STPHS - Darling Of Shadows (DFML)
3 Dear Meredith
Notas iniciais
Apesar de todo o caos que era todos os dias no submundo, apesar nas confusões na minha própria mente e comigo mesma, ainda havia uma razão pra que eu queira ficar lá... Nico
Nico e eu só se aproximamos mais com o tempo no submundo, ficávamos horas e horas em baixo do cobertor bebendo néctar e ambrósia, lendo livros sobre nós mesmos que nos descrevem como "aberração de meios-deuses", ao contrario do que você desse pensar, nós achamos isso engraçado, pois já estávamos tantas semanas lá em baixo que até a vida do Sr. Black e Lady Iris era mais animada que a nossa, já que agora eles eram felinos enormes.
Nico e eu sempre conversávamos sobre coisas que aconteceram recentemente, mas parece que agora ele optou por ficar apenas sentado no sofá, com as mãos em minha cintura e com minhas pernas sobre as dele. Nunca achei ele muito normal, ate porque somos filhos de Hades, que tem proporção a serem tímidos, calados, enfim , eu e Nico, mais ele e meu irmão e não devia ser tão legal comigo, irmãos se perturbam e tal, mas ele continuou do mesmo jeito depois de saber que era meu irmão, meigo e carinho com a minha pessoa que na minha opinião, também e meiga e carinhosa, então eu retribuo.
Depois de um dias, eu me acostumei a ficar lá, parada, vendo Nico acariciar meus cabelos, que apesar dele ser meu irmão, eu gostava disso.
–Nico? –Questionei- O que você tem?
–Saudades... de alguém que nem conheci direito, Isabelle, ela parecia gostar de mim, mais eu não a tratei muito bem, ele nem deve saber meu nome direito, alias, deve estar ignorando completamente o fato de que eu existo e ficando com vários garotos uma hora dessas... –disse ele desanimado.
–Nico, você sabe onde ela esta?
–Sim, claro, ela esta em Londres-Nico começou a gesticular e então em seu braço apareceu uma palavra, “Obliviate”, é um feitiço de esquecimento, ou modificação de memoria, as vezes o nome do feitiço usado em uma pessoa aparece na pele por algumas horas, ou dias- Não sei mais o que fazer já mandei muitas cartas, é nada, ela nem se lembra de mim, também, com as três velhas do taxi me apressando, como lembrar né!
–Nico Di Angelo, você sabe quem eu sou?
–Claro bobinha, é minha meia irmã ruiva! Boa noite pipoca (ele sempre me chamou assim), agora, deixa eu te levar até seu quarto...
Não, ele não sabia que eu era meio bruxa, o que era bom e ruim por que a tal de “Belle” também poderia ser uma, e correios trouxas não chegam até bruxos, apenas corujas. A parte que ele me levaria ate meu quarto eu entendi, mais que ele me pegaria no colo para fazer isso eu não sabia.
–Nico querido, eu sei andar — Na verdade eu estava com medo de cair enquanto subíamos as escadas com Nico me segurando como uma criança, sim, era fofo, não, eu não achava que ele estava fazendo isso por que queria, e sim por que eu estava muito fraca até pra falar.
Acho que nem fraca iria recusar abraçar Nico, ele sempre fica chateado quando não o abraço, então sempre o faço. Despeço-me dele e vou dormir, ou quase isso.
