Notas iniciais
Mais um capitulo acaba de sair do forno. Obrigada por acompanhar e boa leitura

Na manhã seguinte Lucero despertou com os raios de sol a pino entrando por sua janela batendo em seu rosto, se espreguiçou calma e viu que ainda estava de roupão, ela se levantou e vestiu uma roupa simples uma saia floral com uma blusa branca e desceu em direção a cozinha vendo sua mãe sentada conversando com a empregada.
LH:- Bom dia mamãe!- disse lhe dando um beijo no rosto e sentando ao seu lado.
ML:- Bom dia bela adormecida, por acaso sabe que horas são? — Disse olhando o relógio em seu pulso.
LH:- Eu perdi o sono ontem e quando consegui dormir ja era muito tarde. — A empregada lhe serviu um copo de suco.- Meus filhos já foram para a escola?
ML:- Bom a nena foi, estava muito empolgada com o jogo de hoje, mas José Manuel disse que não estava se sentindo bem e continua deitado.
LH:- Ele esta assim febril desde ontem mãe, acho que vou levar ele no médico.
ML:- É melhor levar mesmo, ele pode piorar.
LH:- Mas mudando de assunto ontem ele me disse umas coisas estranhas.
ML:- Que tipo de coisas?- Disse elevando a xícara de chá aos lábios olhando a filha.
LH:- Que o pai deles fica perguntando coisas sobre mim.
Ela arqueou uma sobrancelha para a filha mas não disse nada.
LH:- Ele também esta diferente, foi a um dos meus shows, me mandou flores, disse que precisávamos conversar...- ela não terminou a frase.
ML:- E vocês conversaram ?
LH:- Bom na verdade não, ele veio ate aqui mas o Michel chegou na hora e os dois quase brigaram aqui.
ML:- E o que você acha que ele quer com tudo isso?
LH:- eu realmente não sei mãe, mas creio que ele queira que mantenhamos uma relação amigável para o bem dos nossos filhos!
ML:- Oras não seja boba minha filha, com certeza ele quer algo muito além disso!
LH:- Isso é insano mãe, eu e o Manuel nos separamos pois já não dávamos mais certo, porque ele iria querer reatar logo agora?
ML:- Talvez seja a culpa falando mais alto, ou o arrependimento...- Ela colocou a xícara sobre a mesa fazendo uma pausa quase dramática.- Mas e você quer se reaproximar dele?
LH:- Bem... — Ela não sabia o que dizer não queria ter que mentir para a mãe.
ML:- Seja lá o que você decidir saiba que eu estou ao seu lado, mas não se esqueça de todo mal que ele já te fez!- Ela colocou a mão sobre a da filha.
LH:- Nem me lembre disso mãe!-Era nítido o quanto esse assunto a incomodava.- Não posso mentir eu ainda sinto algo forte pelo Manuel, porém ainda estou muito magoada com tudo o que aconteceu.
ML:- Só lhe peço que tome muito cuidado com as tuas decisões para que não se arrependa depois.
Mama Lu se levantou indo para a porta e mandou um beijo no ar para a filha.
Lucero ainda ficou um tempo ali pensando observando o conteúdo do copo sem realmente prestar atenção nele ate se lembrar que Jose Manuel ainda estava no quarto, ela subiu as pressas para ver como ele estava.
LH:- Jos ainda se sente mal ?- Ele não respondeu.
Ela se aproximou dele e viu que ele tremia ao colocar a mão em sua testa sentiu que ele ardia em febre,seus lábios começavam a ganhar um tom violeta, aquela cena era desesperadora.
LH:- José Manuel fala comigo meu filho! — Ela o tomou nos braços já em prantos com lagrimas nos olhos, ele não teve reação nenhuma continuava apenas tremendo, sua pele apresentava um tom gélido totalmente pálido. — Por favor acorda!
Seu choro apresentava certo tom de desespero, ela estava sozinha já não sabia o que fazer, a única solução que conseguia pensar no momento era ligar para Mijares para que ele viesse lhe prestar socorro.
Ela o colocou na cama e correu ate seu quarto em busca do celular discando o número de maneira afoita, tocou uma, duas,três e na quarta ele atendeu.

Ligação ON:

MM:- Alo?
LH:- Manuel por favor vem me ajudar!- ela dizia chorando esterica.
MM:- Calma, o que aconteceu?- Ele parecia não entender.
