Sable's Silver Lining
6 Faint
Notas iniciais
Silver Sable ficou desacordada por cerca de uma semana, após o incidente com os simbiontes. Antes de ser salva por Peter Parker, havia ficado presa numa cela por cerca de quatro horas, enquanto sangrava e não conseguia respirar normalmente por conta da falta de ventilação na cela em que estava. Seu corpo estava com ferimentos por toda extensão, que foram obtidas após seu grande esforço em não se deixar vencer pelos simbiontes. Uma semana antes, eles invadiram o local que Peter havia entregado a ela, cercando o lugar inteiro e invadiram. Os simbiontes não estavam esperando isso de forma alguma, e reagiram. De começo, a equipe de Sable possuíam a vantagem do elemento surpresa. Entretanto, ela e seus homens foram massacrados mesmo assim, não houve nem sequer uma chance. Lidar com um ou dois para ela era fácil, mas quando eles se agrupam, as mutações possuem grande vantagem, dificultando o combate. E isso foi a ruína dela e de sua equipe.
Percebendo a situação extremamente complicada em que estavam, ela ligou para Peter e pediu ajuda dele, enquanto estavam ficando quase cercados pelos monstros. Conseguiram resistir por pouco mais de dois minutos, até perceber seus homens começando a serem derrotados por poderosos ataques desferidos pelos mutantes. Sua equipe foi totalmente derrotada, nenhum de seus soldados estava em pé. Pelo menos mais da metade já estavam mortos, sendo empalados pelos simbiontes, membros decepados, entro outras coisas que ela poderia muito bem não ter visto. Ela havia encaminhado mais de vinte e cinco homens para essa missão, ela achou que seria suficiente. E não foi. Cada um deles foi massacrado.
Aquela visão ocupava facilmente o primeiro lugar de coisas horrendas que ela já viu. Monstros degolando, assassinando seus soldados bem na sua frente, enquanto ela não podia fazer nada para impedir. Conseguiu nocautear os dois simbiontes que estavam lhe cercando, mas havia mais de seis a sua frente. Recuou enquanto eles avançavam, com um olhar totalmente psicótico em sua direção. Quando sentiu a parede atrás de si, aceitou que não havia mais saída. Sua vida terminaria ali mesmo. Não se orgulhava de admitir, mas ter Parker ali faria uma grande diferença. Deveria ter pedido para ele lhe acompanhar na missão... Ela disse que daria conta. E não conseguiu. Não poderia nem mesmo pedir desculpas a ele por ter cometido mais um erro e cair na armadilha deles.
Um dos simbiontes utilizou a mutação na mão direita e estava chegando muito perto. Quando estava prestes a receber o golpe, a porta do galpão foi quebrada e lançada para o outro lado do local, dando visão a Peter com o mesmo uniforme diferenciado com cores escuras. Ela poderia se sentir feliz por ele finalmente ter chegado, mas o simbionte lhe atingiu com uma lâmina pontiaguda por conta do simbionte e aquele golpe causou tanta dor que sua visão ficou turva e não conseguia raciocinar direito. Em pouco mais de um segundo, caiu no chão e sua visão foi escurecendo. A última coisa que ela conseguiu distinguir foi alguém chamando pelo seu nome, e então, escuridão.
Acordou pouco tempo depois, ainda muito debilitada e com o rosto de Parker próximo ao seu. Seu corpo inteiro estava doendo muito, mas pelo menos estava viva. Ele lhe passou algumas informações sobre a situação, e que ele precisava de alguma ideia para tirá-los daquele lugar. Falou sobre seu comunicador, poderia ajudá-los a sair dali. Antes dele ir procurar o dispositivo, ela se desculpou e agradeceu a ele. Não sabia se teria outra oportunidade para fazer isso, então aproveitou. Quando ele saiu para procurar o dispositivo que salvaria a vida deles, fechou os olhos. Não conseguia pensar direito, precisava descansar. Esse momento não durou pouco mais do que alguns segundos, e Peter voltou com o aparelho em mãos. Estava feliz por ele ter conseguido, mas sinceramente, queria apenas descansar.
