SCORBUS - Amor no Espectro
7 Capítulo Cinco - Parte Final
Foi quando algo estalou na cabeça de Polly, algo que poderia dar um fim aos planos de Albus e a festa clandestina. Tomou de sua cara de pau e desceu correndo para o salão comunal, observando a hora.
Tentaria usar sua última arma para impedir a festa, agora iria atrás de Lily Potter.
Ela subiu as masmorras e assim que chegou nas escadarias correu até a entrada da comunal da Grifinória.
— Sua casa é nas masmorras garota... Está no lugar errado! — Avisou a mulher gorda que parecia ter acordado de seu sono de beleza.
— Eu preciso falar com Lily Potter é urgente!
— Qual o motivo de tanta urgência? Não viu as horas?
— Albus Potter tomou poção envenenada e está sendo levado para a enfermaria. — Mentiu na cara dura, chamando a atenção de outros quadros curiosos. — Só chama ela, rápido!
— Céus! Agenor, Floriano! Corram até a enfermaria! Espere aí! — A mulher gorda saiu afobada de seu banco e sumiu do quadro por alguns instantes.
Enquanto isso, outros quadros discutiam o acontecimento começando a gritar e sair correndo por entre eles para poder verificar oque realmente havia acontecido nas masmorras.
— Polly?! Oque ouve com o Albus?! — Lily apareceu atrás da abertura assim que o quadro se afastou, vestindo seu pijamas da Grifinória.
— Nada, preciso da sua ajuda!
— Aha! Então você mentiu garota?! Que coisa feia!! — Gritou a mulher voltando para seu banco a observando com reprovação.
— Me processa, ok? É por um bem maior! — Polly pegou Lily pela mão e a arrastou para a direção do segundo andar.
[•••]
— Eu não acredito que o Albus e o James vão fazer isso! Eu vou avisar para o papai! — Murmurou assim que Polly terminara de contar a história toda. — Lily não podia crer que Albus havia chegado aquele nível de carência.
— Esses garotos... Não sei qual pior! Se o James por convidar ou o Albus por ir! Não acredito que ele deixou o Scorpius sozinho! Você sabe como vamos fazer para entrar? — Pediu Lily, enquanto subiam as escadas do terceiro andar. — Eu duvido que nos deixem entrar...
— Bom, pelo que eu sei. Se nós pedirmos com muita força para entrar, quem sabe a sala deixe. — Polly deu de ombros. — Se não der tem a opção dois.
— Qual opção dois?
— Chamar o professor Slughorn... Aposto que ele acaba com essa festa rapidinho...
A música que vinha da Sala Precisa era tão alta que os lustres que faziam a iluminação tremiam continuamente. Bruxos e bruxas dançavam no ritmo agitado da música de um lado para outro, pulando e se desejando na mesma intensidade, criando uma psicosfera⁵ densa cheia de malícia e inconsequência.
Albus, naquelas alturas já deveria estar bem alterado por causa dos inúmeros oferecimentos de bebidas dadas a ele pelas pessoas ao seu redor.
Todos viam o filho do meio de Harry Potter como o "pobre menino" que não aproveitara sua vida. Já que tinha o amigo "especial" que tomava muito tempo de sua juventude.
Mesmo assim resistia bravamente as investidas de bebidas e de outras pessoas que estavam também na festa, dando em cima dele.
John Mcgrover o capitão do time de quadribol da Corvinal também aproveitava a festa, dançando com outros colegas de time. Ótima hora que Albus aproveitou para zombar do último jogo onde ele havia o derrotado.
— Vamos Albus, dança com a Jean, ela tá olhando para você! Vai lá! — Resmungou James cutucando o braço do irmão enquanto se mantinha grudado a cintura de Penélope, sua atual namorada.
— Tô de boas... Me deixa! — Albus dançava desordenado ao lado de Oliver, mantendo na mão uma garrada de firewhisky² completamente cheia. — Cuida da tua namorada, que eu cuido de mim!
— Cuidar? Por que? Ela tá ótima! Olha ai... — James apontou para a menina que agora requebrava totalmente embriagada no chão ao seu lado. Seu irmão mais velho parecia realmente se divertir vendo o seu estado deplorável da jovem.
Albus tinha duas possibilidades em sua mente, que Penélope ou estava sob o poder da maldição cruciatus ou havia recebido a entidade da menina do exorcista, pois fazia movimentos quase impossíveis de se descrever.