LH:- O Jos está passando muito mal, ele esta desacordado, por favor me ajuda!- Ela suplicava ao telefone.
MM:- Fica Calma, eu ja estou indo ai.

Ligação OFF:

Ela novamente correu para o quarto do filho, ele continuava desacordado a respiração era fraca, ela o abraçava como se tivesse medo de perde-lo, chorando freneticamente. Não demorou muito para Mijares aparecer, ele tomou o filho nos braços e os dois desceram as pressas em direção ao carro, no caminho ela tentava explicar em meio ao choro que ainda a acompanhava o que havia acontecido.
Ao chegarem no hospital Jose Manuel logo foi levado para a emergência e os dois seguiram para uma sala de espera aflitos com a situação do filho afinal de contas isso nunca havia acontecido antes, ele sempre fora um menino saudável seu histórico medico sempre foi excelente.
Lucero ainda chorava angustiada com as mãos no rosto sentada em uma das cadeiras enquanto Mijares andava de um lado para o outro, vendo a angustia dela se sentou ao seu lado dizendo.
LH:- Fica calma, nosso menino vai ficar bem!- ele a tomou nos braços colocando o queixo sobre a cabeça dela, Lucero não respondeu apenas encostou a cabeça no tórax dele correspondendo ao abraço, naquele momento ela se sentia segura como se nada no mundo pudesse afeta-la, Manuel começou a acariciar seu cabelo de maneira calma e o choro foi cessando ate sumir por completo.
Ficaram assim em silêncio por mais um longo período ate o medico aparecer.
M:- Os senhores são os pais de José Manuel?
MM:- Somos sim!- Os dois se levantaram juntos.
M:- Me acompanhem por favor!
Os três caminharam ate a sala do médico Lucero ainda segurava o braço de Mijares como se tivesse medo de solta-lo e ele a deixasse só. Ao se acomodarem nas cadeiras o médico começou.
M:- Ao que parece o filho de vocês teve uma hipotermia devido a febre alta, mas é algo inconclusivo pois ele não apresentou nenhum sinal de insolação nem nada do tipo- disse colocando alguns papeis sobre a mesa.- Precisamos fazer mais uma serie de exames para saber ao certo que ele tem.
LH:- Mas pode ser grave doutor?
M:- Realmente não ha como saber, mas devo dizer que é algo bastante incomum, preciso que assinem os papeis da internação dele para seguirmos os exames.
MM:- Como ele esta agora?
LH:- Estável o medicamos e o quadro melhorou, se quiserem podem ate ir para casa e ficar despreocupados, ele esta em ótimas mãos.
Assinaram sem questionar afinal precisavam saber o que Jose Manuel tinha.
Ligaram a todos os familiares avisando o ocorrido.
MM:- Você comeu algo antes de sair de casa? — Ele a observava.
LH:- Não, estou sem fome! — Ela olhava para o chão a tristeza era aparente em sua voz.
LH:- Ei, precisamos ficar fortes para cuidar do nosso filho.- Ele levantou sua cabeça e disse.- Ele precisa de nós dois firmes e fortes ao lado dele.
Ela abriu um leve sorriso e disse:
LH: — você tem razão!- Ele segurou a mão dela entrelaçando os dedos aos dela.
MM:- Vamos lá na cantina do hospital você precisa se alimentar.
Os dois seguiram em silêncio ate a lanchonete e ela pediu algo leve para comer mesmo sem fome, se sentaram numa mesa afastada de todas as outras e enquanto ela comia ele a observava parecendo encantando.
MM:- Você continua tão linda quanto na época em que nos conhecemos.- Ao dizer isso ele a deixou com as bochechas coradas de vergonha.- Aliás você esta ainda mais bonita, mais maravilhosa que nunca.
Ele completou a olhando nos olhos se debruçando um pouco sobre a mesa ficando ainda mais próximo dela, Mijares colocou uma mecha de cabelo dela atras da orelha deixando seus dedos tocarem de maneira suave o rosto macio dela.
LH:- O que você tinha para me dizer?- ela estava quase em transe hipnótico sob os olhos dele.
MM:- Eu só queria te dizer que...- Novamente foram interrompidos mas dessa vez por Mama Lu e Antonio.
ML:- Finalmente encontramos vocês, onde esta o meu neto, como ele esta?
Os dois se afastaram um pouco se recompondo.
