Só o tempo talvez possa curar
18 Escuro
“Não acho seguro o Renji ficar vindo aqui” Ichigo disse nervoso ”podem descobrir onde você está!”
“Não seja estupido Ichigo, todos pensam que eu não estou falando com a Rukia!” disse esbravejando para cima de Ichigo.
“Vocês dois podem parar com isso, por favor? Kuchiki-san vai acabar se estressando.”
“Tarde demais Inoue! Eu já estou estressada” disse a pequena se levantando entre os dois rapazes, dando um soco em cada um, os fazendo cair no chão. “Vocês ficam gritando nos meus ouvidos, vocês pensam que eu tenho paciência pra isso? Minhas costas doem, meus pés estão inchados, e ainda tenho que ficar ouvindo vocês brigando!” ela suspira aborrecida, se sentando “Por que vocês não podem ficar sequer um minuto sem discutir?”
“Er desculpe Rukia, eu só estava preocupado” disse o rapaz sem graça.
“Ninguém vai desconfiar de mim, Ichigo. Desculpe Rukia... como você está?” disse se sentando ao lado da amiga, colocando a mão na barriga da pequena.
“Enorme” respondeu cansada. Renji ri para a amiga.
“Isso eu estou vendo” ela olha aborrecida para o ruivo.
“Segundo Isshin está tudo bem, feliz agora com essa resposta?”
“Che... ainda não me conformo com você aqui no mundo humano” se levanta andando pelo quarto “seria melhor se você fosse para a soul society, lá tem mais reishi. Você ficaria menos cansada.”
“Eu acho que ela deveria ficar na minha casa, meu pai é medico... seria melhor”
“Acho que não tem espaço pra mim lá” disse zombando do amigo.
“Como não? Tem meu armário e o quarto das minhas irmãs”
“Sua casa é o lugar mais obvio no mundo para alguém a procurar! Ah gênio, como ela poderia ficar lá, se ela não consegue usar mais o gigai?” Renji da um tapa na cabeça do amigo. “Armário... e quando o bebê nascer? Vai colocar ele na gaveta?”
“Maldito” disse bravo, olhando para o amigo de cabeça vermelha.
“Vai começar tudo de novo” disse a pequena desanimada.
“Kurosaki-kun, Abarai-kun na minha casa tem espaço de sobra, e eu moro sozinha. Não tem discussão, aqui é o melhor lugar.” Inoue fala colocando um fim na discussão sem sentido.
“Bom eu vou tentar voltar aqui semana que vem” disse olhando para Rukia. “Eu já tenho que ir, o pai desse pequeno ai, me encheu de relatórios” Ichigo franze o cenho.
“Byakuya não é o pai, Rukia vai criar a criança sozinha” disse irritado.
“Não muda o fato de que o Kuchiki taichou é o pai” os dois se olham com olhar mortal.
“Vocês não estavam de saída?” disse olhando triste para eles.
“É mesmo, tchau Abarai-kun e você também Kurosaki-kun” disse empurrando os dois pra fora.
“Ei! Eu não ia embora agora...” Ichigo tentou falar, mas a ruiva os joga pra fora. A garota volta para o quarto.
“Desculpe Kuchiki-san, esses dois sabem ser sem noção às vezes” disse ao perceber que a jovem estava triste.
“Ele tem razão, nada vai mudar o fato que Byakuya é o pai do meu filho” Inoue senta ao lado da amiga. “sabe eu sei que é patético, mas eu o queria aqui nesse momento” coloca a mão sobre sua barriga “Queria que ele estivesse aqui, sinto a sua falta. Isso é estupido não é? Ele nem deve gostar de crianças, ele não suporta a Yachiru” disse dando um sorriso triste.
“É diferente, esse bebê é sangue dele, é impossível que ele seja tão insensível, ao ponto de não sentir o mínimo afeto por ele” Rukia olha surpresa para a amiga. “e depois de tudo que você me contou, sabe... sobre oque aconteceu. Já não sei... talvez ele sinta algo por você”
“Inoue sobre o beijo e aquela noite, eu sou quase idêntica a minha irmã” abaixou o olhar triste “nunca teria acontecido nada, se não fosse por isso.”
“Eu tenho algumas duvidas. Ele veio até aqui quando você foi embora, ele estava fora de si.” Fez uma pequena pausa “ se ele não se importasse de verdade, agiria assim? E acho que ele se importa com o bebê também, ou então ele não teria se incomodado em mandar fazer aquele presente” disse apontando para a caixa branca, que estava encima da cômoda.
