Sacrifice

32 Ideias e complicações


Notas iniciais
Desculpem pelo capitulo demorado e curtinho...eu estou meio doente, não estou bem. mais prometo compensar em dobro no proximo!

O números iam descendo lentamente, e cada vez que a luz se acendia, meu coração batia mais forte. Quando as portas se abriram revelando um lugar típico de calabouços, era apavorante, não existia iluminação, pelo menos foi o que pensei inicialmente, mas conforme descemos os degraus, as luzes foram se acendendo, o corredor era sombrio e longo, não quis pensar no que havia atrás de cada porta de ferro, seladas com ferrolhos enormes, quando eles finalmente pararam em frente a uma delas. Um deles abriu a porta e o outro entrou, pude ouvir ele falando com Vincent lá dentro.

Minutos depois ele me chamou para entrar, armário dois estava bem atrás de mim, a sala que eu pensei que seria suja e coberta de correntes enferrujadas, na verdade era bem moderna, a sela de Vincent era feita com barras de lizes, então a hora que ele quisesse sair era apenas dar um passo a frente, ele sairia em pequenos filetes, mas sairia.

Me sentei numa mesa que estava posta em frente a cela, e ele estava sentado em sua cama. Vincent me encarou de forma perversa.

– ora, ora – ele deu um sorriso mostrando os dentes amarelados – nunca pensei que sir. nicolae deixaria a bonequinha de porcelana dele vir aqui sozinha. – seu olhar correu por armário um e dois – se bem que não esta sozinha.

– terminou? – perguntei seriamente.

– ainda não, mas vou deixar o melhor para depois.

– tudo bem então – entrelacei os dedo – tenho umas perguntas.

– primeira? – ele debochou – não, não vou mais dormir com você, perdi o interesse.

– você sabe sobre as espécies de animais que a rainha escondia?

Verifiquei sua reação minuciosamente, mas ele estava num nível maior do que o meu no quesito disfarce.

– talvez eu saiba alguma coisa sobre isso.

– talvez?

– isso vai depender o que vou ganhar com isso — Vincent me sorriu de forma cruel

Perdi a paciência.

– abra a porta – me levantei

Os dois guardas roupas me olharam críticos.

– abram, agora.

Assim que os lizes sumiram, voei para dentro da cela. Peguei Vincent pela gravata.

– que tal ganhar sua cabeça no lugar?

– ala, a bonequinha guerreira perdeu a cabeça?

Deu uma cotovelada no seu rosto e ouvi o barulho do osso se quebrando, senti um prazer perverso ao sentir o sangue dele molhando meu uniforme.

– sua vaca você quebrou meu nariz – Vincent gritou estacando o sangue.

– acredite você ainda tem muitos ossos que eu posso quebrar caso queira bancar o difícil – rosnei – então vou perguntar de novo, o que você sabe sobre o sumiço dos animais?

– Clarisse achou que eles não sobreviveriam, ela queria que estivessem em condições melhores para poder reproduzi-los – Vincent disse meio fanho – então ela estava guardando as espécies, para quando fosse propicio.

Meu cérebro começou a trabalhar depressa, não parecia ser totalmente verdade.

– e por que ela te contaria isso?

– vamos dizer que nós éramos íntimos – varias gotas de sangue pingaram no chão.

– como assim?

– ah boneca, vai me dizer que não entendeu? – ele pegou um lenço do bolço e colocou sobre o rosto, manchando instantaneamente o tecido de rubro.

– fale assim de novo – apertei seu nariz, e ele gritou – e quebro sua mão inteira.

– achei que você queria a verdade – ele se esforçou para sorrir – eu juro pelo meu trabalho, que é a única coisa que eu me importo.

– a rainha mãe jamais seria qualquer coisa com você – algo dentro de mim dizia que era verdade.

– pense o que quiser – ele deu de ombros – que tal fazer um teste de DNA com minha filha, para atestar minha paternidade.

Meu queixo foi no chão. O que?

– Denise é adotada.

– não quando Clarisse se casou com sir. Idiota, ela me disse que ele jamais seria o primeiro dela – ele me encarou fanho – só que nossos pequenos planos deram errado, e como ela nunca ficava com o marido, foi fácil esconder a gravidez, e quando dois anos depois ela ficou estéreo, pode ficar com a própria filha, nossa filha.

Meu coração martelava minhas costelas com a força de uma marreta, não era possível, entrei naquela sala para fazer uma coisa e acabei descobrindo mil outras coisas.

– não é possível – murmurei.

– faça o teste, veja a verdade.

– a rainha...

– não era tão nobre? – ele completou – ela era humana, tinha seus sentimentos.

– mais por que você?

– vejamos – ele fingiu pensar – porque erámos amigos desdá infância? Porque ela me amava? Porque ela sabia que assim que morresse sua linhagem sairia do trono? E sabia que sua filinha bastarda nunca conseguiria a permissão do conselho para governar, e que todo o credito iria para seu sobrinho besta? E eu a apoiava, quase venenando sua mente, dia após dia, acendendo seus pesadelos.

– você é um monstro – ressaltei.

– ela escondeu os espécimes por puro desgosto – ela estava infeliz, por que sabia que apesar de todos os tratamentos, seus órgãos estavam falhando, e que não iria demorar muito para ela ir embora.

– mas você sabe exatamente como reproduzi-las sem deixar nem uma amostra morrer – não era uma pergunta.

