Só Quero Me Casar!
19 Saudades?
Notas iniciais
Bem, capitulo grande então espero que gostem.
Boa Leitura!
POV Annabeth
Girei a chave na maçaneta da porta, já estava praticamente a noite, e Percy estava em casa provavelmente.Meu coração deu um pulo. Eu queria muito sentir ódio, o mais ódio possível pois ele e Carla estavam me escondendo alguma coisa.
Primeiramente eu achei que era uma traição, mas depois eu raciocinei melhor e ele nunca iria contar sobre uma traição para Carla, ou me trairia com Carla. Eu os conheço muito bem e tenho certeza que não.
Mas meu ódio era por eles estarem escondendo alguma coisa, coisa esta que eu nem faço ideia do que é.
Hoje é dia 29 de Fevereiro, três semanas atrás eu saí por esta mesma porta com um aperto no coração, e hoje eu entro com este mesmo aperto no coração. Abri a porta, Percy estava olhando para a janela perto da cozinha. Mordi meu lábio inferior nervosa e fiz a primeira coisa que me veio a cabeça.
–Oi- Eu disse , ele se virou, tinha um copo do Starbucks em sua mão, e estava apenas de bermuda, seus cabelos negros estavam bagunçadíssimos, seus olhos fundos e verdes, mas ele estava tão lindo, Percy sorriu para mim.
–Oi- Ele respondeu, colocando seu copo no balcão, puxei minha mala para dentro do apartamento – Você não atendeu minhas ligações muito menos me ligou, aconteceu alguma coisa?
Engoli em seco, o que eu diria? SIM, ACONTECEU, EU VI VOCÊ E CARLA FALANDO ALGUMA COISA E FIQUEI COM RAIVA, ENTÃO NÃO FALEI COM VOCÊ POR ESTAS TRÊS SEMANAS, mas eu estou com saudades então me beija logo.
–É... Eu estava muito ocupada lá no Olimpo, sabe? – Eu disse, ele vinha se aproximando de mim- E tipo... eu chegava no acampamento e deitava na cama apenas de tão cansada que eu fiquei ,estas três semanas foram bem cheias, você nem faz... Ideia – Percy havia chegado muito perto de mim, encarava minha boca de uma forma sedutora.
–Eu senti muito a sua falta – Ele sussurrou rouco, assenti com a cabeça, olhando para seus olhos verdes como o mar.
–Eu também... Também senti sua falta- Respondi, ele olhou para os meus olhos tempestuosos e depois para a minha boca mais uma vez.
–Eu fiquei aqui sozinho-Ele disse fazendo um bico, e passando o polegar pela minha bochecha, eu queria agarra-lo, e falar que nunca mais o deixaria sozinho.
–Ahn... É? –Eu perguntei abobada, odiava quando ele me deixava assim. Seu polegar foi para os meus braços, retirando meu sobretudo marrom claro.
–Está fazendo calor aqui em Chicago – Ele disse, seu tom era tão rouco que ou ele havia chorado muito, ou estava realmente querendo me provocar.
–É, agora eu estou sentindo –Respondi, ele sorriu para mim mais uma vez e mordeu meu lábio inferior, fechei meus olhos, seus lábios foram para o meu pescoço, beijando- o e o lambendo. Senti –me arrepiar.
–Percy... –Eu sussurrei, colocando as duas mãos em seu peitoral e o separando de mim.
–Sim? – Ele perguntou, olhando para mim com os seus olhos verdes escuros.
O empurrei para o sofá, sentando-se encima do seu colo.
–Você não sabe o quanto eu senti sua falta- Eu disse, passando meus dois braços pelo seu pescoço.
–Nem você o quanto eu senti a sua – Ele respondeu, olhando para os meus olhos displicente.
Passei minha mão por seu abdômen, eu também havia sentido falta daquele corpinho lindo, senti sua língua quente em meu pescoço mais uma vez, mordisquei sua orelha.
