SCORBUS - Dia dos Namorados
1 Capítulo Único
— Oque eu faço??? Eu preciso de ajuda!!! Vamos Polly!! — Albus batia na porta do dormitório das meninas oque fez a morena pular de onde estava tamanho susto que havia levado. Como Albus havia chegado até ali? Meninos não podiam subir até o dormitório feminino.
— Mas oque que é isso? Tá doido? — Resmungou Polly e ao abrir a porta deu de cara com Albus flutuando no teto da escadaria. — É sério isso?
— Eu tive que usar o feitiço de levitação para conseguir subir até aqui... Vamos logo! Você precisa me ajudar!! — Dizia tentando se manter parado, agarrado a um lustre que ali havia na parede.
Polly levou a mão ao rosto para esconder a risada de deboche e revirou os olhos descendo normalmente as escadas como se fosse uma verdadeira rainha. Pelo menos era oque Albus imaginava.
— Finite! — Albus despencou como um saco de bosta de dragão no chão e com o encantamento da escada foi jogado de volta a comunal. Caindo sob os pés de Polly.
— Droga... Isso dói...
— Isso é genial... Só podia ter sido a Ravenclaw para bolar isso... — Comentou com um sorrisinho satisfeito. — Fala logo, oque você quer?!
— Hoje é o dia dos namorados e eu não sei oque vou dar para o Scorpius! É o nosso primeiro dia dos namorados e eu queria dar algo especial mais eu não sei oque dar!!! — Albus parecia estar sofrendo muito com oque dar ou não para Scorpius. Para Polly era apenas drama, que dificuldade se teria em escolher um presente?
— Ok... Relaxa... — Polly parecia ter a salvação do moreno. — Você já pensou nas coisas que ele mais gosta?
— Oque ele mais gosta é de mim! — Polly acertou um tapa na cabeça de Albus. — Ai! Isso dói!!
— É para doer mesmo! Deixa de ser idiota, eu tô falando sério! — Polly estava com uma expressão carrancuda no rosto.
— Ok... Ok... Eu sei lá... Ele gosta de livros! — Albus precisou pensar um pouco antes de responder.
— Pronto! Resolvido! Dá um livro para ele!
15 minutos depois...
Albus não tivera tempo de comprar um livro então resolveu pegar um "emprestado" da biblioteca de Hogwarts. Como estava fechada por algumas horas, era o melhor momento para entrar sorrateiramente e se apoderar de um.
Usando de sua capa de invisibilidade caminhou por entre as silenciosas prateleiras abarrotadas de livros, procurando um que fosse interessante o suficiente para que Scorpius gostasse.
— Hm... Deixa eu ver... — Falava com a varinha apontada para as capas. — Magia milenar dos índios tibetanos... Mil e uma poções de amor... Hm... Esse é interessante...
— Aqui! Podem colocar eles! — Madame Pince comandava os duendes que colocavam inúmeros livros recém—chegados sobre as mesas. — Quero deixar todos prontinhos em seus devidos lugares.
— Livros novos! É isso que eu estou precisando! — Sussurrou voltando para de baixo da capa. Era a oportunidade de ouro, não precisaria pegar um daqueles livros surrados e dar a Scorpius. Era apenas pegar um daqueles e pronto! O presente perfeito!
— Agora podem ir! Obrigado! — Madame Pince ordenou a saída dos duendes e voltou para o meio dos livros novos.
Albus precisava a distrair e pegar um livro que fosse. Precisava pensar em algo e rápido!
— Já sei...
Albus pensara em tudo, pelo menos achava que sim. E seu plano seria muito fácil...
Usando de uma simples magia, faria alguns livros despencarem na última prateleira chamando a atenção de Madame Pince e logo estaria livre para pegar um livro interessante e fugir dali o mais rápido possível a tempo de preparar algo especial para Scorpius.
Ele caminhou até o fundo da biblioteca e lá, apontando a varinha na direção da última prateleira, fazendo com que vários livros caíssem no chão de forma ruidosa, despertando o radar anti-barulho de Pince.
— Quem está aí?? Se eu pegar quem quer que seja vai se ver comigo!
Pince correu na direção oposta de Albus e o moreno se aproveitou do instante de descuido e foi em direção aos livros.
Ao colocar as mãos sobre eles, os fitou percebendo que estava todos em branco. De alguma forma possuíam algum tipo de feitiço de ilusão que impossibilitava a leitura. Provavelmente Pince ou alguém não queria que fossem lidos antes de serem expostos.
— Droga... — Resmungou ele.
— Finite! — Albus levara um susto ao perceber sua capa voar de cima e o susto ainda maior foi ver Pince em suas costas, com sua varinha em punhos.
— Madame Pince... Hehehe... Eu só...
[•••]
— Ok... O livro não deu certo... — Falou Albus chegando com um pergaminho em mãos contendo sua detenção por dois meses por tentativa de roubo de patrimônio escolar.
— Eu não acredito que você.... Merlin! — Polly estava impressionada com tamanha idiotice. — Certo... Quem sabe flores? Chocolates?
