Só o tempo talvez possa curar
32 O tempo
Notas iniciais
“Rukia!” disse Byakuya correndo para o portal que se fechou antes que ele pudesse chegar. Yorukichi chegou logo em seguida acompanhado por Ichigo, Chad e Ishida.
“Para onde eles foram?” perguntou a morena ao ver o taichou desnorteado. ”fale Byakuya! Eu senti o reiatsu do inimigo como se ele tivesse sido derrotado, onde está a Kuchiki?”
“Dangai” falou com a voz embargada “no ultimo instante de vida dele, ele a puxou para o dangai”
A morena não disse nada apenas abaixou a cabeça. Com um movimento rápido Byakuya retirou sua zanpakutou e abriu um portal, se preparando para entrar.
“Ei! O que você pensa que está fazendo?” falou surpresa.
“Eu vou buscá-la!” disse firme, pulando para entrar no portal, porém foi arremessado longe por um golpe da morena que o pegou de surpresa.
“saia do meu caminho!” esbravejou.
“Você quer morrer? Byakuya se você entrar ali, provavelmente nunca ira retornar com vida. Assim como é impossível encontrar a Kuchiki e resgatá-la !” disse nervosa.
“Yoruichi-san...” disse Ichigo transtornado “Ei, ela vai conseguir sair de lá não é?”
“As chances são de 0000,1 em 1 bilhão” o garoto cerrou os punhos olhando angustiado para o chão.”Resgate é impossível, e mesmo que ela não seja morta lá dentro, e por um milagre consiga sair.. isso poderia ser daqui a 1000 para nos, ou para ela” todos ficaram em silencio. Byakuya ficou paralisado escutando o que a bakeneko tinha dito. “Eu sinto muito Byakuya-boo” disse triste.
“Eu não me importo se vou sobreviver ou conseguir voltar... eu vou atrás dela, não me importo em morrer tentando trazê-la de volta” caminhou para frente, sendo parado por uma mão que pousou em seu ombro.
“Eu vou com você Byakuya” disse o alaranjado com o olhar serio. Fitou a morena parando o Kuchiki, e olhou sem entender a atitude da mulher. “Yoruichi-san..”
“Ela lutou para proteger você também, e você vai entrar ai? Praticamente cometer suicídio?” falou ao Kuchiki, que não se importou de seguir em frente. Afinal seu coração estava morto mais uma vez, e ele já não se importava por nada, sua vida tinha perdido todo sentido.
Ela continuou a sua frente seu olhar agora era rígido “entre nesse dangai, se perca e morra ai!” saiu de sua frente dando passagem, ele voltou a se mover para entrar no portal, quando a morena voltou a falar.
“A filha de vocês vai ser criada sem pais, criada e educada pelo seu clã. Você acha que era isso que Rukia queria? Que ela ira te perdoar algum dia?” as palavras da morena o pararam imediatamente.
Hikari...
“Byakuya” falou seria, atraindo a atenção do homem “se um dia eu não estiver mais aqui, você me promete que cuidara da nossa filha da mesma forma que cuida dela agora” Byakuya abriu seus olhos em choque e a soltou a encarando com certo espanto.
“Que conversa é essa Rukia?” falou ríspido, apenas pensar nessa possibilidade o assombrava. “você sempre estará aqui, ao nosso lado”
“Apenas prometa” falou ainda seria “prometa que não será rígido com ela, que não a verá apenas como sua sucessão no clã... que continuara a sorrir, que a protegerá e nunca a deixará” ele franziu o cenho, e conteve um suspiro.
“Se isso te faz feliz e te convencer a ir dormir agora, eu prometo que sempre vou estar com ela”
Ele não podia morrer, por mais que se sentisse morto. Ele ainda tinha um motivo para permanecer vivo...’desculpe por quase esquecer isso’ pensou
O portal se fechou e Byakuya apenas se virou friamente e seguiu.
“Oe Byakuya? A Rukia ela...”
“Ichigo” chamou a morena o segurando pelo braço.
“Eu preciso ficar sozinho” falou Byakuya profundamente antes de sumir com shunpo.
“Eu vou sozinho então! Não vou desistir assim! Covarde...” disse cerrando os punhos
“Não seja idiota Ichigo, ninguém vai entrar nesse dangai! Byakuya enfim enxergou que não deve se sacrificar em vão, acredite em mim, ele já está morto por dentro... mas nos sabemos, Byakuya ainda tem um motivo para permanecer vivo” o rapaz compreendeu a situação, mas ainda permaneceu inconformado.
“Eu não consigo aceitar isso, tem que ter algum jeito”
“Acredite, se houvesse a mínima chance de encontrá-la eu já teria ido pessoalmente atrás dela”
“Ela vai voltar” disse cerrando o punho olhando para o sol que já estava se pondo. “Rukia é a Rukia afinal, e se existe a possibilidade dela sair ela vai voltar” nem mesmo ele acreditava em suas palavras.
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Seu corpo doía, não sabia por que, mas parecia que estava cada vez mais distante. Um cansaço tomava conta de cada parte de si, tentava abrir os olhos, mas estava tão exausta. De certa forma queria descansar. Uma voz suave lhe chamava, essa voz parecia estar cada vez mais longe de si.
‘Entendo, eu estava em uma luta... usei poderes que não devia usar em tal estado físico. Será que estou morta?’ ela se desligou de tais pensamentos, se sentia cansada demais. Mas uma certeza ela tinha, se estava morta ou não ao menos derrotou o ser que ameaçava sua família. Sua consciência estava fugindo mais uma vez.
“Rukia-sama” a voz continuava a lhe chamar, só que dessa vez com mais firmeza. Reuniu toda sua força de vontade, para abrir os olhos. Uma incomoda luz a cegou por um momento. Ela estava confusa, seu corpo estava despertando lentamente.