No outro lado da sala várias meninas dançavam em grupos, cada uma dando olhadas nada sutis aos seus futuros pretendentes da noite.
— Jean, esquece o Potter! Ele não vai ficar com você, ele é muito chato para você! — Lembrou Anne com um tom de impaciência em sua voz. — Nunca vi você correndo atrás de alguém. Agora tá ai como se ele fosse o último garoto do mundo bruxo. Desencana...
— Mas ele é tão lindo e eu adoro esse jeitinho todo cuidadoso e responsável dele... Aqueles cabelos bagunçados... — Confessou tomando mais um gole de absinto, enquanto coreografava a música que tocava.
— Eu ein Jean, você já teve gostos melhores... — Anne deu de ombros e voltou a dançar. — Mcgrover já chamou você para dançar duas vezes! Eu não perderia essa oportunidade...
— Ouvi falarem no Albus? — Pediu Lauren Snyder da Sonserina. A jovem de cabelos curtos e mal cortados trazia nas mãos uma pequena caixa com tampa transparente, onde haviam inúmeros bombons com embalagem rosada. — Acho que eu posso ajudar nisso!
— Você? — Pediu Anne ao reconhecer Lauren, todos sabiam que ela adorava causar intriga e problemas, e isso vinha de família. Já que sua avó Mérula Snyder ficou muito conhecida na escola por isso.
— Sim... Oque tem ele? Não me diz que você também ta afim dele? — Comentou Jean parando de dançar assim que Lauren se aproximou. Meninas apaixonadas tinham a estranha sensação que seus alvos amorosos sempre eram admirados por todas as outras pessoas.
— Eu? Não... Prefiro garotos estranhos, tipo o Malfoy... — Disse com sarcasmo revirando os olhos. — Mas eu posso dar uma ajudinha para conquistar ele, se quiser...
— Como? — Jean parecia estranhamente empolgada com a possibilidade. — Merlin me livre de alguém como o Malfoy...
— Jean... Não fala assim... O Albus cuida dele... — Chamou Anne a sua atenção:
— Por enquanto... — Balbuciou com malícia.
— 5 galeões e isso aqui resolve seu problema... — Lauren tirou um bombom com um embrulho rosado e o colocou em sua mão antes que Anne pudesse falar algo. — É um bombom com cristais do cupido. Você da uma mordida e deixa ele morder a parte que você mordeu. Ele vai cair automaticamente em você.
— Será? — Jean olhou para a mão estendida de Lauren e seu sorriso malicioso. — Anne? Oque acha?
— Não faz isso! Enfeitiçar o Albus não vai ajudar em nada. Vocês ficam hoje e amanhã vai ser como se nada tivesse acontecido. — Lembrou ela, fazendo vista grossa para Lauren. — Não seja estúpida amiga! E ainda mais são 5 galeões!
— É verdade... Acho que...
— Jean, faz o teste! Da para ele e curtam a festa. Se você ver que o Potter não é tão bom assim ele nem vai lembrar. Mas se uma química rolar, você aproveita e se aproxima mais.
— Tá bom! Toma aqui... — Jean fechou os olhos e apertou o doce em sua mão como se aquilo fosse a pedra filosofal e entregou a ela o dinheiro.
— Isso garota! Agora vou lá com a minha turma, boa sorte! Vou ficar de olho, ein! — Respondeu Lauren satisfeita, indo para longe das duas garotas.
— Ok, eu vou lá. Já venho! — Jean começou a caminhar pelo salão em direção a Albus. Não perderia a oportunidade, mesmo que tivesse o olhar reprovador da amiga.
— La vem ela, vê se não seja grosso Albus e aproveita a oportunidade. — Mandou James que foi ignorado pelo moreno que dançava de costas para quem quer que fosse.
— Oi Al... Vamos dançar? — Albus sorriu, suando frio e assentiu, dançaria só para parar de ouvir James reclamar e como esperado, ele sorriu orgulhoso da atitude do irmão mais novo.
O moreno pegou na mão da morena e os dois seguiram para o meio da sala. A música havia ficado lenta e romântica. O olhar dos dois se chocaram, Albus sorriu todo sem jeito. Enquanto Jean mantinha os braços sobre os ombros dele.
— Tá gostando da festa Al? — Pediu sorridente, se aproximando mais do rosto do moreno que tentava se esquivar de seus lábios girando a cabeça de um lado para outro.
— Ah... S-sim... Tá bem boa. — Comentou desviando o olhar e tentando verificar a onde estava James ou Oliver que pareciam ter sumido de onde estavam.