Eu juro que tentei dormir, mas falhei. Sai a noite da cama como um zumbi, mas já que como Sr. Black estava dormindo, ele não me acompanhou neste belo e agradável passeio por uma casa no inferno. Desci as escadas segurando bem firme no corrimão, pra não despencar quatro metros pra baixo, segui por um corredor que nunca havia visto ou estado lá, Perséfone não me levara ate aquele lugar. Mesmo eu não sabendo que aqui existia, acho que alguém ia lá frequentemente, pois eu acho que era o lugar mais limpo e bem arrumado da casa, mas um tanto quanto estranho, pois era um longo corredor com caixas e baús, mas apenas uma porta, vermelha, o que fazia dela um destaque dentro todo o branco das paredes do longo corredor. Sei que não deveria, mais entrei naquela sala mesmo assim, e... era linda, mais me deixa triste, pois um dos três quadros que estão pendurados na parede e da minha mãe. Acho que Hades gosta de lembrar-se de suas esposas, pois o outro quadro, do lado do retrato de Hades, e Sra. Di Angelo, não me lembro se seu nome, mais tenho certeza que é ela, pois antes que Nico chegasse aqui, Perséfone me mostrou fotos da minha mãe com Hades, ela e Hades, Hades e Sra. Di Angelo, então eu sei quem ela era, mas... Tentei não me confundir, mais ela e minha mãe eram tão parecidas, que era quase impossível distingui-las. Uma lareira, poltronas, quadros, um fonte para mensagem de Iris, e um baú, como já disse, sou muito curiosa, então abri o baú e comecei a fuçar nas coisas, fotos, roupas, livros, joias, mas algo no fundo do baú me chamou atenção, algo dourado, mas pequeno, algo pessoal. Senti que não deveria mexer naquilo, mas meus impulsos são maiores e quando eu olhei novamente pras minha mãos, la estava o pequeno objeto dourado, um envelope, com um adesivo em forma de coração com um desenho de laço preto nele, eu sabia que não deveria olhar, mas nunca sigo meus próprios conselhos. Uma carta, e uma foto, pelo visto, muito antiga, a carta desejava feliz natal a uma pessoa amada, e a foto, era muito antiga, não se parecia muito com minha mãe, nem com Sra. Di Angelo, era mais nova, no entanto, a foto era antiga. Atrás, dois selos, “H”, Hades, sem duvidas, e... “W”?
Li uma vez que os deuses declaram seu amor através de cartas ou coisas assim, Hades disse que amava minha mãe, mais parece que não, minha mãe se chamava Meredith! Espero que haja uma explicação cabível para isso, a não ser que a mãe de Nico tenha na inicial do nome um W, ou então Hades ira arranjar encrenca em dobro, mas entes, eu tenho que pensar em como explicar minha ida ao longo e branco corredor...
Tudo bem, já sei, eu “estava procurando minha coruja” quando ela entrou no corredor, eu a segui e achei a carta. Eu sei, sou péssima em dar desculpa, mais não tem jeito melhor de dizer que eu entrei lá por curiosidade! Hoje de manhã fui até Nico e preguntei se a o nome da mãe dele começava com W, ele responde que “Não, minha mãe se chamava Katherine!” , depois dessas palavras, disse ao Nico o que eu achei ontem a noite, e ele concordou que Hades nos deve um explicação, então fui ate a sala de armas que era onde ele sempre estava quando não estava nos campos de punição do tártaro.
–Pai? –Perguntei calma- Posso entrar?
–Claro Alaska, do que você precisa querida?
–Preciso de uma explicação!-tirei o envelope de traz das minhas costas e mostrei a foto a ele- Sobre isso. (Seu rosto ficou mais pálido do que já era e ele começou a respirar muito rápido, ofegante.)
–Sobre o que você quer saber sobre ela? Espera-exclamou- a onde você achou isso?
–Essa não é a questão agora! –Tentei mudar de assunto- Tudo bem, encontrei numa sala no porão...
–Quem procura acha o que não quer! Mas, você deveria saber quem ela é.
–Pois não sei, ela não é a mãe do Nico, nem minha mãe!
–Nossa, desculpe, esqueci de te dizer que ela é uma bruxa? Sabia que existem feitiços para uma vida mais longa e conservação do corpo?
–N-não, eu não sabia não! Então você quer dizer que essa é minha mãe? Mas tem um W atrás não um M de Meredith!
Hades olhou pra mim como se eu fosse muito tonta, e então pegou a foto, virou ao contrario, e disse:
–Nem passou pela sua cabeça que esse “W” poderia sem um M invertido? –Sorriu Hades.
–Tá, agora espere ai que eu já volto , vou procurar o livro de feitiços da mamãe... -falei olhando pra baixo- acho que vamos precisar usar em Nico!
–Não sei onde esta, mas tenho outro truque de um deus aqui e você não deveria deixar seus pensamentos escaparem tão fácil, nem deveria sair mostrando uma coisa que achou na casa do seu pai pros outros! (Ele estava certo, e havia me falado sobre isso, e como hipnotismo que semideuses podem conseguir fazer também, mas e complicado, eu sou lerda, mas tenho que aprender a saber fazer isso, já que meu pai é um deus e esta me ensinando isso, acho que tenho obrigação de aprender.)
