SEM MEDO DE AMAR
10 Family III
Notas iniciais
Os Lances — Laurel
Da varanda vejo o Audi cross lane estaciona em frente a nossa casa. Não preciso ver o rosto para saber quem é o motorista. Em toda Star apenas duas pessoas possem esse modelo. Uma delas é casada comigo. Sento na cerca e espero. Após alguns minutos minha irmã desce.Ela espera o motorista fazer a volta e passar novamente em frente a ela,que acena.Só depois que o carro some de vista ela se volta e caminha em direção a casa. Parece distraída. Tão distraída que nem percebe minha presença e se assusta quando a cumprimento.
— Bom dia Sara.
— Hã..Oi. Bom dia Laurel.
— Era Thomas no carro?- pergunto apenas por perguntar visto que já sei a resposta.
— Era. — responde enquanto sobe os degraus da escada que conduz até a entrada da casa.
— Humm. — digo.
Sara passa por mim indo até a porta.
— Você dormiu com ele? — ela para com a mão na maçaneta e se volta para mim.
— E se tiver,algum problema? — pergunta cruzando os braços sobre o peito na defensiva.
— Não. Só curiosidade. — digo e ela volta-se, novamente indo para a porta. — Afinal, — ela para- você é adulta e dona do seu nariz capaz,com certeza, de arcar com as consequências de seus atos. — completo.
— Laurel,se quer dizer alguma coisa diz logo.
— Dizer o quê? Que tenha cuidado com o Tommy porque ele é um playboy,irresponsável e mulherengo, que ama baladas e transas passageiras? Ou pelo menos era ,mas isso não dá pra afirmar já que ele passou dois anos,sabe-se lá porque, fora do país. Que ele pode ,e muito provavelmente vai, te machucar? Adianta dizer alguma coisa?
— Simples, não diga nada. — diz dando de ombros e abrindo a porta para entrar dando passagem a Ray,que saia da casa.
— Bom dia Sara. — cumprimenta.
— Bom dia. — responde secamente e entra.
— O que houve? — questiona Ray apontando para ela.
— Houve Thomas Merlyn,foi isso que houve.
Ray franze o cenho interrogativamente.
— Eles são amigos,não são?
— Pelo que pude ver,a relação deles já passou dessa "fase",Ray.
— Relaçao de quem passou do que? — pergunta meu pai que aparece vindo do lado oposto acompanhado de minha mãe. — Bom dia . — cumprimenta me dando um beijo no rosto e acenando para Ray.
— Thea e Roy. — respondo e olho significativamente para Ray,que me olha sem entender nada mas fica quieto.
— Como assim? Por acaso eles brigaram?
— Não não, longe disso. — diz Ray. — Justamente o contrário. É disso que falavamos. Acho até que estão avançados demais.
— E só agora que percebeu Ray? — pergunta minha mãe. — Honestamente,nunca engoli aquela história de namoro dele com a Sara.
— Falando nela,... — interrompe meu pai. — Foi ela que chegou naquele carro? Quem estva dirigindo? Por acaso era o Merlyn?
— Nossa,nada escapa dos olhos de lince de Quentin Lance né não?. — falo para distrai-lo
— Não,nada.Especialmente no que diz respeito as minhas filhas e mais ainda se Thomas Merlyn está envolvido.
— Quentin! — ralha minha mãe. — Em primeiro lugar Sara é bem grandinha e sabe se defender muito bem. Em sgundo lugar,Thomas NÃO É O PAI DELE.
— Há controversias.
— Qunetin,ele também é filho de Rebeca e só isso já é mais do que suficiente para dar um voto de confiança ao rapaz.
— Uau!! Até onde sei foi só uma carona,e vocês já estão planejando o noivado!!
— Então era ele mesmo? Eu sabia. Mas se aquele moleque se meter a besta com minha menina...
— Quentin,Sara não é Sua menina a um bom tempo. E como Laurel acabou de dizer,foi só uma carona , e como eu já disse ela sabe se defender muito bem obrigada.
Nesse momento a porta se abre e meus dois pequenos furacões aparecem.
— Eii,ei cuidado ai;nada de correria, sua mãe já não disse ? — reclama Ray pegando um e depois outro e suspendendo-os no ar o que provoca uma série de gritinhos de Celine e risos em Brandon.
Sorrio vendo a cena . Ray me olha e pisca o olho, carinhoso.
— Raymond Palmer,cada dia que passa tenho mais e mais certeza de ter feito a escolha mais acertada de minha vida. — digo me aproximando dele e lhe beijando.
— Humm,digo o mesmo. — e me beija de volta.
— Eeecccaaaa!!! — ouvimos duas vozinhas exclamarem juntas. — Que nojo!
Rimos todos juntos.
— Ok,chega de farra. Hora de ir trabalhar e colegio. Se despeçam de seus avós.
— Tchau vó,tchau vô. — falam juntos acenando de cima dos ombros do pai.
— Beijos meus lindos. — diz minha mãe beijando um depois outro.
— Até mais tarde. — digo pegando as bolsas,nossas e da crianças,e saindo juntamente com Ray.