Jean aproveitou e retirou o bombom do bolso, deu uma mordida e levou aos lábios de Albus que estranhou a atitude.
— Oque é isso?
— Um bombom seu bobo, morde... Tá uma delícia. — Respondeu empurrando para ele.
— Ah... Ok... — Assim que os cristais doces tocaram seus lábios a visão de Albus ficou turva e logo apenas uma coisa estava em sua mente: A menina de cabelos loiros chamada Jean.
Lily e Polly já estavam a quase 15 minutos, tentando de todas as formas abrir a Sala Precisa e acabar com a festa. Mas como nenhuma das duas sabia como era a tal "sala" ficava praticamente impossível de penetraram no lugar.
— Por Merlin, deixa a gente entrar! A gente precisa acabar com essa festa! Por favor! — Pediu Lily ajoelhando-se em frente a parede como se estivesse orando fervorosamente. Polly achou aquela a cena a mais engraçada do mundo.
— Ok, eu desisto Lily! Vou chamar o Filch e o professor Slughorn! — Avisou Polly irritada pelas inúmeras tentativas frustradas.
— Tá bom, eu espero vocês aqui... — Avisou a ruiva, voltando ao ritual de se ajoelhar e torcer para que a parede criasse uma porta.
— Uma festa? Pelas barbas de Merlin! — Respondeu Slughorn usando um pijama cheio de cores gritantes.
— Moleques malditos! Vou colocar todos atados pelos calcanhares nas masmorras! — Grunhiu Filch com um cabo de vassoura nas mãos.
O "tendeu" estava armado com pessoas tão ilustres para acabar a tão desejada e inapropriada festa.
— Sim, eu estava dormindo quando acordei e ouvi umas meninas comentando no dormitório que estava havendo uma festa.
— Pelas barbas de Merlin! Vamos lá acabar com isso! — Slughorn vestiu sua capa e saiu ao lado de Polly para o terceiro andar.
— Devo chamar a diretora, professor Slughorn? — Pediu Filch que foi ignorado como se não estivesse ali.
A festa continuava muito animada, todos dançavam e se divertiam como nunca. Lauren e seus companheiros observavam de um canto da sala, mais em específico Albus Potter e Jean Bochmann que já estavam aos beijos em um sofá.
— É o Potter aos beijos com a Bochmann? — Pediu Evans surpreso com tal cena.
— Pois é... Quem diria que aquele sem graça ficaria daquele jeito... — Lauren sorria muito satisfeita com oque havia acabado de conseguir. — Agora acho que podemos ir embora... Essa festa já deu oque tinha que dar.
O grupo de Lauren saiu da sala precisa rapidamente por outra saída, sabiam que Filch poderia estar de guarda na entrada principal e em silêncio voltaram para a comunal da Grifinória.
— Potter? A senhorita também estava na festa? — Pediu Slughorn a Lily que negou antes que Filch ou ele falassem algo.
— Não professor, Polly pediu para eu ficar aqui, caso alguém tentasse fugir.
— Ora, muito bem, muito bem! 10 pontos para a Grifinória e 10 para a Sonserina pelo belo trabalho. Agora me deixe ver...
Slughorn levou a mão até a parede e logo uma porta se abriu por entre as pedras. A vibração que vinha de dentro do lugar era incrivelmente forte.
— Peguem as varinhas, senhoritas! — Ordenou ele e os quatro entraram porta a dentro.
Ao acessarem o recinto puderam ver vários garotos e garotas dançando e bebendo. Alguns já totalmente bêbados no chão e outros aos beijos em cima de sofás e nos cantos da sala. A música seguia muito alta e quase insuportável.
— Silêncio! — Conjurou Slughorn e logo tudo ficou em absoluto e mortal silêncio. Alguns olhavam espantados para o professor, outros ainda seguiam aos beijos sem se importar.
— Lily?! Professor Slughorn! — James estava de olhos arregalados e logo foi na direção do grupo. — Como descobriram...
— Petrificus Totalus! — Enfeitiçou Lily de forma ágil e certeira. — Não quero ouvir desculpas dele, quando terminar isso aqui vou mandar uma coruja para o papai e ele vai ver. — Avisou ela ainda a procura de Albus.
— Lá está ele! — Apontou Polly horrorizada com a imagem que via.
Albus estava com Jean em seu colo, com as mãos enterradas na saia da garota, enquanto se beijavam de forma ardente.
