Notas iniciais

Olá! Eu não sei por que estou postando essa historia, mas nessa madrugada eu tive um enorme vontade de escrever e aqui está.
Essa história é extensa, tem muito mais do que apenas isso, porém, não consigo me imaginar continuando essa obra. Vergonha, timidez, pouca auto-estima? não sei. Mas estou feliz com o resultado. Boa Leitura!

O som incessantes de teclas de computador reverberavam pelo ambiente lotado de máquinas, fios e utensílios e livros de robótica. Tadala Nuru estava concentrada nos estágios finais de sua obra-prima, os dados mais importantes estavam a minutos de sua conclusão, enquanto isso, a experiente cientista e engenheira mecânica fazia a revisão final em seus nanobots e na Máquina de Compressão Molecular.

A Máquina de Compressão, era um grande sistema de compressão e mistura química, com 7 pistões de pressão e cabos de ótima ligação metálica e resistente as reações químicas, eles eram ligados a uma grande capsula circular, ela ficava no centro da sala de Tadala. Criado num momento critico do projeto, quando a Jovem Tadala não sabia como conectar os fluidos químicos e biológicos de sua tão amada obra-prima. A criação dessa máquina agilizou o projeto em dois anos, o que manteve Tadala longe das represálias de seus superiores.

— É isso! Depois de 7 anos de pesquisas a última etapa finalmente está livre de problemas, fazer esse cérebro foi mais difícil do que eu pensei. — Sorri com orgulho, clicando pela última vez no computador, se conectando a máquina principal antes de dar Enter.

Então, a Máquina de Compressão passou a emitir vibrações pelo ambiente, chacoalhando alguns objetos próximos, logo, os cabos começaram se encher de um liquido âmbar, formado principalmente por titânio liquido e paládio, diversos tipos de melaninas e células da epiderme, indo em direção a capsula, ao atingir o molde no centro os pistões começaram a produzir pressão no molde especial, Tadala sorria emocionada, correu de volta ao computador, checando se tudo estava nos conformes, seus olhos lacrimejaram ao notar como a barra de sucesso crescia exponencialmente, finalmente, seu sonho e o da humanidade tecnológica estava concluído, o comandante ficaria satisfeito.

Alguns minutos depois, o processo de pressão estava concluída e rapidamente Tadala comandou a capsula a se elevar da plataforma e ficar um pouco acima de sua cabeça, 1.75 de altura. Então, Tadala começou a tirar o jaleco, juntamente com sua blusa e saia, ficando apenas com a roupa de baixo, ordenou que a capsula abrisse e rapidamente se moveu para a marcação que havia no chão, algo que ela pôs ali a uns dias atras. Fumaça e um estranho cheiro que lembrava um hospital saíram da capsula e, sendo segurados por duas garras, estava o pequeno molde a brilhar.

Tadala, com um estalar de dedos, ativou o comando por voz da sala.

— Passar os dados básicos de linguagem e função. — disse, mantendo uma posição simples, com os braços e pernas abertas. O computador rapidamente tomou conta disso e, em segundos, os dados estavam no processador do núcleo. — Escanear. — disse. O molde, então começou a emitir uma pulsação e rachaduras até acabar quebrando, mostrando a forma de triangulo invertido, com a borda de titânio e o meio sendo preenchido pelo âmbar que estava lá dentro. O núcleo estava brilhando até que uma luz saiu dele e começou a passear pela parte frontal do corpo de sua criadora, Tadala estava em êxtase e fazendo muito para ficar seria. Repetido o processo em todo o seu corpo, Tadala colocou o jaleco de volta e voltou ao centro da sala.

— Formar a copia. — disse Tadala com firmeza.

Sem conseguir ouvir, o núcleo começou a emitir sons. Tadala olhou surpresa para sua direita onde os pequenos galões de metal com os nanobots estavam, se dirigiu até eles e acionou as tampas para que abrissem. De uma vez todos os nanos começaram a voar em direção ao núcleo, circulando-o como um satélite circula um planeta, Tadala voltou ao centro, enquanto, os nanos começavam se juntar ao núcleo, rapidamente criando uma forma de cabeça, então pescoço; braços; pernas e pés, a engenheira estava estática, enquanto via a melanina entrar em ação, cobrindo o corpo metálico com uma camada de epiderme escura, os cabelos cresciam até ficarem exatamente iguais aos seus, longos, até o meio das costas, era possível ver como a liga de titânio sumia dando um aspecto completamente humano ao novo ser. Ao final do processo, o manequim estava parado, flutuando à sua frente, sendo tudo exatamente igual, até aquilo abrir os olhos.

Tudo naquele ser era humano, parecia humano, perfeito e completamente irreconhecível, mas os olhos, os olhos que a fitavam de volta não eram escuros iguais aos dela, mas sim âmbares, tudo era igual, menos os olhos e o núcleo que estava exposto no meio de sua testa, o ser lentamente desceu até seus pés tocarem o chão. "Ela", então, começou a olhar ao redor, perdendo completamente a atenção em sua criadora, que já havia, voltado, com cuidado, ao computador, e começado a registrar os primeiros momentos.

— É REAL! Aconteceu o que eu mais sonhava, ela está pronta! Ela já é incrível e tem um potencial tão grande, ela não mostrar qualquer sinal de mal funcionamento, talvez apenas falta de emoções, é claro, eu projetei ela pra ser assim, então, nada fora dos conforme. — Tadala digitava agitadamente, quando um barulho vindo da janela panorâmica atraiu sua atenção.

