Só o tempo talvez possa curar
29 Qual a razão
Rukia voltou para casa ainda desanimada por ainda não ter conseguindo seu sonhado bankai, ainda era confuso o porquê de que sode no shirayuki se negava a lhe dar o poder, afinal ela já estava forte o bastante, para receber essa nova etapa.
Balançou a cabeça se livrando daqueles pensamentos, parou alguns instantes frente a porta da casa. Sorriu inconscientemente, pois ali dentro estavam as razões de sua vida. E perto deles ela se esquecia de todos os problemas que a rodeavam.
Abriu a porta e teve uma visão diferente do que realmente estava esperando, ficou por alguns instantes olhando para os homens a sua frente. Ukitake logo percebeu sua presença, lhe olhando com um sorriso no rosto, Byakuya e o outro homem desconhecido seguiam prestando atenção aos papeis que o Kuchiki estava assinando.
“Olá Kuchiki” cumprimentou o taichou sorridente. Byakuya soltou o pincel e acenou com a cabeça para o homem.
“Oi Ukitake taichou” disse sorrindo para seu taichou “que bom ver o senhor aqui” olhou em volta agora Byakuya e o outro a olhavam, o que deixou a jovem um pouco nervosa “algum problema?” perguntou preocupada.
“Não apenas algumas papeladas que precisamos de sua assinatura nesse papeis” disse entregando o pincel para a pequena, que assinou as três folhas rapidamente. Ao terminar de assinar a ultima folha ouviu vozes descendo as escadas.
Olhou imediatamente para cima, pode ver Kiyone e Sentaro descendo as escadas discutindo sobre algo, sendo seguidos por Renji. Os dois pararam de brigar imediatamente ao ver a pequena e correm para seu lado.
“Kuchiki!” disse a shinigami “Estava com saudades de você, há quanto tempo!”
“Oi pessoal”
“Eu estava com mais saudades” disse Sentaro tomando a frente da pequena “Acabamos de conhecer sua filha, é uma criança adorável”
“É claro, mas ela gostou mais de mim. Você fez a menina se assustar com essa sua cara de bode velho” disse Kiyone tentando tomar a frente, e iniciando mais uma inútil discussão.
“Sua... é claro que eu não assustei!” em meio a discussão Renji se aproxima da jovem shinigami.
“Renji” disse sorrindo para o amigo “Você também veio!” o ruivo coçou a cabeça tentando não encarar a pequena.
“Che... claro afinal precisavam de testemunhas para isso” falou normalmente olhando Ukitake que agora estava conversando com o homem estranho. “Mas isso não importa, como você está? Fiquei sabendo do ataque, ainda não acredito que isso aconteceu...”
“Eu estou bem” disse com olhar vago, olhando por um instante para Byakuya que observava inerte a discussão dos 3° oficiais da 13º divisão. “Nós vamos ficar bem” disse deixando um pequeno sorriso escapar.
“Isso é muito bom, estou feliz em ver que vocês estão bem, acho que agora posso dizer que você encontrou uma família” disse com um sorriso de canto. Rukia olhou para o amigo e o puxou para longe da discussão dos 3º oficiais.
“Renji... eu preciso te contar algo” disse um pouco nervosa olhando para traz percebendo que ninguém estava prestando atenção neles. “Eu e o Byakuya... nós” Renji ficou olhando calmo para a jovem que gaguejava tentando encontrar as palavras. “Nós estamos... juntos” disse hesitante, e olhou para o amigo que continuava a não expressar nenhuma reação. “Eu quero dizer eu o amo... nós nos amamos” disse mais nervosa ainda, olhando para o amigo que ainda que ainda mantinha sua expressão calma.
“Ah, eu já estava desconfiado disso” disse fechando os olhos, e depois colocando a mão sobre o ombro da pequena que ficou paralisada. “Não sou tão burro assim como você pensa, isso era obvio” disse rindo “você triste depois que saiu da mansão, o taichou tão estranho depois que você partiu, te procurando como louco” falou entediado “foi só juntar um mais um, que ficava claro que vocês se amavam, eu só não achava que iriam se acertar tão rápido”
“Você já sabia...” perguntou desconcertada, era tão obvio assim?
“Você é minha melhor amiga, acho que te conheço a tanto tempo que posso te ler às vezes” disse com a cabeça baixa “Acho que você deveria falar sobre isso com Ichigo” Rukia ficou séria, Renji tinha razão, Ichigo era um de seus melhores amigos, seu nakama especial. Ele tinha o direito de saber.
