Notas iniciais
É falar de família não é nada fácil não. Famílias grandes então... complicadas....com segredos.....Mas elas vão estar mais presentes de agora em diante. Então vamos logo apresentar esse pessoal! Boa leitura e bjinhos.

Os Lances — Laurel

Da varanda vejo o Audi cross lane estaciona em frente a nossa casa. Não preciso ver o rosto para saber quem é o motorista. Em toda Star apenas duas pessoas possem esse modelo. Uma delas é casada comigo. Sento na cerca e espero. Após alguns minutos minha irmã desce.Ela espera o motorista fazer a volta e passar novamente em frente a ela,que acena.Só depois que o carro some de vista ela se volta e caminha em direção a casa. Parece distraída. Tão distraída que nem percebe minha presença e se assusta quando a cumprimento.

— Bom dia Sara.

— Hã..Oi. Bom dia Laurel.

— Era Thomas no carro?- pergunto apenas por perguntar visto que já sei a resposta.

— Era. — responde enquanto sobe os degraus da escada que conduz até a entrada da casa.

— Humm. — digo.

Sara passa por mim indo até a porta.

— Você dormiu com ele? — ela para com a mão na maçaneta e se volta para mim.

— E se tiver,algum problema? — pergunta cruzando os braços sobre o peito na defensiva.

— Não. Só curiosidade. — digo e ela volta-se, novamente indo para a porta. — Afinal, — ela para- você é adulta e dona do seu nariz capaz,com certeza, de arcar com as consequências de seus atos. — completo.

— Laurel,se quer dizer alguma coisa diz logo.

— Dizer o quê? Que tenha cuidado com o Tommy porque ele é um playboy,irresponsável e mulherengo, que ama baladas e transas passageiras? Ou pelo menos era ,mas isso não dá pra afirmar já que ele passou dois anos,sabe-se lá porque, fora do país. Que ele pode ,e muito provavelmente vai, te machucar? Adianta dizer alguma coisa?

— Simples, não diga nada. — diz dando de ombros e abrindo a porta para entrar dando passagem a Ray,que saia da casa.

— Bom dia Sara. — cumprimenta.

— Bom dia. — responde secamente e entra.

— O que houve? — questiona Ray apontando para ela.

— Houve Thomas Merlyn,foi isso que houve.

Ray franze o cenho interrogativamente.

— Eles são amigos,não são?

— Pelo que pude ver,a relação deles já passou dessa "fase",Ray.

— Relaçao de quem passou do que? — pergunta meu pai que aparece vindo do lado oposto acompanhado de minha mãe. — Bom dia . — cumprimenta me dando um beijo no rosto e acenando para Ray.

— Thea e Roy. — respondo e olho significativamente para Ray,que me olha sem entender nada mas fica quieto.

— Como assim? Por acaso eles brigaram?

— Não não, longe disso. — diz Ray. — Justamente o contrário. É disso que falavamos. Acho até que estão avançados demais.

— E só agora que percebeu Ray? — pergunta minha mãe. — Honestamente,nunca engoli aquela história de namoro dele com a Sara.

— Falando nela,... — interrompe meu pai. — Foi ela que chegou naquele carro? Quem estva dirigindo? Por acaso era o Merlyn?

— Nossa,nada escapa dos olhos de lince de Quentin Lance né não?. — falo para distrai-lo

— Não,nada.Especialmente no que diz respeito as minhas filhas e mais ainda se Thomas Merlyn está envolvido.

— Quentin! — ralha minha mãe. — Em primeiro lugar Sara é bem grandinha e sabe se defender muito bem. Em sgundo lugar,Thomas NÃO É O PAI DELE.

— Há controversias.

— Qunetin,ele também é filho de Rebeca e só isso já é mais do que suficiente para dar um voto de confiança ao rapaz.

— Uau!! Até onde sei foi só uma carona,e vocês já estão planejando o noivado!!

— Então era ele mesmo? Eu sabia. Mas se aquele moleque se meter a besta com minha menina...

— Quentin,Sara não é Sua menina a um bom tempo. E como Laurel acabou de dizer,foi só uma carona , e como eu já disse ela sabe se defender muito bem obrigada.

Nesse momento a porta se abre e meus dois pequenos furacões aparecem.

— Eii,ei cuidado ai;nada de correria, sua mãe já não disse ? — reclama Ray pegando um e depois outro e suspendendo-os no ar o que provoca uma série de gritinhos de Celine e risos em Brandon.

Sorrio vendo a cena . Ray me olha e pisca o olho, carinhoso.

— Raymond Palmer,cada dia que passa tenho mais e mais certeza de ter feito a escolha mais acertada de minha vida. — digo me aproximando dele e lhe beijando.

— Humm,digo o mesmo. — e me beija de volta.

— Eeecccaaaa!!! — ouvimos duas vozinhas exclamarem juntas. — Que nojo!

Rimos todos juntos.

— Ok,chega de farra. Hora de ir trabalhar e colegio. Se despeçam de seus avós.

— Tchau vó,tchau vô. — falam juntos acenando de cima dos ombros do pai.

— Beijos meus lindos. — diz minha mãe beijando um depois outro.