“Inoue...” disse cabisbaixa.
“Ele ainda te procura até hoje, tenho certeza que pelo menos ele se preocupa com você” essa informação pegou a menina de surpresa.
“Eu não sabia... bem ele fez uma promessa a minha irmã” disse desanimada.
“Ele ainda está atrás de você, acho que depois que isso se acalmar, deve procurar Kuchiki taichou” ela toca o ombro da amiga “Talvez, quem sabe ele não sente o mesmo que você”
‘Eu te amo’
Por um instante ela se lembra da noite em que eles fizeram amor, ela o ouviu dizendo que a amava, mas pensou que aquelas palavras, não eram destinadas a ela. E sim a sua irmã, ou será que foram? Não, era impossível que focem... Mas depois que tudo acabou, ele não se levantou e tentou ir embora, ela a beijou tão ternamente e a abraçou.
“Será que...?” perguntou em voz alta “mesmo que ele sentisse algo por mim, é impossível de acontecer, tudo e todos seriam contra, e ele vai se casar em poucos meses. Sem falar que não sei oque os anciões poderiam fazer com meu filho” diz triste. Como ela queria que os dois fossem simples humanos. Inoue abraça a amiga.
“Não fique triste Kuchiki-san, no final vai tudo dar certo”
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“O que vocês querem” disse em tom sombrio, sem nem sequer olhar para os anciões a sua frente.
“É sobre seu compromisso, você quase não apareceu nos miais nos últimos meses. Seu casamento está se aproximando, e você ainda não realizou a cerimonia de noivado, com a troca simbólica dos presentes” disse Fuyiki.
“Vocês estão cientes que Rukia deixou a mansão, saindo por ai para assumir o bebê?” disse em tom normal, tentando permanecer impassível.
“Sim claro, e também sabemos que quase ninguém sabia que ela estava gravida. Sendo assim nem vão desconfiar que o filho seja seu, vai ser muito melhor assim” a megera falou com sua voz fria, porém com um tom de satisfação.
“Eu passei os últimos meses a procurando, não tenho tempo para esse tipo de coisas, como encontros e cerimonias” fechou os olhos em irritação.
“O que você está pensando? Você tem um compromisso conosco e com o clã Yamaguchi! Tem que honrar seu clã, e não ficar a procura dessa menina! Ela fugiu porque quis!” Kamuzi disse em um tom venenoso.
“Não, ela não fugiu porque quis. Ela fugiu por que vocês queriam tirar os direitos dela, por isso ela foi embora. E talvez eu não possa conviver com meu próprio filho!” disse subindo a voz “Tudo pelas suas estupidas ordens”
“Byakuya-sama...” Fuyiki tentou falar.
“Rezem, rezem para nada ocorrer com Rukia e a criança que ela carrega, pois ele será o único sucessor que vocês terão” disse franzindo o cenho “todos meus compromissos com Yamaguchi Yoko estão cancelados.”
“O que você esta dizendo? Você deu sua palavra” Kamuzi argumentou, começando a perder a paciência.
“E graças a vocês eu já não sei se está tudo bem com ela e com a criança. Eu vou acha-la, e vocês não vão ter nenhum direito de interferir sobre a criação do meu filho” ele se levanta dando as costas, pronto para sair. O velho Kamuzi se levanta para impedi-lo.
“Você não pode fazer isso! Talvez esse filho nem seja seu! Essa menina sempre ficou cercada de homens. Esse filho pode ser do ryoka ou de outro homem qualquer! Afinal, ela só é um lixo de rua, que veio do rukongai” Byakuya libera uma onda de reiatsu queimando em ira, fazendo com que o velho caia de joelhos, em seguida o levanta pelo pescoço, o prendendo contra a parede.
“Não ouse se referir a Rukia assim nunca mais! Nunca duvide da integridade e honra dela!” disse com sua voz carregada em ira.
“Byakuya-sama, solte Kazumi” Seiji disse calmo, se pronunciando na conversa pela primeira vez.
“Eu fui o primeiro, e vocês não sabem como isso me atormenta” disse a ultima parte com angustia. Seiji abaixa a cabeça triste ao ouvir as palavras de Byakuya “Eu sou chefe desse clã, e vocês mexeram com meu orgulho. Não tenho mais nada para discutir sobre esse assunto” dito isto ele sai, deixando o velho com dificuldade para respirar.
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Depois de sair da reunião com os anciões, Byakuya voltou a sua divisão.