— Scorpius ama herbologia! Apesar de eu achar uma perca de tempo... — Comentou. — Acho que ele vai adorar! Vi a professora Sprout com uma flores vermelhas que são lindas, devem ser um ótimo presente!
20 minutos depois...
Sua companheira de travessuras, a capa de invisibilidade, estava vestida sobre sí e já dentro da estufa de número 8, Albus caminhou até os grandes vasos feitos de argila que continham belíssimas flores cor vermelha, com pétalas que exalavam cheiro doce e atraente.
— É isso!! Depois junto elas com meus sapos de chocolate e o Scorpius vai amar! — Comemorava o moreno com a absoluta certeza que seria aquela a opção mais fácil.
Roubar livros? Realmente havia sido uma loucura ele tinha que concordar, mas agora era só roubar algumas daquelas flores e tudo estava resolvido.
Olhou uma placa feita a mão que deixava bem claro o aviso:
" Não tocar "
— Óbvio... Todos vão querer colocar a mão nessas flores! Olha como são lindas! — Albus tirou do bolso uma tesoura de jardinagem e cortou uma das flores, levando ela logo ao nariz para sentir mais de perto seu aroma.
— Hm... Delícia... — Albus a colocou no lado e foi direto a próxima flor.
Ao terminar de cortar a terceira, sentiu uma incômoda coceira no nariz, mas continuou apenas acreditando ser algum pólen.
— AHHHHH!!!!!! — O grito de Albus fora tão alto que até mesmo o Salgueiro lutador reagiu, movimentando suas folhas.
[•••]
— Merlin! Oque aconteceu com você? — Polly olhava para oque um dia fora o rosto de Albus que agora estava inchado e cheio de espinhas por toda a sua extensão.
— Eram plantas venenosas... Atchiiim! Atacou minha rinite... Droga! — Dizia levando os dedos ao rosto que também pareciam salsichas inchadas.
— Vamos para a enfermaria, Madame Pomfrey precisa dar um jeito em você! — Polly o pegou pelo ombro, mas Albus negou. Não iria a lugar algum sem conseguir algo para presentear o amado.
— Primeiro o... Atchim!! Presente! Depois a enfermaria... Atchim!! — Avisou.
— Você é insistente Potter... Admiro isso em você... — Polly bateu no ombro do amigo e voltou a refletir. — Livros não... Flores não... Oque mais ele gosta?
— Ele gosta de animais... Ele se dá muito bem nas aulas de TCM.
— Tem certeza disso? Da um pufoso ou coisa parecida então... — Ela tinha receio da resposta de Albus.
— Vou ver com Hagrid oque ele me indica.
10 minutos depois...
— Hagrid! Oi Hagrid! Tudo bem?
— Albus!!! Como vai? Oque faz aqui? Não me diga que veio tomar chá comigo? — Pediu animando—se com a possibilidade.
— Bem... Na verdade não, vim pedir sua ajuda para dar algo de presente para o Scorpius. Ele ama animais e acho que ele ficaria feliz com um animalzinho de estimação. — Albus novamente tinha a confiança que agora com a ajuda de Hagrid, um homem experiente, ele conseguiria.
— Presente para o Scorpius? Bom, deixa eu ver se acho algo... Mas... Pelas barba de Merlin, oque fizeram com seu rosto?
— Longa história Hagrid.... Você pode me ajudar?
— Ah... Claro que sim! Vamos ali na floresta, acho que tenho algo que você vai gostar! Confie em mim!
[•••]
Albus voltara a comunal com as roupas em farrapos, fedia a algo semelhante a carne podre, empestiando tudo ao seu redor.
— Credo... Oque aconteceu agora? — Pediu Polly olhando para o estado que Albus havia ficado.
Alguns alunos olhavam com expressões que iam do extremo nojo ao ataque de risos. Albus por outro lado já estava pensando seriamente em desistir de presentear Scorpius.
— Fui atacado por uma quimera... Hagrid me salvou me jogando em um monte de cocô de testrálio... Foi a coisa mais... Atchim!
— Você podia ter morrido... Por um lado, a bosta fez bem para seu rosto. As espinhas desapareceram... — Polly olhou para o relógio que marcava metade da tarde. — Scorpius Pediu para você encontrar ele no fim da tarde no corredor do terceiro andar. Ele disse que era importante...
— Mas eu nem achei o presente dele ainda! Oque eu faço? Me ajuda Polly! — Albus deu dois passos na direção dela que andou quatro para se afastar.
— Distância Potter! Se você encostar em mim eu mato você. — Ameaçou sem medo. — Fala a verdade... Você não conseguiu comprar o presente antes... Ele vai entender.
— Mas... Mas... Eu não queria ir de mãos abanando. É nosso primeiro dia dos namorados... Eu queria que fosse algo especial...
— Estar do lado dele não é algo especial para você? — Polly deu um sorrisinho tentando passar mais confiança a Albus.
