Só o tempo talvez possa curar
24 Em casa
Notas iniciais
Byakuya preenchia a papelada parando por alguns segundo massageando as têmporas. Nada fazia mais sentido, era como se nunca houvesse anormalidades com hollows nessa ultima semana. Permitiu-se um suspiro, estava na hora de voltar a soul society. Relatar esses acontecimentos ao soutaichou. Talvez ele não fosse mais necessário nessa cidade. Soltou os papeis puxando o carinho, olhando preocupado para a criança.
A pegou e voltou a se sentar sobre a cama, por instantes ficou observando a pequena menina. Fechou os olhos ainda em visível preocupação. Se lembrando de semanas atrás quando ele iria sair para uma caminhada noturna, saindo seus gigais. Mas ele teve uma surpresa ao tirar a menina do seu. O reiatsu não tão grande assim, mas se tratando de um bebê com pouco mais de um mês, era muito elevado. Ele nunca tinha ouvido falar em uma criança com tal reiatsu. Ele tinha medo, mas não pode deixar de cogitar a possibilidade de isso ser um efeito colateral de ele estar sob o efeito do veneno, quando concebeu a filha. E se o reiatsu não fosse o único efeito colateral? E se houvesse outros e se a central 46 descobrisse? Quais eram os riscos? Provavelmente eles iriam achar que a criança seria uma possível ameaça futuramente, a central 46 nunca era piedosa quando o assunto era o equilíbrio da soul society. Apenas pensar nisso já o deixava doente.
O bebê se mexeu esbarrando a mão contra a de Byakuya, fazendo-o despertar de seu traze. Olhou assustado para a criança, e logo suavizou a expressão acariciando a cabeça da pequena criatura. Voltou a colocar a criança no carrinho ao seu lado, voltando a trabalhar nos relatórios.
Rukia chegou de mais um dia de treinamento, subiu direto para seu quarto. Sabia que Byakuya estaria lá trabalhando enquanto cuidava da filha. Parou na porta observando, o homem sentado em sua cama olhando preocupado para a papelada. Aproximou-se olhando para ele.
“Algum problema?” perguntou preocupada.
“Você voltou” a puxou para seus braços dando um beijo apaixonado, de tirar o folego. Rukia amava esse tipo de saudação. Byakuya interrompeu o beijo para responder. Ela suspirou frustrada quando seus lábios se separaram, ele teve que se conter para não rir de sua expressão. “irei a soul society hoje” disse voltando a reivindicar seus lábios levemente “Acho que não vai ser necessária minha presença nessa cidade, por muito mais tempo” disse mordiscando os lábios da jovem, antes de se afastar.
“Eu gostaria que vocês viessem comigo” disse voltando a olhar olhando para ela.
“Mas se você não for voltar... eu queria esperar Inoue voltar da viagem”
“Eu volto com você, e ficamos o tempo que você quiser” tocou a mão da jovem “vão ser apenas por algumas horas. Não há como fugir de lá para sempre” disse olhando para o carrinho.
“É você está certo, acho que está na hora” disse o abraçando, recostando a cabeça em seu ombro. “Você parece preocupado”
“Está tudo bem” acariciou as costas da garota.
“Você está falando serio?” perguntou. Ele acenou com a cabeça, Rukia decidiu não questionar mais.
A jovem ficou insegura, ter que dar satisfações a todos... os boatos e fofocas que surgiriam “Mas as pessoas elas vão ficar perguntando sobre Hikari, a maioria delas nem sabia que eu estava gravida quando sai de lá”
“Não se importe com eles, voltaremos ainda hoje. Sei que você ainda está insegura, ir para soul society. Ter todos aqueles olhos sobre nós” beijou seus lábios levemente. “Talvez eu tire umas férias depois dessa missão, para ficarmos longe de tudo isso por um tempo” disse distante abraçando-a mais para perto.
“Não seria uma má ideia” disse um pouco aliviada.
“Então vamos? Queria que vocês passassem na 4° divisão para um checape, nada contra as habilidades de Kurosaki Isshin, mas me sentiria melhor se Retsu Unohana desse uma olhada em vocês” disse disfarçando sua preocupação.
“Ok, se isso vai te deixar mais tranquilo” disse dando um beijo em seus lábios, se afastando “só vou tomar um banho, e já vamos”
Byakuya saiu de seu gigai, se sentindo muito mais confortável. Estar preso aquele corpo artificial era como estar sendo espremido.