— ALBUS SEU IDIOTA! SOLTA ESSA GAROTA AGORA!! — Gritou Lily que foi contida por Polly para não se jogar nos dois.
Albus percebeu a presença do grupo e olhou para Jean ainda com um sorriso bobo no rosto devido a poção que ainda fazia efeito
— Droga... — Avisou ele ajeitando sua camisa toda desarrumada e levantando de mãos dadas com a loira que mais parecia um palhaço com seu batom totalmente borrado.
— Todos para a minha sala, agora! — Ordenou Slughorn e vendo a quantidade de bebidas que haviam ali, mudou de ideia e ordenou a Filch que fosse chamar Minerva.
Já nas masmorras a grande maioria que havia participado da festa agora se encontrava sentado nas mesas da sala de poções, medida tomada por Minerva que fitava cada um em silêncio, já que não caberia tanto alunos na sala da diretora. Outros, estavam tão bêbados que tiveram que ser encaminhados para a enfermaria.
— Então essa é a lista de convidados... — Minerva olhava o pergaminho com mais de 30 nomes das variadas casas. — Ótimo, alguém gostaria de nos dizer quem foi que planejou tudo isso?
Ninguém ousava responder, Minerva assentiu e com um sorriso nada amigável falou.
— Senhor Filch verifique onde estão todos os alunos dessa lista. Vou falar com um de cada vez e todos que estiveram nessa festa perderão 3 pontos para sua casa e ganharão uma detenção até o fim do ano letivo. — Ninguém ousou reclamar, apenas baixavam a cabeças envergonhados. — Ótimo... É assim que devem se sentir mesmo! Vocês estão no quinto ano!! — Minerva viu Albus e Oliver. — E alguns no quarto... Deviam estar focados em seus NOMs³ no final do ano e não em festa e balbúrdia! Para quem não sabe isso é uma escola e não o três vassouras!
Professor Flitwick, Marrie e Sprout entraram na sala, caminharam em silêncio até a diretora e ali se mantiveram.
— Diretores, levem seus alunos para as comunais... Caso algum deles reclame de algo terão todo o direito de puni-los da forma como desejarem. Senhorita Chapman e senhorita Potter, quero que aguardem...
Aos poucos os alunos saíram da sala, Polly e Lily ficaram em silêncio, apenas esperando pela diretora.
— Devo agradecer pelo aviso, se não fosse por vocês. Não sei até onde iria essa festa... Mas, também quero explicações! Como sabiam da festa e porque saíram pelos corredores antes de avisar ao seu diretor?
Polly deu um passo a frente e encarou a mulher, que mantinha seus olhos de gato atentos a ela.
— Eu estava dormindo diretora, e ouvi uma das meninas comentar de uma festa que iria ter. Eu levantei e fui atrás do Albus para perguntar se ele sabia disso, mas quando cheguei no dormitório ele e nem Oliver estavam lá. Então eu fui atrás da Lily, pois eu achei que ela sabia onde ele poderia estar. E quando ela me falou que não sabia, decidi ir atrás do professor Slughorn e do sr. Filch.
Minerva não estava tão confiante na história de Polly, mas não via oque discordar naquele momento.
— Menos 5 pontos para cada uma por saírem de suas comunais depois do horário e 10 pontos por terem avisado aos professores. — As duas sorriram agradecidas. — Agora voltem a suas comunais.
Lily e Polly obedeceram, caminhando com o sentimento de dever cumprido após acabarem com a festa do quinto ano.
— Que droga, ein? — Comentava Albus ainda sentado de mãos dadas a Jean em frente a comunal da jovem.
— Tudo bem Al... Foi errado, mas pelo menos nós estamos juntos agora e nada pode mudar isso... — Dizia animada.
— Você que pensa... — Respondeu assim que chegou na entrada, onde se encontravam os dois. — Oque você tá fazendo aqui Albus? Vai agora para as masmorras antes que a Minerva acabe com a sua raça!
— Lily! Tinha que ser a estraga prazer! — Albus realmente se mostrava alterado. — Eu não vou! Eu estava curtindo numa boa com a Jean! Se não fosse você e a Polly, tinha dado tudo certo!
— Oque? Você bebeu foi? — Lily estava estranhando o quanto Albus estava sendo ridículo naquela situação, já que normalmente ele fora sempre o mais maduro dos três.
— Não, não bebi nada! Eu detesto bebida, até parece que não sabe! — Ele entrelaçou seus dedos com os da Jean e mostrou para Lily. — E tem mais! Eu e Jean estamos apaixonados e vamos namorar!