Um ou dois dias depois Hades disse que deveríamos ir a um tal de Beco Diagonal, comprar o material do meu ano letivo em Hogwarts. Não sabia como ele faria isso, ou arranjaria tempo pra sair do submundo, ele apenas disse, “Confie em mim, e se achar que deve, prender a respiração ajuda a não vomitar”, depois disso nos dois, “viajamos nas sombras” era estranho, ele disse que quando eu fizesse 17 anos eu poderia “aparatar” o que só faltava dois anos, que na verdade é a mesma coisa, só que no mundo bruxo. Era estranho, mas eu gostei da sensação de “viajar” assim, eu podia ver tudo e todos, mas Hades disse que eles não me viam, nem se eu quisesse. Chegamos no Beco Diagonal, a lista não era grande, eu já tinha a maior parte das coisas, já que Hades comprou os livros de magia antes mesmo que eu recebesse a carta de Hogwarts. Embaixo da lista, estava escrito algo sobre poder levar seu bichinho, mas será que uma pantera conta? Sobre tudo, Sr. Black era apenas um gato na nevoa, e era um dos animais que poderiam estar lá, então eu levaria minha coruja, sem nome ainda, e Sr. Black, não sei se era permitido levar os dois, mas minha coruja era tão pequena que provavelmente passaria despercebida dos inspetores. Como Hades disse, Sr. Black era meu protetor no mundo humano, eu não o deixaria pra traz nunca, e agora tenho uma coruja que depende da minha pessoa pra sobreviver, e deixa-la no submundo, com um cão infernal, dragões, fúrias e outras coisas nada normais não era uma opção agora, ela iria comigo nem que fosse escondida! Antes de voltarmos para o submundo, Hades e eu fomos comprar uma outra varinha, já que a minha ultima se auto destruiu de tanta tristeza quando minha mãe morreu , o que foi, um verdadeiro desastre pro Sr. Olivares! Por fim, minha varinha me escolheu, sim, a varinha escolhe seu dono, então, minha varinha e feita de madeira de cerejeira chinesa, fibra de coração de dragão, e escama de sereiano (Sereias!). Acho que a parte que eu não suportaria era me despedir de Nico, então eu e Hades esperamos a noite que, até por que, era mas fácil de viajar assim pelas palavras dele, depois que chegamos, Hades disse pra que guardasse minha roupas e outras coisa na mala que compramos lá com as minha inicias, A. L., acho que deveria ser um B, mais Hades disse que eu poderia ser mimada por todos caso soubessem que eu era descendente na família Black, então L, de Lestrange, mas talvez assim eu seria odiada por todos se eles soubessem sobre meu sobrenome de uma assassina, Bellatrix Lestrange, uma comensal da morte, matou o próprio primo que também era Black. Não me preocupei com isso, eu não iria sair falando pra todos o que L significava, pensando bem, poderia ser um K. de Katherine, mas já estava feito. Arrumei minhas coisas, fiz um feitiço simples com uma mensagem para Nico, (eu não podia usar magia no mundo trouxa, mas eu estava no submundo então...) deixei para que ele visse quando acordasse, o beijei na testa, e disse baixinho: “Espero que ainda me ame, pois eu sempre vou te amar.”. Coloquei o nome da minha corujinha de Athena, em homenagem a deusa, já que esse era seu símbolo. Depois de tudo prontos, preparei Athena por ultimo, ela era franziu e pequena, então eu peguei um outra bolsa com minha iniciais, coloquei um lençol para que ficasse confortável lá dentro, e Athena viajaria ali. Sr. Black estava agitado, então para que não ficasse desconfortável na caixa de transporte, fiz um feitiço de expansão já que ele era um pantera de uns quinhentos quilos. Viajamos pelas sombras até a estação de Londres, era de madrugada, logo Apollo passaria com o carro sol, e teríamos que esperar mais, então saímos com pressa, já que Nico não dormiria para sempre, eu sei que é egoísta da minha parte, mais eu não aguentaria me despedir dele sem derramar uma lagrima ou mudar de ideia, então, minha despedida do submundo foi ótima, pois eu teria a chance de ser normal de novo, e triste, pois eu ficaria longe de Nico de novo.