Sentou-se no sofá a espera de Rukia, olhou para o relógio um pouco impaciente. Podia não parecer, mas paciência nunca foi seu forte.
“Pronto, já estou pronta” disse descendo as escadas.
Ele se virou para olha-la e ficou paralisado. Apesar de não estar em seu gigai, ela não estava usando seu uniforme de shinigami ou um kimono. Rukia vestia uma blusa branca que deixava um de seus ombros a mostra, e um short jeans com o comprimento que batia no meio de sua coxa. Deixando suas perfeitas pernas amostra. Franziu o cenho por um instante. Aquelas peças eram muito... reveladoras, e inapropriadas.
Rukia ficou olhando para o homem que estava petrificado.
“Byakuya?” chamou. O homem a olhou, por um instante.
“Você vai com roupas humanas?” perguntou indiferente.
“Eu... ai, mas se você quiser posso trocar agora mesmo” disse envergonhada.
“Está tudo bem, mas é bom você colocar um casaco. O tempo esta fresco” o tempo não estava tão fresco.
A campainha tocou, Byakuya sem esperar foi atendera porta. Já sabia quem era a pessoa.
“Kurosaki Ichigo” disse indiferente olhando para o rapaz “Entre” fechou a porta e olhou para Rukia.
“Ichigo” disse sorrindo para o amigo.
“Yo Rukia” cumprimentou apenas. Byakuya olhou para os dois.
“Rukia, vou buscar a bolsa de Hikari. Para irmos, assim que vocês terminarem sua conversa” disse subindo as escadas.
A presença do garoto humano era um fato que nunca poderia ser mudado, apesar de tudo Rukia e Ichigo tinha acima de tudo um laço especial, uma amizade que era além de qualquer outra.
Era obvio que o menino sentia algo a mais, do que uma intensa amizade. Mas na ultima semana parece que o garoto já estava mais conformado. Já tinha percebido que não teria esse tipo de sentimento correspondido. Byakuya já não se sentia incomodado com a presença do rapaz.
Ichigo olhou Byakuya subir as escadas.
“Para onde vocês vão?” perguntou curioso.
“Soul society” respondeu “Mas voltaremos ainda hoje” completou vendo a o rapaz se acalmar. “Mas você não veio aqui pra me perguntar isso” disse sarcástica.
“Che... eu vim trazer esses mangas” disse entregando uma sacola para Rukia.
“Oh, vou ler assim que arrumar um tempo” disse olhando dentro da sacola.
“Entre treinos e cuidar de Hikari não deve ter muito” disse rindo. “E como está minha pequena?” disse pegando a menina do colo de Rukia. “Oh, você está crescendo rápido” sorriu e olhou para Rukia. “Aposto que você vai passar sua mãe logo” disse provocando a amiga. Rukia franziu o cenho, e uma veia saltou de sua cabeça. Deu um soco no estomago do rapaz, mas logo suspirou se acalmando.
“Baka” disse olhando para a filha “Mas provavelmente você está certo” disse cabisbaixa “afinal ela puxou ao pai” disse sorrindo levemente, deixando um brilho em seus olhos ao falar de Byakuya. Ichigo apenas observou a garota por alguns instantes, e deixou um sorriso discreto em seu rosto.
“Você gosta muito dele, não é?” perguntou de repente. Rukia olhou confusa. “Do Byakuya” completou.
Rukia corou, a jovem ainda não sabia se deveria contar sobre seu relacionamento secreto. Abriu a boca para responder, mas uma terceira voz a interrompe.
“Eu acho bom levar esses brinquedos, também peguei outra manta. Pode ser que esfrie” disse. Rukia olhou Byakuya descendo com a bolsa aparentemente cheia, levando um chappy de pelúcia, e o wakame taishi de borracha em outra mão.
Byakuya olhou para a bolsa por um momento. “talvez devesse pegar umas trocas de roupa também” Rukia o olhou por um instante.
“Byakuya, iremos voltar rápido” disse olhando para a bolsa. “Acho que já tem tudo oque precisa” lhe enviou um leve sorriso. Ichigo observou a cena, e coçou a cabeça. Esse era mesmo Kuchiki Byakuya?