— Vai? Desde quando? Você nunca falou dessa garota Albus! Que loucura é essa? Fumou cera de ouvido de gnomo?
— E qual o problema niss... — Tentou retrucar Jean.
Ao redor dos três, todos os personagens dos quadros observavam amontoados nos mais próximos. Alguns até comiam pipoca, assistindo e comentando baixo.
— Queridinha, fica quieta... É assunto de família! — Lily colocou um dedo sobre os lábios da loira e voltou a olhar para o irmão.
— Isso aí! — Gritou a mulher gorda encorajando Lily.
— Obrigado!
— Qual o problema? Eu me apaixonar assim... Ela também gosta de mim! Se não fosse recíproco tudo bem, mas é! — Dizia mantendo uma expressão abobada, como se realmente tivesse bebido algo muito forte.
— Ok, ok... Não tenho mais saco pra isso... Você não deixando de cuidar do Scorpius por essa aí, tudo bem...
— Hey! Essa aí não! — Resmungou Jean tomando a frente de Albus para encará-la.
— Scorpius? Ele vai ficar bem... Ele vai ter que entender que eu preciso ser feliz! Mesmo que isso signifique a gente se afastar um pouco.
Lily enrugou sua sobrancelha após aquilo, era a gota d'água. Albus em sua consciência plena jamais diria aquilo. Scorpius sempre fora a coisa mais importante para ele e aquilo não aconteceria de uma hora para a outra.
— Está na hora de exorcizar esse demônio que se apoderou de você Albus... Sai da frente garota! — Disse puxando sua varinha das vestes.
— Oque você vai fazer? Deixa seu irmão em paz! — Jean abriu os braços para protegê-lo.
— Tá bom... — Lily deu as costas fingindo que iria se afastar. — Petrificus Totalus!
A jovem caiu petrificada no chão e logo Albus estava desprotegido da irmã.
— Sua doida! Oque você fez??? Olha o jeito que ela ficou??
— Finite! — Lily conjurou o feitiço que atingiu o irmão em cheio.
Sua expressão então começou a voltar ao normal instantaneamente.
— Lily? Oque aconteceu aqui? Onde eu... — Ele fitou Jean caída em sua frente de braços abertos. — Ah! Quem é essa?
— É a Jean... Ela enfeitiçou você...
— Ela oque? — O moreno estava incrédulo com aquilo.
— Vem, eu vou te contar tudo oque aconteceu...
Já passavam das 4 da manhã quando Albus chegou no dormitório da Sonserina. Fitou o silêncio profundo do lugar e que Scorpius dormia ainda bem agarrado em seu pelúcio de pelúcia.
Puxou uma cadeira e sentou-se de frente a cama do amigo, após um longo banho para tirar o cheiro da festa e perfume feminino.
— Perdão Scor... Hoje eu percebi o quanto eu gosto de você... Nenhuma festa, quem quer que seja, me faz me sentir tão bem, como quando eu estou do seu lado. Eu sei que você nem vai lembrar disso quando acordar, mas pelo menos eu quero dizer. — Albus falava baixo, de cabeça apoiada na ponta do colchão de Scorpius.
— Al-alb? — Albus levantou o rosto de súbito e aqueles olhos grandes e acinzentados estavam o observando.
A luz da lua cheia no lado de fora do castelo refletiam nas águas claras do lago e iluminavam o quarto de forma tênue e delicada. Deixando assim ainda mais angélico o rosto do jovem Malfoy.
Por alguns instantes, Potter perdera o chão, sua vontade era avançar nos lábios de Scorpius. E deixar claro todo o seu amor por ele.
— Oi, neném... Desculpa te acordar...
— Tô-tô com me-medo... — Disse baixinho, apertando ainda mais seu pelúcio contra o peito.
— Eu estou aqui, não precisa ficar com medo... Quer que eu deite com você?
A resposta de Scorpius não veio, apenas duas pequenas piscadas de olhos. Ele então levou a destra até a cabeça da pelúcia e começou a acariciá-la.
— Eu vou ficar aqui, do seu lado... Até você dormir ok? — Apoiou o queixo na cama assim que ele concordou com a cabeça e ficou em silêncio apenas o cuidando.
Logo ambos dormiram, Scorpius agora agarrado ao braço de Albus, substituindo seu animal de pelúcia. E mesmo que desconfortável, o jovem Potter na manhã seguinte não deixaria de dizer como aquele momento, teria sido a melhor da sua vida.
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