Sacrifice
33 O começo de novas vidas.
Notas iniciais
Dormi aquela noite com gabriella, e quando fui ao quarto de nicolae pela manhã ele já havia saído,me senti culpada por não te-lo avisado que dormiria fora, mas não sabia exatamente o que tínhamos nesse momento, e se deveria avisa. Então tomei meu banho, vesti meu uniforme e fui direto ao laboratório, estava empolgada com minhas recentes descobertas.
Na porta que dava entrada para meu trabalho já havia quatro homens me esperando, Vincent, guarda-roupa um e dois, e para a minha surpresa.
- John –cumprimentei.
- hey Amanda – ele me deu um abraço – você esta linda.
- essa é minha roupa de trabalho – debochei.
- voce esta sempre linda.
- desculpe interromper o namorico – Vincent pigarreou – mas quero trabalhar.
Revirei os olhos e destranquei a porta, eu os levei até a sala de reuniões. Primeiro, Precisávamos conversar.
- o que exatamente estamos fazendo aqui? – John perguntou ao se sentar – Vincent já me explicou o básico, sobre reproduzir as espécies.
- te expliquei o básico, porque só sei o básico – Vincent deu de ombros.
- se me deixarem explicar – me sentei.
Todos ficaram em silencio, me olhando.
- nos recebemos alguns engradados contendo espécies de animais que já estão em extinção, a idéia é conseguir reproduzi-los.
- isso seria impossível – John franziu a testa – Amanda não haveria como eles sobreviverem, não há habitat natural para eles. Morreriam ou teríamos que criá-los em laboratórios durante toda a vida deles, é crueldade.
- é ai que entra minha idéia – sorri – e se fizéssemos uma cama protetora não apenas em certos locais, mas no mundo todo? Isso reduziria a força dos raios do sol, assim como a antiga camada de ozônio.
- no mundo todo? – Vincent riu descaradamente – quer salvar o planeta boneca?
- Continue Amanda – John franziu a testa.
- se nos pudéssemos refazer a camada de ozônio teríamos a proteção correta para conseguir lançar oxigênio na atmosfera, claro que há a porcentagem de erro, pois ainda não pensei como retirar os gazes tóxicos para infiltrar o oxigênio, mas ainda vale a pena tentar.
- e por que acha isso ? – Vincent interrompeu ceticamente.
Respirei fundo.
- porque os leviatãs não respiram nosso ar.
-quem te disse isso? Eles?
Não entre na dele, ele quer te fazer perder a paciência. Respirei fundo.
- quando nicolae e eu tivemos que ir atrás da princesa notamos que estava faltando uma fileira inteira de capacetes, é claro que isso iria sugerir que há um traidor aqui dentro e não entendo por que alguém os ajudaria, mas no final é isso, eles não respiram aqui dentro, por isso devem ter trocados os oxigênio que usamos pelo ar La de fora, para poderem entrar – tomei fôlego.
-então primeiro teríamos que trabalhar no habitat para haver um lugar decente para as criaturinhas – Vincent pensou um pouco – dois coelhos com uma cajadada só, poderíamos salvar o planeta, recomeçar e ao mesmo tempo expulsar os seres que estão nos atacando, boneca, devo admitir, voce é brilhante.
- obrigada – respondi com orgulho.
- agora veremos se podemos colocar em pratica – John sorriu – vou buscar os engradados, me acompanha?
Vincent fez uma reverencia idiota e o seguiu. Tínhamos tanto o que fazer e tão pouco tempo, se conseguíssemos refazer uma camada de ozônio poderíamos juntar as pessoas, familiares que vivem em cidades diferentes e que não se vêem há anos.
Estava fazendo um protótipo de como ficaria a camada de ozônio, que na verdade seria feita de uma fina membrana protetora, que serviria para impedir os raios ultravioletas de nos fritar, quando senti duas mãos fortes envolvendo minha cintura, o choque inicial dado pelo susto foi logo substituídos pela surpresa assim que reconheci o dono das mãos. Recostei minha cabeça em seu peito.
- você fica tão sexy de jaleco – nicolae murmurou no meu ouvido – fica tão adulta. Linda.
Me virei, ele estava usando um terno cinza de risca de giz, com uma camisa branca, e uma gravata verde, estava lindo, com os cabelos castanhos estavam penteados para trás de modo formal, e sexy. Ele estava completamente lindo.
- não preciso dizer como voce esta não é mesmo?