Ele lhe ajudou a ficar em pé, e a levou para o lado de fora. Chamou o veículo e esperou enquanto ele trazia seus soldados para fora do galpão. Ela percebia que ele estava tão debilitado quanto ela. Seu peitoral estava descoberto, enquanto a parte superior da roupa estava dobrada, e isso dava uma visão do que aconteceu com ele. Havia várias cicatrizes de cortes, hematomas e se ela não estivesse vendo errado por conta de estar quase desmaiando, jurou ter visto alguns pontos escuros na pele dele e desaparecendo após ela observar. Imaginou que estivesse vendo errado, então ignorou e focou-se em tirar eles dali. Estavam esperando o veículo, quando não aguentou mais. O cansaço era forte demais para ela suportar.
Então, novamente a escuridão tomou conta de sua visão, antes dela perder a consciência.
E agora totalmente acordada numa cama de hospital, lembrou-se de tudo que aconteceu. Não havia ninguém no quarto, apenas ela e o som do dispositivo que mostrava o ritmo de seus batimentos cardíacos. Sentia diversos fios ligados em sua pele a outros aparelhos, provavelmente sondas. Ao se mexer, também conseguiu sentir algumas faixas médicas cobrindo provavelmente ferimentos. Em algum momento, poderia ter estado bem à beira da morte, mas se sentia bem agora. Não podia ficar repousando enquanto os simbiontes estavam por aí. Pensou em levantar-se da cama, mas era melhor não atrapalhar o trabalho dos médicos agindo irracionalmente. Olhou ao redor e localizou um dispositivo parecido com um celular.
Pegou o objeto em mãos e a primeira coisa que verificou era a data do dia. Era uma tarde de domingo, mais de uma semana havia se passado desde que invadiram a base dos simbiontes. Percebeu que não era o seu aparelho pessoal, porque só havia uma função disponível, que era para chamar algum enfermeiro ou médico para o local requisitado. Utilizou ela. Precisava urgentemente saber qual a situação, e o estado de Peter, se ele estava bem. Não iria admitir nunca, mas estava preocupado com ele, o estado físico dele pelo que ela tinha visto estava muito ruim, provavelmente pior que o dela, e ele realizou muito esforço físico. Apesar de ter poderes, toda pessoa possui um limite, além de que não sabia o que os simbiontes possam ter feito com eles.
Após ter se passado dez minutos, Sable estava começando a ficar muito impaciente. E quando estava prestes a se levantar da cama, um homem com um uniforme médico abriu a porta do quarto. Ele tinha um olhar cansado de quem não dormia já tinha um tempo. Apesar disso, forçou um sorriso para a paciente com uma expressão de raiva no rosto. Tudo nela gritava que ela queria sair dali o mais rápido possível. Juntando todo o restante de paciência que ele possuía, sentou-se na cadeira que se encontrava no pé da cama da paciente.
— Boa tarde, senhorita Sablinova. Vejo que acordou. Fico feliz que esteja bem — Ele não aparentava estar feliz, mas ela não se importava.
— Sim, que seja. Eu preciso sair daqui e me reunir com a minha equipe para saber como está a situação, não posso perder tempo ficando aqui — disparou as palavras contra o pobre médico — Eu entendo que você está fazendo o seu trabalho, mas eu preciso mesmo sair daqui, eu já me sinto bem, não é necessário mais nenhum acompanhamento médico.
— Vamos com calma, senhorita. Primeiro de tudo, você terá alta somente quando termos certeza de que não haverá nenhum tipo de sequela por conta dos seus ferimentos, além de que tivemos que realizar uma desintoxicação no seu corpo. Você estava sob efeito intenso de um paralisante muscular, que impedia grande parte das transmissões de impulsos nervosos que realizam os movimentos dos membros. Desintoxicar essa substância inteira do seu corpo foi um processo lento e demorado — Informou com uma voz robótica enquanto procurava algo em diversos papéis em sua prancheta — Abdômen perfurado, feridas superficiais e profundas pelo corpo inteiro, exaustão física, além de grande possibilidade de se desenvolver um transtorno causado por estresse pós-traumático. O máximo que você pode fazer agora é esperar.
A expressão que ela possuía no rosto era de assustar qualquer pessoa, menos o médico. Ele já havia lidado com pessoas irritadiças vezes o suficiente para uma vida inteira, e mais uma para a lista não mudaria nada. Ele suspirou e entregou dois papeis grampeados que retirou de sua prancheta. Ela encarou o médico pedindo explicações.
