Só Uma Noite
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Desculpa se tiver algum erro de pontuação ou acentuação.
Havia muitas luzes brancas e fortes, elas quase me cegavam. Havia uma máscara de oxigênio no meu rosto, vários aparelhos e tubos conectados a mim. Quando olho para o lado estava alguém virado de costas para mim. Não consegui distinguir quem era, pois a mascara não facilitava a minha visão e meus olhos estavam se acostumando com claridade. A pessoa se virou e quando viu que eu estava acordada, ela sorriu. Depois do sorriso descobri quem era.
- Oi. – ele se sentou ao meu lado. – Como você está? – tirei a mascara do meu rosto, aquilo incomodava muito.
- Bem... o que aconteceu? – ele se acomodou na beirada da cama e segurou a minha mão.
- Você atirou em si mesma, mas matou o bandido. — ele deu uma risadinha de canto de boca. — O que você estava pensando quando fez aquilo?
- Bom... eu estava pensando em sair dali.
- Sair dali em uma ambulância? Bom... mas pelo menos a bala atravessou!
- É... — eu tentei sorrir. — Há quanto tempo estou aqui?
- Dois dias... — ele olhou para baixo. — Me desculpe por não estar lá. Mas...
- Não precisa se desculpar Conrad! Mesmo se você estivesse ia acontecer a mesma coisa... Eu ia atirar em mim da mesma forma. — brinquei, não queria que ele se sentisse culpado pelo que aconteceu.
Ele olhou para trás, viu que não tinha ninguém, se inclinou e beijou minha testa.
- Eu te amo! — ele sussurrou no meu ouvido. Aquele sussurro me causou calafrios que percorreram toda a espinha. Eu me inclinei para beija-lo, mas o meu ferimento me impediu. A dor foi tão grande que fez eu me contorcer na cama.
- Oh meu Deus como isso dói! — eu me deitei novamente. — Sério? — olhei para baixo, eu havia conseguido abrir os pontos, minha camisola começou a ficar suja de sangue.
- O que houve? — ele se afastou de mim.
- Abriu os pontos! – minha voz tinha um tom de dor.
- Vou chamar a enfermeira.
Ele saiu do quarto, voltou em minutos com a enfermeira, ela fez novos pontos e exigiu que eu não me mexesse.
Passou mais um dia e então eu poderia voltar para casa. Quem me levou para casa foi Warrick. Ecklie estava com alguns problemas no laboratório.
- Não quer mesmo que eu fique? O turno só começa daqui a três horas.
- Não, eu estou ai... bem! — ele colocou meu braço em volta do seu pescoço e me levou para dentro de casa.
- Mesmo?
- Mesmo... Mas se você quiser ficar, tudo bem. — ele me colocou sentada no sofá.
Warrick passou o final da tarde comigo, ele é meu melhor amigo e acabei contando a ele sobre eu e Ecklie, ele não pareceu espantado, me falou que já sabia há tempos sobre esse meu amor por Ecklie, mas nunca comentou comigo para não me deixar envergonhada. Faltava uma hora para começar o turno, eu iria ficar seis meses até me recuperar por completo. Warrick foi embora. Lindsey já havia chegado da escola. Aproveitei o resto do dia com a minha filha, fazia tempo que eu não ficava com ela.
Um mês se passou. Praticamente todo mundo já havia vindo me visitar, principalmente Ecklie. Ele vinha quase todos os dias após o trabalho. Não fizemos nada ainda, iria demorar muito para aquilo cicatrizar por completo, e doía sempre que eu fazia algum movimento brusco. Estávamos tendo ótimos momentos juntos, estávamos nos conhecendo melhor, Lindsey já havia conhecido Ecklie e gostou muito dele. Ele me falou sobre a sua filha, até o motivo que se separou da ex-mulher.
Faltava um mês e meio para eu finalmente voltar à ativa. Já havia cicatrizado meu ferimento, não por completo, mas eu não estava mais usando nenhuma gaze para protegê-lo. Às vezes doía quando eu ria ou fazia muito esforço.
Ecklie me convidou para jantar na casa dele, ele mesmo faria o jantar e depois assistiríamos a um filme.
Eram sete horas quando ele veio me buscar. Deixei Lindsey com a minha mãe. Fomos direto para a casa dele.
- Eu sei que você não pode beber nada alcoólico ainda, então teremos suco. — ele sorriu brincando.
- Suco! — sorri, suco foi o que eu mais bebi, mas não queria estragar a noite, então não falei nada.
Ele terminou de preparar o jantar, a mesa já estava posta. Tudo muito bem posto, velas, luz baixa, tudo incrivelmente romântico. Nós jantamos macarrão com almondegas, me senti como no filme “A Dama e o Vagabundo”, só que não teve a parte dos dois comendo o mesmo espaguete. Após o jantar ao invés de assistirmos ao filme acabamos deitados no sofá aos beijos.
Durante esses meses nós já havíamos nos permitidos certas intimidades, já havíamos feito coisas que não exigiam muito do meu esforço, mas nunca havíamos feito sexo.