Chegando lá, antes que eu enfiasse a cara na parede, já que não poderíamos entra direto para a plataforma 9 ¾ ,perto de uma fonte, com tochas de fogo acesas em volta, uma garota, com longos cabelos pretos e corpo tão magro quanto o meu, talvez ela fosse um pouco mais baixa que eu mas tudo bem, estava com as mãos quase dentro da fonte, falava com um homem, ele era um tanto quanto curioso, usava shorts, camiseta havaiana com flores coloridas, o que era estranho, estava frio, não era época de usar camisas havaianas. Fui me aproximando, e então, o fogo das tochas começou a aumentar intensamente, e o homem havaiano começou a me encarar como se quisesse saber o que estava acontecendo, e depois sorriu levemente com o canto da boca, balançando a cabeça em negação, mais sorrindo. Cheguei do lado da garota, ela ainda olhava pra água da fonte, antes que ela me olhasse, coloquei minha mão sobre o fogo para que diminuísse pois estava muito alto, sem sucesso.
– Desisto!-deixei escapar- não consigo controlar.
–Seus pensamentos sobre quem você é são muito fortes, isso faz com que seus poderes apareçam sem você querer, controle seus pensamentos e será fácil controlar seus poderes.-nesse momento a menina jogou um jato de água em cada um das tochas, e o fogo abaixou.
–Poseidon... -falei baixinho- Você e Poseidon, ela e sua filha... vocês sabem quem eu sou?
–Claro, você é Alaska Black, seu pai, meu "irmão favorito" esta ali atrás tentando me incendiar nesse exato momento. — Disse o deus- Por favor, peça pra ele parar, ele sabe que é inútil.
–PAI!-gritei indignada com o que ouvira agora.
–Tudo bem-disse Poseidon tentando me acalmar- não é novidade que Hades não goste de mim. Enfim não estou aqui para discutir com meu irmão, estou aqui pra te dar minha benção.
Eu já escutei falar de bênçãos de deuses, que te davam uma pequena parte do poder deles e tal, mas eu era filha de Hades, acho que era para ele me odiar!
–Você aceita honrar o nome do Deus dos mares Alaska?-perguntou o deus inquieto.
–Sim, claro, é uma honra mais não era pra você me odiar? Eu sou filha de Hades e tudo mais...
Ele desapareceu, simples assim, olhei minha mão, um tridente, típico não? Eu tinha a benção do deus que meu pai mais odiava, mas acho que eles não ligavam, ou era pra fazer de mim alguém maior que outros deuses ou algo assim...
–Não se preocupe-a menina se dirigiu a mim, interrompendo meus pensamentos- ele acha que você pode ser mais forte que os outros meios sangues se tiver a benção dos três grandes. Desculpe não me apresentar, suponho que tenha lido meu pensamento...
–Desculpe, não me contive, Belle não é? –Sim, eu estava bem de cara com a garota com quem Nico estava sonhando a meses! E sim, eu já consegui ler o pensamento das outras pessoas!
– Sim, isso mesmo. –Ela pareceu envergonhada- Acho que sabe sobre meu assedio ao seu irmão... eu juro que não – a interrompi a garota.
–Não, que nada- afirmei- na verdade, acho que ele até gostou de você. (Tentei não sair falando que ele estava na pior por causa dela e tudo mais...)