— Essa é a sua ficha médica, com os procedimentos que foram realizados desde que chegou neste hospital. É de obrigatoriedade na nossa instituição deixar o paciente informado dos procedimentos realizados nele enquanto esteve inconsciente — Informou mecanicamente — Caso precise saber de algo, basta chamar. Estou me retirando.
— Espere! Alguém chamado Peter Parker está neste hospital? Ou alguém com uma roupa escura do século passado? Ou ele pelo menos estava junto da minha equipe quando chegaram aqui? — Disparou várias perguntas, esperançosamente esperando uma resposta positiva vinda do médico.
O rosto do médico, entretanto, mudou seu rosto impassível para uma expressão confusa.
— Peter Parker? Roupa escura do século passado? Não lembro de nenhum paciente com essas características. Os únicos que chegaram nesse hospital no domingo passado foram você e alguns soldados desacordados. Não havia mais ninguém — Informou, percebendo os olhos da paciente se arregalaram e ameaçaram marejar. Percebeu que caso dissesse mais uma palavra, ela poderia acabar ficando pior ainda. Decidiu deixá-la absorver a informação com calma.
— Ele não... está aqui? Por quê? —Perguntou com a voz baixa e trêmula.
— Senhorita, os outros soldados que trouxeram vocês aqui deram depoimento para os nossos psicólogos, para dar suporte aos que podem desenvolver doenças mentais após tamanho trauma ter acontecido. Você poderia ir conversar com eles, tenho certeza que eles podem lhe dar mais informações sobre esse tal Peter Parker — Disse com a voz mais macia que conseguiu, ela não parecia nada bem — Agora, por favor, acalme-se.
Ela não conseguia acreditar. Perguntava-se o porquê de Peter não ter chegado com eles. Subitamente, sentiu-se mais calma. Lembrou-se de quando ajudou ele após ter sido derrotado por Octavius e insistiu em não ser levado para o hospital, e sim para um centro de desabrigados. Talvez ele tenha feito o mesmo pedido para os soldados que estavam naquele veículo. Mas, apenas para garantir, falaria com esses psicólogos para averiguar a situação.
— Tudo bem. Eu preciso falar com um deles o mais rápido possível, por favor.
E então o médico saiu da sala, aliviado pela paciente não ter desabado mentalmente.
***
Após cerca de vinte minutos esperando, um dos psicólogos que estava com um espaço livre na agenda chegou no quarto hospitalar em que Sable estava. Ele acomodou-se na mesma cadeira que o médico anterior tinha utilizado. A expressão no rosto dele era séria, como a de qualquer profissional da área da saúde mental. Ele começou retirando um pequeno caderno e uma caneta, para fazer anotações de eventuais indicações de problemas que ela possa apresentar.
— Então, Senhorita Sablinova, fui encaminhado para cá por requisito seu. Há algum tipo de problema que está lhe afetando e gostaria de dizer? — Perguntou suavemente, depositando o caderno e a caneta em cima da cama. Muitos pacientes se incomodam quando ele está anotando coisas enquanto falam, então ele deixa para escrever apenas depois.
— Não é nada demais. Informaram-me que minha equipe realizou alguns depoimentos com você e outros psicólogos, e eu gostaria de saber o que aconteceu enquanto eu estive inconsciente. Tenho apenas parte das informações de quando estive acordada por poucos momentos — Esclareceu, enquanto o médico parecia entender o que ela queria.
— Ah, compreendo. Bom, as informações que eu pedi foram puramente profissionais, não tenho muitos detalhes do que aconteceu, quando vocês estavam dentro daquele galpão, apenas depois que foram resgatados — Informou, deixando Sable levemente ansiosa para saber o que havia acontecido — Entretanto, o que me foi dito é que você e mais cinco soldados foram salvos por um homem que chegou no local, em um traje de roupas escuras, que ajudou a embarcar vocês no veículo. Vocês chegaram aqui por volta de três da manhã...
— Espere! Volte para a parte do homem com as roupas escuras! O que aconteceu com ele? Foi-me dito que ele não estava conosco quando chegamos!
— Senhorita, eu não estou autorizado a falar coisas que possam causar desestabilização emocional em meus pacientes...
— Eu não me importo! Fale-me agora. Eu preciso saber onde ele está! Eu devo minha vida a ele! — Quase gritou, sentindo os olhos marejarem novamente. Ela praguejou seus próprios sentimentos. Respirou fundo, tentando manter a calma — Por favor, diga-me. Eu vou ficar bem.