“Eu vou tentar dizer isso a ele ainda hoje” disse olhando para o chão.
“Ele está lá encima com Hikari, acho que é a hora“ disse enviando um leve sorriso para a amiga.
“Bom está tudo certo” soou a foz do homem desconhecido “Já vou indo, esses documentos serão oficializados imediatamente, com sua licença” disse rumo à porta.
“Bom eu também já vou indo, Kiyone, Sentaro vamos” disse o taichou gentil, no mesmo instante os oficiais correm para o lado do homem. “Espero te ver 100% em breve Byakuya” disse olhando para o homem, lhe enviando um sorriso um tanto malicioso enquanto balançava a cabeça negativamente. Byakuya não entendeu, nem se preocupou em entender isso ”E não vejo a hora de ter vocês de volta a sereitei, você faz muita falta Kuchiki” disse sorrindo para a jovem, logo voltando seu olhar para o homem ao seu lado. “Cuide bem da minha menina Byakuya” disse serio, antes de sair.
“Eu vou indo também, melhoras taichou” olhou uma ultima vez para Rukia “Boa sorte Rukia”
Rukia ficou olhando todos saírem em silencio. Olhou para as escadas e deu um longo suspiro, era gora ou nunca.
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O rapaz ainda estava sentado sobre a cama com o pequeno embrulho nos braços. Como o tempo passa rápido, e as coisas mudam assim? Era a única coisa que ele conseguia pensar olhando a menina em seus braços. Ouviu a porta ser aberta, ele já sabia muito bem quem era, aquela presença inconfundível. Era ela, Rukia.
Tão linda, e perfeita... era uma pena que ele não tivesse percebido isso antes. Inconscientemente sorriu ao olhar a jovem se aproximar um pouco nervosa dele, se sentando ao seu lado.
“Ichigo eu queria conversar com você sobre um assunto” disse visivelmente nervosa, afinal o garoto já havia demostrado varias vezes que não gostava de Byakuya. Ela não conseguia sequer imaginar a reação do nakama.
“Sou todo ouvido” disse serio, oque fez a jovem ficar ainda mais receosa com a conversa que teriam.
“Eu ..e-eu e o Byakuya nos estamos juntos” disse rápido tentando ser o mais clara possível. O jovem alargou os olhos por um instante e logo voltou a ficar com sua expressão seria.
“Você o ama?” perguntou de repente fazendo a jovem o olhar encabulada.
“Acho ... que mais que minha própria vida” disse corando intensamente.
“Isso era o único que eu queria saber” disse se levantando para colocar a menina no berço, se voltando para olhar a jovem que estava o encarando esperando por alguma reação.
“Você não está com raiva ou surpreso?” perguntou um pouco confusa. O jovem coçou a nuca desviando o olhar da pequena.
“Eu já disse que te amo, e realmente não sei que tipo de amor que sinto por você” disse em um tom emburrado. “É estranho, mas estou feliz se você está feliz” disse voltando a olha-la “eu te amo, mas talvez eu tenha confundido o tipo de amor que sinto por você” disse deixando escapar um leve sorriso, quebrando a tensão do ambiente. “Eu sei que você vai ser feliz com ele, afinal ele também te ama” disse olhando a jovem que ainda estava paralisada.
“Ichigo...”
“Ele é um bom pai, e deve ser um ótimo parceiro também, para você ficar com essa cara de baka apaixonada” disse provocando a jovem, que estava com algumas veias pulsando em sua cabeça.
“Seu...”
“Desejo que vocês sejam uma família feliz, e superem todos os obstáculos que estão em seu caminho” disse esquivando de um soco da baixinha que o olhou surpresa novamente “você sabe que eu te adoro né? Você é minha nakama especial! E sempre vai ser” disse demostrando um enorme e raro sorriso. “E também eu sou no mínimo o tio da sua filha, e não abro mão disso” disse ainda sorrindo.
“Baka, você também é meu nakama especial.” disse tentando não olha-lo diretamente ”Nossos laços são únicos, você sabe que também te adoro” disse um pouco envergonhada com a própria declaração, a pequena não era de falar de sentimentos assim.
O jovem sorriu a abraçando forte, Rukia o apertou enquanto sorria. Parecia um sonho, seus amigos não estavam contra o seu relacionamento com Byakuya. Sua felicidade era quase completa agora.