Ao conseguir ver que estava a sua frente Rukia olhou confusa para sode no shirayuki, que estava envolta em uma luz intensa, lhe estendendo mão. Ela se sentia como se estivesse dentro da água, o local era estranho. Certamente ela nunca esteve ali.
“Quanto tempo você ainda quer perder Rukia-sama” falou seria “você tem que sair daqui, antes que seja tarde”
Rukia se mexeu ainda recobrando a consciência, a batalha tinha exigido muito dela. Sode no shirayuki olhou para a garota que ainda não tinha despertado totalmente.
“Rukia-sama isso é o dangai! Cada segundo aqui o risco de não sobreviver ou sair daqui é maior!” as palavras da bela mulher, foram como um balde de água fria para a jovem, que esticou a mão em direção a mulher que a puxou para uma luz intensa.
Depois se sentiu sugada para uma luz, fechou os olhos enquanto caiu sem ao menos saber onde ia parar. Seu corpo foi arremessado para fora do portal.
Se levantou com dificuldade, afinal seus ferimentos ainda estavam lá. Olhou ao seu redor, era um bosque, mas não o local onde ocorreu sua luta. Observou o local.
Não era a soul society, era o mundo humano. Apoiou-se com dificuldade em uma arvore, e olhou um pouco mais para o lugar, em seu estado ela estava feliz de não ter sido levada ao hueco mundo, provavelmente seria uma presa fácil para hollows. Analisou o local mais um pouco por sorte estava perto da venda de Urahara. Por um momento pensou em ir até a casa de Ichigo ou Inoue, mas se lembrou que eles estavam na soul society e ainda não teriam voltado. Com muito esforço conseguiu chegar até a loja Urahara. Apoiou-se na parede e bateu na esperança que eles estivessem em casa.
A porta se abriu, e Rukia olhou diretamente para o homem do chapéu.
“K-kuchiki-san?” Urahara ficou petrificado olhando para a jovem ferida a sua frente. Antes que pudesse dizer algo a pequena desmoronou rumo ao chão, sendo amparada pelo loiro. “Impossível...” falou com os olhos abertos em choque “Tessai! Preciso de você aqui” disse levando a pequena para dentro do estabelecimento.
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“Ela está acordando Kisuke” soou a voz de Yoruichi. “Rukia como você está?” perguntou ansiosa.
A shinigami se levantou e percebeu que seu ombro ferido estava enfaixado, e suas feridas já não doíam mais. Se sentou e olhou para sua volta, avistando Tessai, Urahara e Yoruichi.
“Você chegou à loja e perdeu a consciência, já curei praticamente todas suas feridas agora você só precisa de um pouco de repouso” disse ainda desnorteado.
“Onde eu estou? Perguntou olhando o local.
“Na quarto de recuperação da mansão Kuchiki, você ficou desacordada quase um dia, hoje cedo nos te trouxemos pra cá, depois q seus ferimentos já estavam quase curados.” Falou Urahara.
“Isso é um milagre!” falou Yoruichi desacreditada, tocando o ombro da jovem como se não acreditasse no que estava vendo. “Como você...? esses ferimentos?” Rukia a interrompeu.
“Eu estava lutando contra Apocaly... me lembro de ter dado o golpe final,mas em um ultimo movimento ele levou para o dangai” disse um pouco confusa. Todos os presentes a observavam sérios.
“Como você conseguiu sair de lá Kuchiki-san?”perguntou Urahara ainda visivelmente abalado.
“Eu não sei... foi como se eu fosse puxada para fora daquele lugar... e logo depois eu vim parar no mundo humano perto da sua casa” falou pensativa. Yoruichi alargou seus orbes em surpresa.
“Não posso mais ficar aqui descansando, tenho responsabilidades” disse tentando se levantar, mas foi parada pela morena. “O pessoal estava por perto, quando fui sugada pelo dangai... Eles estão bem? Onde esta Byakuya?” perguntou meio aflita.
“Isso tudo de que você se lembra?” perguntou a morena agora triste. Rukia a olhou sem entender a reação da mulher. “Não se preocupe com isso agora, Byakuya estava aqui também, mas teve que sair por um instante” se levantou dando as costas para a pequena, olhando seria para o loiro. “Em breve ira estar aqui, agora se quiser se livrar dessas bandagens pode ir, acho que não vai ser necessária colocar outras. Apos isso descanse” disse indo em direção a saída.
“Eu avisarei” falou para Urahara passando ao seu lado.
“Entendo” respondeu serio.
“Yoruichi-san... será que eu realmente derrotei o Apocaly?” perguntou ao ver a morena quase saindo. Yoruichi olhou para a pequena lhe enviando um sorriso sincero.
“Hai, você o derrotou!”
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Rukia tomou o rápido banho, como Yoruichi havia indicado. Tessai realmente tinha curado todas suas feridas, não seria mesmo necessário colocar outras bandagens. Sem falar que tinha se livrado dos restos do Shihakushou, o substituindo por um leve kimono.
O clima no quarto era estranho, Rukia estava sentada em seu futon, o olhar de Tessai e Urahara era estranho, eles ainda estavam a olhando com curiosidade. Não avistou nem mesmo alguma serva no local. Impaciente se levantou sob protestos dos homens, queria sair dali.
Pelo o que disseram ela ficou quase um dia desacordada, estava preocupada. A porta foi aberta rapidamente, atraindo a atenção da pequena que se virou rapidamente tendo a visão de Byakuya.
Ele estava paralisado a olhando, se aproximou lentamente sem dizer nada. Levantou a mão tocando seu rosto levemente, como se estivesse tendo a certeza que ela realmente estava ali.
“Você está bem?” perguntou ao notar seu olhar, ela podia ver em seus olhos algo totalmente novo um sentimento que ela nunca tinha visto ali.