LH:- Esta no quarto, por enquanto ninguém pode ficar la com ele.
AH:- Mas o que ele tem é algo grave?
MM:- Ainda não sabemos ao certo ele precisa fazer mais exames.
Lucero percebeu que Antonio olhava meio ressabiado os dois e então pediu licença para sua mãe e Manuel e o chamou de canto.
LH:- Por que esta com essa cara desde que me viu?
AH:- Nada, só achei estranho vocês dois ali conversando tão juntinhos parecia ate que estava ate rolando um clima.
LH:- Nós estamos apenas cumprindo nosso papel de pais, nada além disso.
AH:- Espero que seja só isso mesmo.
Eles conversaram por mais um tempo e depois Antonio e Mama Lu se despediram os fazendo prometer que qualquer novidade entrariam em contato.
MM:- Você deveria ir para casa descansar também, ja passou por emoções muito fortes hoje.
LH:- Não quero, eu preciso ficar aqui com o Jos.
MM:- Eu fico aqui cuidando dele enquanto você descansa, eu prometo te ligar caso tenha qualquer novidade.
Ela ficou meio balançada de ir embora e deixar o filho ali naquelas condições mas realmente estava exausta e confiava nele para ficar ali.
Na despedida ela lhe deu um beijo no rosto tão próximo aos lábios que quase acabaram perdendo o controle de si.
Chegando em casa ela se deparou com Michel sentado no sofá.
MK:- Eu estava te esperando.- Ele se levantou olhando para ela.- Onde você estava?
LH:- Com meu filho no hospital! — Ela estava esgotada e era nítido em seu rosto.
MK:- O que ele tem?- Disse mas parecendo não se importar muito.
LH:- Não sei direito.- Ela ja ia o dando as costas quando ele segurou sua mão.
MK:- Nos precisamos conversar.
LH:- Vamos deixar essa conversa para outra hora, estou muito cansada. — desvencilhou a mão dos dedos dele mas a insistência dele foi capaz de tira-la do serio.- Aliás temos sim algo para conversar, acho que precisamos dar um tempo!
MK:- Dar um tempo? Não entendo o porque isso tudo agora, eu te amo e você também me ama, estamos tão bem juntos.
LH: — A questão não é o que sentimos um pelo outro, eu preciso de um tempo sozinha para cuidar do meu filho e você esta me sufocando.
MK:- Nós não podemos terminar assim sem algum motivo conivente.
LH:- Não estou em condições de entrar nessa discussão agora!
MK:- Tudo bem eu vou te dar uns dias para esfriar a cabeça e pensar depois retomamos essa conversa.
Ela não respondeu apenas foi subindo as escadas quando ele novamente chama sua atenção.
MK:- Só me responde uma última pergunta.
LH:- Qual?- Ela parou na escada ainda sem olha-lo.
MK:- Você esta terminando comigo por causa dele não é?
Sem lhe dar qualquer resposta apenas continuou subindo indo em direção ao seu quarto onde se trancou, estava exausta e angustiada. Logo adormeceu, acordou algumas horas depois com o batidas na porta.
LH:- Quem é? — Disse ainda de olhos fechados.
LHM:- Sou eu mami.
Lucero levantou ainda meio atordoada tateando os móveis ate a porta onde destrancou abrindo para a filha, logo viu que ela carregava uma caixa nas mãos.
LH:- O que é isso meu amor?
LHM:- Um presente do papi para você.
LH:- Do seu pai?- Ela estranhou pegando a caixa. — Que horas o seu pai veio aqui?
LHM:- Agora pouco!- ela entrou no quarto se sentando na cama.
LH:- Ele disse alguma coisa sobre o seu irmão?
LHM:- Sim, ele disse que a vovó Pilar ia ficar com o Jos a noite.- A menina ainda olhava a caixa nas mãos da mãe.- Ele também disse para você ver logo o seu presente.
Ela riu olhando a empolgação da filha para descobrir o que tinha na caixa.
LH:- Ele disse ou a Lucerito disse?
LHM:- Eu juro que foi ele que disse.- Disse levantando uma das mãos em juramento.
Ela se sentou ao lado da filha abrindo o embrulho muito bem feito, quando se deparou com uma linda gargantilha com pedra de topázio marrom amendoado um sorriso se formou de maneira instantânea em seu rosto.
Junto havia um pequeno cartão.