“Temos que ir Ichigo” disse olhado para o rapaz. “talvez eu leve Hikari na sua casa, para as meninas a verem”
“Ah, elas e principalmente o velho estão reclamando que você não foi mais lá a casa” disse devolvendo a criança para a mãe.
“Só faz dois dias que fui lá” uma gota surgiu na cabeça da pequena.
“Mas vim aqui para te avisar, que vamos sair para uma pequena viajem em família” disse entediado. “amanhã estaremos de volta.” O rapaz olhou para Byakuya. “Boa sorte na sereitei. Cuide bem delas lá, Byakuya” disse calmo. O Kuchiki o olhou, antes de responder indiferente.
“Sempre. Mantê-las seguras, é uma prioridade que está acima de minha própria vida” falou simplesmente.
O rapaz o olhou, dando um sorriso.
“Até amanhã” disse saindo. ‘Byakuya não é tão ruim assim’ se lembrou das palavras do pai.
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“Esse ar carregado de reishi é tão bom” disse a jovem saindo do seikaimon. Byakuya veio atrás olhando impassível para o lugar. A jovem ficou parada por um instante, e depois olhou para filha. “Bem vinda a soul society” disse sorrindo.
“Bem lembrado” falou profundamente parando ao lado de Rukia “É aqui que ela ira crescer”
“Vamos para a 4° divisão agora?” perguntou olhando para o homem ao seu lado.
“Vou te acompanhar até lá” disse com os olhos fechados “mas vou me reunir com o soutaichou”
“Oh” olhou para o caminho “bem de qualquer forma estamos perto da 4° divisão.”
“Vou tentar voltar, antes de vocês terminarem a consulta”
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O velho homem continuava serio lendo os relatórios, Byakuya apenas ficou parado com seus olhos fechados indiferentemente, mascarando toda a impaciência. O velho fez um barulho com a garganta, e olhou para o jovem a sua frente.
“Isso é muito estranho” falou “acho que não há necessidade para seguir com essa investigação no mundo humano. Você pode voltar a suas obrigações normais” Byakuya abriu os olhos pela primeira vez naquela conversa.
“Soutaicou, o senhor sabe que desde que me tornei taichou nunca usei minhas férias” o velho olhou intrigado para o homem.
“Sim, eu sei” disse tentando entender onde isso iria chegar.
“Eu gostaria de tirar alguns dias agora” falou em um tom entediado.
“Por que isso agora Kuchiki Byakuya?”
“Eu encontrei Rukia no mundo humano” falou simplesmente “eu só gostaria de poder estar um pouco presente agora, acabei de me tornar pai. Como nunca usufrui de minhas férias e folgas, acho que tenho esse direito agora” o velho olhou surpreso pela informação.
“Hum, Kuchiki fukutaichou estava no mundo humano?” Byakuya apenas acenou positivamente “Ela ira voltar com você?” perguntou curioso.
“Sim eu já solucionei os problemas com meu clã, ela ira retornas para soul society em alguns dias. Eu ficarei com ela até isso, e depois retornaremos. Talvez seja um pouco estranho para ela voltar assim, por isso quero estar por perto para apoia-la” falou em seu tom normal.
“Você pode tirar alguns dias ou semanas” afirmou “mas terá que usar o selo de restrição para ir ao mundo humano, já que não esta mais em missão” concluiu.
“Entendido” Byakuya já ia se virar para seguir seu caminho.
“Kuchiki Byakuya” chamou o homem, o capitão da sexta divisão olhou em direção a ele “parabéns, não importa como acontece... uma criança é sempre uma benção” concluiu. Byakuya permaneceu com seu olhar inexpressivo.
“Sim, ela é” disse se virando para sair apressadamente. Yamamoto percebeu um brilho no fundo dos olhos do jovem, e sorriu depois que o rapaz saiu.
“Essas crianças”
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“Está tudo bem com vocês” declarou a medica, enquanto ainda segura a criança que chorava fortemente. “Acho que já acabamos”
Rukia olhou aliviada, finalmente tinha acabado a tortura. Ela já não estava suportando, ver a filha sendo furada e submetida a exames tão assustadores. Afinal porque tantos exames? Era necessário tudo isso?
“Oh que bom” disse olhando para a mulher. Unohana olhou mais uma vez a criança.
“Foi uma escolha imprudente ter essa criança no mundo humano” declarou seria.