–Eu queria saber como eu consegui ficar tanto tempo sem você – Ele disse no meu ouvido.
O separei dele de uma vez só, lembrando-me do que eu vi na Mensagem de Íris. Ele estava me escondendo alguma coisa, o que?
Fui na cozinha e peguei um copo de água, me atrevi em olhar para o sofá e Percy olhava para mim sem entender nada.
–Tá, aconteceu alguma coisa. Pode falar o que é- Ele se levantou e foi parou na minha frente, ele era poucos centímetros mais alto que eu, então conseguia olhar para os meus olhos diretamente.
Bebi o copo de água.
–Eu sei que você está me escondendo alguma coisa- Eu disse, ele arregalou os olhos e eu fechei os meus. Então os abri novamente, ele estava sentado no banco ao meu lado.
–Annabeth...
–Eu não sei o que é que você está me escondendo, mas seria bom se você falasse logo porque eu odeio que me escondam as coisas. – Eu disse de uma vez, retirando o peso dos meus ombros por estar ali com ele sabendo que o mesmo estava me escondendo algo.
Ele ficou alguns segundos calado, encostei-me a geladeira e cruzei os braços, ainda com o copo de água na minha mão direita.
–Não é verdade? – Eu perguntei, mordendo o lábio inferior.
–Sim, é verdade. Eu e Carla estávamos te escondendo alguma coisa.
–Pode falar o que é agora.
–Eu e ela queríamos fazer com você uma viagem, eu, você, Joe e ela, porque o seu aniversário é daqui a 2 dias- Ele disse, arregalei os olhos, me esquecendo completamente do meu aniversário.
–Oh...
–Mas você como sempre não acredita em mim, não é? Eu confio em você!- Ele disse, se levantando, seus olhos estavam verdes escuros mais uma vez, só que agora de raiva- Quando aquele idiota do Damon chegou aqui e eu fui embora por uma semana, eu confiei em você, eu sabia que ele estava aqui, te comendo com os olhos, mas mesmo assim eu confiei! Porque é assim que um casal é!
Meus olhos encheram de lágrima, isto Annabeth, você é uma retardada! Ele me encarou mais uma vez, sua expressão era fechada, e eu estava com medo pois era a primeira vez que ele levantava a voz comigo.
Ele suspirou e coçou a cabeça.
–Talvez isto seja coisa da minha cabeça, talvez só eu pense assim, mas sem confiança... — Ele parou por um breve momento – O nosso casamento vai desmoronar.
Olhei para ele, com uma cara de choro, ele me encarou mais uma vez e andou pelos corredores, entrando dentro do quarto e fechando a porta com força. Uma raiva súbita correu pelas minhas veias, joguei o copo de vidro no chão com força, sangrando parte da minha mão.
–Isso mesmo! Quebra tudo! –Ele gritou. Peguei minha bolsa que estava no sofá e saí porta a fora, pegando meu celular e ligando para Carla.
–Oi.
–Posso ir pra sua casa? – Eu perguntei, com a voz chorosa ,chamei um táxi com a mão.
–Claro Annie, aconteceu alguma coisa? Você voltou bem de NY? – Suspirei.
–Depois eu te falo tudo – Então desliguei meu celular, entrando no táxi.
* * *
–Annabeth!- Gritou Carla, enquanto estávamos sentadas no tapete branco, e encostadas no sofá também branco.
–É, eu sei, eu fiz mal em desconfiar de vocês dois. Que estavam planejando uma viagem para mim! Eu sou uma idiota! – Gritei, Carla suspirou.
–Seria uma viagem legal – Ela disse, mas seu tom era estranho. Franzi o cenho, juntando as sombracelhas.
–Tudo bem? – Perguntei, ela arqueou a sombracelha.
–Tudo, você vai ter que pedir desculpas pro Percy , já- Ela disse, num tom autoritário, assenti.
