Sétima Temporada

1 Um Novo Começo


Notas iniciais
Olá, eu tentarei ao máximo fazer com que essa fanfic nao seja necessária a leitura da anterior, mas é claro, se quiser. Vá no meu perfil e leia a "Sexta temporada", muitas coisas farão mais sentido.
Para quem esta me acompanhando desde a anterior, eu só tenho a agradecer e prepara-los, porque eu espero ser ainda melhor nessa aventura.
Aproveitem!!

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— STEFAN NARRANDO <

Depois que Alice se foi, eu me fechei para o mundo. Me mantive longe de todo e qualquer amor, ou alegria. Estou feliz pelo meu irmão e até pela Caroline, mas nao quero dar brechas para o meu coração ser despedaçado outra vez. Parece que nao existe um amor real para mim, que faça eu ser feliz. Então escolhi ficar sozinho.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— CATHARINE NARRANDO <

— Você pode ir pegar o pão para mim?

Aqueles olhos verdes e grandes pareceram brilhar mais do que o normal, só pelo fato de eu lhe dar uma "missão". Eleanor saiu correndo em direção aos corredores, eu voltei a atenção aos peixes, eu precisava praticar o prato que iria apresentar no restaurante noutro dia. Terminei de escolher o peixe e a Elli ainda nao tinha voltado. Fui em direção a padaria e nao a encontrava, uma pontada de preocupação apareceu, minha irmã iria me matar se eu perdesse a filha dela. Cheguei mais perto e encontrei um homem, olhando para baixo, quando tive a visão completa, ele estava conversando com a Eleanor. Me aproximei e acariciei seu cabelo

— Já pegou o pão?

Ela me olhou sorrindo e estendendo a pão me entregou o pacote, que eu coloquei na cestinha

— Eu bati nesse moço, aí ele me ajudou a levantar

Eu ri

— Distraída como a tia

Olhei para o homem, de perto ele parecia ainda mais branco, acho que essa cidade nao é de fazer muito sol. Sorri para ele

— Obrigada

— Não foi nada

A voz dele era delicada, mas forte. Até que era apresentável, peguei na mao da Elli e fui em direção aos caixas. Estendi a sexta a operadora e me virei para a Eleanor

— Você nao pode ficar conversando com estranhos, é perigoso... Eu acho

Ela sorriu

— Você acha?

— Pelo menos é o que sua mãe diria

Nós rimos. Eu nao fui feita para ter filhos, sempre tive em mente essa certeza. Mas fiquei bem feliz quando minha irmã engravidou, eu poderia aproveitar uma criança e seria só nos melhores momentos. Eu e Eleanor somos muito próximas, e por isso tenho medo que a nossa distancia faça mal a ela. Voltamos para casa e Eleanor correu para dentro de casa, gritando para sua mãe que tinha me ajudado

— MAMÃE! A tia Cath me deixou ir buscar o pão sozinha

Eu já até imaginava o que iria ouvir " Você deixou minha filha andar sozinha?!". Eu entrei na casa e fui em direção a bancada da cozinha e ela ficou me encarando

— Você deixou minha filha andar sozinha no mercado?

Eu dei uma risada abafada e a Eleanor ainda nao tinha terminado. Anna virou o rosto para olha-la, mas seria melhor nao ter feito isso

— E eu bati em um homem bem alto, e quando eu caí ele me ajudou a levantar

Os olhos reprovadores da minha irmã já me fitaram, larguei as sacolas na bancada e encarei ela

— Aqui é um cidade pequena, todo mundo é amigo

— Ou o seu vizinho pode ser um Serial Killer

Eu ri e a Elli subiu na banqueta na nossa frente

— O que é um Seral Keller?

Eu ri, mas a Anna nao gostou da pergunta

— Serial Killer Elli, é um tipo de cereal. Sabe? Aqueles que você come de manha?

Ela sorriu e assentiu

— Mas porque o seu vizinho é feito de chocolate?

Eu acabei dando muita risada e a Elli me acompanhou

— Isso nao tem graça nenhuma, é realmente perigoso

— Você precisa relaxar mais

— E você se preocupar mais

Nós duas rimos daquela situação, eu e Anna éramos como sol e lua, frio e calor. Ela sempre foi preocupada, responsável e vingativa, eu já fui mais relaxada, despreocupada com a vida e com um coração enorme. Anna é trabalha como contadora e eu odeio tudo relacionado a matemática. Eu sou chef de cozinha e a Anna nao sabe nem ferver agua. Eu dei a volta na bancada e a abracei