“Mas...” tentou falar confusa.
“Você poderia ter morrido” interrompeu “uma shinigami precisa estar cercada de reishi para ter uma gestação saudável, felizmente você e a menina estão bem” disse aliviada.
“Desculpe” disse culpada.
“Tudo bem você não sabia, não são muitas pessoas que sabem disso” olhou tranquilizando a jovem “É muito raro o nascimento de crianças na soul society” disse sorrindo levemente, entregando o bebê a mãe. Rukia tentava acalmar a filha, quando alguém bateu na porta. A medica abriu rapidamente se deparando, com Renji, Matsumoto e Momo.
“Boa tarde Unohana taichou” comprimento. “ouvimos dizer que a Kuchiki estava aqui” disse Matsumoto.
“Oi pessoal” cumprimentou a pequena.
“Eu vim guiado pelos berros” disse o ruivo, olhando de forma brincalhona “Que pulmões! Estava escutando os choros dela de longe” disse rindo “Definitivamente ela é sua” Momo ainda estava olhando confusa.
“Baka, como se houvesse alguma possibilidade de não ser” disse sarcasticamente, enquanto uma gota surgia em sua cabeça.
“Sua? Esse bebê é seu Kuchiki?” perguntou não acreditando. Unohana olhou para os tenentes.
“Bem vou deixar vocês conversarem” disse saindo.
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“Byakuya” disse o homem de cabelos brancos, ao ver o jovem taichou prestes a entrar na 4° divisão. Byakuya para olhando para o homem.
“Ukitake” disse simplesmente.
“Não sabia que você já estava de volta” colocou a mão no queixo analisando o Kuchiki. “Você parece ótimo.”
“Digamos que tenho tido uma ótima semana” fechou os olhos “Venha comigo, quero te apresentar uma pessoa” o homem olhou um pouco confuso.
“Tudo bem” respondeu rápido.
“Você gosta muito de Rukia não é?” perguntou serio.
“Claro, ela é como a filha que eu não tive” Byakuya olhou de soslaio para Ukitake.
“Podemos ir conversando até chegar ao local. Tenho um assunto a resolver, e você talvez possa me ajudar” disse seguindo seu caminho.
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O silencio reinou na sala, depois da saída de Unohana. Rukia tomou uma respiração, e olhou para Momo que ainda a encarava desnorteada.
“Sim, essa é minha filha” disse respondendo a menina. “Hikari”
“Eu nem sabia que você estava gravida” disse ainda confusa. Matsumoto entra na frente da pequena tenente confusa, e olha para a criança que já estava calma.
“Ah, então é a pequena Kuchiki!” disse olhando para a menina, Matsumoto ficou por um instante analisando a criança, que abriu seus pequenos olhos cinzentos por um rápido momento e logo os fechou. Olhou para Rukia, e um pouco desnorteada falou.
“Ela é linda, Kuchiki” Rukia entendeu no mesmo momento que a mulher tinha percebido, a semelhança entre Hikari e Byakuya. Afinal era obvio.
Rukia apenas afirmou com a cabeça, confirmando a pergunta silênciosa da mulher. Momo olhou para a criança, agora ela estava menos confusa.
“Parabéns, Kuchiki” olhou para a Rukia “O pai é o ryoka?” perguntou ingenuamente.
“Não!” respondeu rápido.
“Er... desculpe a curiosidade e intromissão. Mas então, quem é?”
Rukia olhou para Renji, que lhe enviou um aceno de cabeça. Era o momento, ela não iria esconder de mais ninguém sobre a paternidade de sua filha.
“Eu sou o pai, Hinamori fukutaichou” disse uma profunda voz entrando sem aviso prévio na sala. A jovem olhou confusa para os dois. “é complicado” disse apenas. E se aproximou de Rukia. ”está tudo bem?”
“Sim, Unohana taichou disse que está tudo ok” Byakuya olhou para traz, avistando o homem de cabelos brancos os olhando. “acho que nos três precisamos conversar um pouco, vocês poderiam nós dar licença” os tenentes mais que depressa correram para fora da sala.
Byakuya olhou para todos saindo.
“Ukitake queria te apresentar, Hikari minha filha” disse olhando firmemente para o homem.
“Ela é perfeita” disse olhado para a criança, em seguida voltando a olhar a jovem “Oh, quanto tempo Kuchiki” disse se aproximando “não sabe o quanto você nos deixou preocupados.”