O médico, no entanto, travava uma intensa batalha interna. Não sabia se contava ou não o que havia acontecido, sua paciente estava claramente desestabilizada mentalmente e uma informação do tipo poderia acarretar um grande problema... Entretanto, ela iria descobrir por conta própria uma hora ou outra o que havia acontecido. Decidindo ir contra os princípios da sua profissão, voltou a falar.
— Fui informado de que pouco depois de ter ajudado a embarcar você e seus soldados desacordados, ele iria subir também, mas foi impedido — Ele disse com o olhar sério, parando de falar, olhando para ela com uma pergunta silenciosa. Ela assentiu, fingindo que estava bem — Ele foi puxado para trás pelos inimigos, que possuíam uma espécie de braço extensível. E o olhar no rosto dele, segundo o que me foi dito, dizia silenciosamente para deixá-lo ali e saírem enquanto havia tempo. O soldado que me deu esse depoimento estava abalado, ele está realizando tratamento. Disse que o homem agiu heroicamente se sacrificando para o bem de vocês. Depois que foram embora, perceberam que havia mais de três carros dos inimigos ali. Não conseguiram salvá-lo.
Sable estava totalmente sem palavras. Não fazia ideia do que fazer ou sentir. Recusava-se a acreditar no que o médico estava dizendo. Não queria, não podia e nem iria acreditar. Peter Parker não podia ter partido. Era impossível isso acontecer, não é? Ele iria dar um jeito e resolver a situação. Mesmo sem teias, ferido e sozinho, ele iria conseguir. ‘’Conseguiu salvar seis pessoas enquanto lidava com um galpão inteiro de simbiontes, por que não conseguiria salvar a si mesmo?’’ Um lado de sua mente dizia a ela. O outro lembrava do estado deplorável em que o corpo dele estava, antes mesmo do veículo chegar. Ajudar a carregar corpos deve ter drenado ainda mais ele...
‘’Não! Silver Sable, não ouse pensar no pior que poderia acontecer!’’, gritou mentalmente. Peter vai conseguir sobreviver. E ela iria salvá-lo, igual ele sempre fez com ela. Não perderia mais nem um segundo de tempo. Não se importava se seu corpo estava debilitado, se não sabia onde ele estava, muito menos se não havia pistas de para onde eles foram. Ela iria conseguir, tinha que conseguir. Falhar não é uma opção. Já havia se passado uma semana, não conseguia nem imaginar o que havia acontecido com ele nesse tempo. Totalmente decidida, olhou para o médico que a encarava apreensivo, já com o caderno e caneta em mãos.
— Obrigado pelas informações. Chame qualquer médico aqui, por favor — Ela disse, totalmente impassível.
— O que vai fazer, senhorita? Está tudo bem mesmo? — Ele perguntou apreensivo.
— Sim. Apenas faça o que eu pedi, doutor, por favor.
***
Convencer o médico a burlar alguns protocolos que eles eram obrigados a seguir foi algo complicado. Mas mesmo assim, ela conseguiu se tornar a prioridade primária na fila de exames, agilizando o processo para sair do hospital. Isso depois de prometer uma certa quantia de dinheiro. Nada que não pudesse pagar. Entretanto, os soldados que Peter salvou ainda estavam no hospital, recuperando-se tanto mentalmente quanto fisicamente. Estavam abalados demais para conseguirem voltar a trabalhar. Nunca lidaram com uma situação como aquela, e ela entendia. Mas não conseguia ficar parada enquanto ele estava em perigo, poderia repousar depois.
Segunda-feira, por volta do meio-dia, Sable já estava fora do hospital. Não dormiu a noite inteira, enquanto dava um jeito de sair do hospital, mas não se importava. Uma das bases de sua empresa mais próxima dali era a de Midtown, e era para lá que iria. Imaginava o que os simbiontes aprontaram enquanto esteve fora. Pediu um táxi na frente do hospital, aguardando impacientemente a chegada do mesmo, não poderia perder nem um minuto de tempo. Já perdeu tempo demais nesse hospital.
O táxi parou duas ruas antes, por conta da fiscalização, e ela praticamente correu para a guarnição militar que ficava na entrada da base. Identificou-se rapidamente para os soldados, ignorando totalmente os cumprimentos e seguiu diretamente para uma das tendas, que era uma sala de operações ao ar livre. Ela precisava de três coisas: Seu computador, um café e um relatório completo do que foi realizado no tempo em que esteve no hospital. E esse último tinha sido a primeira coisa que gritou para seus subordinados trazerem, enfatizando que queria o mais rápido possível.
