Ryushi

3 Promessa


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem!

"Ainda dói lembrar daquele dia, mas apesar disso, ele foi bastante importante…"

"Foi no dia em que os conheci, que eu pude finalmente retomar aquela sensação, de estar viva novamente…"

"Era estranho, mas no meio de todo o medo e pavor, eu me sentia feliz, apenas por estar lutando ao lado deles…"

"Era contraditório, porém de certa maneira, aquele dia marcou todos nós… Principalmente eles dois… É por isso que dói…"

"Aquela noite foi o estopim de nossas jornadas…"

Ryushi — Capítulo II

Pressionados porém intrépidos, os jovens aguardavam com fervor a chegada de seu oponente. A única saída era a sua derrota!

— Eu irei me esconder aqui... — Disse Hiro abrindo espaço entre umas engrenagens reservas da torre. — Não se preocupem quanto à altura, eu vou acompanhá-los assim que chegar a hora…

— Hiro, antes de tudo, eu quero que prometa algo pra mim… — Disse Akira em um tom sério. — Não importa o que acontecer conosco, não saia do planejado!

— … — As palavras de seu irmão deixaram em evidência uma possibilidade ignorada com o calor do momento. Mesmo com a estratégia, o inimigo ainda era bastante poderoso. Inquieto porém decidido, Hiro aceitou a proposta. — Eu…

— Então vamos nós três prometer algo! — Interrompeu Emilia. — Eu sempre estive distante de tudo naquela ilha flutuante, e o fato de eu ter me aproximado de vocês em uma situação como essas chega a ser irônico… — Pensando em suas palavras, ela não conteve em sorrir. — Mas mesmo sendo tão rápido, eu nunca senti algo tão bom quanto isso, a sensação de estar próxima a vocês dois, de amigos… Eu não quero que isso acabe agora!… Então... Prometam pra mim que irão continuar sendo meus amigos!

Suas palavras não saíram como o esperado, soava como se fossem menos claras como havia pensado. Mas por um breve instante, ao observar o olhar de seus companheiros, o alívio da certeza percorreu seu corpo. Para eles, sua mensagem fora clara como águas cristalinas, afinal, todos compartilhavam o mesmo desejo. "É como o Rush do Rei", pensou Hiro.

— Pode deixar! — Disse Akira confiante. — Contamos com você, Hiro!

— Ok! — Afirmou Hiro determinado.

O peso das preocupações deixaram o seu corpo, fazendo com que a leveza e a calma retornassem a sua mente.

Ingênuos e ao mesmo tempo certos, os três caminhavam os passos opostos à escuridão, um caminho no qual suas vidas dependiam no momento…

Com um tremendo peso sobre suas consciências, Ao e o Rei Erik foram rapidamente translocados pela habilidade desta até um dos pontos de evacuação planejado em casos de ataque.

Neste que ficava localizado sobre uma colina, um ponto de controle improvisado das tropas do Rosário coordenava a evacuação dos civis assim como o tratamento dos feridos.

— Chegamos! — Afirmou Ao enquanto observava os arredores. — "Droga, como eles chegaram desta maneira?" — Pensou enquanto preparava alguns pedaços de papel.

— Há transportes a caminho neste exato momento. — Informou o Rei. — Os cidadãos estarão seguros na Ilha das Nuvens…

— Eu agradeço a sua preocupação Rei Erik, mas agora você deve partir em segurança. Não podemos arriscar nessa situação…

— Eu entendo… — Disse Erik assentindo com a cabeça enquanto Ao se preparava para partir. — E, Ao! — Chamou o mesmo. — Proteja minha filha…

Sem que dissesse uma palavra, a certeza já fora expressada nos olhos de Ao ao encarar o Rei com um olhar confiante.

Em um instante, um sua aura emanou um brilho azul intenso, e com um salto, ela voou em direção à Praça do Rosário, local onde Hiro deveria trazer a princesa no término do tuor pelo país.