Sem dizer nada ele a abraçou contra si, Rukia se surpreendeu com as atitudes do marido, Byakuya não era de demonstrar qualquer mostra de afeto em publico, beijos abraços ou coisas do tipo. A jovem ficou surpresa por um momento, mas logo devolveu o abraço de forma firme. Um abraço que ela pensou que nunca mais poderia ter. Mas felizmente ela sobreviveu, e iria viver para ele.
Discretamente Urahara e Tessai deixaram o quarto fechando a porta. O loiro murmurou baixo para Tessai “já podemos ir pra casa, acho que vai ficar tudo bem” disse indo embora.
“Pensei que tinha te perdido” disse a apertando mais contra si, era como se o calor estivesse voltando ao seu corpo frio. “Você é tão quente”sussurrou ainda sem solta-la. “tão real”
Ela permaneceu em silencio se sentindo protegida em seus braços fortes, era bom tê-lo ali, mesmo que foi só um dia longe dele, era como se fossem dias meses sem vê-lo ou tocá-lo, provavelmente foi pela sensação de quase estar morta.
Ele a soltou, mas não desviou seu olhar de seus orbes volácios. “Rukia... eu preciso te contar algo” disse fechando os olhos, inspirando o ar na tentativa de criar coragem para falar.
“Aconteceu algo com o pessoal? Hikari? Está tudo bem com nosso bebê?” perguntou assustada.
“não, estão todos bem...” antes que pudesse prosseguir, ouviu um choramingo vindo do outro quarto. Rukia olhou para a porta ao ouvir o som, era uma criança.
“Hikari? Meus deus, fiquei um dia dormindo, preciso vê-la!” se lembrou da ultima vez que ficou longe da pequena que não reagiu muito bem. Saiu em direção a porta. Ele a olhou assustado.
“Espere Rukia!” mas antes que ele pudesse impedir ela já tinha deixado o quarto. ‘droga’ pensou.
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Sem pensar foi para o local de onde tinha escutado o som, ao chegar olhou confusa para a cena. Uma jovem mulher de cabelos loiros estava segurando uma criança de aproximadamente uns cinco ou seis meses de vida em idade humana. A criança estava trajando um macacão de touca com orelhas de urso, na cor creme, o bebê estava distraído tentando pegar os cabelos da mulher, que agora estava paralisada olhando para a shinigami que entrou no local.
“Quem é...” ao ouvir a voz estranha, a criança se virou imediatamente fazendo com seu capuz saísse da cabeça. Os olhos da shinigami voltaram imediatamente para a pequena menina. Cabelos curtos e negros, pele branca levemente rosada. Rukia sentiu seu sangue parar, enquanto os pequenos olhos cinzentos a fitavam curiosamente. A criança sorriu murmurando pequenas silabas sem significado e apontou para traz da pequena shinigami que estava em choque. No mesmo instante ela sentiu uma mão forte a segurar pelo ombro, era Byakuya.
“Yue, se você já acabou leve Hikari para o quarto, deixe aos cuidados de Misaki” a mulher acenou, em um gesto delicado e elegante.
“Hai, Byakuya-sama” respondeu rapidamente, com sua voz suave. O olhando nos olhos, passou pela jovem que estava em choque, saindo do local deixando os dois a sós.
“Já faz quase dois anos desde aquele dia... Rukia”
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Depois de ouvir aquilo era como se estivesse em transe, um sonho ruim que logo acabaria, pelo menos era o que ela queria. Tudo o que ela ouvia era que foi um milagre sua volta.
18 meses...
Ela ficou em choque com a noticia, era difícil assimilar tudo o que estava acontecendo. Seus amigos chegaram pouco tempo depois que ela teve a noticia, mas foram embora rápido, deixando a shinigami se adaptar com a informação.
Não estava sendo fácil, esses anos não tinham sido mais que horas para ela, mas para os demais não. Seus amigos humanos todos na faixa de seus 20 anos, visivelmente mais maduros.
Nesses anos muita coisa podia ter mudado, mas ela não teve coragem para perguntar. Pois tinha medo da verdade.
Olhou ao seu redor, estava em seu quarto... Seu e de Byakuya. Tudo estava no mesmo lugar, as mesmas decorações. Parecia que o cômodo tinha ficado preso ao tempo assim como ela.
Ouviu vozes vindas do corredor, e se levantou cuidadosamente para olhar da fresta da porta. Nesse momento ela teve a certeza que muita coisa podia ter mudado, e isso doeu.
Byakuya estava de conversando com a bela jovem loira, Rukia viu quando a mulher acenou sutilmente com a cabeça e se virou para sair, mas foi parada por Byakuya, que a segurou pelo braço, fazendo a mulher se virar para ele.
Ele disse mais alguma coisa que Rukia não pode ouvir, e soltou a mulher. Sem conseguiu mais olhar a cena Rukia voltou para seu quarto.
Sua cabeça estava prestes a explodir, teve vontade de chorar, mas se conteve. O shoji foi aberto, Rukia fitou a figura que entrou no quarto e parou ao seu lado. Ele estava serio.
“Rukia... eu”
“Byakuya” ela o interrompeu, com medo do que ele viria a lhe dizer “eu posso ver minha filha?” perguntou sem fita-lo.
“Claro, fui informado que ela esta dormindo agora” falou a fitando tristemente, ele podia ver o quanto era difícil para a pequena. Suspirou pesadamente vendo a mulher se dirigindo à saída do quarto. Antes que pudesse falar alguma coisa, uma borboleta infernal adentrou o local e pousou em sua mão. Seu cenho se franziu levemente.
“Eu tenho que ir para meu esquadrão agora, não sei quando volto... eu realmente,... eu sinto muito ter que ir agora” falou se aproximando, mas a pequena não o olhou, o que lhe causou estranheza, mas decidiu não questionar, ela ainda precisava de tempo para se acostumar a tudo isso “Até a volta... eu preciso conversar com você” falou em seu tom monótono.