— Ei! Ei! — andou em direção ao ser que batia lentamente na janela com a mão, tentando o material. — O que você está fazendo? — perguntou sem esperar uma resposta.

— Lá fora. -

—O quê?! — virou para Ela quando ouviu palavras que não saíram dela mesma.

— Lá fora. O objetivo, é meu dever cumprir. — disse sem tirar os olhos da janela, da cidade e das pessoas que ela conseguia sentir a presença.

Após sua fala, Tadala começou a rir. — Não, pequeno diamante, você ainda não esta pronta. Ainda falta colocar o protocolo 33 em você. — Sorrio maternalmente, levando Ela até o computador. puxou um fio do mesmo e injetou no pulso do ser, que não reagiu a nada, apenas ficava olhando fixamente sua criadora. — Pronto, vamos começar. Computador, comece o envio das unidades de contenção e defesa, luta corpo a corpo, combate armado e a porcentagem daquela população atrasada — disse de maneira enfática.

O ser, do nada, começou a receber uma enxurrada de informações. Nomes, lugares, rostos, o conhecimento na arte de matar. Ela olhou novamente para a janela mas já não sentia mais nada, aquilo era casa. — Pronto! — disse sua criadora, voltou a olha-la e viu que a mesma estava sorrindo.

— Agora você está pronta. Você vai acabar com essa guerra e aqueles pobres coitados que não aceitam a tecnologia na vida deles. — suspirou. — Eram só algumas centenas de ofertas de empregos que se foram, eles poderiam ter dado um jeito, mas não, essa guerrinha de criança tinha que acontecer. — disse irritada. — Porém. você está aqui agora, você vai exterminar a maioria deles, você irá em missões, se disfarça-rá e matará que a gente mandar, entendeu? — disse com um grande sorriso.

— Sim — disse Ela. voltando a olhar a janela e sentindo, bem, bem ao longe uma movimentação, uma vida, duas, centenas. a vontade de ir e exterminar crescia sem motivo mas não podia ir, o protocolo não estava ativado e ela não tinha um alvo.

— A propósito, Seu nome é Série X, numero zero, trigésimo quinto. — Sua criadora sorrio novamente, e agora, Série X: 035 prestou atenção nessa formação muscular e a imitou, um grande sorriso se abriu em seu rosto metálico e humano, uma expressão sem sentido, sem valor algum.

— Série?

— Não se preocupe, minha criação, você será a destruição de todos eles.

— Série!

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375 anos depois

— Série, ei. — Série abriu os olhos, vendo o céu azul e limpo que se alastrava por toda sua visão.

Série virou o rosto para a pessoa que o estava chamando e viu que era apenas Linh Hùng. O homem de 27 anos, que já lutou na Revolução até demais, aquele de olhos puxados e pele morena por causa do sol, aquele que tinha partes diferentes em seu braço, perna direita e do lado direito da cabeça.

Aquele por quem ele não conseguia entender o que sentir mais.

— Olá, meu amor, o que foi? — perguntou Série, sempre atenção a qualquer pertubação mental de seu amado humano. ele não entendia totalmente o sentido de " meu amor" mas gostava de chama-lo assim, estava sempre aprendendo sobre sentimento romântico, de qualquer forma, sabia que se tivesse uma duvida, Linh não demoraria a responder, do melhor jeito que ele pudesse, é claro.

As bochechas escuras de Linh ficaram numa coloração bem mais acentuada e ele riu envergonhado, se ajeitou rapidamente e sentou ao lado de Série, automaticamente levando sua prótese até a mão dele e entrelaçando-as.

— O que você está fazendo aqui sozinho? — O vietnamita perguntou, olhando uma das 4 formas de Série. O corpo grande, os braços delicados de uma mulher, os peitos avantajados e a linha onde a pele feminina e masculina se encontravam subindo ao rosto masculino e com uma barba que nunca mudava de forma. Série sempre foi lindo, não importava que forma aparecia.

— Pensando. No passado, quando eu nasci. — disse Série colocando a cabeça no ombro de Linh e voltando a olhar pro céu. — É estranho, faz tanto tempo. — Linh sorriu — Não tem problema lembrar das coisas do passado, sabia? São elas que ajudam você a ser quem você é hoje. É um pensamento bem positivo, não? — perguntou.

— Não vai ser tão positivo quando os seus esquadrão descobrir as coisas que eu já fiz. — disse Série.

— Talvez não, mas eu estou aqui. — Disse Linh, apertando levemente sua mão. — E você esta tentando, eu sei que você vai se elevar de tudo isso. — Série fez uma barulho de concordância com as palavras de Linh mas não pôde evitar leva sua mão até seu núcleo em sua testa, o rachado, mesmo depois de 300 anos, ainda era aparente.

Depois do rachado a vida de Série passou a ser de escolhas, como Deus, Série passou a decidir quem vivia ou morria, tudo de acordo com o protocolo 33, a maldição que nunca a deixaria em paz.

— Linh?

— sim?

— Você pode contar outra história de Buda pra mim? — pediu Série.

— Claro, Série. Igual a Buda você e todos nós vamos atingir a iluminação e, então, vamos ficar juntos pra sempre. Eu te prometo isso, meu amor. Você, Série, é a minha salvação.

— Eu te amo muito mesmo. — disse Linh, beijando sua testa e contando uma, das muitas historia de sua religião.

Notas finais
Adoraria ouvir o que vocês tem a me dizer sobre essa fragmento, talvez eu poste mais ou até mesmo outras história minhas.

Muito obrigado por ler!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!