“Vou falar com Unohana” disse indo em direção à porta “E iremos para a mansão, depois. Conversem a vontade” disse saindo.
“Desculpe, foi uma decisão imprudente, mas estava desesperada” disse um pouco triste.
“Acho que se fosse outra em seu lugar, teria feito o mesmo. O que importa é que vocês estão aqui” Rukia sorriu para seu taichou “eu posso? Segura-la” pediu.
“Oh claro” disse dando a menina para ele. O taichou olhou docilmente para a pequena criatura.
“No final tudo acabou bem” disse olhando para a jovem. “Vocês formam um belo casal” disse voltando a embalar o bebê.
Rukia olhou surpresa para o taichou, o homem riu e a olhou de soslaio.
“Byakuya me contou” a jovem corou nervosamente. “Estou muito feliz com isso”
“Ainda é muito complicado, ninguém iria aceitar. É quase impossível” disse triste.
“Não diga isso, quando Byakuya quer uma coisa, ele consegue” sorriu “você não sabe o quão teimoso ele pode ser. E duvido que ele vá deixar alguém se intrometer entre vocês”
“Ainda tenho medo” disse olhando pela janela.
“Oh! Só mais uma coisa” Rukia voltou a olhar para ele.
“O que houve?”
“Eu tenho uma coisa seria a tratar com você, não te perdoarei se você me disse não” disse serio.
“O que?” perguntou preocupada.
“Eu quero ser o sensei dela, assim como fui o de Byakuya.” Rukia sorriu.
“Seria uma honra”
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Byakuya adentrou pelas propriedades Kuchiki, caminhando com Rukia ao seu lado. Ele se sentia como se tivesse tirado 200kg de suas costas, depois da conversa que teve com Unohana.
Felizmente a reiatsu era o único efeito colateral, que sua filha sofreu. E mesmo assim, ninguém nunca poderia provar que era por causa da droga do hollow. Central 46 nunca poderia fazer nada contra sua herdeira.
Parou um pouco olhando para Rukia.
“Saudades de casa?” perguntou olhando para o jovem.
”Sim chega a ser nostálgico” disse a jovem caminhando pelos jardins.
“Venha” disse pegando a mão da jovem “quero te mostrar algo” em um instante eles desapareceram surgindo dentro, da mansão. Rukia piscou um pouco reconhecendo o local, eles já estavam no meio do corredor da mansão.
Byakuya começou a fazer caminho para seu quarto. Antes que entrassem uma velha mulher parou olhando para eles.
“Byakuya-sama, Rukia-sama!” disse surpresa “Rukia-sama está de volta” disse em seu tom calmo, desviando o olhar para a pequena criatura nos braços de jovem.
Byakuya olhou para sua serva, Misaki era mulher mais antiga da mansão, ela era esposa de Kasuo. E tinha cuidado dele desde que ele nasceu. Sendo sua empregada pessoal até hoje, o homem nutria um respeito pela velha mulher. Byakuya pegou a criança dos braços de Rukia e entregou para a Misaki.
“Misaki, essa é Kuchiki Hikari minha filha” a mulher segurou a menina e sorriu.
“Ainda me lembro de quando eu o segurei pela primeira vez” disse olhando para a criança “Ela se parece muito com o senhor” disse respeitosamente.
“É oque eu mais escuto” Rukia disse sorrindo. Byakuya olhou para a jovem ao seu lado.
“Misaki, você poderia ficar um pouco com ela? Tenho que conversar em particular com Rukia” disse serio.
“Claro meu senhor, será um prazer” Byakuya seguiu pelo corredor, e Rukia seguiu o homem curiosamente.
Byakuya entrou em seu quarto, colocando um papel sobre a pequena mesa e pegando uma caixa rosada que estava em uma gaveta. A pequena apenas o observou por um instante, mas logo foi dar atenção ao lugar. O quarto era três vezes maior que o seu, os poucos moveis eram de uma madeira escura e sofisticada. Ela quase nunca, tinha estado nesse cômodo. E quando veio estava muito amedrontada com a presença imponente de Byakuya.