A porta é aberta, os dois se afastam e olham surpresos para o homem a sua frente. Byakuya os olhou por um instante com seu olhar ilegível.
“Er..ei Byakuya não é nada disso que você está pensando.” Disse um pouco nervoso.
“Não sabia que vocês estavam aqui. Realmente não senti os seus reiatsus” disse fechando os olhos, fechando a porta novamente.
Os dois se olharam por um instante antes de falar qualquer coisa.
“Acho que ele deve estar uma fera...” disse o garoto “Eu já vou indo, se cuidem” disse saindo do quarto deixando a jovem sozinha.
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“Kurosaki Ichigo” chamou uma voz imponente, o rapaz olhou para traz no mesmo instante.
“É só foi um abraço de amigos...”
“Não seja estupido, eu nunca pensei nada de mais” disse o olhando serio “confio totalmente em Rukia”
“Ufa pensei que estivesse brav... sabe agora eu estou mais aliviado depois de ouvir da boca dela” disse olhando para o homem a sua frente. “Ela te ama também, cuide bem delas e se fizer algo para magoar Rukia eu prometo que vou faze-lo pagar” disse serio.
“Se a fizer sofrer aceitarei sua fúria de bom grado” disse com seu tom normal, deixando escapar um pouco de ironia. Oque fez o rapaz rir imediatamente.
“Eu devo estar louco, mas estou começando a achar que vocês foram feios um pro outro” disse franzindo o cenho “Ambos cabeças duras” murmurou.
“Kurosaki Ichigo” reprendeu.
“Ok” disse suspirando profundamente “sabe foi bom ter aquela conversa com você hoje cedo” disse saindo, Byakuya olhou o rapaz saindo e puxou o folego.
“Hikari já vai fazer quase 2 meses, então pensei em fazer a cerimonia do Omiyamairi nos próximos meses, sei em que alguns países e em outros religiões, essas cerimonias escolhem um casal para ser como os segundos pais das crianças, em um ato simbólico.
“Sim acho que é se chama batismo” disse olhando confuso para o homem a sua frente.
“Na nossa cultura isso não é comum, mas gostaria que minha filha tivesse padrinhos, acho que Rukia não ira se opor a isso” disse ainda serio.
“Acho que não, do jeito que ela é acho que vai adorar a ideia” disse ainda confuso.
“Então eu gostaria que você fosse o padrinho de Hikari na cerimonia do Omiyamairi” disse olhando diretamente para o rapaz que ficou estático.
“Você está falando serio?” perguntou com os olhos arregalados.
“Você sabe que não sou de brincadeiras” falou simplesmente “Você aceita ou não?” voltou a perguntar serio.
“Se eu aceito?” perguntou incrédulo “é claro que eu aceito. Ei Byakuya, quem você escolheu para ser a madrinha?” perguntou curioso.
“Eu gostaria que fosse Inoue Orihime, ela salvou a vida de Rukia realmente gostaria que ela aceitasse” disse sinceramente.
“Ela vai amar” disse ainda sorridente “A esqueci de avisar, ela chega hoje à noite” Byakuya estreitou os olhos ao ouvir a noticia, a volta da garota seria apenas na próxima semana.
“Pensei que ela iria demorar mais”
“Ela ia, mas ficou sabendo que você estava mau. Então decidiu vir o mais rápido possível para tentar te curar” disse entediado, e logo olhou para o homem para sua frente por alguns instantes, analisando cada parte. “Mas pelo visto você está bem... er quer dizer tirando o fato do seu reatsu estar baixo... e esses hematomas e arranhões você parece estar ótimo” disse estreitando os olhos enquanto olhava para as marcas no pescoço do homem. Por milésimos de segundo os olhos do Kuchiki se alargaram, e rapidamente colocou a mão onde o rapaz olhava.
“Sim, eu estou bem agora” disse ainda inexpressivo “Agora, você sabe... eu tenho que falar com Rukia” disse desviando o olhar para as escadas “ela não deve ter entendido oque aconteceu aqui agora” disse serio.
“Com certeza não, vou indo até mais Byakuya” disse saindo.