“Hai” sussurrou antes de sair rapidamente do quarto. Byakuya queria entrar em sua frente e ter uma longa conversa, mas não tinha tempo no momento. Em um piscar de olhos desapareceu da local.
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Rukia permanecia debruçada sobre o berço observando a pequena criança dormindo, suas feições eram delicadas e suaves, ela estava dormindo tão serenamente.
Com as costas do dedo indicador acariciou a bochecha rosada da menina. Olhando bem Hikari não tinha mudado tanto assim, ela mantinha as mesmas feições e traços delicados, tão encantadora e linda. Sentia seu coração se aquecer apenas de olhar para a menina, como um ser tão pequeno pode trazer tanta paz e felicidade à vida de uma pessoa?
Levou a mão aos pequenos fios de cabelo sedosos da menina. Os curtos fios negros não tinham crescido muito, estavam apenas um pouco mais espetados que o normal. Soltou um longo suspiro, quanto ela tinha perdido do desenvolvimento de sua própria filha?
Riu amargamente ao notar a menina franzir o cenho inconscientemente enquanto dormia, um simples gesto a fazia lembrar-se de Byakuya. Por mais que não quisesse pensar, era impossível não concluir que ele tinha refeito sua vida. Fechou os olhos espantando tais pensamentos. Olhou em volta percebendo alguns porta-retratos na prateleira dos brinquedos.
Se aproximou e fitou alguns. Em um deles era a foto de Hikari sentada no jardim sobre um haori branco, aparentemente o haori de taichou da sexta divisão, enquanto belas pétalas de cerejeira pairavam em sua volta, como se dançassem. Era senbonzakura... Em um dia normal ela brigaria com Byakuya por envolver seu bebê com essas laminas mortais, que na foto pareciam tão inofensivas. De repente sentiu uma presença de alguém na porta.
“Ela cresceu bastante” falou de repente Rukia, para a mulher, que até então pensava estar despercebida pela jovem.
“Um pouco, Rukia-sama” disse Misaki fechando o shoji.
“parece uma criança feliz” falou com seus olhos vazios.
“Aa, os seus amigos do mundo humano, Abarai-kun e Ukitake-san vivem a enchendo de mimos. E principalmente Byakuya-sama, ele é um ótimo pai. Ela é uma criança muito querida” disse sorridente. “A senhora vai ver quando ela acordar, ela está tão esperta. É a luz que manteve um pouco de vida nessa mansão”
A jovem a olhou com os olhos marejados, enviando um leve sorriso. Rukia se aproximou de outro retrato o tocando, era um em que os três estavam reunidos, a primeira foto dos três juntos, tirada ainda no mundo humano.
“Rukia-sama, a senhora não sabe a falta que fez, estou tão feliz que a senhora voltou” falou tentando conter a emoção.
Antes que a pequena pudesse falar algo, sua atenção foi novamente desviada para o berço, Hikari acordou abrindo preguiçosamente seus grandes orbes cinzentos, para logo franzir o cenho fechando os olhos em um choro manhoso. Rukia ia levar a mão para pegar a criança, mas parou em seguida. Misaki alçou uma sobrancelha e olhou para a jovem mestra.
“Apesar de que os primeiros dentes já estão nascendo, ela não morde” falou com humor. “Vá em frente Rukia-sama, é sua filha não é?”
Tomando um pouco de coragem pegou a menina que seguia chorando.
“Oh coisinha mais linda, mamãe está aqui de volta pra você.” Falou abraçando firmemente a filha enquanto continha algumas lagrimas teimosas ”como você cresceu meu amor” saiu do quarto tentando acalmar a menina indo ao jardim particular do quarto. “Você não se lembra de mim não é?” Sentou na varanda, segurando a pequena mão do bebê, que se acalmou com sua voz, e a olhou nos olhos, encarando os orbes violáceos de forma fixa, como se estivesse encantada. Misaki se sentou um pouco afastada vendo a criança calma nos braços da mãe.
Rukia sorriu alegre, e como se nada mais existisse permaneceu brincando com a filha, simples coisas como puxar o capuz cobrindo a visão da criança e em seguida tirar, eram motivos para ouvir as doces risadas do pequeno bebê. Talvez fosse por ela ser a mãe, mas aquele bebê era a coisinha mais gostosa que ela já viu em sua vida. Não se derreter perante a fofura de sua prole era impossível.
A velha Misaki apenas as observava de longe, com um grande sorriso. Era incrível como Hikari não havia estranhado Rukia em nenhum momento, pois demorou dias para se adaptar as amas de leite toda vez que elas eram substituídas. E raramente não rejeitava o colo de supostos estranhos, mas com Rukia era diferente, mesmo após três longos anos, a ligação mãe e filha não tinha se quebrado.
“De certa forma ela te reconhece, Rukia-sama” falou de repente trazendo a atenção da jovem para si.
“É impossível, Misaki-san. Ela é muito pequena pra se lembrar” disse olhando a pequena mordendo o seu mordedor wakami taishi.
“seu reiatsu, seu perfume” falou calma “aquele coelho de pelúcia tem seu cheiro e reiatsu. Tinha dias que ela só dormia se estivesse próxima a ele, o mesmo com as amas de leite. Nos primeiros dias... elas só conseguiram amamentar Hikari se estivesse com a bendita pelúcia”
Antes que Rukia pudesse falar algo a respeito, Hikari voltou a chorar. Rukia tentou acalmá-la, entrando no quarto, porém não funcionou muito.
“Está na hora de levá-la a sua ama” Calmamente Misaki a informou. A pequena shinigami ficou triste ao ouvir isso, era incomodo que outras mulheres tivessem tal vinculo com sua filha e ela não.
“oh tinha me esquecido já, talvez vá ter que mandar que preparem uma mamadeira, afinal Byakuya-sama dispensou a atual ama” disse calma se aproximando da shinigami que estava sobre o futon.