Eu estava embaixo dele enquanto lutava para desabotoar a sua camiseta.
- Deixe que eu faça isso. – ele se levantou e desabotoou a camiseta rapidamente, logo voltou a me beijar.
Ele colocou minhas pernas em volta do seu quadril e nos levantou, foi em direção ao quarto. Deitou-me na cama gentilmente e logo tratou de tirar meu vestido.
- Espera só um pouco. – ele se levantou, ligou um pequeno rádio que tinha em seu quarto, abaixou as luzes e voltou para a cama. Estava tocando Bryan Adams – (Everything I do) I do It For You. (ouçam ela junto por favor)
Ele começou a plantar beijos em meu peito, aos poucos ele ia descendo, beijou minha cicatriz, aquilo me deu uma sensação estranha, mas me mostrou que ele não se importava com ela, embora ela sendo um pouco feia. Quando chegou a meu ventre um arrepio percorreu por todo o meu corpo. Ele tirou minha calcinha, logo senti sua língua em mim. Aquela sensação era muito gostosa, meus gemidos saiam abafados, minhas unhas estavam cravadas ao lençol. Ele parou subitamente e veio subindo. Beijos eram plantados em meu tronco durante todo o percurso de volta aos meus lábios. Seus beijos até agora eram as melhores coisas que podiam vir dele, eram tão delicados e gentis, tão cheios de amor. A impressão que dava era que ele queria que cada beijo fosse único e inexplicável. A forma como ele me acariciava, a forma como ele demonstrava seu amor por mim, era algo completamente diferente e adorável. Quando o senti dentro de mim, eu poderia explicar a sensação, além do incrível prazer que me gerou, como extraordinária, nós estávamos consumando nosso amor carnal e de uma forma espiritual nesta noite. Pela primeira vez em toda a minha vida me senti completa, me senti viva, pela primeira vez eu soube que estava realmente amando alguém.
Seus movimentos eram rápidos, estávamos em uma sincronia incrível, chegamos ao ápice juntos, ele tombou ao meu lado, ambos com as respirações ofegantes e um sorriso estampado no rosto. O silêncio pairou no ar, às vezes era quebrado por um suspiro de satisfação ou uma risada curta. Nós nos olhávamos, seus olhos tinham um brilho incrível, a felicidade transparecia em seu rosto. Ele sorriu e falou:
- Eu te amo!
Eu simplesmente me aproximei dele lhe dei um beijo e falei em seu ouvido.
- Eu também te amo e nunca vou deixar de amar!
Ele me puxou para perto de si e me beijou novamente. Fizemos amor mais duas vezes naquela noite.
Logo de manhã fui recebida por um café na cama e pelo homem da minha vida. Ele vestia uma cueca boxer, apenas isso e seu sorriso incrível. Ele não era nem musculoso nem magrelo, Conrad era na medida certa. E ele conseguia me deixar excitada em plena manhã.
- Bom dia! – ele pôs a bandeja em meu colo e sentou-se ao meu lado. – Dormiu bem? – ele me beijou.
- Melhor impossível! – falei tomando um gole do suco. – E você?
- Impossível não ter dormido bem ao seu lado. – ele sentou ao meu lado na cama e pegou o outro copo de suco. – Daqui a pouco tenho que ir para o laboratório! – ele me olhou com uma cara triste.
- Que pena... – falei num tom sarcástico e triste e olhando para baixo. – Só porque daqui a pouco eu iria tomar um banho. – quando voltei a olhar para ele, o mesmo tinha um sorriso safado estampado no rosto.
Terminamos o café, eu me levantei e peguei a primeira coisa que tinha na minha frente, a camiseta dele. Vesti enquanto ia em direção ao banheiro. Ele me olhava, esperando algum sinal para que fosse atrás de mim. Eu apenas olhei para ele e pisquei, quando dei por mim ele já estava abraçado a mim, plantando beijos em meu pescoço.
Não preciso dizer o que fizemos durante o banho, mas apenas direi que foi ótimo.
Faltava apenas um dia para eu voltar ao laboratório, então aproveitaria ele da melhor maneira possível, ao lado da minha filha. Eu e Lindsey fomos ao New York New York e depois fomos a um parque no nosso bairro. À noite eu sairia com Ecklie e Lindsey ficaria com a minha mãe.
Eram oito horas quando Ecklie chegou.
- Você está linda. – ele sorriu e me deu um beijo.
- Obrigada, você também não está nada mal. – ele riu o que me fez rir também. – Só vou avisar minha mãe que já estou indo e que... – me aproximei do ouvido dele. –... Não volto.
- Ok... te espero no carro.
Eu fui até a cozinha, onde minha mãe estava fazendo o jantar, avisei que já estava saindo e fui até o quarto de Lindsey lhe dar um beijo.