–Eu fiquei com raiva porque ele havia ficado com raiva, sabe? E eu não tinha o que responder. Então eu saí de lá rápido, foi à primeira coisa que eu fiz.
–Foi à primeira briga séria de vocês, né? – Ela disse, assenti triste.
–É o noivado, né? – Perguntei ,ela riu e eu ri levemente também.
–Você tem que voltar para casa – Carla disse, fiz uma cara de pidona.
–Por favor, deixa eu ficar esta noite aqui, hoje é sexta, amanhã você nem vai trabalhar, nem eu, poor favor – Eu disse, ela sorriu e beijou minha testa.
POV Percy
–Pelo menos você não disse que era a festa não é? – Joe disse, bebendo junto comigo.
–Mesmo assim. Ela não confiou em mim! Sendo festa ou não, eu estou com raiva, eu confio nela, e eu nunca dei motivos para ela pensar ao contrário de mim, porque ela é tão...
Bufei, bebendo um pouco mais de rum.
–Eu nem sei se quero mais fazer esta festa- Eu disse, passando o dedo pelo meu copo. Joe me olhou reprovador.
–Ainda é o aniversário dela, Percy, deixa de ser criança – Ele disse, bufei mais uma vez- E para de bufar, você sabe que eu estou certo. Agora vai para casa antes que acabe bêbado.
Assenti, pegando uma cerveja e saindo com ele do bar. Fiquei no banco de passageiro e ele dirigiu até a minha casa.
–Boa sorte, cara –Ele disse, assenti e entrei dentro do prédio, e depois no meu apartamento.
–Tem alguém aí? – Perguntei , levemente bêbado. Ri , eu estava sozinho, de novo.
Tirei minha calça, blusa e tênis e me joguei na cama, cansado.
* * *
Acordei com um raio solar atingindo diretamente meus olhos, passei a mão nos cabelos, o ontem havia passado, e a raiva momentânea também, me sentia na obrigação de conversar com Annabeth agora, e então a porta se abriu. Revelando uma Annabeth com shorts curtos e um blusão cobrindo ele. Seus cabelos estavam soltos e rebeldes. E ela olhava para mim mordendo o lábio inferior.
Levantei-me um pouco encostando minhas costas na cabeceira da cama, olhei diretamente para Annabeth, sua mão estava enfaixada. Lembrei-me do vidro quebrando ontem.
–Desculpa- Ela sussurrou, olhando para o lado. Mesmo assim, eu quis brincar um pouco.
–Oi?
–Desculpa... — Ela sussurrou de novo.
–Não estou ouvindo o que você quer dizer talvez eu...
–Desculpa! Ok? — Ela gritou, sorri- Eu fui uma idiota, eu sou orgulhosa, ridícula, ciumenta, desconfiada, e eu não sei como você me aguenta. Eu deveria confiar em você, e eu vou confiar a partir de agora, porque eu não quero que o nosso casamento desmorone antes mesmo de começar!
Olhei para ela, com um sorriso de lado, passei a mão nos cabelos mais uma vez. Ela sentou na ponta da cama, engatinhei-me até o seu lado, sem me importar por estar só de cueca.
–Você não vai me desculpar, não é? – Ela perguntou, olhando para o chão, segurei seu rosto.
–Você precisa confiar em mim – Eu disse, olhando em seus olhos, ela assentiu.
–Eu vou – A mesma respondeu, olhando para os meus olhos mais uma vez, sorri, levantando-me um pouco e a beijando, seus lábios encostaram-se ao meu carinhosamente depois de 3 semanas e 1 dia sem se encostarem.
Puxei seu corpo para mim e ela arranhou meu peito, sorrindo entre o beijo.
–Posso te confessar uma coisa? – Ela sussurrou, olhei em seus olhos, balançando a cabeça mostrando que sim.