- me deixou esperando ontem a noite – ele acariciou meu rosto.
- desculpe – fiquei vermelha, não me acostumara a ver o homem que a alguns meses ralhava comigo falar desse jeito manhoso – estava resolvendo algumas coisas com gabriella.
- eu sei- ele sorriu para mim – fiquei preocupado, mandei alguém ver onde você estava.
John chegou com Vincent carregando o engradado com as espécies, foi como num filme, nicolae olhou para eles como se fossem nos atacar e Vincent sorriu daquele jeito debochado que era característico dele, nesse momento eu sabia que estava ferrada. Toquei o braço dele com cuidado.
- nicolae.
- o que vocês estão fazendo aqui? – ele rosnou.
- estão me ajudando – intrometi. – preciso deles.
Nicolae se virou para mim, incrédulo.
- o que? Para que? Posso te dar a equipe que você quiser, não precisa deles.
- fala serio petrov – Vincent começou a rir – crise de ciúmes em publico?
- não estou com ciúmes – ele começou a andar em direção a Vincent com a lentidão de um guepardo – só não confio em voce, e nem nele, para ficar com minha vida, você não é digno de confiança. E ainda não entendi por que esta fora da cela.
- primeiro, isso se chama ciúmes para mim – Vincent se afastou um pouco – segundo, posso ajudar. Quero ajudar.
- não é você que decide isso.
- parem vocês dois – quase gritei – nicolae preciso dele, ele pode reproduzir as espécies, e como não temos mais nem um tipo de veterinário preciso de John como medico, preciso deles, dos dois.
Ele não se virou para mim, sabia que ele estava furioso comigo, sabia que ele não gostaria de ser contrariado.
- faça o que quiser então – ele se foi.
Depois disso começamos a trabalhar, chamamos o resto da equipe, que se consistia em basicamente 74 cientistas, sem contar conosco, fizemos em um só dia vários protótipos de ovos ou úteros de vários tipos de animais, mesmo o trabalho ainda sendo grande pelo caminho, afinal, para cadê espécie seria um tipo diferente de ovo, útero ou incubadora, para não alterar em nada suas formas naturais.
Para falar a verdade, não consegui me concentrar o dia inteiro, ficava vendo nicolae em todo lugar, só que eu sabia que era apenas imaginação, ele ficara chateado comigo, só que ele precisava entender.
Quando finalmente demos o dia por encerrado, fiquei em duvida sobre para onde ir, demorou um pouco para perceber que nicolae me acharia uma criança se fugisse dele. Coloquei a Mao no scanner e a porta de madeira se abriu silenciosa, revelando as vozes La dentro, entrei de cabeça baixa.
Nicolae estava sentado numa poltrona e seu assistente estava com uma pilha de documentos, assim que entrei ele levantou os olhos do papel que estava em suas mãos, mas logo voltou sua atenção para ele.
Fui direto para o banheiro, e tomei uma ducha demorada, estava cansada, cheirando a química e clorofórmio. Sai de toalha, nicolae estava sentado sozinho dessa vez, ainda com um documento na mão.
- vai ficar me ignorando?
- pretendo.
- ótimo – dei de ombros — vou dormir no meu quarto então, já que meu namorado é um machista, que não confia em mim.
- namorado?
- o que?
- voce disse “...já que meu namorado...” – ele repetiu seriamente.
Droga, droga, não acredito que disse isso.
- olha só se não quiser ficar comigo é só falar eu posso dar o fora da sua vida – voltei para o banheiro para me trocar.
Senti as mesmas mãos envolvendo minha cintura, tentei me afastar, só que a única coisa que consegui foi deixar a toalha cair no chão.
- me solta – gritei – estou brava com você.
- sou seu namorado?
- não é mais – murmurei – você não confia em mim.
- esta terminando comigo? – nicolae mordeu o lóbulo da minha orelha.
— não consigo pensar quando faz isso.
- então quer que eu pare?
- não...sim – sacudi a cabeça de leve –eu achei que estivesse me ignorando.
- isso foi antes de descobri que estou num relacionamento.
- pelo amor de deus – reclamei – pare com isso, não é engraçado zombar dos outros.
- na verdade é sim – ele me prensou na parede – mais é serio, gostei disso, torna você só minha.
- me lembre de adicionar possessivo ao texto – murmurei – e eu terminei com você.
-é verdade, eu fiquei louco de ciúmes – nicolae beijou meu queixo – fiquei maluco de pensar que eles ficaram mais horas com você do que eu.
