Só podia ser Você

13 A merda não tem fim


Notas iniciais
Olá! Desculpem os erros e Boa leitura!

Capitulo 13

A merda não tem fim

A teoria do caos. Eu não conheço muito sobre ela, mas tenho completa certeza que em algum momento ela se encaixa perfeitamente a esta cena. Dois meses e eu jurei que nunca mais precisaria se quer ouvir sobre os Taisho ou Kikyo. Mas ali estava a elegante senhora Taisho dizendo coisa com coisa. Será que ela bebeu?

— Ham... Desculpa, o que disse? — Perguntei entortando o rosto pasma. Ela suspirou e me fitou séria novamente.

— Você entendeu bem, vim pedir para que se passe por Kikyo. — Eu abri a boca para protestar quando ela colocou a mão na frente. — Antes de mais nada me permita esclarecer... — Fez uma pausa e eu endireitei a postura para ouvi-la. — O que você e Kikyo fizeram tomou proporções que não temos como controlar. Meu marido, Oyakata Taisho possui um grande projeto que envolve as redes Hitoshi, desde de suas primeiras construções... Uma infraestrutura melhor, um design mais elaborado, enfim os hospitais teriam mais capacidade e eficácia em tratar humanos e diversas espécies yokais. — Cruzei os braços, não sabia que ela se interessava por isso. — Ele vem tentando convencer o Sr. Tamaki a se associar a ele já faz meses, mas... Se você é tão fã dele como disse, deve saber que ele é um pouco resistente a fazer acordos com yokais, especialmente os mais antigos.

— Onde é que eu entro nisso? Ou melhor, eu vestida de Kikyo? — Perguntei quando ela fez uma pausa. Ela pareceu um pouco contrariada em dizer aquilo.

— Meu marido, não conseguiu um avanço significativo com ele, principalmente por causa do... Sesshoumaru... — Suspirou longamente. — ...Uma vez que ele vai tomar o lugar dele, Tamaki ficou receoso, Sesshomaru nunca escondeu que detesta humanos apesar dos acontecimentos no oeste. — Acenei que sim, embora não tenha chegado onde eu queria e não fazia ideia do que seriam esses acontecimentos do cubo de gelo, embora eu tenha tido a impressão de ter ouvido essa coisa do Oeste. — Mas, depois daquela festa, ele chamou meu Oyakata para conversarem sobre negócios e sobre os projetos. — Arregalei os olhos. Ela afirmou meu pensamento. — Ganhou a confiança dos dois aquele dia, não sei como, talvez tenha sido quando defendeu Rin ou quando a fez rir, de modo que os dois pareceram encantadas com a Kikyo que lhes foi apresentada... Foi o impulso que precisou para aceitar a associação.

— Eu não entendo, se ele fechou o acordo por que...

— Ele não fechou, e não era tudo só negócios que queríamos, chamou meu marido para conversar, acertaram tudo e até gostou do projeto, mas há duas semanas nos ofereceram o jantar e fizeram questão da presença de Kikyo, Rin queria muito poder conversar com você, digo a Kikyo que ela conheceu... — Ela abaixou o rosto suspirando. — ...Kikyo alegou que não falou nada demais, porém, Tamaki pediu mais um tempo para pensar melhor... E não pareceu nem um pouco animado como antes. Tenho quase certeza que vai desistir. — Fechei os olhos já imaginando.

— Acha que foi algo que Kikyo disse? — Me encarou séria.

— Eu tenho absoluta certeza. Quando chegamos tudo estava bem, só que no final... Bom. — Suspirou como se não precisasse e mais palavras e não precisava mesmo.

— Querem que eu o engane? — Agora me encarou horrorizada.

— Vocês nos enganaram! Essa trama toda foram vocês que criaram, talvez demorasse para que ele confiasse no meu marido se isso não tivesse acontecido, por que o Oyakata não ia apresentar a verdadeira Kikyo JAMAIS para ele, só que naquele jantar ele pensou que Kikyo tinha mudado e não que era outra pessoa! — Abaixei o rosto. — Olha, não estou aqui para julgar ninguém e muito menos te acusar... Estou aqui por que sei que pode reverter isso! — Levantei os olhos confusa.

— E como fica? Eu passo pela Kikyo, engano os Mamoru até fechar o acordo e aí...? — Ela erguei as mãos.

— Eu não sei, vamos contar a eles, mais cedo ou mais tarde. — Colocou as mãos no colo encarando a mesa. — Eu só peço que amenize os estragos do que fizeram. — Fitei o canto de casa.

— Kikyo e Inuyasha concordam com isso? — Pela demora resposta e som de desagrado que soltou ficou obvio que não.

— Eles vão cooperar, Kikyo insiste que isso faz parte do seu plano, tomar o lugar dela pouco a pouco... — Fechei a cara não acreditando no que ouvia.

— Kikyo é o ser mais infeliz desse planeta, vai por mim, a última pessoa que eu quero ser nesse mundo é ela! E se eu for mesmo ceder ao seu pedido vou deixar claro que não vou permitir que NINGUÉM pise em mim, isso inclui, você, seu marido, seu filho, seu enteado de gelo e sua nora! Podem ser pessoas importantes, podem ter feito algo significante na história, podem ter a maior empresa de construção e design do país, mas isso não dá direito a vocês de falarem o que quiserem e fazerem o que der na telha! — Ela levantou o rosto séria.

— Muito bem, contanto que concorde. — Fechei os olhos. Balancei a cabeça, fiz careta e não tem outro jeito.