Na metade do caminho eu resolvi perguntar onde estávamos indo, mas ele não quis responder. Quando chegamos notei que conhecia o lugar, era o mesmo lugar onde eu e Ecklie tivemos nosso primeiro encontro. Quando entramos no pequeno restaurante o garçom nos recebeu, mas eu notei que ele fez um gesto com Ecklie, não sabia muito bem o motivo, mas o meu sentido de perita criminal estava me dizendo que algo eles tinham tramado, e pelo jeito todo o restaurante estava sabendo, menos eu. Enquanto sentávamos a mesa notei que os garçons conversavam entre si e os cozinheiros olhavam pela pequena janela na porta da cozinha.
Nós não sentamos em uma mesa na rua como da última vez, pois estava um pouco frio, mas sentamos perto da janela e por incrível que pareça, a vista era exatamente igual a da última vez.
Após pedirmos a comida notei um pequeno alvoroço vindo da cozinha, Ecklie tentava chamar a minha atenção para ele, mas estava impossível, eu sabia que ele tinha combinado algo, mas ainda não havia descoberto.
- Catherine? – ele tocou a minha mão.
- Sim? – voltei a olhá-lo sorrindo.
- O que tem lá atrás que é mais interessante que eu? – eu ri do que ele havia falado.
- Nada não. Mas Ecklie...
- Sim? – ele acariciava a minha mão que estava em cima da mesa.
- O que você combinou com eles? – notei que a minha frase havia afetado ele um pouco, é eu descobri.
- Você quer parar de ser uma CSI, apenas por um dia? – ele falou rindo.
- Ok... me desculpe, mas o que você combinou? – ri de volta.
- Nada Catherine, nada! – ele chamou o garçom para tentar sair daquele assunto. Eu prestava atenção em tudo o que ele fazia, queria descobrir o que iria acontecer antes de ser feito. Ele bateu o dedo indicador duas vezes em cima da mesa e o garçom afirmou quase imperceptivelmente com a cabeça.
Quando terminamos de comer, pedi licença e fui até o banheiro. Quando voltei Ecklie estava com um sorriso estranho no rosto. Sentei-me e fiquei o encarando.
- O que foi? – perguntei.
Ele colocou a mão dele em cima da mesa significando que queria segurar a minha.
– Catherine, faz mais ou menos seis meses que estamos saindo, é cedo, talvez cedo até demais, mas eu não consigo pensar em outra coisa além de você, não consigo acordar sem estar pensando em você e muito menos dormir sem estar pensando em você, os únicos dias que consigo dormir e acordar sem pensar em você é quando sei que você esta ao meu lado na cama. Não estou dizendo que pensar em você é ruim, é completamente ao contrário, é ótimo pensar em você, mas... eu quero não precisar mais pensar em você e sim estar com você. Quero que se torne frequente os dias em que eu acorde e tenha você ao meu lado, eu... – ele se ajoelhou a minha frente, nesse momento algumas lágrimas já escorriam pelo meu rosto e um sorriso bobo já tomava conta do mesmo. – Eu quero que a partir daqui a alguns meses eu possa te chamar de esposa. Eu sei que Catherine Ecklie ira ficar estranho, ou Sra. Ecklie, mas você não precisa mudar seu sobrenome se não quiser. – nós dois rimos. — Mas eu quero apenas lhe chamar de esposa e quero ouvir sair desses lindos lábios você me chamando de marido. Então Catherine... você aceita se casar comigo? – ele abriu uma pequena caixa de veludo, onde continha um pequeno anel de noivado. Ele continuava a me olhar, o silêncio estava tomando conta do local, os olhos de todos estavam voltados a nós dois, principalmente a mim. Eu amo Ecklie, mas casamento é uma coisa tão séria, uma coisa que pode acabar ou fortalecer o nosso amor.
Os olhos dele eram esperançosos e estavam sendo tomado por um ar triste, eu estava demorando muito a responder.
- Sim! – quando minha voz quebrou todo aquele silêncio agoniante, vários gritos de felicidade tomaram conta do restaurante, pessoas se abraçavam, riam, e algumas senhoras limpavam as lágrimas. Ecklie colocou o anel no meu dedo e logo me abraçou.
Depois de sairmos do restaurante, ele nos levou para a casa dele, que estava romântica ao extremo. Velas, pétalas de rosas pelo chão, champagne, chocolate, tudo o que tinha direito para uma noite incrivelmente romântica.
Nós nos casamos cinco meses após o pedido, nada muito extravagante, apenas com amigos e família. As coisas no laboratório ocorreram não exatamente da forma que esperávamos, mas sim melhores.
Às vezes me pego pensando no que teria acontecido se eu e Ecklie nunca tivéssemos ido jantar naquela noite, talvez nós até hoje estivéssemos separados. Mas uma coisa eu sei, que quando é para ser, vai ser.
E foi preciso só uma noite para que nossas vidas mudassem por completo e para que a nossa felicidade fosse eterna.
FIM
Notas finais
Eu ainda estou em projeto com uma fic... então se gostaram dessa fic, leiam as outras e comentem eu ficaria muito feliz!
Beijos, vocês são ótimos! :*
Fale com o autor