Passei o dedo pelo seu lábio inferior.
- a diferença é que podemos fazer nosso tempo render. – sorri de forma travessa. – deixe eu me trocar e vamos sair para algum lugar.
Nicolae me pegou no colo,e me jogou na cama.
- acho melhor ficar assim – ele subiu no colchão vagarosamente – porque assim posso ouvir melhor,te ver melhor, te comer melhor.
- ai meu deus – gritei – meu namorado é o lobo mal.
------- ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Os meses que se passaram praticamente voam bem diante dos meus olhos, estávamos tão empenhados e conseguir fazer dar certo que esse foi o ingrediente principal para conseguir isso, John nos auxiliava cuidando dos filhotes que já estavam nos úteros artificiais, ele os mantinha saldáveis. Vincent de certa forma dava vida a cada uma daquelas criaturinhas, e perturbava e muito, mas o trabalho dele era importante o suficiente para eu ignorá-lo. E mui cuidava de quase toda a confecção dos ovos e úteros. Era uma surpresa a cada dia.
Só havia um problema, sobre o habitat descobri para conseguirmos fazer a segunda camada de ozônio e filtrar o ar poluído, precisávamos da resposta do rei e do conselho. Pedi uma audiência, mas me foi negada, eles não se rebaixariam a tanto para ouvir uma simples garota, menor de idade e só uma cientista. Então com toda relutância do mundo pedi a Vincent que o fizesse.
Quase comi todas as minhas unhas, e as de John também, se Vincent quisesse nos detonar, aquela era a hora, ele saiu sorridente de dentro do plenário anunciando que tinha certeza que conseguiríamos.
As duas semanas seguintes foram torturantes esperando aquele bando de velhos se decidirem, até o dia em que cheguei em casa no fim de semana e nicolae estava com uma carta nas mãos.
- sinto muito – ele murmurou – o conselho não aceitou a proposta.
Meu mundo caiu. Não era possível, já havia animais sendo encubados e eles seriam cuidados em laboratório? E nos continuaríamos a viver dentro dessas bolhas.
- eles não podem fazer isso – murmurei.
- veja por si mesma – ele me entregou a carta.
“ vossa majestade.
O pedido de numero 2984, dado pelo tenente alto foi arduamente negada pelo conselho, nos, em nome de vossa graça achamos que suas justificativas são infantis e muito simples para tal propósito a ser feito, então, veementemente pedimos também sua negação, para acabar de vez com trabalho sem sentido ou propósito real. Achamos que essas pessoas estão perdendo seu tempo com coisas insignificantes.
Com graça e honra. O conselho. Do 100 °ano a governar.”
A raiva inundou meu ser.
- então eles acham que é fácil assim – fechei o rosto – vou perturbá-los todos os dias ate que me atenda.
- acho que você não leu a carta direito – nicolae sorriu – caso não tenha percebido, eles estão pedindo ao rei que considere a decisão deles, pois sem a aprovação do rei, nada pode ser negado ou afirmado. E mesmo se sua idéia fosse ruim, o que não é, pois é incrível e pode ajudar o planeta, eu ainda sim deixaria você fazer,pois de noite eu durmo com você e não com aqueles velhos. Do que adianta ser rei se eu não pudesse tomar minha decisões, eles são o conselho, e só aconselham.
Arregalei os olhos. Reli a carta rapidamente.
- você vai aprovar? – perguntei.
- eu já aprovei – nicolae se aproximou,- pode começar a construção na segunda.
- por que na segunda ? – franzi a testa – se posso começar amanhã?
- porque – nicolae me beijou de leve – amanhã é seu aniversario, e vamos comemorar as duas coisas, sua data e o começo de um novo projeto.
Meu aniversario? Havia me esquecido completamente. Faria um ano que eu morava aqui no dia seguinte. Se passara tantas coisas desde que cheguei aqui.
- tudo bem – concordei – na segunda então.
Nicolae se abaixou e me pegou pelas pernas, de modo que fiquei de cabeça para baixo em suas costa.
Eu gritei com o susto.
- o que esta fazendo?
- vamos ter uma comemoração particular agora – ele disse me colocando dentro do Box – afinal, nunca tomamos banho juntos. E que hora melhor do que num momento festivo.
Então ele veio para cima de mim, ligando o chuveiro, nos encharcando. Com certeza ia ser uma ótima comemoração.
Fale com o autor