“Dispensou?” perguntou confusa. Misaki se sentou ao seu lado, e a surpreendeu com suas palavras.
“Ele apenas disse ‘Não tem por que ela continuar fazendo isso, se Rukia esta aqui’ de qualquer forma já estava no tempo de substituí-la.” disse calma.
“Substituir?”
“Nenhuma ama fica mais que seis meses, Byakuya-sama não queria que a menina se apegasse a elas. Elas não estavam sequer autorizadas a brincar com o bebê”
“Entendo” falou um pouco distante.
“Bem, como à senhora está de volta, não precisaremos ir à busca de uma nova ama” disse sorridente.
Ela ficou insegura com a sugestão, o medo de ser rejeita pela própria filha lhe assombrou, mas no fim a pequena a aceitou sem muita resistência, com seus olhos cinzentos tão brilhantes e cheios de vida olhavam para o rosto de Rukia, que emocionada acariciava a rosto da pequena que seguia mamando calmamente. De repente a criança tirou a mãozinha que repousava sobre o seio da mãe, e a ergueu para tocar a face da jovem que não pode conter lagrimas de felicidade, beijando a pequena palma da menina, que sorrio de leve. A prova que os vínculos de mãe e filha poderiam ser restaurados apesar de todo tempo afastadas, talvez lá no fundo essa ligação nunca foi quebrada.
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As grandes mãos seguravam firmemente o pincel, e mais uma vez o mergulhou no nanquim negro, apesar do pincel já estar embebido da tinta. Suspirou impaciente voltando a escrever no papel branco e frágil.
Seu talento com a arte da escrita sempre foi reconhecido, porém hoje ele nem sequer conseguia formar letras legíveis, todas as tentativas eram um fracasso que estavam terminando em borrões.
“Taichou” chamou a voz do outro lado da sala “eu assumo as coisas aqui por hoje” disse Renji.
Byakuya se voltou para fitar seu fukutaichou, que desviou o olhar para buscar palavras.
“Rukia voltou, eu sei como deve estar a sua cabeça.” Disse cabisbaixo ”eu mesmo gostaria de ter passado mais tempo com ela. Taichou, eu assumo as responsabilidades daqui, estou falando serio taichou, eu posso lidar com o esquadrão e a ronda por hoje. Vocês têm muitas coisas pra conversarem” falou serio. O Kuchiki apenas fechou os olhos permanecendo calado. E se levantou indo em direção a saída.
“Obrigado Renji” disse antes de sumir com shumpo, deixando o ruivo olhando a sala vazia.
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Já era noite, passavam das 21:00 horas. Byakuya entrou em casa notando o silencio, caminhando pelos corredores da imensa mansão parou em frente ao quarto da pequena Hikari. Com cuidado abriu o shoji. Olhou no berço, mas estava vazio. Alçou o olhar pelo cômodo, tendo sua atenção voltada para o sofá do quarto.
Aproximou-se lentamente ao notar Rukia dormindo no móvel, e sobre ela repousava tranquilamente a criança que dormia serenamente.
Afagou a cabeça do bebê cuidadosamente, para não despertar-la. Sua expressão suavizou enquanto afagava os negros cabelos de sua herdeira, nunca imaginou que o fruto do seu maior pecado, seria uma das grandes alegrias e orgulho de sua vida, fonte de seu amor incondicional. Sua única razão de viver nesses sôfregos 18 meses.
Com cuidado retirou o bebê dos braços da shinigami, e caminhou para o berço. Dando um suave beijo sobre a cabeça da criança, antes de colocá-la dentro do mesmo.
Voltou a fitar Rukia que permanecia serena em seu sono, apesar de estar em um local tão desconfortável. Tão linda, parecia um anjo, seu anjo estava de volta, por mais que isso parecesse um delírio.
Se aproximou e com cuidado pegou a pequena mulher, e saiu indo em direção ao seu quarto. A colocou sobre o futon, a observando fixamente. Com a ponta do dedo tirou a mecha de cabelo que caia no rosto alvo da shinigami, que acabou acordando com leve a caricia, abrindo seus lindos olhos violetas, olhando em sua direção.
“Desculpe Rukia, eu não queria ter te acordado” disse observando a jovem se sentar olhando em volta. “Você estava dormindo no quarto do bebê, naquele sofá desconfortável. Tive que te trazer pra cá” falou se sentando ao lado da mulher, que permanecia observando o local com os olhos vagos.
“Aa, arigatou” olhou para a janela, vendo a mesma lanterna que ganhou no dia do festival. ”seu turno no gotei já terminou?”
“Não, mas Renji pediu para assumir” falou olhando o objeto que prendia a atenção da pequena. O simples objeto trazia tantos recordos... “Rukia, olhe pra mim... eu”
“se eu não tivesse sido tão imprudente não teria acontecido tudo isso...” falou em um sussurro “eu deixei você preocupado, não é? Fiz vocês sofrerem... e apareço do nada depois de quase dois anos para atrapalhar sua vida.” A dor era evidente em sua voz.
Ele a olhou deixando um pouco de surpresa transparecer. Finalmente ela estava deixando suas emoções e medos fluírem. Na verdade ela estava confusa, foram 18 meses em branco para ela, mas não para ele.
O pensamento dela era único, o clã certamente deve ter o empurrado para um novo compromisso, alegando que a herdeira Kuchiki precisava de uma mãe, ela tinha tentando evitar pensar nisso, mas era inevitável. Desde que viu aquela jovem com Hikari, e a forma a qual se dirigiu a ele ‘Byakuya-sama’. Era isso, ele tinha refeito sua vida nesses anos. Talvez o que ele sentiu foi só uma paixão momentânea... matava pensar assim, mas se isso fosse mesmo verdade, ela não seria nada mais que um estorvo em sua vida. O que ela faria? O certo era ir embora e deixá-lo seguir sua vida em paz, não tinha o direito de atrapalhar... Mas isso provavelmente significaria que ela teria que abandonar seus direitos sobre Hikari...