— Vou sentir sua falta

Ela me apertou e se afastou

— Ainda da tempo de desistir

Eu ri

— Não, eu preciso disso

Ela sorriu

— Eu sei, de qualquer jeito vai ter um pedacinho meu aqui

Ela estendeu a mão até o meu pescoço e pegou o meu colar, com a outra mao pegou o seu colar e grudou no meu. Era o símbolo do Yin e Yang, nosso pai nos deu quando fiz 5 anos e Anna 9. Foi a idade que começamos a ter nossas desavenças, eu queria brincar e ela queria sair com as amiguinhas e nao gostava da irmã pirralha estar junto, o que era motivo de eu gritar, chorar e até sabotar suas festinhas. Depois que nosso pai explicou que completávamos uma a outra, parecemos nos entender mais. Claro, não é como se nunca brigássemos, mas melhoramos muito.

— Enfim, já coloquei nossas bolsas no carro enquanto vocês estavam no mercado, o Josh já me ligou umas cinco vezes para ter certeza que vamos voltar hoje

Sentei na banqueta

— Parece que uma semana longe faz o maridão sentir falta

Ela revirou os olhos

— Ele deve estar com saudades da minha faxina, aquela casa deve estar um chiqueiro

Eu ri e fui até a Eleanor, e a peguei no colo

— Dá um beijo na tia

Ela apertou o meu pescoço e me deu um beijo longo e molhado

— Eu babei

— Você sempre faz isso

— Eu sei

Ela rio de um jeito travesso e eu fiz cócegas, até que parei e ela passou a manga da blusa na minha bochecha. Anna pegou a ultima bolsa e sacola de comida para Elli e fomos em direção ao carro, coloquei ela na cadeirinha e dei um beijo em sua testa

— Quando vamos nos ver tia Cath?

— Quando menos esperar

Eu sorri e ela tambem, fechei a porta do carro e abri os braços para Anna, eu sempre fui mais calorosa que ela, sua intimidade nao passava de um aperto de mao, enquanto eu abraçava estranhos na rua. O abraço foi rápido, mas dolorido. Passamos 17 anos morando na mesma casa, até que Anna se mudou com o marido para a casa ao lado, ficamos vizinhas durante 5 anos e agora vamos morar em cidades diferentes, depois de 22 anos não vai ser mais a Anna ou a Eleanor que vou ver pela manha. Aquele sentimento me deixou triste, já comecei a sentir saudade antecipada. Ela me soltou e se virou para o carro, entrou e eu fiquei na janela

— Você sabe que só precisa dizer que quer voltar, e eu te levo no mesmo minuto

Eu sorri

— Obrigada

Ela assentiu e ligou o carro, quando saiu vi a Elli acenando para mim na janela de trás, seu rosto estava triste e aquilo cortou o meu coração. Assim que o carro sumiu de vista, eu respirei fundo e virei para voltar para casa. Avistei um homem andando com sacolas na esquina. Eu o reconheci do mercado e ele virou o rosto em minha direção. Eu sorri e acenei animadamente. Ele cerrou as sobrancelhas e mexeu de leve a cabeça antes de voltar ao andar marrento. Eu ri daquela reação

— Ele parece um Serial Killer

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— STEFAN NARRANDO <

Porque ela sorriu e ficou acenando daquele jeito estranho? Eu nem a conheço, só ajudei sua filha, sobrinha, sei lá. Eu nao estou com animo de dar bom dia pra qualquer maluca na rua, por isso nem parei para cumprimentar, apenas assenti com a cabeça para nao parecer tão mau educado. Já estava irritado pelo Damon ter me obrigado a ir no mercado, apenas porque nao saio de casa. Passei pela porta e o Damon e a Elena param de rir e conversar no mesmo segundo que me veem.

— Agora vocês ficam em silencio, só pra avisar de madrugada meus ouvidos ainda continuam sendo de vampiro

Revirei os olhos e fui em direção a cozinha, ouvi os dois me seguirem

— Desculpa Stefan, nem pensamos nisso

Eu nem virei o rosto, continuei guardando as comidas

— Eu imagino, deve ser por isso que você chama tanta atenção do Damon

O silencio iria consumir aquele local se nao fosse pela risada do Damon

— Você esta mais rabugento que o de costume Stefan, o que aconteceu?

— Pessoas novas, a cidade esta cheia de corpos diferentes

Os dois se encararam e eu olhei para eles

— Fiquem tranquilos, esse é só o meu jeito mórbido de ser. Não é porque a Alice se matou e me deixou com o anel, que eu vou voltar a ser o estripador

Elena ficou me encarando, ela estava preocupada. Damon apenas ria, era o seu jeito de manter a calma. Voltei a atenção as sacolas e percebi que tinha esquecido algo

— Droga!