Ele apenas concordou com a cabeça.

– minha proposta é a seguinte – respirei fundo – você fica, e me ajuda com a reprodução, quero que faça tudo com perfeição e não deixe nem uma amostra morrer. E estará completamente proibido de tocar em qualquer mulher – fiz uma pequena pausa – ou homem.

– ou? – ele sorriu malicioso.

– ou eu saio por aquela porta e vou deixar nicolae a vontade para fazer tudo o que ele quiser com você.

Ele engoliu em seco.

– acho que fico com a primeira.

– ótimo – sai da cela – que bom que esta pensando no bem estar humano.

–ironia boneca?

– espero que saiba que minha paciência é curta – ressaltei – qualquer gracinha, e quebro seu pinto.

Os dois guardas que me acompanharam estavam sorrindo quando entrei no elevador.

– a proposito senhorita – o da direita se aproximou – me chame de tanger e aquele é meu irmão, Cris.

Sorri.

– é um prazer.

Eles desceram juntos comigo, mas refiz meu caminho sozinha, tanger e cris subiram para o a cobertura. Sai de lá com o coração pesado, Denise. Acho que ela não merecia saber daquela noticia, ela não era real como pensava, era pior que uma pessoa comum, ela era uma bastarda.

Não pode fazer isso minha consciência sussurrou, de alguma forma sabia que não conseguiria fazer isso com ela, enquanto subia pelo elevador quase voltei ao térreo para conversar com nicolae, mas pensei que ele já teria problemas o bastante na cabeça para adicionar que a tia que ele amava , não era tão boa assim e que Denise, afinal, era realmente sua prima. Não, com certeza ele não precisava disso.

Fui para meu quarto, tinha que tirar aquele uniforme, o sangue estava começando a secar no meu cotovelo e formar uma grossa camada, nojenta e pegajosa.

Tirei a roupa e joguei-a num canto tomei um banho demorado, fazia algum tempo que não deixava meus músculos de molho, estava exausta, mentalmente falando, nunca pensei que psicologicamente poderia ficar pior do que fisicamente, considerando tudo que passei no fênix mais conseguira, era fato que eu odiava matar, mais politica também não era uma das minhas matérias favoritas . fui para a ala de alimentação sem a mínima vontade real de comer alguma coisa. Peguei minha bandeja e fui me sentar sem ter muita noção do que estava no meu prato.

– nossa a noite deve ter sido boa mesmo.

Levei um susto Gabriella estava do meu lado, com uma bandeja cheia de frutas picadas e molhos doces.

– a quanto tempo esta ai? – tentei parecer despreocupada.

– tempo o suficiente para notar o quanto esta distraída.

Abaixei a cabeça, amava Gabriella demais para dizer alguma coisa para magoa-la.

– então, me diga, o que ouve noite passada?

– nada – sorri – eu bebi muito e dormimos.

– que sem graça – ela jogou uma maçã e mim – esta mentindo, mais pode deixar, não quero saber detalhes.

– duvido.

Ela me deu língua em resposta, depois disso começamos a comer em silencio, não havia nada a dizer, mas o silencio estava reconfortante, a aura da minha melhor amiga me deixava contente, e eu tinha muito no que pensar. Finalmente teríamos animais entre nos, mas o caminho que levava a ele era nebuloso, precisava de Vincent, só que não era só isso, os animais precisariam de espaço, mais com os gases, e com o sol intenso seria impossível sobreviver lá fora, sem contar os leviatãs, tudo bem que aqui dentro eles não... era isso. Minha cabeça se acendeu como se eu estivesse no quarto das respostas o tempo todo, mas estivesse escuro, só que agora eu tinha a luz. Como não pensei nisso antes? Estava na minha cara.

– eles estão olhando pra você como se fosse uma ave rara.

– o que ?– perguntei.

Gabriella revirou os olhos, e gesticulou com o dedo. Olhei em volta, havia varias pessoas me olhando, umas discretas outras olhavam abertamente.

– por quer estão me olhando?

– por causa de um super beijo – Gabriella sorriu – que um certo rei deu em uma certa garota, e agora virou fofoca, tipo, mundial.

– fofoca?

– sabe amiga – Gabriella comeu uma uva roxa – não sei como você consegue ficar perto dele o tempo todo, ele é todo serio, parece muito bruto e razinza, tudo bem, ele é lindo e tudo, mais é muito serio.

– não, não é não – sorri de canto – na verdade ele mudou muito desde que o conheci, ele é doce, e romântico.

– romântico – agora ela estava rindo – não parece que faz o estilo dele.

Como explicar para ela o que eu conheci tão bem? Aquela forma de cuidar que eu só conhecera recentemente.

– eu tenho umas coisas para fazer Gabriella – me levantei – acabei de descobrir uma coisa incrível, e preciso colocar em ordem.

– será que não pode esperar nem um dia para passar com sua amiga ?- ele fez um biquinho – não nos falamos direito a semanas.

Suspirei. Ela tinha razão, fazia realmente um tempo que não era só eu.

– só por hoje – eu a puxei pela mão – amanhã eu resolvo. Então, como esta o final do curso dos sombras?

Notas finais
*.*
agradeço a compreensão!
eu estou pensando em escrever uma outra fic, ja estou criando o nome é butterfly espero que acompanhem rsrsrs