Hades e Poseidon foram embora logo que ganhei minha benção nada esperada. Isabelle Smodelari é filha de Poseidon, muito bem treinada pelo visto, ela fazia coisas que acho que eu nunca ouvi falar. Nossa conversa estava ótima, claro e sim, eu não queria falar sobre Nico e nossas aventuras no submundo, na cabeça dela, ele não se lembrava dela, e acho que ela nem imagina onde ele esta agora, mas antes que eu saísse de lá, dei uma dica ao Nico, para que ele mandasse cartas por corujas pra Belle, não pelo correio normal, ou ela nunca iria saber das cartas. Continuamos seguindo pelas plataformas trouxas, até que, vi alguns bruxos, e eu sabia pois só bruxos de verdades podem atravessar a barreira magica da parece na estação de trem, eles olhavam em volta pra que nem um trouxa os visse, e se jogavam com tudo na parede. Belle disse que poderíamos ir juntas se eu estivesse com medo, e sim, eu estava, então esperei que todos os trouxas que estavam andando pelas plataformas sumissem de vista, e então eu e Belle atravessamos juntas a parede e chegamos na plataforma 9 ¾ , não vimos muitos bruxos, ainda eram oito horas da manhã, o expresso de Hogwarts só saia as dez. Eu e Belle entramos no expresso, já que são muito alunos e... muitas cabines também, nem eu mesma entendo minha logica, mas entramos no trem do mesmo jeito. Passamos por alguns vagões, ate acharmos um que achamos que seria confortável viajar por horas com nossos animais, Belle não tinha algum animal protetor, ao invés disso ela tinha armas, seu anel e seu bracelete, uma espada e um escudo. Agora eu também tenho uma arma disfarçada, Aequora, dada por Poseidon, era um anel que disse Belle ser um tridente, ela disse que Poseidon só me deu um tridente para deixar meu pai com raiva, o que provavelmente ele conseguiu! Enquanto eu falava sobre Athena,(minha coruja), Belle olhava um garoto que andava pelo corredor inquieto como se quisesse entrar na nossa cabine mas não soubesse como fazer isso, e Belle entrou no meu pensamento e disse algo do tipo, “Sua boba, ele esta olhando pra você, pare de falar como uma louca e o convide pra sentar com a gente aqui!”, eu não sabia se ele estava me olhando mesmo mas, que ele era lindo, era!
–Ei-falei enquanto abri a porta- você gostaria de se sentar com a gente? –tentei não parecer nervosa, mas acho que não deu certo, ele parecia mas velho que eu e Belle, talvez recusasse meu convite, sem pensar no fato de que era um tremendo gato por assim dizer.
–Achei que nunca iriam me convidar e não faria novas belas amigas...–falou o garoto aliviado.
–Obrigada. -respondi um pouco envergonhada- Venha, entre, traga suas coisas pra cá!
Ele entrou, pegou suas coisas, fechou a porta sorriu pra mim com um olhar de: “Posso me sentar do seu lado?”, em resposta sorri de volta e fiz que sim com a cabeça. Ele era loiro, com os olhos verdes e quase tão alto quanto Poseidon, mas tenho certeza de que ele não é um ser anormal, ou se for e melhor ignorar, pois se não eu nunca terei amigos, até por que eu sou uma bruxa, semideusa, com uma pantera na cabine, e uma coruja na minha bolsa. Passei a mão em meus braços na esperança de que isso fizesse o frio ir embora, mas não, isso fez com que o garoto me olhasse e olhasse Belle, e perguntar:
–Com frio meninas?- às vezes eu tento não ser grossa com as pessoas, então eu penso e não respondo tipo agora, eu pensei, “Não querido, estou esfregando meus braços apenas, pois aqui não tem o que fazer!”, mas me parece que esse pensamento foi muito forte, Belle começou a rir, e o garoto fez cara de que entendeu o que eu quis dizer- Sem problemas!
Ele tirou o casaco, e foi como se um aquecedor fosse ligado na mesma hora, ele sorriu e me olhou como se tivesse dizendo: “Algum problema?” , eu simplesmente preferi ficar calada, na verdade tive vontade de dizer, “Você e tão gato que me dá até calor!”, mas eu apenas tirei o casaco e estava torcendo pra que ele não falasse nada, só que meu desejo não se realizou!
–Prazer, meu nome e Finnick Salvatore Ace, me chamem do que preferirem! –Disse o garoto.
–Alaska Black-o.k, não cumpri minha promessa- eu teria que falar do mesmo jeito então... meu nome e Alaska Katherine Black Lestrange, e um prazer conhece-lo. E essa aqui e Isabelle Smodelari, Belle!
Belle apenas sorriu e acenou com a mão, suas bochechas estavam vermelhas...
–Então, Finnick, como posso te chamar?
–Chame do que quiser meu bem- isso foi muito sarcástico, mas acho que ele disse sem pensar, pois estava olhando pra baixo, um caderno, escrevendo uma poesia se não me engano.
–Fin então? –perguntei novamente esperando que ele me olhasse de volta.
–Claro, as pessoas não me chamam por esse nome, mas por ser tão linda, pode me chamar do que quiser... Parece que ainda esta com frio-disse Ace me abraçando.
–Sim, um pouco, estou melhor agora, obrigada.
–De nada fofa!
Em todos os meus anos em Hogwarts, acho que esse será o melhor...
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