— Ok. Eu faço.

É, eu sei, estou praticamente pedindo para me ferrar.

[...]

Aí, aí... Sentei entre suspiros naquela poltrona de couro preta tentando ao máximo evitar o olhar de ódio fulminante direcionando a mim. Aqueles olhos ambares no meu rumo se pudesse explodiria minha cabeça com um único pensamento, felizmente poderes telepáticos não estavam entre as habilidades da espécie dele.

Ah, claro, eu não poderia esquecer a jovem de braços cruzados ao lado dele que com uma arma causaria o mesmo efeito do olhar do hanyou. Também tinha o Sesshoumaru-não-me-toque que me encarava do mesmo jeito de sempre, o que era estranho já que a farsa tinha sido descoberta, mas pelo menos se limitou a isso e não ficou muito logo que o irmão começou a gritar e minha vontade era seguir ele, meus ouvidos também são sensíveis. Cocei a cabeça, que droga eu vim fazer aqui?

— Keh! Não pense que só por que te pediram isso é melhor do que Kikyo! — Rosnou o panaca para mim. Ignorei virando o rosto. Fazia tanto tempo que eu não o via que quando o encontrei por breves instantes tive a ilusão que não seria o idiota de sempre.

— E principalmente não pense que pode tomar o meu lugar! — Berrou a outra me fuzilando. — Você nunca vai ser como eu! — Ah, isso eu tinha que responder.

— Felizmente, nós duas sabemos que eu prefiro ser uma barata a ser você. — Ela apertou os punhos e o outro veio para cima.

— Como ousa!? Você é uma barata aos pés dela! Aliás, nunca vai chegar aos pés dela! — Apenas fiz barulho mostrando a língua. Inuyasha eu não vou discutir com você, por que no final você é só mais uma vítima. Isso o fez rosnar mais uma vez.

— Eu vou contar tudo para sua mãe! — Virei o rosto para na direção dela.

— Vá em frente, ela é completamente imune a você. — Retruquei.

— Claro... — Comentou o outro com um sorriso debochado. — ...Deve ser uma pobretona burra que acredita em tudo que você fala! — Encarei o hanyou séria.

— Diga o que quiser de mim Inu-boboca, mas é melhor engolir a língua antes de falar da minha mãe. — Ele sorriu como se tivesse achado o meu ponto fraco. E sinceramente achou, só que não vou deixar ele debochar da minha mãe. — Insulta ela mais uma vez e seu pai e sua mãe podem procurar outra para fingir ser uma Kikyo educada. — Disse quando abriu a boca. Ele parou e se calou.

— O que foi Kagome? Te incomoda que a sua mãe tenha vindo da ralé? Te incomoda saber que tem o sangue dela e de um zé ninguém que se quer você sabe quem é? — Olha a outra destilando o veneno.

— Ainda sim, seu pai preferiu ela a sua mãe. — Isso a fez fechar a cara e tirar aquele sorrisinho malvado. — E o aviso, também vale para você, não se esqueça que meia palavra minha é o suficiente para te destruir. — Certo, a batalha verbal eu ganhei por que ela se sentou fitando o chão acuada.

— O que ela quer dizer? — Pude ouvir o Inu-boboca perguntar.

— NADA! Ela só quer nos confundir... — Respondeu e finalmente eu tive paz enquanto esperava o chefão.

Argh, que constrangedor! Eu podia estar no colégio neste momento, teria aliviado minha carência indo para de trás da escola com o Hojo, teria rido em boas companhia como minhas amigas... Mas, não. Ali estava eu na presença das pessoas que mais me odiavam no mundo. E para piorar, eu acho que gosto de uma delas.

— Espera aí?! Ninguém me disse que seria mais de um dia e que seria em alto mar!? — Falei assim que ele me entregou a passagem com o meu nome. O senhor Taisho suspirou.

— Vai ser uma oportunidade única, sexta, sábado e domingo... Terá tempo suficiente para voltar ao... — Gesticulou com as mãos sem palavras. — ...A amizade de antes. — Encolhi os ombros.

— É, mas, eu trabalho, eu tenho escola... — Ele negou.

— Quanto a esses detalhes, não se preocupe, eu já cuidei de tudo, só tem que se preocupar em se aproximar novamente deles. — Olhei para aqueles dois fazendo careta. Me aproximei do chefão colocando a mão num lado da boca.

— Eu tenho mesmo que fingir que sou namorada do Inuyasha, tipo, não dá para o senhor descolar uma reunião de conciliação, algo sobre discutir o projeto e dá uma desculpa que o Inuyasha não entende de nada! Afinal ele não entende nada mesmo! — O hanyou rosnou.

— Eu ouvi! Também não quero ficar do seu lado! Você me dá nojo se quer saber! — Encarei o pai dele com olhar suplicante.

— É obvio que ele vai estragar tudo. — O senhor negou suspirando. Se virou para o filho sério.

— Inuyasha vai se comportar, nós já conversamos e aí dele se fizer besteira. — Concordei sem concordar, eu duvido que ele vai conseguir se segurar. — Além do mais, a presença dele é necessária, eu não quero que o Sr. Mamoru pense que o relacionamento de vocês está ruim. — Franzi o cenho apontando para ele.

— Dele e da Kikyo, eu estou fora disso! — Me virei para os dois mostrando a língua.

Que Deus me ajude!

Notas finais
O proximo é o último por enquanto! Até o/