseta cinza – para que?
Ele deu de ombros, de forma nada inocente.
- talvez eu tenha encontrado um lugar, que seja proibido, mais que seja muito legal – connor sorriu travesso, formando covinhas no canto dos lábios – e talvez eu queira te levar lá, para ficarmos um pouco sozinhos, sem esse povo todo atrás da gente.
Disso tive que rir.
- talvez hein?! – pensei um pouco, estava mesmo afim de correr um pouco – vamos lá.
- minha garota – connor beijou meu rosto.
Ele pegou minha mão e eu me deixei levar.
Queria fazer algo legal, pra esquecer aquela peruca loura.
E sempre se pode conseguir algo legal com connor. Sempre ele.
Meu garoto, sorri.
Notas finais
comentem
beijoos
Fale com o autor