Esses pensamentos eram demais pra ela, deixou as lagrimas fluírem escondendo o rosto sob as palmas de suas mãos.
“Rukia, nos precisamos conversar” olhou serio para ela “eu sei que você está confusa, é muito novidade pra você” ela não o olhou, provavelmente não o estava o escutando. Byakuya manteve seus olhos semicerrados, quem o visse nesse momento diria que ele estava irritado, frustrado talvez? Em um flash ele a derrubou sobre o futon e prendeu sua mão em cada lado de sua cabeça. Sem dizer nada ele apenas observou seus orbes violáceos, como se pudesse ver através deles.
“Me escute!” falou serio “muitas coisas mudaram, seus amigos humanos cresceram...” sua voz no mesmo tom indiferente de sempre.
“Byakuya...” disse se rendendo mais uma vez ao choro.
“Nossa bebê cresceu um pouco, e você não pode acompanhar esse progresso... Mas...” fez uma pausa, colocando sua cabeça apoiada na curva do pescoço da shinigami,a impedindo de ver seu rosto.
“Não duvide dos meus sentimentos por você!” falou serio “isso me ofende”
“você...”
“Eu posso te ler Rukia, posso ver cada insegurança que te ronda” soltou seus pulsos e voltou a fitar o rosto da mulher “Yue era uma das amas de leite de Hikari, apenas umas das que os anciões separaram para essa função, nada mais que isso”
Ela não disse nada, apenas o observava sem entender como ele conseguia a decifrar tão facilmente.
“escute, nesses anos o clã quis me empurrar para um novo casamento, mas eu neguei, eu não permiti que dessem você como morta” tocou seu rosto sutilmente fazendo que ela o olhar nos olhos. “nesses 18 meses eu nunca desisti de esperar por você, e sabe, eu continuaria a esperar mesmo se passassem mil anos, Rukia eu nunca ia amar ou tocar outra mulher que não fosse você” fechou os olhos e sentiu pequenas mãos tocando sua face “você sabe eu não sou esse tipo de homem, que fica falando de sentimentos a todo instante,mas Rukia eu te amo.. como nunca amei ninguém”
“Eu também te amo... desculpe por fazer você passar por tudo isso...” ele a calou com um beijo suave, mas ao mesmo tempo intenso.
“Não o único a se desculpar aqui sou eu” disse beijando o topo de sua cabeça “eu não fui capaz de te proteger”
“Não, não fale assim” disse tocando o rosto do marido “Eu não sei o que seria de mim se você não existisse em minha vida” disse limpando as suas próprias lagrimas “Você é o único capaz de tirar todas as inseguranças do meu coração, eu te amo... te amo tanto que chega a doer”
Ele a olhou ternamente, sorrindo abertamente. De uma forma que ela nunca tinha visto ainda.
“Você está sorrindo... “ disse encantada com o sorriso sincero.
“Hm, eu acho que sim” disse pensativo acariciando a face da pequena, nem ele tinha percebido que estava sorrindo “... deve ser porque estou feliz?” se perguntou.
“Feliz?” disse retribuindo o sorriso.
“Aa, eu estou feliz. Como nunca estive antes” disse olhando serenamente para ela, sorrindo de canto “É um contraste, eu feliz e você tão confusa e triste”
“Não, perdi três anos, mas agora estou aqui” disse o abraçando “tenho uma segunda chance”
“Hum, temos tanto para viver” disse pousando um beijo demorado em seu pescoço “Que você nem vai se lembrar desse tempo perdido”
“Isso é uma promessa?” perguntou divertida.
“Aa, é uma promessa” ela o puxou selando seus lábios nos dele. “E como você sabe, Kuchikis não falham em suas promessas”
“Eu sei” disse afagando seus cabelos o puxando novamente para um beijo, mas dessa vez mais apaixonado e intenso.
Por kami-sama, ele sentia tanta saudade desses lábios. Ele estava faminto por eles, mas acima de um desejo carnal, ele estava faminto de amor... ele estava faminto por ela.
Ela enlaçou seus dedos na sua nuca, massageando seus cabelos enquanto aprofundava o beijo que cada vez ficava mais ardente, sentiu sua mão segurar em sua cintura. Quando ele quebrou o beijo se deitando ao seu lado fitando-a intensamente.
“Você tem que descansar” disse dando leves beijos nos lábios da pequena “E eu preciso de um banho frio” disse se levantando, mas sentiu uma pequena mão segurando seu pulso o impedindo.
“Eu não preciso descansar, eu só quero sentir a segurança de estar em seus braços”
“Rukia eu... nos” ela se virou ficando por cima dele e tocou seus lábios com o dedo para que ele ficasse em silencio. Ele apoiou em um braço ficando praticamente sentado, com a outra mão tocou a face de Rukia, e contornando suavemente os lábios dela com seu polegar para em seguida tomá-los com paixão.
Sentou-se completamente fazendo a sentar em seu colo, colocou a mão na perna da jovem passando a mão por de baixo do kimono acariciando sua coxa. Sentia aquelas pequenas mãos pousadas em seu peito, entrando por dentro da abertura de seu Shihakushou, sentindo os toques quentes sobre a sua pele. “quanta saudade que tive de poder te tocar assim...” disse em meio aos beijos e leves chupões que dava no pescoço da jovem. “Te amar”
“Eu quero fazer amor com você, Byakuya” colocou suas pequenas mãos no rosto do homem, olhando nos seus profundos orbes cinzentos. Com a respiração descompassada ele a encarou por um instante antes tocar sua face com as pontas dos dedos, contornando delicadamente, como se estivesse certificando que era real, que tudo aquilo não fosse apenas um sonho.