“Isso é para você” disse se aproximando com a caixa na mão, fazendo Rukia sair de seu transe. Observou a jovem que estava estudando seu quarto há instantes atrás. “Gostou? Espero que sim, um dia esse quarto será seu também” disse com sua voz profunda, declarando como se fosse um fato normal. A jovem corou, olhando confusa para ele. Byakuya abaixou a caixa, e ficou olhando para a jovem que abaixou a cabeça um pouco triste.
“Mas os outros...” disse se lembrando de que apesar de estarem juntos, o clã Kuchiki e até mesmo os outros clãs. seriam contra a esse relacionamento, que seria visto como vergonhoso e... Incestuoso, sim quase todos iriam tratar isso como incesto, mesmo que eles não tenham parentesco. Sem falar nas fofocas que surgiriam, se as pessoas sonhassem que eles estão em um relacionamento amoroso. E o pior ela era irmã de sua falecida esposa. Esse amor seria considerado doentio por todos.
“Já disse que não me importo, se fosse preciso eu largaria tudo isso, apenas para te ter ao meu lado” disse tocando o queixo da menina para poder olhar diretamente em seus olhos violetas. “Seria capaz até de viver naquele tumultuado e desrespeitoso mundo dos vivos, se com isso eu tivesse ao meu lado, não importava o resto.” A jovem o abraça, enfiando a cabeça em seu peito.
“Eu tenho tanto medo de te perder, de não poder estar ao seu lado” disse apertando o abraço. Byakuya abre os olhos surpreso com as palavras da jovem, e envolve seus braços em torno da jovem, de modo protetor.
“Você nunca vai me perder, sempre vou estar com você” disse soltando o abraço. Olhando-a de forma tranquilizadora. Por fim entregou a caixa rosada para a jovem.
Rukia pegou o objeto e olhou confusa para ele.
“Abra” disse apenas. A jovem abriu a caixa e olhou para o conteúdo deslumbrada. Uma corrente de prata, com um pequeno pingente ovular, ela percebeu que dentro do cristal transparente, tinham pequenos flocos de neve e pétalas rosadas de flores de cerejeira que pairavam dentro do cristal. Pareciam estar se movendo. Era simplesmente lindo.
“É lindo” disse emocionada. Byakuya pegou o colar se posicionado atrás de Rukia.
“Posso?” pediu.
“Hai” ele passou a mão na frente do corpo da pequena para começar a colocar o colar.
“Quando eu nasci, meu pai presenteou minha mãe com um colar que tinha um pingente em forma de estrela. Ela amava as estrelas, bem... foi oque meu avô me contou” disse terminando de fechar o feixe da corrente, dando um beijo no pescoço da jovem fazendo-a se arrepiar.
“Você nunca falou de seus pais” declarou, ainda sentindo seu corpo arrepiar enquanto Byakuya continuava a pousar leves beijos sobre seu pescoço.
“Eles morreram quando eu era muito pequeno, tenho poucas lembranças de meu pai, e nenhuma de minha mãe, ela morreu pouco tempo depois que eu nasci” disse parando com os beijos. A abraçando pela cintura, pousando a mão sobre a frente da jovem pouco acima de seus seios, tocando o cristal.
“Eu sinto muito” disse um pouco triste.
“Não há pelo que sentir, de qualquer forma eu não fiquei muito tempo junto a eles. Se não fosse pelas fotos não lembrariam nem como eles eram” pegou o pequeno pingente “você gostou?” a jovem olhou para o pingente na mão de Byakuya. “Foi feito especialmente para você”
“Hai é lindo. Arigatou” fechou os olhos “É incrível como ficou pronto rápido” disse voltando a analisar o pequeno cristal. “É tão bem feito”
“Não ficou pronto rápido” declarou com a voz profunda, enquanto beijava a face da jovem mulher. Rukia estreitou os olhos confusa. “Demorou aproximadamente uns sete meses, para ficar pronto” disse mordiscando sua orelha.
“Você... mandou fazer a tanto tempo assim?” perguntou surpresa, suspirando devido às maravilhosas sensações que suas suaves mordidas estavam causando.
“Sim, afinal” disse virando o rosto da jovem de lado capturando seus lábios, pressionando suas costas contra seu abdômen e peito “apesar de modo cruel como ocorreu, a mulher que eu amo estava esperando um filho meu” sugou seu lábio inferior em forma de provocação, ganhando um suave gemido da jovem “Não havia nenhuma outra mulher que eu iria presentear, com isso. Mesmo que eu tivesse sido obrigado a me casar com a herdeira Yamaguti, e ter um filho com ela. Não faria nada parecido, porque isso não significaria nada para mim.” Pousou um beijo sobre seu ombro “Porque você é única que eu queria para ter um filho meu.”