Dois soldados pararam a sua frente, realizando a continência militar. Ela lembrou de Peter fazendo o mesmo gesto, mas com o braço errado. Sua expressão vacilou por um instante, mas foi por um breve momento. Eles nem precisaram perguntar se ela queria por escrito ou falado. Começaram informando que pouco tempo após ela ser salva, os simbiontes não atacaram mais nenhum local. Eles também não se encontravam mais naquele galpão do Harlem, sem deixar qualquer rastro, levaram tudo do local. Eles praticamente seguiram fazendo o faziam antes da invasão, mas os problemas pequenos da cidade acabaram se intensificando por conta da súbita ausência do Spider-Man, mas nada que não poderiam lidar. Os subordinados de Sable pensaram que ela ficaria feliz em receber aquelas notícias, mas os olhos dela pareciam vazios. Ela apenas se retirou.
Sable subiu as escadas que levavam a uma sala que cada uma de suas possuíam: A sala da direção, que apenas pessoas do alto escalão de sua empresa poderiam entrar. Destrancou a sala com uma identificação digital, e rapidamente ligou seu computador, abrindo diversas abas de pesquisas em seu navegador. Em uma delas, abriu a rede social em que os fãs do Spider-Man utilizavam para interagirem, e nas restantes pesquisou vários sites de jornais, americanos ou não. Em todos eles, a primeira coisa que era vista eram diversas teorias, ideias e notícias sobre o estranho desaparecimento do Spider-Man.
Em alguns deles, conseguiu ver uma foto dele com aquele traje exótico. Muitas pessoas pareceram questionar se aquele era ele, já que pela primeira vez não havia nada relacionado ao Spider na roupa, mas a foto claramente mostrava ele se segurando em uma teia apoiada em um prédio. Por unanimidade, foi decidido que o nome daquele conjunto de roupas se chamaria Traje Noir por conta de que os detalhes do traje eram muito parecidos com os que eram utilizados nos filmes Noir, na década de 40, na França. Esse era mais um dos muitos que Peter utilizou, gostando de inovar com as nanomalhas e no visual.
Muitos sites teorizavam coisas absurdas com essa mudança de traje, quase riu quando leu um site que dizia que ele estava secretamente trabalhando para o governo e acabou sendo executado por falhar em algum tipo de missão. Sable sempre achou esses tipos de sites sensacionalistas sempre muito divertidos de se ler. Decidiu focar-se no que tinha que fazer, depois de não encontrar nada de relevante em suas pesquisas. Abriu os arquivos das câmeras de segurança do dia anterior. Foi um pouco complicado abrir diversos arquivos de câmeras ao mesmo tempo, por conta de que é registrado várias horas de gravações. Depois de finalmente achar uma que mostrava em um ótimo ângulo o momento em que Peter estava prestes a embarcar no veículo, quando diversos carros, inclusive um caminhão, chegaram no local bem na hora, e um dos simbiontes sair do carro rapidamente para puxar Peter. O simbionte percebeu que ele já estava inconsciente e o jogou dentro do porta-malas de um dos carros.
Sentiu vontade de entrar naquele local e impedir isso de acontecer, socar a cara daquele simbionte desgraçado. Tentou manter a calma e pensar que pelo menos Peter estava vivo. Avançou a gravação e percebeu seus homens irem embora, enquanto os simbiontes entravam no galpão, recolhendo os materiais para sair dali. Avançou pouco mais de meia hora de vídeo, e depois deles guardarem tudo no caminhão e nos carros, saíram do local. E então, teve que ficar trocando de câmera várias e várias vezes, até eles finalmente saírem pela ponte do Brooklyn e então ela perdeu-os de vista. Não possuía acesso as câmeras fora de Manhattan, porque Osborn pediu a sua empresa para cobrir apenas aquela parte de Nova Iorque, que era onde os problemas estavam acontecendo em larga escala na época. Eles poderiam agir em outro lugar que ela não pudesse ver, mas ela iria encontrá-los e salvaria Peter.
E então, ele que iria ficar devendo ela. Apesar de ainda precisar pagar mais dívidas com ele.
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