–Eu não transo a 3 semanas- A mesma disse ,fazendo careta. Ri em seu ouvido
–Eu também – Respondi, mordiscando seu ouvido, ela riu junto comigo.
Peguei sua cintura e deitei-a na cama com cuidado, por sua mão estar enfaixada, tirei sua sapatilha e beijei sua perna, começando dos pés e terminando na parte interna da coxa. Olhei em seus olhos, cinzas tempestuosos, tinha muito tempo que eu não tinha o visto, com a mão boa, ela me puxou, ficando com seu rosto frente a frente ao meu, passando seu dedo indicador pelos meus lábios, bochecha e têmpora.
Ela me impressiona a cada dia, três semanas atrás, ela havia me prendido nesta cama, passado nutella no meu corpo, e me torturado de uma forma prazerosa. Mas hoje, ela estava sendo carinhoso, o que me faz crer que a futura Sra. Jackson é uma caixinha de surpresas.
Fechei os olhos sentindo seu toque, apoiei meus cotovelos na cama, de forma que nem todo o meu peso ficasse encima dela.
Annabeth mordeu meu lábio inferior enquanto eu passava a mão por dentro de seu short curto, senti o gosto férreo do sangue em minha boca.
Tirei seu short de lycra de uma só vez e ela mesma retirou sua blusa, beijei algumas das sardas que sempre tinha em seu colo, alguns meses atrás lhe prometi que beijaria cada uma delas. Não hoje.
Levantei-a com uma mão e retirei seu sutiã, o jogando num canto qualquer do quarto.
Toquei seu seio esquerdo e beijei o direito, suas costas arquearam trazendo seu seio para mais perto da minha boca.
Mordi seu mamilo e sorri para ela, lambi seu seio e o mordi mais uma vez, deixando-o vermelho e sensível.
Dei o mesmo tratamento para o outro e desci meus beijos, deixando o rastro de saliva por todo seu abdômen.
Lambi os lábios e retirei sua calcinha vermelha. Uma das piores coisas das três semanas? Além da profunda solidão, a falta de sexo.
Em nove meses de convivência com Annabeth, eu devo ressaltar que foram nove meses bem...quentes. Não me recordo de nenhuma vez que ficamos 3 ou 4 dias sem transar. Então 3 semanas de afastamento me fez subir pelas paredes.
Senti o pé de Annabeth subir por minha canela e coxa, parei um pouco para olhar o que ela iria fazer e quando menos me dei conta ela havia trocado as posições, passou a mão pelo meu membro por cima da cueca, o enrijecendo mais, e quando eu menos esperei, ela adentrou minha cueca me masturbando levemente.
Fechei os olhos levantando a cabeça, sentindo sua mão macia e pequena me masturbar com fervor, um gemido estrangulado saiu da minha boca e para o meu descontentamento, sua masturbação parou e ela retirou minha cueca.
Levantei-me um pouco e encostei-me a cabeceira, ela subiu em meu colo.
–Adoro suas bochechas vermelhas- Ela disse, enquanto continuava uma masturbação lenta, peguei em sua cintura, ainda olhando em seus olhos, e encaixei-a, apenas ameaçando a penetrar. Suas bochechas ficaram vermelhas e seu cinza dos olhos mais tempestuosos.
–Vai...logo- Sorri, então ela mesmo desceu sobre meu pênis, quase tive um enfarto e quando abri a boca para gemer sua língua preencheu minha boca, seus dentes roçaram no meu lábio e por um momento eu não me contive, e a penetrei por inteiro.
Senti seu gemido de dor e praguei baixinho, eu sempre me segurava para não lhe causar dor. Parei de estoca-la e seus olhos abriram de novo. Olhando-me acusadoramente.
–Continua- Ela disse, cavalgando lentamente sobre meu membro, sentindo-o enrijecer ainda mais a cada subida e descida.