— O que foi?

— Esqueci o peixe, eu ia cozinhar hoje

— Faz tempo que você nao cozinha

Eu olhei sarcasticamente para o Damon

— E parece que vou continuar

— Quem faz as piadas aqui sou eu

Levantei os braços em rendição e sentei na cadeira, e comecei a relembrar porque havia esquecido

— Eu estava indo buscar o peixe e acabei ajudando uma menina, no fim das contas nem lembrei de pegar

— Ajudando uma menina?

Elena ficou me olhando, aquilo nao parecia combinar comigo nos últimos tempos

— Sim, ela tropeçou em mim e caiu. Eu a ajudei a levantar e pegar o pão, aí sua mãe apareceu

— Como é nome dela?

Eu ri

— Como vou saber?

— Você nao se apresentou?

— Porque faria isso?

Damon respirou fundo e entrou na conversa

— Se um de vocês fizer mais uma pergunta, eu coloco os dois pra fora

Eu revirei os olhos e a Elena riu e se levantou

— Eu vou buscar o seu peixe, assim você se acalma

Elena saiu e o Damon ficou me encarando, eu já até estava entendendo. Me levantei na hora e lhe dei as costas

— Não estou afim do papo de irmão agora Damon

— Nós precisamos

Eu continuei andando, e ele vindo atrás de mim. Eu sabia que nao tinha escapatória.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— CATHARINE NARRANDO <

— Como é que eu consegui trazer tanto lixo?

Eu estava colocando todas as caixas de lixo na sala, para levar para fora. Eu escondi tudo no meu quarto, apenas pra nao ouvir sermão da Anna. Mas acho que eu deveria ter mostrado pra ela, pelo menos teria ajuda agora. Peguei as menores e levei na lixeira, quando voltei peguei uma maior, e ela estava realmente pesada. Comecei a carrega-la em pequenos passos, faltava poucos metros, mas eu senti a caixa pender para um lado, eu tentei arrumar, mas iria cair. Até que um anjo apareceu

— Deixa que eu ajudo

Era uma voz feminina. eu nem vi da onde ela veio. Apenas senti a casa ficar extremamente leve e com controle para chegar até o lixo. Quando soltamos consegui ver seu rosto, parecia até piada que uma garota pequena como aquela havia me ajudado. Eu sorri

— Obrigada, eu nao iria chegar até aqui intacta

Ela riu e mostrou os dentes brancos

— Disponha, acabou de se mudar?

Assenti com a cabeça

— Fiquei sem a ajuda da minha irmã e agora preciso fazer o resto

Ela pareceu lembrar de alguma coisa

— Ah perdão, sou Elena Gilbert

Ela estendeu a mão e eu apertei

— Gilbert, uma das famílias fundadoras

— Nem me lembre disso, nao aguento mais ouvir essas palavras

Nós rimos

— Sou Catherine Butze, pode me chamar de Cath é mais fácil

Sorri, mas o sorriso no rosto da Elena sumiu

— Aconteceu alguma coisa?

— Apenas lembranças ruins, já conheci uma Katherine. Ela estragou a minha vida

Ela deu um sorriso amarelo

— Demônios do passado, todos tem

Ela assentiu

— Verdade, mas você nao é parecida com ela. O ruivo do seu cabelo já acaba com qualquer semelhança que o nome pode trazer.

Eu sorri de novo e dessa vez ela tambem

— E eu tambem nao pretendo estragar a vida de alguém

— Isso é ótimo

Rimos

— Olha, eu estou indo no mercado, o mau humorado do meu cunhado esqueceu de comprar um peixe e esta de cara fechada em casa. Mas na volta, eu posso passar aqui e te ajudar com o resto das coisas

— Eu ficaria muito agradecida, e para retribuir porque você nao chama seu cunhado e seu marido ou namorado pra virem jantar aqui em casa. Eu vou fazer peixe, preciso treinar para o prato que vou servir no restaurante amanha.

— Você trabalha em um restaurante?

— Eu sou chef de cozinha, agora estou esperando algum restaurante dessa cidade me aceitar

— Não vai demorar

Nós sorrimos

— Aceita o convite?

— É claro, vou ligar para os dois virem mais tarde, enquanto arrumamos tudo

Eu sorri e virei as costas, fomos em direção a minha casa. Antes de entrar ainda falei com ela

— Pelo menos encontrei alguém simpatica, já estava com medo de que todo mundo fosse mau humorado nessa cidade

— É apenas a minoria, o resto é bem feliz

Eu olhei para ela por cima do ombro

— Então tenho certeza que vou me dar muito bem aqui!

Notas finais
Espero que gostem!!!