A situação estava pior do que ela havia imaginado. A praça ainda não atacada era banhada pelo medo e desespero do horizonte.

Em meio ao fluxo de pessoas, Ao caminhava em direção àquele cenário de conflito. Como uma Ryushi, era seu dever se manter de frente à escuridão e encará-la com bravura, e assim ela o fez.

Os que caminhavam pelas ruas e calçadas à caminho da evacuação contemplaram as luzes azuis que cruzavam os céus como raios que pairavam sobre os mesmos. A cena trazia conforto e calma nos corações desolados destes cidadãos, que com esperança, prezavam pela segurança e sucesso de sua protetora, na espera de que tudo irá se resolver…

A presença de seus filhos podia ser sentida de longe pela sua percepção. Uma aura diferente de todas as outras, mas que se encontrava fraca no momento.

Sem perder tempo, Ao excedeu o limite de sua Harmonia, deslocando-se de Hana até Ume, em apenas alguns saltos, uma distância equivalente a uma hora partindo do trem de Hana.

Um árduo e intenso combate se instaurava entre as tropas do Rosário e os integrantes do Dragão Negro. As chamas e luzes se espalhavam rapidamente pelas estruturas locais enquanto corpos e objetos eram arremessados de uma hora pra outra.

Um intenso clarão nos céus ofuscou a vista de todos presentes, e após um ruído ensurdecedor, uma leva de grunhidos e gritos foram arrancados dos oponentes das tropas.

Em um piscar de olhos, todos os oponentes haviam sido derrotados e seus corpos devastados por pedaços de papel.

— S-Senhora Ao! — Comemorou um dos soldados surpreso.

— Onde está o General Taku? — Indagou Ao preocupada.

— Ele desapareceu pouco tempo antes de partirem para o encontro com o rei, senhora!

— Droga… Procurem-no! E se o acharem, não o deixem escapar!

— ! — A ordem o surpreendeu de início, mas a determinação e preocupação no olhar da Ryushi foram o suficiente para esclarecer suas intenções e evidenciar o verdadeiro perigo. — Tropa de Força, venham comigo! O restante, dividam-se e procurem por feridos! A situação está limpa por aqui! Vão, vão!!

Desde o momento em que seus inimigos infiltraram o Complexo do Rosário, tal pensamento não deixava sua mente.

Seria impossível tal quantidade de Auras adentrarem o país sem que ela percebesse, e após ela, o responsável pela guarda e pelas fronteiras era o General Taku!

Um homem de confiança, alguém que acompanhou a formação do Círculo Harmônico, que planejou as rotas de fuga e as medidas de evacuação… Um perigoso e poderoso homem.

Já faziam anos que Ao não se sentia tão incerta como no momento. O futuro estava em risco…

— Eu temo que isso não será necessário senhora Primeira Dama… — Uma imponente voz afirmou ao fundo.

— ?!! — Surpresa, os sentidos de Ao a puseram de encontro a voz...

Caminhando por entre os homens, igualmente surpresos, uma figura se aproximava. Sua presença fazia com que estes involuntariamente recusassem, mas por quê? Como alguém que permanecera em cargo de General por todos esses anos se tornou tão ameaçador?

Sua farda roxo-escura, usada como um casaco, guardava o colete azul marinho, este que decorado com fios e botões dourados. Em seu peito, uma insígnia que remetia a uma rosa, junto de outras medalhas.

Seus olhos negros emitiam um certo brilho escuro, um paradoxo que atiçava os mistérios rodeando seu semblante.

Parte de seus cabelos negros escapavam pela parte de trás de seu boné, que cobria até a altura de sua sobrancelha.

Aquele era Taku, no meio de homens que permeavam entre a hesitação e o ataque. Sob o olhar devastador e atencioso de Ao. Um homem que apesar de tudo, não apresentava um sinal sequer de tensão…

— General… — Disse o soldado, que com um sinal de mão fez todas as tropas retornarem.

