SEM MEDO DE AMAR
16 De pernas pro ar!!...Ensaios,festa e outras surpresas.
Notas iniciais
Sara,Tommy...e um "gato" vira lata!
Apoio meu cotovelo na cama para olhar melhor o homem ao meu lado. Tommy Merlyn é sem sombra de dúvida um dos homens mais lindos que conheço. " Pra mim,particularmente, o mais lindo", penso .." E o mais deliciosamente gostoso também!!" , opina minha deusa interior se espreguiçando e sorrindo com luxúria..." A senhorita está se revelando uma tarada insáciavel sabia?",penso rindo.
— Posso saber o motivo desse sorriso maroto? — Tommy pergunta tocando a ponta do meu nariz com o dedo.
— Hummm, você não imagina nâo? — falo e ele me lança um de seus sorrisos divinos. " Sério,deveria ser proibido se ter um sorriso desses!!". Ele então me olha tão sério que chego a pensar que mais vez havia pensado em voz alta. Quando abro a boca para perguntar se era isto que tinha acontecido,ele me surpreende.
— Sara Lance, você aceita ser minha namorada? — pergunta me deixando estarrecida e de queixo caído....literalmente!!
Quando finalmente consigo me recuperar e vou responder ouvimos batidas na porta do quarto.
— Sara,está acordada? — ouço a voz de meu pai do outro lado. ---- Posso entrar?
— NÃO!!! — berro me levantando de um salto.--- Ainda não.-- corrijo mais calmamente para não levantar suspeitas. -Espere um minuto.-- peço já puxando Tommy pelo braço para fora da cama e o arrastando para o banheiro.
— Minhas roupas!! — pede rindo. Recollho suas roupas entregando-as a ele enquanto o empurro para dentro fachando a porta . Em seguida corro até a cama e coloco o shortdoll que estava vestida,entrando em baixo dos lençois o mais rápido possível --- Psiu!! — ouço e viro a cabeça na direção da porta entreaberta..--- Camisa.--- Tommy pede apontando para o local onde a peça estava. Pulo da cama... ----- Sara? --meu pai chama impaciente. ---- Um minuto!!. Pego a bendita camisa e a atiro para ele que a agarra no ar. Aceno com as mãos para que entre e feche a porta. Antes de faze-lo ele cochicha-- Aceita?? ---- OI???? ----- Sua resposta... Aceita??...---- Tá,tá aceito. Entra logo ai! -- exclamo desesperadamente. Ele pisca e me manda um beijo fechando a porta a tempo de evitar ser atingido por uma almofada que se choca com a porta e cai no chão.----- Pode entrar. --- falo já enfiada entre os lençois.
— O que foi? Por que a demora? — pergunta entrando no quarto, seguido de perto por minha mãe, e olhando ao redor.
— Nada. Só estava... tinha acado de sair do banheiro e estava me vestindo....
— Com a mesma roupa? — observa — Secou-se raṕido assim?
— Quentin, pare com esse interrogatório! — ralha minha mãe sentndo na beirada da cama- É com sua filha que está falando e não alguém acusado de cometer um crime. -- " Valeu mãe!!"—- Como está querida?
— Bem,muito bem. Pra dizer a verdade já ia me levantar. Daqui a pouco tenho que encontrar a Lis e as outras para a prova dos vestidos.E também fiquei de acompanha-la no buffet depois..vamos todas .. na verdade.
— Certo minha flor. Só não esqueça de ligar para o consultório da Drª Manning para agendar um horário ainda esta semana. Os resultados já estão com ela.
— Ok,pode deixar.--afirmo. Neste momento escutamos um barulho vindo do banheiro. Paraliso. " Droga Tommy,tá querendo morrer é?"
— Que barulho foi esse? -- minha mãe pergunta -- Veio do banheiro não foi? — e lá vai meu pai caminhando para a porta.
— Não deve ser nada — falo — Deixei a janela aberta e o vento deve ter derrubado alguma coisa... " O vento mais gostoso de Star !!''' , brinca minha deusa interior.... "QUIETA!" — concluo no exato momento que meu pai gira a maçaneta ,que faz um estalo, abrindo a porta..." FERROU,ferrou tudo!" .penso fechando os olhos...
— Vovô,vovô! — gritam entrando juntos no meu quarto Brandon e Celine — Socorro,socorro tem um bicho enorme voando no nosso quarto!!! Pega ele vovô,pega ele!! -pedem puxando meu pai pela camisa.
— Tá já vou,já vou.- diz fechando a porta. Suspiro aliviada.
— Vamos lá Quentin,socorrer esses jovenzinhos aqui. Sara está certa,deve ter sido o vento..... Acinto que sim com a cabeça.
— Ou aquele gato vira lata que vive entrando dentro de casa — tenho que me segurar pra não rir nessa hora. — Ainda dou um susto nesse bicho! — ameaça.