O Kuchiki se aproximou da estante e pegou um pequeno espelho, para analisar os ‘hematomas’. Estreitou os olhos ao constatar que eram realmente existentes, sorriu internamente ‘hum, oque você fez aqui Rukia’ pensou um pouco debochado. Felizmente o rapaz era inocente e achava que eram da sua luta anterior... Arqueou umas de suas sobrancelhas, então era por isso que Ukitake tinha olhado daquela forma para ele.
‘Droga’ pensou, e deixou um suspiro escapar. Deixou transparecer um sorriso de canto, colocou o espelho no lugar antes de subir as escadas.
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Abriu a porta e se deparou com a jovem olhando pela janela, se aproximou parando centímetros atrás dela.
“Preciso falar com você” A jovem virou o rosto e o olhou de soslaio, um pouco receosa.
“Você está bravo?” perguntou baixinho. Por um momento ele olhou para ela, e logo direcionou seu olhar para a janela, observando a brisa que soprava, talvez já anunciando a chegada do inverno e dos primeiros flocos de neve que não tardariam muito em cair.
“Por que estaria?” disse em sua voz firme e normal, no mesmo instante a jovem sentiu braços fortes a envolver pela cintura. Preferiu permanecer ainda olhando o tempo pela janela, sentindo a confortável sensação de proteção que ele lhe passava, mesmo ainda não sabendo como ele estava se sentindo pela cena de minutos atrás.
“Pelo abraço...” disse ainda com a voz baixa “Não era nada de mais, eu jur..”
“Rukia” falou profundamente “Eu confio em você, não pensei nada” a trouxe mais perto dele, lhe dando um suave beijo em seu pescoço. “Se não aconteceu nada entre vocês dois durante todo esse tempo, porque deveria temer isso agora? Vocês são amigos e eu respeito isso” Rukia um pouco surpresa, virou o rosto para olha-lo. Ao ver a expressão da jovem, ele lhe enviou um leve sorriso de canto, fazendo com que a jovem também sorrisse imediatamente.
Rukia colocou suas mãos sobre as dele que a estavam envolvendo, voltou a olhar para frente e ainda sorrindo.
“Eu ainda não disse isso, mas você fica tão bonito quando sorri, tão vivo” disse ganhando atenção do homem. “Você deveria sorrir mais” disse olhando de soslaio.
“Não sou de expressar esse tipo de emoções, perdi o costume de demostrar isso” disse a soltando indo em direção a cama da pequena, se sentando na beira. “mas com você estou aprendendo outra vez” disse a olhando. “Mas não é sobre isso que queria conversar” disse a olhando serio, um pouco serio demais na visão da pequena que ficou preocupada imediatamente.
“Sobre oque então?” franziu o cenho por um instante “E oque foi aquilo que aconteceu hoje aqui?” olhou curiosa para ele, que apenas continuou a olhar seriamente.
“Sente-se” disse apontando para seu lado, rapidamente Rukia se se sentou ao seu lado o olhando com expectativa.
“Os anciões me obrigaram a escolher uma esposa nobre dentro da próxima semana” disse serio, vendo a pequena se encolher ao ouvir suas palavras.
“Você se negou?” perguntou com medo evidente nos olhos.
“Eu não posso, foi todo o conselho que decidiu isso. Se me negar terei que renegar o clã, trazendo a vergonha e desgosto eterno para o nome Kuchiki e todos meus antepassados” fechou os olhos tomando uma leve respiração “até pensei na possibilidade de renunciar, mas nesse caso um herdeiro direto meu seria nomeado o novo líder” olhou para Rukia que estava com seu lindos olhos violetas vidrados sobre ele “ou seja, esse peso cairia sobre Hikari, que ficaria sobre responsabilidade do clã, nunca permitiria que nossa filha ficasse nas mãos daqueles anciões sem escrúpulos”
“Então... oque você vai fazer?” perguntou com a voz tremula, ela queria disfarçar, mas seus olhos já estavam lutando para não derramar lagrimas.
“Eu já fiz” disse estreitando os olhos “eu já escolhi uma nobre” Rukia abriu os seus grandes orbes em espanto.
“O que?” perguntou com a voz embargada, não conseguindo mais segurar as lagrimas. “de que clã? quem?” perguntou evitando olhar para ele. Que a estava olhando sem entender sua reação.
“Desculpe Rukia, eu sei que não devia ter feito as coisas assim. Não tive escolha, tive que fazer ao meu modo” disse tocando seu queixo fazendo-a olhar para ele, mas ela esquiva o olhar.
“Você não me respondeu quem?” o homem olhou bem para a jovem, e apenas responde as pergunta.