"Estive pensando e conclui que realmente precisamos ter aquela conversa, então gostaria de lhe convidar para um jantar como cortesia de todas as vezes que fomos interrompidos tentando ter essa conversa, caso aceite meu convite mandarei o motorista lhe buscar as 20 horas.

PS: quando vi esta linda gargantilha foi inevitável não lembrar do brilho dos teus olhos que parecem pedras preciosas que refletem a luz que irradia de sua alma.
Te espero ansiosamente, Manuelito.

Ela não sabia se ria ou chorava de emoção fazia anos que ela não o chamava de Manuelito e ver ele usando aquele apelidinho a fez sentir uma onda de nostalgia.

LHM:- Mami posso ir dormir na casa da vovó Lucero hoje? — Lucerito disse tirando a mãe de seus pensamentos.
LH:- E a vovó vai concordar com isso?
LHM:- Vai sim ja pedi, ela esta la em baixo me esperando!
LH:- Como você esta espertinha nena.- Disse colocando as mãos na cintura.- E se eu tivesse dito não?
LHM:- Eu ja sabia que você ia dizer sim.
Dito isso ela saiu em disparada do quarto indo ao encontro da vó.
Lucero riu e se voltou para o bilhete, ela queria ter aquele jantar com ele, estava ansiosa por saber o que ele tinha de tão importante para lhe dizer,olhou no relógio eram por volta das 18 horas ela tinha tempo para se arrumar.
Lucero tomou um longo banho de espuma pois precisava relaxar, o que estava sendo bem difícil mediante aquela situação com seu filho.
Decidiu usar um vestido tule vermelho longo com abertura lateral na perna direita, todo rendado na parte superior. Era algo extremamente deslumbrante, seu cabelo caia em perfeitos cachos sobre seus ombros, e fez uma maquiagem leve porem que realçava os traços de seu rosto, faltavam 20 minutos para o horário marcado ela dava os últimos retoques quando ouviu a campainha. Ela desceu rapidamente e abriu a porta, era o motorista.
M:- Boa noite senhorita Hogaza León, esta noite serei o seu chofer!- Ele fez uma reverência como se estivesse cumprimentando uma rainha aquilo parecia algo saído de filmes, e seu medo era de tudo aquilo ser a historia da Cinderela e o encanto acabar a meia noite.
LH:- Só um minuto, vou buscar a minha bolsa!
Logo ela voltou e quando saiu se deparou com uma limusine branca estacionada em frente a porta de sua casa.
Ela abriu parcialmente a boca sem acreditar no que seus olhos estavam vendo, era algo quase inacreditável,o motorista a acompanhou ate a porta e a abriu.
Se isso fosse um sonho ela definitivamente não queria acordar, aquilo parecia bom demais para ser verdade.
Não demorou muito para chegarem a um píer na costa da cidade, ali estavam vários iates atracados as cais, logo pode ver Manuel ali vestido com algo que parecia ser um uniforme da marinha, ela mal podia acreditar no que seus olhos estavam vendo, assim que o motorista estacionou o carro ele fez questão de ir ate a porta do carro abri-la.
Ele lhe estendeu a mão e se ajoelhou diante dela assim que ela saiu do carro, como um príncipe cortejando sua princesa.
MM:- Você esta simplesmente fantástica.- Ele beijou sua mão e se levantou lhe estendendo o braço, caminharam para dentro do iate e la ela pode contemplar todos os detalhes feitos especialmente para ela, pétalas de rosas espalhadas por todos os cantos a mesa posta com um castiçal de velas ao centro luz baixa e musica suave,dando um ar totalmente romântico ao ambiente. Tudo estava perfeito e ela totalmente sem palavras jamais imaginou que isso fosse acontecer ainda mais entre eles dois.
Manuel puxou a cadeira para ela e se sentou logo a sua frente.
Os dois se olhavam sem dizer uma palavra apenas apreciando o momento,ate ela finalmente dizer.
LH:- Você pode começar...- Ela não conseguiu terminar a frase pois logo em seguida ele pousou a mão sobre a dela tomando sua atenção.
MM:- Durante todos estes anos que estivemos separados eu pude pensar muito, pensei tanto que encontrei diversas falhas em mim e em tudo o que nos cercava.- Ele fez uma pausa acariciando a mão dela com delicadeza.- Mas só a pouco tempo me dei conta de uma coisa.
LH:- Do que? — Seu coração estava tão acelerado que parecia que a qualquer momento saltaria pela boca.