— Não se atreva a fazer mal a esse bichinho inocente Quentin! — " Bichinho inocente?? Ok,agora não dá pra não rir!"
Os dois saem do quarto e imediatamente corro até a porta,fechando-a. Depois vou até o banheiro.
— Depressa,desce enquanto eles estão ocupados. — digo já puxando Tommy pela mão...
— Gato vira lata é?? — pergunta divertido — E por que você não defendeu o " bichinho",Sara?
— Thomas Merlyn,sai já daqui antes que Eu te bata!! — falo e, abrindo a porta com cuidado ,checo para vê se está tranquilo ---Vem. — chamo com a mão.Tommy passa por mim mas antes de sair se volta, me dando um beijo rápido.
— Tchau namorada! — diz sorridente.
— Vai! — o empurro também rindo. Ele segue pelo corredor até as escadas.Lá chegando,se vira mais uma vez e me joga um beijo. Faço sinal que prossiga com as mãos, não sem antes "pegar" o beijo no ar.
Laurel e Thea
Estamos sentadas à mesa,eu e Thea conversando, ou melhor,discutindo sua ideia de surpresa para Ray quado ele entra vindo de sua corrida matinal.
— Bom dia amor. — se aproxima e me dá um beijo suave. — E bom dia Thea.Voê aqui tão cedo? O que houve? — pergunta franzindo o cenho.
— Vim visitar a Sara com o ...- Thea é interrompida pela chegada de meu pai .
— Laurel,cadê aquele spray pra matar barata? Tem uma daquelas voadoras no quarto das crianças e sua mãe não quer que eu a mate " na porrada" — diz imitando a voz de mamãe e fazendo aspas no ar --Ah,olá Thea,bom dia. Tá fazendo o quê aqui tão cedo?
— Naquele armário Quentin — aponta Ray — Ela veio ver Sara. — informa.
— Certo,certo. — diz meu pai com a cabeça enfiada no armário que Ray indicara. — Pode subir se quiser,ela já está acordada.
Eu e Thea trocamos olhares,assustadas.
— Já está?? — perguntamos ao mesmo tempo.
— Sim. Acabo de sair do quarto dela. — nos diz.--- Na verdade,estava lá ,estavamos — se corrige — eu e Dinah,quando as crianças chegaram gritando... Achei!! — comemora pegando o spray — Agora deixa eu ir lá exterminar aquela peste. E por falar em peste,Raymond,tenha cuidado que aquele gato vira lata anda por aqui de novo,e como você é alérgico!!. Estava no banheiro de Sara. Ainda dou um susto naquele bicho,Dinah gostando ou não. — fala começando a subir os degraus da escada.
— Ele ESTAVA NO QUARTO DE SARA? — pergunta Thea -E que gato é esse que ele falou?? — emenda confusa.
— Presente! — exclama Tommy entrando na cozinha e nos assustando — Ou devo dizer miauuuu? — pergunta rindo.
— AI, Tommy,assim você nos mata de susto!!! — reclama Thea,dando um tapa no braço do irmão.
— Concordo! — digo com a mão sobre o peito . --- Espera,você está aqui e ......INTEIRO!! — exclamo — O que significa...
— Seu pai não me encontrou ....por muito pouco. Muito pouco mesmo — sorri.
— Não tem graça Thomas — reclama a irmã — Se o Lance te pega em flagrante você já era! É adeus meu bem!! Fim. Ciaxão e vela....
— Tá,tá, já entendi. E como não quero correr riscos desnecessários..- fala pegando a irmã pela mão -- Tchau Laurel,Ray — acena saindo.
— Tchau Laurel. Até daqui a pouco no buffet.
— Até. — aceno debilmente. — Vai ter sorte assim lá ...sei lá onde!!! — digo massageando minhas têmporas.
— OK...O que foi tudo isso?? Que tá acontecendo?
— Ihh,história longa e complicada. Depois te explico. Agora vamos lá em cima vê essa caça a barata! — pego a mão de Ray e subimos.
No Buffet
— Ui,ui, dor,dor.,dor..água,por favor,água — pede Caitlin passando mal de tanto rir.
— Também quero! — pede Felicity,se abanando com as mãos.
— Gente,que loucura foi essa?? — Iris,já controlando seu surto de riso pergunta.
— Pois é — começa Laurel — E eu Thea na cozinha,inocentes,sem saber de nada!
— Não,vocês não tem noção do susto que tomamos quando o senhor Lance disse que ele e a esposa tinham entrado no quarto de Sara! — declara Thea — Já estava me preparando pro enterro do meu querido e doce irmãozinho. — dramatiza pondo as mãos no peito e fazendo cara de sofrimento.
— Há, há,há,sei.. — ironizo.
— E ai, depois que meu pai sai Thomas aparece do nada quase nos matando de susto.- diz Laurel — Sem falar que Ray até agora não entendeu nada coitado.