Sara
Entro no quarto e fecho a porta me encostando nela. Os acontecimentos da noite e do amanhecer ecoando na minha cabeça.
Me jogo na cama e fico um tempo de olhos fechados. Meu celular toca. Pego o aparelho anciosa. Felicity. Suspiro
— Oi Lis, bom dia. Tô atarsada,já sei,mas chego ai já já.
< Relaxa. Tô ligando pra avisar o cliente da manhã remarcou para a tarde as quinze horas. Como você está?>
— Cansada — digo e só depois percebo o sentido duplo daquilo — quer dizer não cansada de fazer alguma coisa,não que não tenha feito,eu fiz ,mas...- paro.- assim,....ahhhh,desisto! Estou cansada. Ponto.
< Sara, nós duas andamos ficando tempo demais juntas!> — fala Felicity do outro lado da linha rindo.
— Isso é verdade. Então me deixa descansar um pouco que mais tarde chego ai pra tarbalhar...e matar essa curiosidade que está te corroendo!
< Curiosa? Eu??? Imagina!>
— Sei. Tchau Lis.
Desligo. Olho o relógio.Será que ele já chegou?
" Liga pra saber oras"— sugere minha deusa interior,que acabara de despertar.. " Tava demorando"
Penso por um tempo e decido mandar uma mensagem.
<< Tommy,já chegou em casa?Como você está?>> Passa um tempo,que mais parece uma eternidade até ele responder.
<< Já sim. Vivo>>
<< Bobo!>>
<< Só com você!!>>
<< Sei. Vou fingir que acredito!>>
<< Acredite.Você me deixa meio bobo.>>
<< Uhum...Não foi bem isso que me disse ontem a noite...>>
<< Corrigindo: Você deixa louco e bobo!...Além de outras coisinhas mais..>>
<< Tarado!>>
<< Por você!!>>
— Sara? — minha mãe chama.
— Oi?? — grito de volta.
— Poderia vir aqui um minuto? Estou precisando de ajuda.
— Estou indo.
<< Preciso ir.Mams chamando!!>>
<< Ok. Posso ligar mais tarde?>>
<< Lógico. Bjs.>>
<< Até mais então. Bjs>>
Encaro o aparelho por um tempo até ouvir minha mãe chamar novamente.
Tommy
Quando chego em casa,meus pais não estão mais na sala me esperando. Pergunto por eles e um dos empregados diz que minha mãe está com a fisioterapeuta e que meu pai me esperando no escritório. "Merda!! Seria pedir muito que ele deixasse pra trás." Respiro fundo e vou até o escritório .Bato na porta e entro. Meu pai está de pé em frente a janela de costas para a porta. Me aproximo com cuidado lembrando do que havia prometido a Sara. Ele finalmente se vira. Me olha e faz sinal para que eu sente. Depois,ele próprio senta-se. parece incomodado.
— Pediu desculpas a moça,Sara não é?- confirmo — pelo que aconteceu hoje cedo?
— Sim. — respondo.
Ele me encara,pensativo. Parece escolher cada palvra que vai dizer. Me sinto como se estivesse prestes a cair em uma armadilha.
— Thomas,eu realmente não gostaria de ter me excedido da forma que me excedi mais cedo. — respira fundo antes de continuar — Vou lhe pedir que não me interrompa. Isabel Rochev é uma mulher fria e calculista. Não se chega,sendo mulher,onde ela chegou no mundo dos negócios sendo boazinha. Muitas vezes ela consegue ser mais cruel que muitos homens que conheço. — pausa. Ele parece avaliar o efeito que sua palavras provocaram em mim.- Não sei o que aconteceu e honestamente não me interessa saber. O que acontece é que falei com ela agora a pouco e ela está disposta a conversar de novo..aqui em casa — avisa antes que eu proteste. -Já falei com sua mãe e hoje a noite faremos um jantar para ela. Veja bem Tommy,não quero ter que obriga-lo a ficar mas se for preciso o farei...
— Não vejo porque minha presença é importante. Se ela concordou em falar novamente certamente o contrato também é de seu interesse. Minha presença pode até irrita...
— Ela faz questão que você participe. — me informa — Um das condições que impôs expressamente é um pedido formal de desculpas de sua parte.
— Pedido formal.. — repito.
— Sim.
— Quem mais vai estar presente.
— Nós,ela e alguém de seu staff que ela ainda não informou o nome.
Penso .
— Terei que ficar até o final desse jantar?
— Não.
— Ok.
Meu pai respira aliviado.
— Posso ir? — ele ergue a sobrançelha,surpreso com minha pergunta.
— Sim.
Me levanto e saio do escritório sem dizer mais nada. Estou subindo para o quarto quando o celular vibra no bolso. Pego o aparelho e vejo o rosto de Sara aparecer no visor. Sorrio. Trocamos algumas mensagens até ela dizer que precisava sair. Nos despedimos com a promessa de nos falarmos logo mais a noite.
Entro no quarto e sentado na cama fico olhando a tela do aparelho.
"É Sara Lance, parece que aquela música não serve apenas para você. Eu acho, que posso estar me apaixonando por você!!"
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