–Eu vou te Machu... – Mais um beijo, agora um mais lento e carinhoso, suas duas mãos foram para o meu pescoço, rodeando-o, e seus selinhos foram para as minhas ‘’bochechas vermelhas’’, como se ela fosse me machucar, e não ao contrário.
Ela continuava a cavalgar lentamente, fazendo-me perder o rumo, perdi a paciência e inverti as posições.
Senti um pouco de raiva ao ver seu sorriso satisfatório, ela sempre conseguia o que queria de mim.
Mordi o lóbulo da sua orelha com força, suas unhas arranharam minhas costas.
–Vai doer — Posicionei meu pênis em sua entrada, ela sorriu- E agora... –eu continuei, olhando em seus olhos- Eu não ligo.
Estoquei-a o mais fundo que pude ,antes pelo menos eu tinha o bom senso de ser precavido e não machuca-la, bom senso esse que havia sumido.
Senti seu pior gemido de dor, mas suas mãos em minhas costas me puxavam ainda mais para perto de seu corpo. Passei a mão em seus cabelos, que estavam molhados de tanto suor.
Sua expressão era de pior dor possível, beijei as suas bochechas coradas mais carinhosamente que pude.
–Droga- Ela sussurrou no meu ouvido, mordisquei seus lábios, seus gemidos de dor foram cessados e os de prazer foram postos no lugar.
Uma de suas mãos tateavam minhas costas e a outra puxava minha nuca para seu pescoço, onde eu beijava a pele ali até então vermelha.
Virei Annabeth de costas, sentando-me em suas pernas bronzeadas, ela olhou para trás, mas naquele momento eu já estava beijando suas omoplatas, desci meus beijos para a parte interna da sua coxa. E então a penetrei mais uma vez, jogando toda a força que eu poderia nela.
Alguns gemidos de dor mais uma vez saíram de sua boca junto com os de prazer.
–Então... estou vendo o seu máximo hoje? – Ouvi-la sussurrar, sorri e massageei seu clitóris com a mão.
–Oh Filho da... – Mordi seu ombro, ela ainda era muito apertada, fazendo-me ver literalmente pontinhos pratas em minha visão, todo o meu corpo estremeceu e eu soube que estava por vir.
Estimulei Annabeth com um segundo dedo e eu tinha quase certeza que o vizinho de andar havia ouvido seu gemido.
Todos os meus músculos se enrijeceram e o mais longo gemido de Annabeth da noite veio, junto com seu corpo tremendo por inteiro e caindo de uma vez na cama, dei mais algumas estocadas e senti meu liquido esvair-se dentro dela.
Joguei-me ao seu lado da cama, olhei em seus olhos, que estavam divertidos.
–Você nunca foi assim- Ela disse, pensativa, sorri.
–Quem manda você me provocar, Chase? – Sussurrei, fazendo minha respiração voltar ao normal
–Eu vou estar aleijada amanha- Ela disse, pela primeira vez olhei para ela preocupado, entretanto ela se pôs encima do meu membro, rebolando encima dele, sorri, essa menina era sim insaciável.
Troquei as posições jogando-a com força na cama.
–Amanha você prepara a cadeira de rodas pra mim –Ela disse, mordendo meu pescoço, então eu soube que o dia só estava começando...
POV Autora
Dor- Era o que Annabeth sentia nas suas costas, nadegas, braço, perna, pescoço.
O dia de sábado fora maravilhoso não só para Annabeth como também para Percy, eles não saíram do quarto por 24 horas, sexo, sexo, sexo. A linda loira deu graças a Deus por tomar suas pílulas todos os dias.
O sol estava rachando do lado de fora do seu apartamento, era definitivamente uma manha ensolarada de domingo. Tirou os lençóis de suas pernas e arregalou os olhos.
Levantou-se, e então sentiu que havia acabado de perder a virgindade, arrastou-se até o espelho e teve vontade de chorar e ao mesmo tempo dar uma gargalhada.