— Até mais tarde. — digo pegando as bolsas,nossas e da crianças,e saindo juntamente com Ray.

Sara

Entro no quarto e fecho a porta me encostando nela. Os acontecimentos da noite e do amanhecer ecoando na minha cabeça.

Me jogo na cama e fico um tempo de olhos fechados. Meu celular toca. Pego o aparelho anciosa. Felicity. Suspiro

— Oi Lis, bom dia. Tô atarsada,já sei,mas chego ai já já.

< Relaxa. Tô ligando pra avisar o cliente da manhã remarcou para a tarde as quinze horas. Como você está?>

— Cansada — digo e só depois percebo o sentido duplo daquilo — quer dizer não cansada de fazer alguma coisa,não que não tenha feito,eu fiz ,mas...- paro.- assim,....ahhhh,desisto! Estou cansada. Ponto.

< Sara, nós duas andamos ficando tempo demais juntas!> — fala Felicity do outro lado da linha rindo.

— Isso é verdade. Então me deixa descansar um pouco que mais tarde chego ai pra tarbalhar...e matar essa curiosidade que está te corroendo!

< Curiosa? Eu??? Imagina!>

— Sei. Tchau Lis.

Desligo. Olho o relógio.Será que ele já chegou?

" Liga pra saber oras"— sugere minha deusa interior,que acabara de despertar.. " Tava demorando"

Penso por um tempo e decido mandar uma mensagem.

<< Tommy,já chegou em casa?Como você está?>> Passa um tempo,que mais parece uma eternidade até ele responder.

<< Já sim. Vivo>>

<< Bobo!>>

<< Só com você!!>>

<< Sei. Vou fingir que acredito!>>

<< Acredite.Você me deixa meio bobo.>>

<< Uhum...Não foi bem isso que me disse ontem a noite...>>

<< Corrigindo: Você deixa louco e bobo!...Além de outras coisinhas mais..>>

<< Tarado!>>

<< Por você!!>>

— Sara? — minha mãe chama.

— Oi?? — grito de volta.

— Poderia vir aqui um minuto? Estou precisando de ajuda.

— Estou indo.

<< Preciso ir.Mams chamando!!>>

<< Ok. Posso ligar mais tarde?>>

<< Lógico. Bjs.>>

<< Até mais então. Bjs>>

Encaro o aparelho por um tempo até ouvir minha mãe chamar novamente.

Tommy

Quando chego em casa,meus pais não estão mais na sala me esperando. Pergunto por eles e um dos empregados diz que minha mãe está com a fisioterapeuta e que meu pai me esperando no escritório. "Merda!! Seria pedir muito que ele deixasse pra trás." Respiro fundo e vou até o escritório .Bato na porta e entro. Meu pai está de pé em frente a janela de costas para a porta. Me aproximo com cuidado lembrando do que havia prometido a Sara. Ele finalmente se vira. Me olha e faz sinal para que eu sente. Depois,ele próprio senta-se. parece incomodado.

— Pediu desculpas a moça,Sara não é?- confirmo — pelo que aconteceu hoje cedo?

— Sim. — respondo.

Ele me encara,pensativo. Parece escolher cada palvra que vai dizer. Me sinto como se estivesse prestes a cair em uma armadilha.

— Thomas,eu realmente não gostaria de ter me excedido da forma que me excedi mais cedo. — respira fundo antes de continuar — Vou lhe pedir que não me interrompa. Isabel Rochev é uma mulher fria e calculista. Não se chega,sendo mulher,onde ela chegou no mundo dos negócios sendo boazinha. Muitas vezes ela consegue ser mais cruel que muitos homens que conheço. — pausa. Ele parece avaliar o efeito que sua palavras provocaram em mim.- Não sei o que aconteceu e honestamente não me interessa saber. O que acontece é que falei com ela agora a pouco e ela está disposta a conversar de novo..aqui em casa — avisa antes que eu proteste. -Já falei com sua mãe e hoje a noite faremos um jantar para ela. Veja bem Tommy,não quero ter que obriga-lo a ficar mas se for preciso o farei...

— Não vejo porque minha presença é importante. Se ela concordou em falar novamente certamente o contrato também é de seu interesse. Minha presença pode até irrita...

— Ela faz questão que você participe. — me informa — Um das condições que impôs expressamente é um pedido formal de desculpas de sua parte.

— Pedido formal.. — repito.

— Sim.

— Quem mais vai estar presente.

— Nós,ela e alguém de seu staff que ela ainda não informou o nome.

Penso .

— Terei que ficar até o final desse jantar?

— Não.

— Ok.

Meu pai respira aliviado.

— Posso ir? — ele ergue a sobrançelha,surpreso com minha pergunta.

— Sim.

Me levanto e saio do escritório sem dizer mais nada. Estou subindo para o quarto quando o celular vibra no bolso. Pego o aparelho e vejo o rosto de Sara aparecer no visor. Sorrio. Trocamos algumas mensagens até ela dizer que precisava sair. Nos despedimos com a promessa de nos falarmos logo mais a noite.

Entro no quarto e sentado na cama fico olhando a tela do aparelho.

"É Sara Lance, parece que aquela música não serve apenas para você. Eu acho, que posso estar me apaixonando por você!!"