Os últimos meses foram como se estivesse no inferno, ele mal conseguia dormir 4 horas por noite, e quando dormia tinha pesadelos em que Rukia era ferida mortalmente. Praticamente todos os dias saia à procura de dela, já tinha contratados homens especializados para tentar rastreá-la. Nada adiantou, por mais que Ukitake lhe dissesse que ela estava bem, ele não se acalmava. Queria Rukia perto dele, para ter certeza que estava segura.
Ele já estava irritado com Ukitake, o homem recebia noticias de Rukia de alguém que certamente sabia onde ela esta, mas se negava a dizer quem é seu informante. Já estava quase no tempo do seu filho nascer, e ele não a achava. ‘Por que eu não mandei os anciões para o inferno antes?’ porque foi um covarde, essa era sua resposta. Sempre as regras e o clã acima de tudo. Enfim quando ele percebe que existe algo que deve ser mais valioso que tudo isso, ele deixa que fuja de suas mãos. Tudo pela sua estupidez.
Seu monologo interno e interrompido, pela chegada de seu tenente. Renji ultimamente mau o cumprimentava, e só falava quando era necessário.
Ele olhou de soslaio para seu tenente, tentando imaginar como ele consegue ser indiferente a tudo isso. Rukia era a sua melhor amiga, sua atitude idiota deveria ter acabado assim que ela desapareceu. Mas não! Ele estava agindo como se nada estivesse ocorrendo.
Voltou ao seu trabalho, decidido a liderar uma missão de extermínio de hollows pessoalmente, hollows que estavam aparecendo cada vez com ais frequência, ele precisava se distrair ou iria enlouquecer.
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Ukitake estava trabalhando em seu escritório, esse não era um dos seus melhores dias. Ele logo iria se retirar para descansar, sua saúde mais uma vez estava frágil.
Alguém bate na porta pedindo permissão para entrar.
“Entre” disse tossindo. O shinigami ruivo entra fechando a porta atrás de si.
“Oi Ukitake taichou” se sentando a frente do capitão.
“Oi Abarai-kun, pensei que não viria! Você tem alguma novidade?” perguntou ansioso.
“Ah, desculpe taichou. Eu só pude vir agora que Kuchiki taichou saiu em uma missão por dois dias” disse observando se não havia alguém próximo à sala, para escutar sua conversa.
“Estranho o Byakuya liderar esse tipo de missão” disse colocando a mão sobre o queixo “ele deve estar mesmo precisando se distrair”
“É... fui visita-la há três dias, ela está bem. Não vejo a hora que ela volte para a soul society, lá não é o lugar dela”
“Você deveria me dizer onde ela está” disse decepcionado.
“Desculpe Ukitake taichou, mas por enquanto não posso. Prometo que vou leva-lo lá quando o bebê tiver nascido, e as coisas estiverem mais calmas” o homem suspira desanimado. “Oe, não vai demorar tanto assim, ela já está nas ultimas semanas. No máximo em dois ou três meses o senhor vai poder visita-los”
“Essa historia de assumir essa criança como mãe solteira, vai trazer muita confusão para ela” disse entre uma mais uma crise de tosses. Renji preocupado com o taichou se aproxima. “Eu estou bem Abarai-kun”
“Oh... O baka do Ichigo ainda quer registra-lo em seu nome para evitar as fofocas, mas Rukia se recusa.”
“Também não acho que seria uma boa ideia.” Disse limpando o suor do rosto.
“Sem falar que Ichigo só tem tempo pra estudar, se preparando para o vestibular de medicina” voltou a se sentar, colocando uma expressão seria no rosto. “Eu nunca imaginei dizer isso, mas torço para que Kuchiki taichou de um jeito em tudo. E possa assumir o bebê” Ukitake olha surpreso para o tenente ruivo. “Eu já não tenho raiva dele pelo ocorrido, alias ninguém teve culpa. Eu só quero o melhor para Rukia e o bebê, e o melhor para eles é ter Kuchiki taichou por perto” finalizou.
Ukitake fica desconcertado com as palavras do tenente do 6° esquadrão. ‘tem algo que estão me escondendo’
“O melhor para os dois?” olha interrogativo para o rapaz.
“Er...” falei demais “é sabe a Rukia sente falta dele, q-quer dizer eles viveram 50 anos juntos... eles são irmãos!” disse nervoso, Renji não era um gênio, mas sabia muito bem que a amiga estava sentindo algo além de fraternal pelo Kuchiki. “Rukia admira muito ele” Ukitake faz de conta que ficou satisfeito com a explicação do ruivo.
“Eu também acho que eles ficariam melhor perto do Byakuya, mas enquanto ele não resolver seus problemas do clã isso não será possível” disse com amargura.