Voltou a beijá-la, um beijo terno. Saboreando o sabor dos seus lábios, o já quase esquecido doce dos delicados lábios, o único doce que ele gostava de sentir. Sentiu as pequenas mãos trabalhando, tratando de se livrar das suas vestes de shinigami. Em instantes ele estava terminando de se livrar de sua hakama, sentindo as delicadas mãos passeando por torço.
O beijo terno e lento, já tinha se convertido em um beijo urgente e carregado de luxuria e paixão. Ela era real, a paixão e desejo que exalava naquele quarto era a prova disso, não era mais um de seus sonhos.
O kimono de seda que ela trajava foi empurrado de seus ombros, para ser jogado longe assim como suas peças intimas. As mãos hábeis passaram por todo corpo desnudo da pequena mulher, ate parar sobre seus seios, o pequeno monte cabia perfeitamente em sua mão, com seus dedos experientes massageou com suavidade, arrancando um gemido inconsciente da jovem.
“Esses sons, deixe-me ouvi-los.” disse com a voz rouca de luxuria, ela corou e antes que pudesse responder algo ele abaixou a cabeça, e levou um de seus seios a boca. Arrancando mais gemidos da jovem, que tentava conter cerrando os dentes.
“Bya..” disse cerrando os dentes abafando os sons.
“Não, não se segure. Eu quero ouvir sua voz, e todos esses sons que você esta prendendo em seus lábios” sua boca voltou a trabalhar em seu seio, e em seguida ela enredou seus dedos em seus cabelos, em quase uma suplica pra que não parasse, e todos os sons eróticos que ele não ouvia há anos foram liberados sem algum pudor.
Era prazeroso e quase torturante, ela também queria o tocar, o sentir. Com rapidez ela o derrubou de costas sobre o futon, permanecendo sobre ele. Fazendo uma trilha de beijos molhados e leves chupões por todo seu abdômen passando por seu peitoral, mordiscando seu pescoço levemente, pode ver satisfeita ele se arrepiar enquanto respirava descompassado.
“Hum... Rukia” disse cerrando os dentes, enquanto ela subia com as caricias, mordiscando sua mandíbula, para logo depois sugar sensualmente o nódulo da orelha do homem que não pode conter um gemido rouco, quase um grunhido, segurou firmemente a cintura da mulher e com outra mão a segurou pelo queixo, passando o polegar sobre os lábios rosados da pequena.
“Você é tão linda... tão linda...” a puxou para um beijo, enquanto ela permanecia a acariciá-lo com suas mãos, fazendo o gemer entre o beijo. “vai acabar me fazendo sair fora de mim...” a jovem desceu sua mão pelo peitoral, sentindo seus músculos passando pelo abdômen, ela não sabia mais era com se suas mãos estivessem em chamas, o efeito que seus toques surtiam nele eram impressionantes, ela podia ouvir os grunhidos que escapavam da garganta de Byakuya. Sorriu sobre o beijo e se aventurou a descer a mão ate sua masculinidade ereta. A reação foi imediata, Byakuya jogou a cabeça para traz arfando emitindo um quase rosnado.
“Ah... não...” ela não o deu ouvido, e passou a mão por toda a extensão do seu membro ereto e pulsante. “Rukia, eu não vou conseguir me conter... droga Rukia” falou com os dentes cerrados, ela o olhou com o rosto corado pela excitação e luxuria. Era impressionante o poder que ela tinha sobre ele, o grande taichou da 6º divisão. Sim ela era sua fraqueza.
“Alguma vez eu pedi que se contivesse?” falou ao seu ouvido e apertou a pressão sobre sua mão intensificando a caricia. Foi o suficiente para ele a tirar de cima de si, a deitando de bruços sobre o futon, mordiscando seu ombro pálido, ele não podia mais suportar, tinha que sentir ela, todo seu autocontrole foi jogado para longe. Entrou quase de uma vez parando na metade ao ouvir um gemido da pequena, que de imediato lhe disse que estava tudo bem, pelos seus olhos nublados de prazer, ele confirmou que realmente estava tudo bem. Cerrou os dentes e entrelaçou sua mão direita a dela, terminando se introduzir com mais cuidado agora.
Sentiu seu rosto ser tocado pela mão tremula da jovem, abriu os olhos imediatamente para olhá-la, a sua face estava corada, seus lábios semi-abertos e sua respiração descompassada. Ele a segurou pelo queixou e a puxou para um beijo rápido e ardente.
“Seu interior é tão quente” falou arfando, retrocedendo e voltando a empurrar novamente “Me... aperta...” disse cerrando os dentes, controle? Ele não tinha nenhum, era impossível. Pois estar dentro dela era incrível, tão quente, úmida... Tão apertada. Era impossível se manter calmo e no controle de seu corpo.
“ah, m-mais forte, Byakuya” disse Rukia em êxtase.
Suas estocadas eram poderosas, e rápidas cada vez mais fundas. Pela primeira vez em sua vida ele não tinha controle de si, a paixão e luxuria eram demais para ele pensar se estava sendo rude com a mulher abaixo dele. Mas os gemidos delirantes que a mesma emitia, era um sinal claro de que não estava sendo, que ela estava desfrutando muito também. Ela o segurou pela nuca o arranhando levemente sem ao menos perceber, enquanto sentia suas poderosas investidas contra si. Ela tampouco conseguia raciocinar naquele momento, os gemidos saiam livres sem pudor algum de ambas as partes. Seus corpos já estavam brilhando pelo suor que escoria de seus corpos. Os movimentos cada vez mais intensos, como nunca ela havia sentido antes.
“BYAa-kuya ahh” disse passando suas unhas pelo pescoço e ombros do mesmo,ela já podia sentir seu prazer próximo. Ele pousou os lábios em seu ombro, sugando, deixando pequenas marcas vermelhas.