Hematomas feios estavam nas partes internas da sua coxa, outro hematoma no pescoço, algumas manchas vermelhas no seio e um corte no lábio.
Sim, ela adorava mesmo sexo de reconciliação... E de saudades.
–Você deve achar que eu amo te marcar-Falou uma voz rouca, baixa e grossa. Annabeth fechou os olhos, e se virou. Por um momento sentiu uma enorme vergonha porque seu corpo estava todo marcado. Mas logo depois deixou isto para lá porque a culpa era exatamente do homem a sua frente, que estava encostado no batente da porta de cueca com um copo de café (com chocolate e creme, Annabeth sabia que era o preferido dele).
–E não ama? – Ela perguntou, andando até ele, parecia que suas pernas não iriam aguentar seu peso, mesmo assim forçou um sorriso. Percy revirou os olhos e suspirou, colocando o copo de café com chocolate na estante e pegando na cintura de Annabeth.
–Quem mandou você me provocar? Porque você ama fazer isto não é?Eu poderia ter me contido, ter pegado leve mas você...
–Cala a boca. Eu ia te elogiar. – Ela disse, pegando o café dele e bebericando, Percy a abraçou por trás e beijou carinhosamente seu ombro.
–Deve estar doendo. –Ele disse, passando os cabelos loiros para um lado e dando um selinho no outro lado do pescoço da Chase.
Annabeth separou seus corpos e deu meia volta. Indo até a pilha de lençóis do seu lado e o enrolando em seu corpo.
–Porque você fez isso? –Perguntou Percy
–Da cama que não ia ser, né? – Perseu riu, balançando a cabeça e abraçando mais uma vez a cintura da sua namorada.
–Eu estava falando... Deixa para lá.
Annabeth sentiu sua boca formar um O ao ver o banquete feito por seu noivo, torradas, geleias, frutas, café ,suco, chocolate quente, bolos, biscoitos e várias outras coisas.
–Feliz Aniversário- Perseu disse sorrindo, ela virou-se para ele, que continuou encostado no batente da porta, bebendo seu café – Não era só ela que estava cansada.
–Percy... – Ela sussurrou, virando-se e beijando seu namorado, passando seus braços por seu pescoço e ignorando a dor por um momento.
Perseu abraçou sua cintura e riu em seu ouvido, ela beijou suas ‘’bochechas vermelhas’’ e beijou seus lábios mais uma vez.
–Tudo bem, o aniversário é seu- Ele disse, rindo.
Ela afastou-se dele, e o olhou mais uma vez, coçando a cabeça e rindo de lado.
Então ela sentou-se em frente a mesa de vidro para tomar um café, Percy sentou em sua frente e riu ao ver que ela estava tão esfomeada quanto ele algum tempo atrás.
Então ele pegou um embrulho vermelho e estendeu para sua namorada, com um sorriso de lado.
–Também teria a viagem mas você estragou tudo não é... –Percy ficou feliz em contar a mentira no dia de anteontem para variar.
Annabeth revirou os olhos enquanto comia uma torrada com... nutella. Perseu balançou a cabeça retirando os pensamentos impróprios.
A loira olhou para o noivo e abriu o embrulho, quase teve um enfarto ao ver o que tinha visto. Se Percy tivesse dado uma joia, uma roupa, uma quantidade em dinheiro ,que seja, nunca significaria tanto quanto uma de suas maiores paixões, livro.
–O livro de ouro de John Green! – Ela gritou, Percy sorriu mas olhou sem entender nada, ele não sabia o que era livro de ouro – já que o livro não era de ouro. E muito menor quem era John Green. Mas por todos estes meses Annabeth o falava o quão triste ficava por não achar o último livro de John Green para completar sua coleção de literatura contemporânea.
Annabeth se levantou e deu pulinhos, ignorando completamente mais uma vez a dor enorme em suas pernas. Deu a volta e mais um longo beijo no namorado.