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“GOOD MONING ICHIGOOOOOOOO!” Isshin saltou para dentro do quarto de Ichigo pronto para acerta uns golpes no filho, mas desiste ao encontrar o rapaz se levantando da mesa de estudos onde aparentemente dormiu sentado.
“Oh você está horrível! Esse vestibular está acabado com você!”
“Cala a boca, você não deveria estar indo para a clinica ou algo assim? E tenho o primeiro tempo livre no colégio hoje, me deixe dormir”
“Eu já vou... Você deveria aproveitar esses minutos a mais para conversar com seus amigos, ou simplesmente tomar um ar. Nos últimos meses você nem sequer sai mais”
“Eu até queria sair com eles, mas todos estão nos preparando para prestar vestibular” disse levantando meio entrevado da cadeira “sem falar que ninguém tem muito animo, Isshida está no modo nerd máximo! Ele quer cursar direito... chad trabalha e estuda, e a Inoue não gosta de deixar a Rukia sozinha nesses últimos dias” disse se espreguiçando “E esses minutos eu só posso usar para dormir, estou morto”
“Hum... Como vão as coisas com Rukia-chan?” o rapaz olha interrogativo para seu pai.
“Você que é o medico que está a acompanhando” Isshin da um soco na cabeça do rapaz que cai sentado na cama. ”Ai, ai. Velho maldito!” disse esfregando a cabeça.
“Acho que você ainda não acordou Ichigo!”
“Oh... vão bem, eu queria poder visita-la mais vezes. Mas não tenho tempo, mas quando tenho fico com ela sempre” Isshin balançou a cabeça negativamente.
“Percebi que seus sentimentos por ela cresceram, você já tentou demostrar isso a ela? Conversar?” disse serio.
“Eu já tentei há alguns meses, mas ela não esta pronta pra algo assim. Acho que demorei um pouco” se deitou na cama agarrando o travesseiro “Vou esperar por ela. Não devo insistir agora, fui um idiota por não ter a procurado há mais tempo não é?” disse fechando os olhos. Isshin olhou frustrado para o filho.
‘Você demorou muito, espero que não seja tarde demais’ pensou. O homem puxou a colcha da cama fazendo o menino cair no chão.
“Oe!” gritou bravo.
“Va tomar café” disse prestes a sair do quarto, quando seu celular toca. Ao atender sua expressão fica seria. Ichigo nota a carranca no rosto do pai.
“Hum, ainda faltavam uns dias... não precisa ficar nervosa é normal às vezes adianta uma semana ou até duas, mantenha ela calma. Já vou indo ai para busca-la” disse deligando o telefone indo para a saída.
“Oe! ” Isshin olha para o rapaz ainda serio.
“Vou ter que sair, o café está pronto” O menino ainda estava curioso olhando para o pai do chão. “Respire um ar fresco nesse pouco tempo livre, vai fazer bem”
“Espera! Quem era?” se levantou.
“Inoue-chan. Rukia-chan vai ter a criança agora. Mais tarde eu volto” disse serio.
“O que? Mas mal completou 37 semanas...” se aproximou angustiado do pai.
“É normal, nada que você deva se preocupar. Tenho certeza que já está pronto para nascer, depois eu mando noticias” disse abaixando a cabeça.
“Eu vou com você!” o homem direcionou um olhar gélido ao rapaz.
“Você vai ficar aqui tomar seu café e depois ir para o colégio” disse com autoridade, se virando para sair.
“Não eu tenho que...”
“Não estou falando como pai, e sim como medico” ele olha uma ultima vez para o rapaz “Eu mando noticias, você só iria atrapalhar”
Ichigo fica paralisado, como conseguiria se concentrar, enquanto isso estava acontecendo? Mas obedeceu ao pai, quando Isshin tomava essa postura seria, não era possível desautoriza-lo.
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shinigamis estavam confrontando hollows em fase adjuchas. Os hollows eram mais fortes que o esperado, e também em maior quantidade.
Um jovem rapaz desviou do ataque do hollow e tentou contra atacar com bravura, porém foi arremessado para longe, colidindo contra uma rocha. O rapaz estava prestes a receber o ultimo ataque do monstro faminto, quando um raio de luz branca perfurou a cabeça da criatura horrenda, fazendo-a desintegrar no mesmo instante. O jovem olhou confuso para o shinigami que se aproximou, lhe dirigindo apenas um rápido olhar de canto de olho para checar se ele ainda estava vivo.