“Isso, chame meu nome...” disse mordiscando o pescoço da pequena, a sentindo estremecer embaixo de si, anunciando seu orgasmo. De repente saiu dentro dela, a virando de costas pro futon, voltando a penetrar com rapidez, segurou a pelos quadris continuando com as investidas ferozes. “Eu quero ver seu rosto, enquanto você geme meu nome, em meio ao seu prazer” ela o olhou com os olhos nublados de desejo, e o abraçou pelas costas o trazendo pra mais perto, e entrelaçou as pernas na cintura na cintura o fazendo gemer.
“Tão incrível” disse cerrando os dentes, enquanto juntava mais seus corpos ao dela, a permitindo lhe dar beijos quentes e chupões em seu peitoral e pescoço. “tão linda, perfeita... tão única”
“Te amo tanto” falou a jovem com sua voz embriagada. “Como nunca vou amar ou querer ninguém mais”
“Te desejo... eu realmente te desejo” disse indo mais rápido ainda, sentindo próximo a sua liberação “Te amo” sentiu as paredes se apertarem mais ainda ao redor de si, e o corpo em baixo de si estremecer em um sinal que ela já estava chegando outra vez ao seu prazer. Ao sentir o aperto se intensificar ao seu redor ele não pode evitar chegar ao seu prazer também, se derramando dentro dela. Seus olharem se cruzaram no exato momento que seus corpos se renderam ao êxtase.
Ela sentiu todo seu corpo estremecer, uma sensação de calor extremamente embriagante, percorreu seu corpo, tudo virou um clarão, o único que ela podia ver era um par de olhos cinzentos nublados a olhando intensamente. Aos poucos tomando seu tom normal.
Com a respiração pesada e ofegante Rukia levantou a mão e tocou o rosto do homem, lhe enviando um sorriso terno.
“Eu te amo” disse emocionada o puxando para lhe dar um beijo rápido, pois nenhum dos dois tinha fôlego no momento. Deixando algumas lagrimas escaparem.
“Eu também” disse limpando aquelas lagrimas. “Não chore” disse com certa ternura, enfim desfazendo a ligação entre os dois, saindo de dentro dela e tombando seu corpo ao lado da esposa. Se virou e a encarou, como se sua consciência estivesse voltando a si nesse momento.
“Me desculpe” disse com culpa, ela alçou uma de suas sobrancelhas interrogativa. “Você está bem? Eu te machuquei? Eu queria ter sido gentil, mas no fim acabei não conseguindo me controlar... eu sinto muito...” ela pousou sua mão na boca de Byakuya antes que ele falasse mais.
“Foi incrível, e intenso“ falou acariciando sua face “Eu estou bem” com sua resposta ele soltou um longo suspiro.
“Você é tão incrível que às vezes eu perco o controle sobre mim” falou contornando os traços do rosto da mulher com as pontas dos dedos.
“Eu nunca imaginei que fosse amar assim, sentir todas essas coisas. Sabe, eu sou a mulher mais sortuda do mundo, por ter você ao meu lado, você é o homem mais incrível do mundo” disse sorrindo, ele a puxou para deitar sobre seu peito. “Único pra mim”
“É, eu sou” disse a olhando de soslaio. Era uma rara demonstração de seu senso de humor.
“E convencido” disse cutucando a ponta do nariz do marido “Um convencido lindo” ele deu um sorriso quase invisível, se virando de lado beijando o pescoço da jovem, que o abraçou acariciando seus cabelos, enquanto sentia a respiração quente resvalar contra seu pescoço, permanecendo assim em silencio.
“Hm. Seu bankai é lindo” falou enquanto mantinha os olhos fechados, no seu tom habitual de indiferença. ”Eu te vi por apenas uns segundos, em sua forma bankai, os mais desesperadores de toda minha vida...” falou acariciando o braço dela “mas... não pude esquecer a imagem de você com seu bankai, seu reiatsu naquela forma, tão pura e forte.”
“Aconteceu tudo muito rápido, ainda está incompleto, tenho muito que treinar.” Fechou os olhos e passou uma perna sobre Byakuya enlaçando na dele.
“Ele é perigoso” falou com os olhos fechados. “Me prometa, que ira usá-lo se for muito necessário ou quando você tiver total controle daquele poder”
“Hai” sussurrou.
“Usei-o com sabedoria, não posso nem sequer imaginar te perder novamente” disse a abraçando mais junto a si.
Rukia não sabia, mas ela era a primeira esposa de um líder de clã que tinha alcançado o bankai, na verdade ela foi a única que era shinigami, e permaneceu na função. Apesar de que os anciões mandaram que Byakuya a tirasse do gotei 13 após o casamento, para se dedicar exclusivamente a criação da herdeira do clã e aos deveres matrimoniais, porém ele simplesmente negou a ordem. Na família Kuchiki poucas mulheres chegaram a ser shinigamis, e eram permitidas apenas da linhagem principal, filhas dos lideres ou sucessoras da liderança do clã. Apesar de que poucas mulheres foram lideres do clã.
Rukia se acomodou no abraço de Byakuya agora com o coração mais leve, e sem dúvidas vazias em seu coração, finalmente encontrando a paz para se render ao sono. Byakuya observou Rukia adormecida sobre si, e deu um quase inaudível suspiro aliviado.
Por fim podia se sentir um homem completo outra vez.
E naquele momento, antes de se render ao sono, ele teve a certeza que, mesmo que outros obstáculos se colocassem entre eles, eles iriam os superar. E por mais dor que esses acontecimentos causarem, com o tempo as feridas e medos sempre iriam se curar.
A maior prova disso foram os últimos anos de sua vida. De uma tragédia, um ato cruel, julgado como seu maior pecado, se originou o inicio de uma historia que, apesar de não começar certa ou bela como um conto de fadas, deu inicio a sua felicidade, e a vida que ele nunca imaginou ter.
Porque o tempo no fim das contas é o melhor remédio, e não há quase nada... Que talvez o tempo não possa curar... Ou transformar em algo melhor.
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