Século XXII
5 Capítulo 5
Notas iniciais
PdV da autora
Assim como Renesmee, Sophie precisa de menos horas de sono por dia para descansar e repor a energia. Ela precisa de apenas quatro horas, muito menos do que o normal para um bebê com pouco mais de um mês de vida, ou mesmo uma criança com cerca de três anos de idade como ela aparenta.
A menina percebe a expressão no rosto de Esme e pergunta para a mãe em uma clara voz de cristal:
— O que houve mamãe?
— Nada com que você deva se preocupar meu anjo; volte a dormir.
— Não parece nada de mais; eu sei que aconteceu alguma coisa se não você não estaria assim mãe.
— Por favor, meu amor, durma.
— Não tenho mais sono mãe, já estou descansada. Sei que algo grave está acontecendo, vejo isso em seus olhos. Preciso saber o que houve mãe, tenho que saber para poder ajudá-la! Eu imploro preciso saber o que a aflige!
— Querida, por favor, não faça isso comigo filha. Nós queremos protegê-la, não é necessário saber.
— Mãe, se me envolve eu preciso saber. Tenho o direito. Se não eu vou pensar que é algo pior está acontecendo do que é na verdade.
— Que diferença fará contar ela agora – comenta Rosalie.
— Filha, obedeça sua mãe – Carlisle interfere.
— Papai, eu vejo sua face, tenho que saber o que está acontecendo? É algo errado com meu corpo e eu vou morrer?
Esme fica paralisada com a sugestão por isso é Carlisle quem responde:
— Não filha, não é nada disso. Acalme-se.
— Então...
— Você não precisa saber ainda – diz Carlisle firme.
A garotinha começa a chorar. Logo Carlisle se arrepende por ter sido tão duro com a filha:
— Carol, me desculpe meu amor, eu não queria ser tão rude com você, mas você não deve ser assim tão insistente.
— Eu não preciso mesmo saber? – pede ainda soluçando e se refazendo do choro.
— Não, ainda não. Você confia em nós, não confia?
— Sim, se eu tivesse que saber vocês me diriam tenho certeza.
— Alice podemos ligar para Aro e explicar tudo.
— Acho que sim, ainda dá tempo.
— Oh! – a menina leva a mão a boca e pensa no que fez mesmo que os pais não tenham dito diretamente ela ouviu a história da sobrinha e sabe o que está acontecendo. – Já entendi. Me desculpem, eu não queria fazer isso. Se for preciso é melhor que eu morra do que todos vocês.
Esme percebe o que a filha deduziu:
— Carol nós não fizemos nada de errado, ninguém vai morrer. E se eles não pararem para nos ouvir você acha que preferiríamos deixar você morrer?
— Não, mãe.
— Não diga mais isso querida, nunca repita novamente. Você não imagina o quanto eu e seu pai a desejamos há duzentos anos, você foi muito aguardada, filha.
— Sim, mãe. Mas a culpa de tudo isso é minha. Eu sei como os Volturi são, eles quase mataram vocês há um século.
— Querida, está tudo bem.
— Por enquanto – comenta Jacob.
Renesmee esbarra no ombro do marido como se dissesse algo como: ‘ Não é isso que deveria falar’
— Eles pensam que eu sou uma Criança Imortal?
— Sim, filha.
— Mas isso não é verdade ela cresce tão rápido – diz Esme.
— Eles realmente pensam que depois de terem quase matado vocês há cem anos, vocês fariam mesmo algo assim?
— Os Volturi são imprevisíveis – afirma Carlisle.
— Eles não nos conhecem ainda? – comenta Edward.
— É o que parece – responde Bella.
— Quantos vem, Alice? – questiona Carlisle.
— Apenas os guardas e anciãos, dessa vez eu vou ficar, tenho um bom pressentimento sobre nosso futuro, não vamos ser exterminados.
— Ah, pressentimento. Isso é ainda mais volúvel do que uma visão – fala Rosalie.
— Ainda tem a ligação, Rose – explica Emmett.
— Isso mesmo. Se Aro atender será muito mais fácil Carlisle vai lhe explicar tudo – diz Alice e sorri para o irmão que está entendendo cada vez mais seu dom.
— Então não precisamos buscar testemunhas – pergunta Jasper.
— Não, nem os lobos precisam se envolver.
— Eu estarei aqui – diz Jacob – Não posso deixar algo acontecer com vocês sem ter tentado ajudar, pois Renesmee ficaria muito triste.
A hibrida sorri ao ouvir isso e dá um beijinho no parceiro.
— Obrigado Jacob – diz Carlisle agradecendo mesmo que não seja por ele que o outro faça isso, mas pela neta. Mas seja como for, vai auxiliar e é o que conta.
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