“Você deixou sua guarda aberta” disse em um tom profundo, e saiu com shunpo para destruir os hollows restantes.
Byakuya tomou a frente de seus oficiais, lutando contra os vários adjuchas, suas milhares de laminas dançavam no ar, fatiando os hollows. Seus oficiais se afastaram observando a fúria silenciosa de seu taichou.
Ele só queria se esquecer de suas angustias por um segundo, ou iria perder sua sanidade. Toda sua insatisfação e ira estavam sendo concentradas nos monstros que cruzassem seu caminho.
Sangue inundava o lugar, os hollows que não morriam instantaneamente, tentavam correr arrastando seus corpos mutilados. O capitão com seu olhar impassível direcionou um dedo em direção as criaturas imundas, enquanto terminava de pulveriza-los com hadou.
Então ele só podia ouvir gritos das criaturas sendo destruídas. Ele também gritava por dentro, com dor, mas uma dor diferente dos monstros que ele estava matando, de repente seu peito se encolheu em um mau pressentimento. Cortou o braço de um dos hollow que tentou ataca-lo, e antes de dar fim aquela vida miserável, ele pode ouvir mais gritos.
Gritos de dor...
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Gritos podiam ser ouvidos do corredor, a jovem ruiva estava impaciente e preocupada. Isshin não a dispensou para ir ao colégio como fez com seu filho, ele pedia para ela ficar e ir com ele. Porque talvez seus poderes fossem necessários. Ela não queria ir a lugar algum, queria estar ali esperando por noticias da amiga, mas estava assustada. Não queria que seus poderes fossem necessários, porque isso significaria que seria um caso de vida ou morte.
Inoue se encostou à parede, deslizando até sentar no chão, ela estava preocupada com a amiga que agora estava na sala, mas tudo oque podia fazer era rezar para que tudo desse certo.
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“Rukia-chan” disse o homem, tentando esconder o próprio nervosismo, enquanto gotículas de suor escorriam sobre a frente de sua cabeça “Não falta muito, olhe para mim... Tente manter-se consciente, ok?” a jovem acenou com a cabeça positivamente, enquanto cerrava os dentes com dor e lagrimas inundavam seu rosto “Só mais um pouco, agora força”
Rukia estava se sentindo apavorada, tinha medo de algo dar errado com o bebê. Mas uma onda de dor a tirou de seus pensamentos. Sua visão estava embaçada, tentar permanecer consciente estava sendo mais difícil do que parecia. O suor estava escorrendo por seu corpo, seu folego cansado, já não sabia por quanto tempo conseguira manter-se acordada.
Isshin sempre esteve preocupado com esse momento, Rukia apesar de ter vivido muito tempo, tinha a estrutura física, de uma adolescente. Seu corpo era pequeno, e ainda não estava preparado para uma gravidez, os riscos eram muitos. Ele não queria optar por uma Cesária, a menos que seja realmente impossível, que o parto seja realizado da forma normal.
Ainda tinha o fato de o bebê ter apenas 37 semanas, ele estava confiante, pois teoricamente com 37 uma criança está pronta pra nascer apesar de que ele achava que ainda era cedo, mas não deveria ser problema. Mas se fosse? Ele pediu para Inoue ficar e usar suas técnicas de cura se necessário, mas seria o suficiente?
“Senhor kurosaki... t-tem algum risco de... acontecer alguma...” disse entre um gemido de dor causado por mais uma contração “coisa com o bebê?“ disse com sua visão ficando ainda mais turva.
“Vai ficar tudo bem, fique tranquila” ele esperava que não estivesse enganado “Vai dar tudo certo, eu já posso o ver vindo! Só mais um pouco!” disse um pouco aliviado.
A jovem ofegante se esforçou, mais uma vez empurrando com toda força que ainda tinha, agarrando nos lençóis da cama.
“Rukia-chan, só mais uma vez!” disse ao ver a criança emergindo.
Sua visão estava borrada, ela lutava para continuar lucida, com as ultimas forças ela levantou seu tronco, dando mais um impulso gritando com a dor. A jovem se deixou cair sobre a cama, exausta depois de seu ultimo esforço.
“Isso!” disse ao ver o pequeno corpo deslizar para suas mãos. ”Rukia-chan?” perguntou ao ver que a garota não se mexia.
Rukia podia ouvir vozes, mais estavam muito longe. “Rukia-chan você está me ouvindo? Oh não! Inoue-chan, entre! Rápido!” sua visão ficou mais embaçada, as vozes cada vez mais distantes. Sua visão virou um borrão, ela já não podia escutar ou ver nada.
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