“Eu também não queria nenhum outro homem, para ser o pai da minha filha. Nossa filha” disse se virando de frente para ele, tocando seu rosto. “porque você é o único homem, em todo esse mundo, que ganhou meu coração” ela o beija, Byakuya a puxa para perto, uma de suas mãos a segurando firmemente pela cintura, enquanto a outra deslizava subindo pela sua costa, parando sobre a pele macia de seu ombro, que estava descoberto devido ao modelo de sua blusa. Ele não iria admitir, mas essas roupas humanas eram incríveis nela. E como ele adorava a sensação de sua pele macia.
Para sua frustração ela se afasta encerrando o beijo. Pousando suas pequenas mãos nos seus ombros largos, enquanto o olhava carinhosamente.
“Muito obrigada” disse beijando sua face “é a segunda coisa mais linda que você já me deu” disse sorridente. Byakuya olhou um pouco confuso para ela.
“Segunda?” perguntou olhando intensamente em seus olhos.
“A primeira foi nossa filha” disse se afastado olhado para o jardim. Rukia não percebeu, mas no fundo dos olhos de Byakuya tinha um brilho, de ternura ao ouvir sua declaração.
O homem se afastou pegando o papel que ele havia colocado sobre a mesa, se sentando sobre o zabuton.
“O que eu queria te mostrar, é isso” disse olhando para o grande envelope. Rukia se sentou ao seu lado, mas Byakuya não entregou o papel a ela.
“É sobre oque?” perguntou muito curiosa. Ele percebeu o brilho da ansiedade e curiosidade nos grandes olhos violetas. Era tão imaturo e adorável. Não pode evitar desfrutar um pouco mais dessa expressão.
“Tem haver com Hikari” declarou em um tom calmo, deixando claro que não era algo ruim. Mas certamente só serviu para deixa a pequena mais impaciente. Rukia tentou pegar o papel da mão de Byakuya, mas ele levantou mais alto. Rukia olhou para ele, e percebeu no fundo de seus olhos um brilho, ela estava brincando com ela?
Em seus orbes violáceos surgiu um brilho desafiador, e determinado. Afinal a baixinha era turrona, Rukia nem se importava se esse era Kuchiki Byakuya, ela apenas iria pegar esse papel. Nem que seja a força, ela já não estava nem se importando muito com o conteúdo, apenas se importava em vencer o desafio.
Byakuya riu internamente da expressão da jovem. Rukia tentou mais uma vez, mas ele levantou o papel mais alto ainda. Rukia bufou decepcionada, afinal ele era muito maior que ela. Ele só a olhava impassível como sempre, apesar de estar se divertindo. A pequena se levantou um pouco ficando sobre os joelhos, deu um pequeno pulo para tentar alcançar o papel, quase deu certo. Mas ela caiu sobre ele levando os dois ao chão. Na verdade Byakuya se deixou cair, mas ainda assim esticou o braço para traz impedindo a jovem de ter acesso. Rukia não estava se importando com o fato de ter caído e levado Byakuya junto.
A pequena ainda deitada sobre ele esticou as mãos para pegar o envelope. Enfim ela conseguiu.
”Isso!” comemorou.
“Acho que devemos praticar caligrafia, para controlar essa ansiedade” soou a voz rouca em seu ouvido. Fazendo com que seu corpo todo estremecesse.
Rukia abriu os olhos em choque, o papel foi esquecido caindo de sua mão. Ela levantou um pouco o tronco, olhando para Byakuya. Em segundos ela estava mais vermelha que um pimentão.
Ela estava encima de Byakuya, não era pior, ela o tinha derrubado e se portado de maneira infantil perante ele. Se um buraco se abrisse agora, ela iria se jogar dentro de tanta vergonha.
“Gomenasai” disse nervosa “Eu sinto muit..” ele colocou a mão em suas costas puxando-a para mais perto.
“Já te disse que você fica linda quando cora?” e a puxou para cima dele novamente, beijando-a.
A vergonha foi esquecida, ao sentir os lábios de Byakuya a beijando de forma tão intensa. Fazia tempo que ela não era beijada assim. A jovem pousou as mãos sobre os ombros dele.
