Rachel se despediu do Finn e foi pro seu apartamento. Jesse estava de pé em frente a janela. Assim que ouviu o barulho das chaves, ele continuou encarando a paisagem.

—O que houve Jesse?- perguntou Rachel as pondo em cima da mesa de centro em frente ao sofá.

—Rachel, prometemos sempre falar a verdade um pro outro, não foi?- ele perguntou ainda olhando pela janela.

—Claro. — ela disse sentando no sofá, ainda olhando pro Jesse, que não saia de frente da janela, ao lado da T.V. que estava desligada.

—Ótimo. E não tem nada que você queira me contar?

—Do que você está falando?- ela perguntou preocupada.

—Sabe, essa janela tem uma ótima vista pro parque. Pessoas saindo, pessoas entrando... Da pra ver os esquilos daqui, sabia?

—Aonde você quer chegar?

—Sabe... Tinha uma menina de boina, com uma roupa bem parecida com a sua ali na saída do parque. Ela segurava um copo de café, e um celular. Mas ela não estava sozinha, não.

—Jesse, eu...- ele olhou bem nos olhos dela.

—Rachel, você estava com o Finn? Porque se sim, acho que sou eu que preciso de um ar.

—Jesse, eu só estava...

—Eu vi tudo, os dois agarradinhos na saída do Central Park! E agora? Como vai ser? Já marcaram o segundo encontro?

—Jesse, desculpa.

—Eu te amo Rachel, mas assim não dá.

—Por favor...- ela disse se levantando e chegando perto dele.

—Eu vou na Apple Store. Eu quero comprar uma capinha que carrega o IPhone. Depois nós conversamos.- ele disse sério, pegando as chaves.

—Jesse...

—Eu vou dormir no sofá hoje. Pode ficar com a cama só pra você. Nos vemos mais tarde no teatro.- ele disse fechando a porta.

Rachel ficou quieta, meio triste, mas resolveu não falar nada para o Finn por telefone. Ela queria se encontrar com ele novamente no dia seguinte.

...

Mais tarde, Finn chegou por volta de umas sete da noite no hotel depois de comprar um cachorro quente na esquina para Quinn, que estava fazendo umas ligações para Ohio. Ele pegou o cachorro quente e botou em cima da bancada que tinha no quarto. Quinn estava com o celular na mão, nervosa, ela sacudia a cabeça, enquanto não tirava os olhos da tela do computador.

—Eu sei, eu sei. Mas, calma, Mercedes... Tudo bem, eu estou indo.

—O que houve?- perguntou Finn assustado.

—A Tina... Lembra que ela tava grávida, e eu tava cuidando dela? Então, a filha dela vai nascer amanha e ela quer que eu cuide do nascimento dela.

—Espera... Isso quer dizer que...

—Eu vou pegar o próximo voo para Ohio, e gostaria que você fosse comigo.

Ele ficou de boca aberta.

—Ma-mas... A viagem... Ta tudo pago...

—Eu sei Finn, mas é a Tina. Ela me ajudou tanto depois da formatura...

—Ela sabe que você está viajando?

—Sabe. Mas é a filha dela...

—Mas, nós não podemos ir!

—Eu sei que você ficou por muito tempo batalhando por essa viagem, mas vão vir outras, desculpa, amor.

—Eu não vou voltar pra Ohio agora. –ele disse pensando em Rachel.

—Olha, eu sei que ta tudo pago e você queria muito estar aqui, mas você vai simplesmente me botar num avião e ficar aqui? Você acha que eu vou deixar você sozinho em NY, com a Rachel Berry? Está muito errado.

—Então acho melhor você não ir embora, porque daqui ninguém me tira. –ele disse deixando Quinn pasma e brava.