MM:- De que ainda te amo, te amo tanto que não suporto viver mais um dia sem a tua presença ao meu lado, que sem você minha existência é vazia. — Ela abriu a boca mas ele a interrompeu colocando um dedo em seus lábios. — Por favor não diz nada ate eu acabar.- Ela novamente ficou observando sem reação.- Eu sei que errei e estou pagando da pior maneira possível o preço do meu erro, mas eu estou disposto a te provar que eu mudei que não sou mais o mesmo Manuel que você conheceu a anos atras, que agora vou lhe provar o quanto você sempre foi e sempre será a mulher da minha vida.
Ela permaneceu muda sem saber o que dizer era informação demais para ela processar em tão pouco tempo, Mijares parecia inquieto como se aguardasse alguma resposta, perante ao silencio dela ele se levantou e disse.
LH:- Acho que ja entendi seu silêncio. — ele estava prestes a ir embora quando ela o chamou.
LH:- Manuelito espera!
Ele parou e se voltou para ela que levantou e indo ao encontro dele, Lucero colocou as mãos em sua nuca o aproximando dela, ele por sua vez pousou as mãos direto em sua cintura. Os dois se aproximavam cada vez mais as testas se tocaram a respiração de ambos estava em sintonia, quando finalmente os lábios se tocaram uma nova corrente elétrica percorreu o corpo de ambos assim como na primeira vez que se tocaram após anos, ela havia esquecido de como seus lábios se encaixavam perfeitamente aos dele como peças de um quebra cabeça.
O beijo começou calmo e cheio de carinho mas aos poucos foi ganhando intensidade, paixão e desejo os separando apenas quando o velho amigo ar começou a lhes fazer falta.
Seus lábios se soltaram num estalo ainda com os rostos colados e a respiração ofegante ele disse.
MM:- Eu ja tinha me esquecido o quanto teus beijos são para mim como a formula da vida.
Ela apenas sorriu ainda recuperando o fôlego.
LH:- Acho que agora sou eu quem precisa falar.- Ela disse serena o puxando de volta para mesa por fim ela começou.- Eu não posso mentir para você e dizer que não me sinto magoada com tudo o que aconteceu.- Ele baixou os olhos parecendo triste.- Porém também não posso negar para mim que o que eu sinto por você é algo forte, e que você ainda é capaz de mexer com os meus sentimentos mais do que eu gostaria de admitir depois de todos esses anos.
MM:- A única coisa que eu te peço é uma segunda oportunidade para lhe provar que eu mudei.
Ela se levantou deu a volta na mesa se sentando no colo dele que pareceu ficar surpreso.
LH:- Você precisa ter paciência comigo.
MM:- Por você eu espero o tempo que for necessário.- Ele pousou uma de suas mãos na perna dela que estava nua devido a abertura lateral do vestido.- Eu preciso te mostrar uma coisa.
Eles se levantaram e foram ate a parte alta do iate onde haviam mais pétalas de rosas espalhadas por todos os lados algumas almofadas espalhadas pelo assoalho e um balde com uma garrafa de champanhe e alguns morangos ao lado.
Mijares caminhou segurando sua mão e se sentou ao centro das almofadas ela por sua vez sentou entre suas pernas, a única luz que os iluminava era a do luar, os dedos entrelaçados aos dele.
LH:- Eu jamais imaginei que viveríamos algo desse tipo outra vez.
MM:- Eu precisava lhe compensar de alguma forma tudo o que não fiz por estar cego diante do meu próprio ego.
LH:- Eu realmente estou impressionada. — Ela o olhou encantada.
MM:- Isso é apenas uma pequena amostra de tudo o que eu pretendo fazer por nós dois para recuperar o tempo perdido.
Os dois ficaram silêncio por um longo tempo apenas entre beijos e carícias ate ele dizer.
MM:- Eu sinto muita falta de tudo...
LH:- De tudo o que?
MM:- Dos nossos duetos, de quando cantávamos para os nossos filhos antes de eles dormirem, da forma com que você me acordava com beijos todas as manhãs, do teu cheiro dos teus beijos.- Ele parou um tempo de olhos fechados parecendo estar vendo todas as imagens em sua cabeça.- Ate mesmo das suas broncas.
Ela riu, aquilo tudo era uma grande surpresa para ela.
LH:- Eu jamais imaginei ouvir isso de você.