— Muito... Quando estou com ele... — Suspirou apaixonado. — Parece que o mundo para...
— Então... Fala isso para ele, não importa o presente, oque importa é o sentimento que vocês sentem um pelo outro.
— É... — Albus levou a mão a nuca e deixou despencar das vestes algus pedaços de bosta sobre a tapeçaria, sujando ainda mais o seu redor. — Opa...
Algumas horas depois...
Após um longo e muito demorado banho, Albus já esperava ansiosamente por Scorpius no corredor. Usava seu melhor perfume, para caso algum resquício de mal cheiro ainda estivesse grudado em sí. A noite
Estava preocupado de como ele poderia reagir ao saber que não ganharia presente. Colocando-se no lugar, pois apesar de saber que aquilo não era tudo, adoraria ganhar um presente vindo de Scorpius.
— Alb? — O loirinho surgiu com seu sorrisinho de tirar o ar dos pulmões de Albus e correu até ele, lhe dando um forte abraço. Albus só conseguia sentir paz quando estava nos braços de Scorpius e o loirinho podia dizer o mesmo.
— Oi minha vidinha... — Ele sorriu ainda sem jeito e beijou a testa do menor pegando logo em sua mão. — Vamos?
Scorpius assentiu e ambos viraram-se na direção da parede. Aos poucos uma porta surgiu em meio às pedras frias, a sala precisa estava pronta para eles.
Ao entrarem, uma ampla sala cheia de almofadas, colocadas sobre felpudo tapete era visível. Em seu final, uma lareira mantinha tudo ainda mais aconchegante. Scorpius havia preparado com a ajuda de seus amigos elfos uma mesa cheia de comidas e escondido em baixo dela... O presente de Albus.
A noite transcorrera de forma muito tranquila e apaixonante. Albus e Scorpius pareciam as almas gêmeas que sempre foram. Ao final, os dois estavam sentados em frente à lareira, Scorpius deitado sobre o colo de Albus olhava o criptar do fogo.
— Hora dos presentes! — Avisou o pequeno Malfoy todo animado.
— Scor... E eu... — Albus durante todo o jantar tentou falar os imprevistos, mas lhe faltava coragem e agora não teria escapatória.
— Oque foi amor? — Albus ouviu a pergunta e se derreteu todo, ao ser chamado pela primeira vez de amor.
— Na-nada não... — Ele agarrou a cintura de Scorpius e o beijou com vontade, até faltar ar dos pulmões. — Na verdade... Eu... Eu...
— Oque ouve?
— Eu... Eu... — Albus começou a sussurrar novamente.
— Amor... Você tá falando língua de cobra de novo? — Scorpius o provocou.
— Eu não estou falando língua de cobra Scor! — Albus revirou os olhos mas logo baixou sua guarda. Demonstrando frustração.
Scorpius percebendo isso pegou a mão de Albus e a colocou em seu rosto.
— Oque aconteceu?
— Eu não consegui comprar um presente para você... Eu tentei o dia todo te dar algo que você iria amar e nunca esqueceria, mas eu não consegui. Parece que tudo oque eu gostava não dava certo... Se você quiser ficar bravo comigo eu vou entender... — Disse cabisbaixo.
— Alb... — Scorpius segurou o rosto de Albus e o fez olhar no fundo de seus olhos acinzentados. — O dia dos namorados não é um dia só para se trocar presentes... É muito mais que isso... É o dia que deixamos ainda mais claro o quanto amamos a pessoa que está ao nosso lado e como somos gratos por isso. Eu jamais ficaria bravo com você por não ter ganhado um presente. — Ele beijou carinhosamente sua mão. — Você estando ao meu lado já é um presente que a vida me deu...
Os olhos de Albus estavam marejados tamanha declaração de amor. Segurou Scorpius pelo rosto e voltou a beijá-lo de forma ainda mais apaixonada.
O loiro puxou um embrulho verde com prata e colocou nas mãos de Albus, para que ele pudesse abri-lo.
— Feliz dia dos namorados mor... — Scorpius passou seu narizinho contra o dele e se afastou deixando para ele descobrir.
Albus abriu o embrulho fitando um porta retrato de metal com a foto dos dois de mãos dadas no primeiro jogo de quadribol que ele vencera.
Onde no final do jogo o moreno havia entregado a própria camiseta para que o loirinho a vestisse deixando claro que ambos estavam juntos para todos da escola.
— Nossa primeira vitória... — Albus olhou para a foto e como os dois sorriam juntos, felizes um com o outro.
— Nossa... — Sussurrou Scorpius todo apaixonado.
— Feliz dia dos namorados... Amor... Você é, sem dúvida alguma, o maior presente que a vida podia me dar...
Agora Albus entendia o verdadeiro significado do dia dos namorados, que não se resumia a uma troca de presentes com uma forma mais romântica. O dia dos namorados representava muito mais...
A união de duas pessoas que se amam e que juntas querem trilhar um caminho, seja ele de aventuras ou qualquer outra coisa. Mas sempre guiados pelo amor...
FIM
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