SEM MEDO DE AMAR
13 Revelações,descobertas...... e um Diggle fumegante!!!
Notas iniciais
Dois anos atrás — noivado de Oliver e Felicity
Narrador
De um canto da sala da mansão Queen,John Diggle observa o movimento. O restante de seu staff está espalhado pela área externa da mansão. Como segurança pessoal dos irmãos Queen,ele se mantém dentro do recinto. O noivado de Oliver e Felicity foi o assunto mais badalado e comentado nos últimos meses,portanto seus pais,Robert e Moira,estavam extremamente nervosos. Os Queen já haviam sofrido atentados antes,esse foi o motivo de John ter sido contratado para acompanhar exclusivamente os filhos do casal,o que nem sempre foi fácil. Thea e Oliver não gostaram nada da ideia a principio. Com o tempo Diggle conseguiu conquistar não apenas a confiança mas também a amizade dos jovens e de seus amigos mais próximos. John viu o amor surgir entre Oliver e Felicity. Viu esse amor mudar por completo seu "patrão",fazendo-o abandonar a vida de farras ao lado do melhor amigo e sossegar de vez. Quem os olha como estão agora, juntos e radiantes,não imagina o trabalho que Oliver teve para conquistar sua amada. Eles haviam acabado de trocar alianças,a festa já se encaminhava para o fim e tudo corria muito bem. Ou quase tudo. Thomas Merlyn,melhor amigo de Oliver e meio irmão de Thea,estava começando a ficar,digamos,inconveniente. Na verdade,desde que ele chegara Dig notara que o jovem estava estranho,mais quieto do que o normal,ansioso,a ponto de a irmã comentar que ele que parecia o noivo. Um dos homens relatou a Dig que Thomas pedira que se uma determinada moça aparecesse eles a impedissem a qualquer custo de entrar e dera a descrição da mesma. Os presentes pensavam que Tommy estava ressentido por estar "perdendo" o amigo e companheiro de farra. Mas tanto John quanto Oliver não acreditavam nisso e tentaram faze-lo falar. Tommy entretanto negou-se dizendo estar bem e que só precisava de um bom drink pra relaxar.
Já passava da meia noite quando Oliver chamou Dig em um canto.
— Dig,acho melhor levar o Tommy em casa. Ele está começando a exagerar sem contar que tanto minha mãe quanto a mãe de Felicity estão bem zangadas com ele .
— E para Donna Smoak se zangar o negócio é sério.
— Então...- diz Oliver — pra você vê a que ponto chegamos! Vou explicar pra Felicity e já o pegamos pra ...- Diggle o tinterrompe.
— Não precisa.Eu o levo. Fique com sua noiva e curta o restante da festa. Mesmo que diga que não,qual é a noiva que iria gostar de ser "trocado" em plena festa de noivado? — pisca para Oliver que sorrir.
— Provavelmente você está certo. — concorda. Depois dá uma olhada para o amigo — Tem certeza que dá conta? Olha que o Tommy saber ser bem difícil quando quer.- argumenta.
— Não seria filho de quem é se não o fosse. -comenta Robert que se aproximará sem ser percebido. — Diggle dá conta dele. — afirma.- Leve-o por favor,John,se possível até a porta de casa pois em se tratando de Thomas nunca se sabe. E não precisa voltar,pode ir pra casa ,a menos que queira brindar conosco.
— Não, obrigada. Vou aproveitar e curtir a barriga de Layla um pouco. -brinca e Oliver e o pai sorriem.
John vai até onde o jovem está e com jeito o tira do salão levando- o para fora. Pede a um de seus homens que lhe traga um carro,coloca o rapaz dentro e segue rumo ao prédio onde Tommy mora. Chegando lá,para próximo a guarita,baixa o vidro do carro e depois de se identificar e mostrar Tommy meio dormindo,meio acordado ao porteiro,recebe permissão para entrar. Para o carro o mais próximo ao elevador,desce e,dando a volta,retira Tommy do carro e o carrega para dentro do mesmo e aperta o botão do andar correspondente. Quando chegam ao destino,Dig ajuda o rapaz a encontrar as chaves no bolso e o ajuda a abrir a porta,fazendo com que entre.
" Pronto. Mais entregue do que isso impossível! " e segue pelo corredor até o elevador. Entra e aperta o botão da garagem mas antes que as portas se fechem salta para fora. Ao colocar as mãos no bolso do casaco,percebe que o celular de Tommy havia ficado com ele. " Droga! .Eu devia deixar ele pensar que perdeu e só entregar daqui uns dois dias" — pensa enquanto caminha sorrindo em direção ao apartamento pensando que provavelmente iria acordar alguém pois,a menos que o jovem tivesse deixado a porta aberta,teria que tocar a campainha. " Só vou tocar uma vez,se ninguém atender eu v..." para atento,ouvindo um som baixo e abafado. Segue rumo a entrada do apartamento já colocando a mão sobre a arma que carrega na cintura. A porta está entreaberta. Conforme pensara Tommy não havia fechado aporta. Estende a mão para empurra-la quando houve um baque surdo seguido de um grito abafado. Saca a arma imediatamente já se preparando para o confronto e,chutando a porta,entra no apartamento.
Mesmo sendo um soldado experiente, Diggle não estava preparado para a cena que vê ao entrar no apartamento dos Merlyn: agachado,Malcom Merlyn está sob o corpo do filho,segurando-o pela camisa com uma das mão enquanto a outra,no ar,estava preparada para atingir ,ao que tudo indicava o rosto do filho,já bastante ensanguentado. Ele se vira encarando Diggle. O rosto livido.