–É meu! É meu! Há-há. Eu completei minha coleção primeiro que Carla! TODOS MORRAM DE INVEJA! –Ela gritou, sorrindo.
Percy riu também e ela voltou para seu lugar, cantarolando algo como ‘’toma Carla’’ e abrindo o livro. O filho de Poseidon colocou a mão no queixo enquanto observava a loira ver atentamente o livro. Seus olhos cinzas subiram para ver o rosto másculo de Perseu.
–Como você achou este livro? –Ela perguntou semicerrando os olhos –Eu procurei isto aqui em todo o lugar- Ela disse, mordendo o lábio inferior.
–Tenho alguns contatos- Disse Percy somente e Annabeth não continuou o assunto, sabendo que ele não falaria nada.
Deixou o livro de lado e voltou a comer- sua fome ainda era tamanha depois de ficar um dia sem comer nada, de proposito.
Ela ouviu a campainha ser tocada e então Percy se levantou, vestindo uma bermuda caqui e atendendo a porta.
A loira e Percy quase caíram de susto ao ver os dois morenos invadindo o apartamento deles dessa maneira.
–Oi,Annie! –Eles disseram em uníssono.
–E Percy... –Disse o moreno, se recuperando do susto.
–Claro, e Percy... – Disse Nico, revirando os olhos e dando oi. Thalia simplesmente o ignorou por ele estar sem camisa.
Annabeth se levantou e os dois morenos correram em sua direção.
–23 anos! –Gritou Thalia. A caçadora com eterna aparência de 16 anos.
–Parabéns!- Gritou Nico em seu outro ouvido. E Annabeth estranhou por Nicoly* não estar ali com ele.
–O que vocês estão fazendo aqui? –Perguntou Percy chamando a atenção para ele e Annabeth saiu correndo para poder no mínimo trocar de roupa.
–Primeiro –Começou Nico- É aniversário de Annabeth, e ela faz quase junto comigo, então como eu acabei de fazer 20 ela então acabou de fazer 23. E...
–A gente sabe que vocês vão se casar- Disse Thalia, revirando os olhos por eles não terem contado antes.
–Como? – Perseu perguntou sem entender, enquanto os dois morenos a sua frente sentavam-se no sofá... Amizade é fogo.
–Quiron nos contou...
–Ah!- Gritou Percy
–Mas, vamos fingir que não sabemos e quando nos chegarem o convite de noivado vamos fazer um teatrinho do tipo: ‘’Oh, eles vão se casar, estou chorando por dentro’’- Disse Nico, sorrindo de lado. Thalia deu uma leve risada também. Mas Percy achou uma coisa útil para os dois. Então sentou no sofá com eles.
–É bom vocês estarem aqui, vai ter uma festa surpresa para Annabeth, 8 horas, no salão Milenium, vocês dois apareçam por lá- Ele sussurrou, Thalia e Nico se entreolharam e sorriram, assentindo.
–Mas isto não é bem o porquê de estarmos aqui, nem o casamento, nem o aniversário –Disse Thalia, mordendo o lábio inferior- Nós também queremos fazer um pedido- Ela continou.
Nico passou a mão nervosamente por seu cabelos tão negros quanto os de Perseu, só que maiores, então disse..
Notas finais
Leitores que me imploraram a Thalia: Olha ela aí! kkkk.
O Nico como ele é maravilhoso, não? '-'
Este capitulo ficou bom?Gostaram? Eu acho que eu mereço reviews porque pelo menos este ficou enorme. KKK.
E eu postei antes de 2013! Aproveitar para dar um feliz ano novo para todos vocês, muita paz, saúde, felicidade, fics boas para todos vocês!
Enfim, muito obrigada por me acompanharem nesta fic e na ''Eu e Você outra vez'' este ano, fico muito feliz e espero que o ano que vem seja tão prospero quanto este, para todos vocês.
Beijos e até o próximo! =D
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