MM:- Desde que nos separamos é a única coisa que penso, você e os nossos filhos são os bens mais preciosos que eu tenho na vida e eu não quero perde-los novamente.
Ela dava selinhos nele de forma ritmada a felicidade era evidente nos olhos de ambos e queriam eternizar o momento.
Mais algum tempo se passou em silêncio o único som que se podia ouvir era o som da agua batendo contra a embarcação, ela bocejou encostando a cabeça no ombro de Mijares.
MM:- Acho que devemos ir para a cama.- nesse momento ela se sentou olhando para ele parecendo um pouco atônita.- Calma eu não vou fazer nada que você não queira, lembra que eu prometi ter paciência.
LH:- Não me sinto preparada para isso ainda.
Ele sorriu começando a acariciar o rosto de Lucero.
MM:- Se você quiser eu posso ate dormir no chão se for te deixar mais a vontade.
Ele se levantou a ajudando a fazer o mesmo caminhou ate onde ficava o quarto e disse.
MM:- Pode ficar aqui no quarto eu vou arrumar um lugar para dormir também.
Ele foi saindo quando ela segurou seu braço.
LH:- Eu quero que você fique aqui e me abrace como fazia antes para eu sentir que você esta comigo.
Ele beijou sua testa e se deitaram de maneira quase entrelaçada ela pousou a cabeça sob a dele de olhos fechados.
Quando ele começou serenamente a cantar "cuatro veces amor". Ela abriu os olhos que ficaram marejados no mesmo instante.
MM:- Por que esta chorando meu amor?- Ele parou de cantar secando as lagrimas dela.
Ela não respondeu apenas o abraçou ainda mais forte logo em seguida chegando perto de seu ouvido sussurrou.
LH:-Fica comigo para sempre eu não aguento mais viver sem você...
MM:- Eu lhe prometo ficar ao seu lado ate meu ultimo suspiro, e ate mesmo depois disso.
Ele lhe deu um selinho demorado, terno e cheio de amor, as mãos de ambos passeavam por seus corpos como se estivessem se conhecendo outra vez o clima não era intenso nem de desejo o que pairava sobre os dois era o sentimento de saudade e amor que sentiam e a cada toque transparecia mais o quanto queriam ficar ali juntos para sempre.
Ja eram por volta das 4 da manhã quando Lucero acorda assustada após um pesadelo e não encontro Mijares na cama.
Imediatamente ela começa a chorar em desespero imaginando que ele a tivesse abandonado assim como no sonho, Lucero se sentou na cama abraçando as pernas.
Não demorou muito para que ele saísse do banheiro secando o cabelo com a toalha, assim que a viu ali chorando correu em sua direção.
MM:- Meu amor o que aconteceu, por que esta chorando?
LH:- Manuel me leva para ver o Jos eu quero ver meu filho eu sonhei que ele estava piorando....- Ela não foi capaz de terminar a frase chorava ainda mais quando ele a abraçou.
LH:- Fica calma foi só um pesadelo o Jos esta se recuperando bem, eu já liguei para a minha mãe!
Ela ainda chorava assustada com a cabeça enterrada no ombro de dele.
MM:- Toma um banho para se acalmar caso você ainda queira ir ver o nosso filho eu te levo.- ela ainda chorava soluçando. — Eu estou aqui com você não precisa ter medo.
Após relutar por um tempo ela acabou indo tomar um banho quente para se acalmar.
Por volta das cinco ela saiu do banheiro vestida com uma das camisas de Mijares sentindo um cheiro delicioso vindo da cozinha.
MM:- Esta mais calma?- Disse sem olhar pra trás percebendo a presença dela parada na porta.
LH:- Estou!- Disse se sentando sob a bancada da cozinha.
Ele a olhou por cima do ombro e sorriu.
MM:- Essa é a minha camisa preferida!
LH:- Eu não sabia se quiser eu posso tirar agora, esqueci de perguntar se podia.
MM:- Você fica linda assim sem maquiagem de cabelo preso usando as minhas roupas, me faz relembrar os velhos tempos.
Ele colocou uma bandeja de cafe da manhã na mesa e a puxou para que se sentar em seu colo o cafe da manhã foi feito em silêncio apenas entre beijos e caricias.

Notas finais
Então é isso galera espero que tenham gostado não se esqueçam de comentar e divulgar para os amigos Beijos da Tia vivy