“Clã Ukitake, não é dos maiores, porem é nobre. Escolhi a filha de Ukitake” disse calmamente. Rukia apertou a colcha da cama entre os dedos com agonia.
“Você... você vai se casar com a filha do meu taichou! Como voc...” parou imediatamente de falar, quando uma informação bateu em sua cabeça. ‘Ukitake taichou não nem irmãos, muito menos filhos’. “Mas o taichou não tem filha...” olhou confusa para ele, que ainda a olhava com sua expressão impassível de sempre.
“Você deveria ler oque assina” disse em um tom entediado, se sentando mais na beira da cama fechando seus olhos. “você assinou três documentos hoje, o primeiro era sua renuncia ao clã Kuchiki” Rukia olhou mais surpresa ainda para ele. “o segundo era um em que você era adotada como filha por Ukitake, se tornando Ukitake Rukia” disse ainda de olhos fechados.
“Agora eu sou filha de Ukitake taichou...” disse ainda tentando digerir a informação “e me chamo Ukitake Rukia...” disse um pouco confusa.
“Errado, você é Kuchiki Rukia” disse ganhando um olhar mais confuso ainda da jovem. “o terceiro era o que nos oficializávamos nossa união, ou seja, nos estamos casados.” Estreitou os olhos um pouco “pelo menos legalmente, ainda teremos a cerimonia formal como se deve ser. E realmente sinto muito por ter feito tudo assim às pressas, mas se demorasse o clã poderia intervir de alguma forma” disse pensativo.
“B-baka” disse alto, ‘um pouco furiosa’ dando um empurrão fazendo com que ele caísse sobre a cama. Ele olhou para a baixinha que parou em cima dele o olhando irritada ‘espera um pouco, ela me chamou de baka?’ pensou.
“Não pensei que ficaria tão nervosa...” disse a olhando um pouco confuso, deixando transparecer um pouco de desconcerto. Realmente ele foi pego de surpresa com a reação da pequena.
“Eu quase morri de medo!” falou olhando irritada “precisava fazer esse rodeio todo pra me contar?” disse deixando-se cair sobre ele escondendo sua face na curva do pescoço de Byakuya. “pensei que estava te perdendo” disse triste o abraçando forte “te imaginar com outra é insuportável, por um instante senti como se meu chão tivesse desabado”
Ele suavizou a expressão e a abraçou, se sentiu culpado por ter preocupado a pequena, mas para ele era tão obvio que ele não se casaria com outra que nem pensou que ela não ia entender ou se confundir.
“Eu nunca iria me casar com outra, você deveria saber disso” disse afagando seus cabelos negros. “desculpe por ter feito tudo do meu jeito, mas prometo que teremos uma cerimonia formal. E se você quiser a noticia do casamento só será divulgada depois dessa cerimonia. Cerimonia essa que você pode escolher dia local, tudo do jeito que você quiser.” Disse enquanto a jovem saiu de cima dele se deitando ao seu lado, olhando um pouco pensativa para ele.
“Espera você disse que o terceiro papel foi o do casamento?” perguntou o olhando seria.
“Sim” respondeu simplesmente.
“Quer dizer que já estamos casados...” disse o olhando com um sorriso bobo, e seguida o beijando de surpresa. “isso é jeito de me contar uma coisa dessas” perguntou passando as costas da mão o rosto do homem que suspirou aliviado.
“Você não esta com raiva de mim?” perguntou enquanto aproveitava para mordiscar seus lábios.
“Bobo, claro que não” disse repousando a cabeça sobre seu peito “mas ainda estou com medo da reação do clã...” falou com preocupação evidente.
“Não há oque temer, tudo foi feito como eles pediram” se virou para ficar de frente a Rukia “só não do jeito que eles queriam”
“Oh, não quero nem ver a cara deles quando descobrirem” Byakuya deu um sorriso quase invisível.
“Eu não quero perder isso por nada” Rukia o olhou com descrença, ele estava se divertindo com isso? “não olhe pra mim assim, eles não podem fazer nada. Fiz exatamente como eles mandaram” falou enquanto a puxava em seus braços, roçando seus narizes levemente. A jovem suspirou e virou o rosto de lado enquanto sorria.
“Não sabia que você tinha esse lado imaturo” disse mordiscando o lábio inferior de Byakuya.