— Falando nele,você pensou no que sugeri Laurel?- quer saber Thea.
— Pensei sim..... E aceito,ou melhor, topo. — declara fazendo Thea dar pulinhos de contetamento.
— Epa,o que você topa? — quero saber — Thea Queen,que nova maluquice você andou bolando e como fez para convencer a" senhora certinha " aqui a participar? — aponto para minha irmã .
— Pra dizer a verdade Sara,não foi Thea que me convenceu,foi Ray. E você acaba de reforçar minha decisão! — informa.
— Oi?? Como foi? Eu o que?
— Eu sempre fui a " certinha" -faz aspas com os dedos no ar — Aquela que nunca surprendia ninguém,que todos sabem o que esperar,o próprio Ray me disse isso,não com essas palavras,mas tava implícito,quando disse que estava querendo comemorar seu aniversário de uma maneira diferente... — e começa a imitar a voz do marido nos fazendo rir. — '' Não precisa amor. Pode fazer o fque faz todo ano. Não precisa se preocupar ou esquentar a cabeça bolando nada,não" — finaliza já rindo também. -- Sua ideia é meio maluca e exagerada mas confesso que gostei. Fiquei apreensiva,mas gostei. Se você conseguir providenciar tudo e...- pausa onde troca um olhar cumplice com Thea — todas eu topo.
— Eu sabia!! — exclamo estalando a língua — Sabia que ia sobrar pra gente! Desembuchem. -ordeno.
— Nada de mais Sarinha. — diz Thea me deixando ainda mais cismada. Ela só fala meu nome no diminutivo quando quer MUITO,mas muito mesmo minha ajuda. — Vamos combinar o seguinte: depois que terminar tudo aqui,prova de vestido,buffet e ensaio vamos jantar,só nós,meninas, lá em casa ,não ,não,melhor em restaurante pra não ter o perigo de meus lindos irmãozinhos aparecerem de surpresa, e aí conto tudo nos minimos detalhes ok?
— Contar o quê? — Donna pergunta aparecendo juntamente com Dinah e Moira.
— Coisas de meninas! — fala abraçando a mãe.
— Devo me preocupar? — pergunta Moira erguendo a sobrancelha enquanto olha a filha.
—_ De jeito nenhum. — garante Thea beijando o rosto da mãe. — Então, cadê essa comida? Tô louca pra prova e aprovar! — desconversa.
— Sua sorte Thea Quee — Donna fala — É que amo receber elogios por tudo que faço...ou mando fazer — pisca. -- Pequena,minha flor — chama sua assistente — Já podemos começar?
— Com certeza sen...Donna — corrige a garota. — Vamos? — nos chama indicando com a mão a mesa posta na sala ao lado.
— Pequena?? — pergunto.
— É uma forma carinhosa de chama-la...
—_ Na verdade, — Felicity começa — minha mãe não consegue pronunciar direito o nome dela e criou esse apelido.
— E você não fica chateada não? — quero saber.
— De jeito nenhum! — afirma — A donna é um amor. Só essa oportunidade que ela me deu,nossa,o ouro-- olho intrigada . ---É que meu pai era professor aqui,na embaixada do Brasil, e quado o contrato dele terminou,uns seis meses atrás,ele e minha mãe voltaram mas eu queria ficar e foi ai que a Donna,que conhecia minha mãe de uma festa lá na embaixada,lógico,ofereceu esse emprego pra mim. Não só pude ficar como estou fazendo facul aqui!- fala de um folêgo só.
— E,desculpa perguntar,qual é seu nome, tão difícil assim que Donna não sabe pronunciar? — quer saber Iris.
— Edwarda, com W. Coisas de meu pai — diz dando de ombros. Simpatizo imediatamente com a garota.
—_ Eu que tive sorte. Edwu...Pequena, foi um achado na minha vida. — elogia- Vamos começar a degustação?
Pequena nos conduz até a mesa e começa a explicar cada prato,sobremesa,salgado e docinho,sempre nos dando amostra de tudo. Algumas coisas não provo pois só o cheiro me causa náuseas. Outras fazem minha boca se encher de água,em especial as frutas. Pego um prato , coloco vários pedaços de abacaxi e me sento à mesa enquanto o resto grupo segue avaliando as outras coisas. Estico o braço e pego um potinho com margarina que estava alí perto e,com uma faca,espalho uma generosa camada sobre o pedaço da fruta comendo em seguida. Repito a operação várias vezes sté perceber que todos me olham assustadas.
— Que ??? — indago de boca cheia. --- É gostoso. Querem provar? — ofereço e todas sem excessão abdicam da oferta.
— A ultima vez que vi uma cena assim, — comenta Edwarda- foi com a amiga da minha mãe lá no Brasil... ...Ela estava grávida!
Continua
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