Byakuya deslizou sua mão até sua coxa, segurando com firmeza. Sua outra mão a puxava pela nuca, aprofundando o beijo. A sensação de sentir, ela sobre ele simplesmente o deixava fora de controle, ele podia sentir seus pequenos montes sendo pressionado sobre ele, todo o autocontrole que ele manteve durante a ultima semana estava se esvaindo. Quando o ar começou a faltar, ele começou a distribuir beijos por sua mandíbula, mordiscando levemente, antes de começar a dar atenção ao seu pescoço.
Rukia jogou a cabeça para trás dando mais acesso ele, ela não pode evitar suspirar enquanto ele sugava e beijava os pontos sensíveis de seu pescoço. Os beijos foram parar em seu ombro, ela aproveitou o espaço para se levantar um pouco, e dar leves beijos e mordidas no pescoço do homem.
Sem aguentar mais a tortura ele a puxou para outro beijo. Mas para sua supressa Rukia tomou o controle, aprofundando o beijo. Passando suas pequenas mãos, dentro do decote de seu shihakushou, segurando firme seu ombro e deslizando a mão sobre seu peitoral esculpido. Ele não pode negar que isso era ótimo, gemeu internamente com a sensação.
Sua mão deslizou pela costa da pequena mulher, parando em sua cintura. Rosnando internamente, incomodado pelo tecido que estava em seu caminho. Então ele passou a mão por de baixou do tecido da blusa, acariciando sua cintura e costas. Com a outra mão permanecia acariciando e apertando sua coxa, às vezes subindo a mão sobre seu glúteo.
Rukia gemeu sobre o beijo, quando o sentiu deslizando a mão dentro de sua blusa, acariciando seu corpo. Sua pele queimava sobre o toque dele.
Byakuya deslizou a mão mais para cima, até chegar ao pequeno seio, pequeno, mas que cabia perfeitamente dentro de sua mão. Começou a acariciando o mamilo com seu polegar. Rukia arfou as costas, ofegando enquanto ele seguia massageando sensualmente seu seio.
“Byakuya-sama” chamou um servo do lado de fora do quarto, no mesmo instante Rukia se sentou assustada sobre Byakuya. O homem olhou serio para a porta. Só não sabia se estava agradecido ou com ódio por ter sido interrompido. Rukia se levantou se sentando sobre o zabuton corando violentamente.
Byakuya suspirou por um momento tentando se recompor, antes de responder.
“Fale” ordenou, com seu tom indiferente, sem dar autorização para o servo entrar. Se sentando novamente.
“Todos, os preparativos que o senhor ordenou foram concluídos” disse respeitosamente curvado do lado de fora do quarto. ”está tudo pronto para sua partida” finalizou.
“Certo, você está dispensado” disse frio.
“Hai, Byakuya-sama” disse saindo as pressas. Byakuya pegou o envelope que estava caído no chão e entregou a Rukia.
“É o registro de Hikari” disse simplesmente “Agora ela é oficialmente uma Kuchiki” Rukia olhou o documento. Byakuya se levantou, para sair. “Temos que voltar agora, teremos o resto do dia cheio” afirmou.
“Você não está de folga?” perguntou confusa. Ele a olhou de soslaio.
“Sim, quando voltarmos ao mundo humano você vai entender” disse pegando o documento e guardando em uma gaveta. A jovem olhou curiosa.
“Eu vou pegar algumas coisas no meu quarto e já vou” disse saindo apressada, ainda estava um pouco envergonhada.
Byakuya abre uma gaveta, pegando uma pequena caixa preta. A olhou sério, enquanto a abria olhando o conteúdo. Cerrou os olhos enquanto, fechava a caixa novamente, guardando-a em seu shihakushou. E voltou a encarrar o jardim, onde avistou um pé de pêssego. Abaixou o olhar, deixando tristeza escapar em seus orbes e foi rumo ao santuário.
Chegou ao local, se sentando frente as foto de Hisana. Fechou os olhos, tomando uma respiração.
“Eu falhei... Perdoe-me. É errado, mas não pude evitar” olhou para a foto “você sempre será importante para mim, mas ela é pessoa que reviveu o meu coração, que me ensinou a amar novamente. Eu quero estar ao lado dela, me desculpe” disse abaixando a cabeça.
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