— O que pensa que está fazendo? — rosna ameaçadoramente.
— Posso lhe perguntar o mesmo. — Diggle comenta enquanto se aproxima cuidadosamente,a arma ainda em punho. Olha Tommy,que parece desacordado. Observando um pouco melhor,John percebe que parece haver um ferimento grave no braço do rapaz que sangra bastante. Vê o que restou de uma mesa de centro. Pedaços de madeira e vidro se misturam. Um alarme soa em sua cabeça imediatamente. Erguendo as mãos diz : ---Ok,vamos nos acalmar aqui. Sr. Merlyn,vou guardar minha arma e me aproximar certo? Peço que largue seu filho devagar.
Ao ouvir Dggle mencionar o filho,Malcom se vira. Quando fala sua voz parece tão confusa quanto seu olhar:
— Thomas?? O que...-hesita- O que houve??
— Não sei mas vou lhe ajudar a descobrir,certo? — John já está ao lado do empresário. Ele o afasta um pouco a fim de poder avaliar melhor o estado de Tommy. Malcom senta no chão encostando-se em uma cadira próxima enquanto John segue examinando Tommy. Sente a pulsação do rapaz e respira aliviado; " Graças a Deus, está vivo!" ; segue a examina-lo;além de pequenos ferimento causados pelo que supõe ter sido o impacto do corpo contra a mesa,descobre dois ferimentos mais sérios,um no braço esquerdo onde uma lasca generosa de madeira se infincara e outro na cabeça.." Deve ter acertado o centro em cheio". Resolve mexe-lo com cuidado. Ergue o corpo inerte do rapaz,que emite um gemido de dor,e o leva até o sofá mais próximo. Malcom o segue e ao ver o estado do filho arregala os olhos,assustado.
— Tommy!!! O que foi que eu fiz!- exclama enquanto John liga primeiro para Robert Queen e em seguida para Quentin Lance.
Dias atuais
Enquanto nos recuperamos do choque que as palavras de Dig provocaram,Layla leva os dois,Tommy e o marido até a área externa da casa fechando as portas de vidro atrás de si.
— OK. Alguém consegue me dizer o que foi isso?? — pergunta Ray, o primeiro a sair do estado de letargia que todos havíamos entrado.
— Cara,eu não sei — diz Barry. — Mas confesso que fiquei,pela primaira vez,com medo do Dig.
— Olie?? — Thea olha o irmão confusa e recebe o mesmo olhar de volta.
Lá fora,Diggle continua agitado enquanto Tommy e Layla tentam acalma-lo. Sua voz se altera e Layla devolve no mesmo tom.
— Sara...-Laurel chama me olhando de maneira inquisidora — O que houve antes de ontem á noite? Ou ..ontem de manhã?.. Você estava estranha quando chegou e agora isto..-diz apontando para Tommy.- O que aconteceu entre a noite de quinta e o amanhecer de ontem,e não me venha dizer que nada porque o rosto do Tommy e a reação do Dig desmentiriam.
De tudo que Laurel disse,a única parte que fixa na minha cabeça é 'ontem de manhã'. De repente uma serie de imagens,sons,falas,cometários soltos,tudo tudo se junta na minha mente como um filme em processo final de montagem e num estalo tudo fica claro. Saio apressada até fora da casa e os outros me seguem.
— Esse tipo de atitude não tem desculpa Tommy- é Layla falando — seu...eu a interrompo ficando entre ela e Tommy.
— Não foi a primeira vez que seu pai te agrediu não foi Tommy? Ele já fez isso antes não é?-pergunto e sem esperar resposta emendo- Agora eu entendi tudo. Como eu pude ser tão cega,como nós pudemos ser tão cegos.- digo me virando para os outros. — Quer saber o que houve Laurel? Pois vou te dizer! Diggle está certo. Houve Malcom Merlyn,foi isso que houve. Ele invadiu o quarto de Tommy ontem cedo e agrediu Tommy várias vezes,.... e só parou por que a mãe de Tommy chegou! Foi isto que aconteceu ontem -me viro para Tommy- e foi isso que aconteceu dois anos atrás e pela sua reação Dig,- me volto para ele -o que vi naquele quarto ontem cedo não chega nem perto do Você viu dois anos atrás,estou certa? — termino meu desabafo com as lágrimas já escorrendo pelo rosto.
Diggle respira fundo e responde:
— Está. Infelizmente.
— Dig...- Tommy começa mas eu o interrompo,segurando em seu braço.
— Já chega Tommy! Eu quero, e veja bem,não apenas eu mas falo por todos aqui,...-faço um gesto amplo com os braços -queremos saber exatamente o que aconteceu dois anos atrás. A verdade Tommy.
— A verdade? Querem mesmo saber a verdade?- questiona- Você quer saber a verdade Sara? — indaga me olhando direto nos olhos- A verdade é que,se meu pai foi um monstro e quase me matou dois anos atrás, eu não fui muito diferente dele!- revela — Na verdade fui bem pior,afinal Eu estou Vivo-lagrimas começam a brotar de seus olhos- Por Minha causa Sara,por culpa unica e exclusiva minha,do meu estilo de vida, uma garota tirou a própria vida! Vocês entendem isso? -pergunta olhando para Oliver e os demais-São capazes de me perdoar?- ... Você entende isso Sara?É capaz de me perdoar por algo assim?- abro a boca chocada!
Continua...
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