“É uma das coisas que aprendi a reprimir” disse capturando os lábios da pequena, se virando sobre ela.
“É bom saber que meu marido tem esse lado tão impulsivo” disse brincalhona, o empurrando outra vez de lado.
“Marido?” perguntou serio emanando um brilho, que Rukia nunca tinha percebido antes naqueles olhos. “ainda não tivemos a nossa cerimonia formal”
“Já disse que não me importo com isso, e me da arrepios só de me imaginar em meio aqueles nobres de todos aqueles clãs... é bem provável que acabasse gaguejando na hora do sim”
“Tudo bem, faremos como você quiser, mas...” pousou a mão no rosto da pequena, passando o polegar sobre aqueles rosados lábios macios. “mesmo pulando essa cerimonia” seu tom de voz saiu em tom rouco quase embargado. “o casamento só é oficial depois de consumado” ao terminar de falar a puxou para um beijo apaixonado, sem pensar duas vezes Rukia o abraçou pelo pescoço correspondendo o beijo com paixão.
Ele deslizou a mão pelo pequeno corpo segurando com firmeza a fina cintura da shinigami. O toque suave de seus lábios sobre os dela era gentil, e ao mesmo tempo fervoroso. Rukia mordiscou o lábio inferior de Byakuya antes de se afastar ainda tentando recuperar o folego. Ele suspirou em frustação ao sentir o calor e a suavidade dos doces lábios se afastando de si. Acariciou o rosto de Rukia que ainda estava corado.
“Estou brincando, no nosso caso isso é desnecessário. Seria apenas um ato simbólico, acho que exagerei ontem você deve estar cansada. Posso esperar outro dia” disse já aparentemente recomposto da luxuria de segundos atrás.
“Não é isso... é que Hikari está a alguns metros de nos apenas” disse olhando para o berço.
“O berço é todo almofadado, e ela está dormindo... Rukia ela é um bebê” disse a olhando intensamente.
“Bem esse é o problema, podemos acorda-la” falou em um sussurro empurrando Byakuya sobre a cama, subindo obre ele. Em questão de segundos sentiu ser puxada para baixo. O brilho apaixonado que aparentemente tinha sumido, apenas estava sendo escondido pela incrível habilidade de reprimir sentimentos que o Kuchiki adquiriu durante os anos.
“Quanto a isso prometo não fazer nenhum barulho” disse sussurrando em seu ouvido, antes de tomar seus lábios mais uma vez.
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Um ser estranho atirava pedras nas paredes do que parecia ser uma caverna. Bufou entediado ao ver mais uma pedra ser engolida pela parede, que parecia se mover como se estivesse desabando.
“Tedio” falou com sua voz fria, arremessou outra pedra e observou como o dangai a engolia. Deu um passo para trás, e ficou observando o local por um instante. Após alguns segundos olhou para suas próprias mãos, observando as unhas que mais pareciam garras. Se aproximou de uma poça de agua e pode se ver refletido nela.
Longos cabelos roxos que encobriam quase todo seu rosto pálido, seu corpo magro mas com uma musculatura visível, em suas mãos era como se ele carregasse garras de um animal selvagem, sentia como se pudesse arrancar o coração de alguém, apenas utilizando elas.
Voltou a olhar para o seu reflexo e notou uma escrita em seu peito.
“Apocalipysis, esse é o meu nome? O nome que meus criadores me deram?” franziu o cenho, e pisou com força na poça de agua, e em seguida evaporizou com uma explosão deixando apenas uma pequena cratera no chão. “Che! Oque isso importa?” fechou os olhos cerrando os dentes com força. “Por que... por que sinto esse vazio? Devorei tantas almas... adquiri tanto poder ao fazer isso, saciei minha fome por um bom tempo... por que todo esse tedio?” explodiu a parede que se refez imediatamente. “Porque me sinto assim? Matar e saciar minha fome não são o suficiente? Por um segundo quando matei e comi todas aquelas pessoas, me senti tão bem... tão forte” abaixou a cabeça e sorriu ironicamente, voltando a ficar serio.
“Pra que ficar mais forte? Por que eu devo matar?” caiu de joelhos e agarrou a cabeça “porque ficar mais forte, se eu não tenho objetivo, não tenho uma missão... meus criadores me abandonaram... eu estou sozinho” se abaixou e esmurrou o chão “vazio” levantou a cabeça e soltou um grito estridente, enquanto era rodeado por uma aura negra.
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