— Taku… O que você faz aqui?… — Indagou Ao com um tom ameaçador.

— Primeira Dama… — Respondeu calmamente. — Eu realmente não tenho paciência com certas coisas, por isso prefiro resolvê-las diretamente...

— … — Aquele sentimento, era como se ela pudesse previr cada palavra que seria dita por aquele homem… O soldado preocupado observava assustado enquanto a Aura de Ao lentamente escapava de seu corpo sem que esta a percebesse.

— Se Akado está em Hana, e você está aqui… Aquela Energia com certeza não era dos dois… Hehe… Me diga, Ao, onde estão seus filhotes? — Perguntou Taku com um sorriso sádico em seu rosto.

— !! — Com o fervor de sua fúria, os papéis fincados nos corpos de seus inimigos avançaram contra Taku, que sem chances de bloquear, foi perfurado por todas.

— Gahh! — Grunhiu enquanto o sangue escapava de sua boca.

— Eu não vou deixar que encoste um dedo neles!!

— Hee… Agora sim!… Eu já estava me perguntando quantos eu teria que matar até chamar sua atenção!

— (Merda!) — Pensou o soldado. Ao ver o macabro sorriso do general, ele sabia que era tarde demais. — Afastem-se dele!

— !!

— Sem interferências! — Exclamou Taku, que ao apenas ativar sua Aura, fez com que os corpos soldados mais próximos queimassem em poderosas chamas.

— AAARGH!!!! — Grunhiam aqueles que ainda possuíam vida para o mesmo.

— Droga!

Conjurando um pedaço de papel em sua mão direita, Ao fez com que todos os soldados ainda perto do General fossem transportados para distante.

Rapidamente, ela prosseguiu na direção de seu oponente, até que algo agarrou sua perna, impedindo seu avanço.

— !! — Era um soldado que ela havia salvado, porém seu corpo se contorcia em agonia. Pedaços de sua pele eram "desbotados" e evaporados no espaço, como se uma poderosa chama o consumisse. Mas como, como isso pôde acontecer?

Ao analisar o cenário, ela observava os homens caírem como folhas no outono, uma analogia distorcida pelos gritos e grunhidos de dor daquelas almas infortunas.

— Não! — Conjurando seu Espírito, Ao disparou selos na direção dos que ainda restavam em uma tentativa de impedir tudo aquilo, porém no mesmo momento, Taku disparou em sua direção.

— Eu disse: sem distrações! — A partir de sua Aura púrpura, uma espécie de antebraço esquelético negro fora materializado, e num instante, desferiu um poderoso ataque em Ao, que, por pouco, bloqueou com a Força, sendo arremessada para um telhado mais próximo.

— Ughn!

Ao se recompor, a imagem das chamas cruzaram seu olhar. Chamas que, em suas suas pulsações, escondiam vagamente a morte das almas que uma vez juraram proteger e lutar pelo bem…

Um ardor incandescente percorreu por seu corpo. A fúria, a tristeza, a preocupação, todas mergulhavam homogêneas em seu coração.

— O que foi? Se sentindo culpada? — Debochou Taku, que se encontrava em um telhado bem à frente de Ao. — Não se preocupe, afinal, eles eram fracos, diferente de você... Vamos! Não me desaponte! Eu estava esperando por isso…

— Você… — Aquele homem, não era o Taku em que ela e Akado confiaram durante todo esse tempo… Era algo totalmente diferente… Não apenas isso, aquilo não era humano! — Irá pagar por tudo isso!

— Assim é melhor!… Vamos, Ao!!

Com investidas poderosas, ambos Dragões partiam para o abate. Derrota não era uma opção, apenas a morte e a vitória eram certezas. A nuance entre o Azul e o Negro, as chamas e o sangue, sutís detalhes de uma batalha mortal...

Um poderoso ataque devastou a entrada da torre do relógio. A luz da lua adentrava o espaço, porém vagamente, sendo engolida pela escuridão e o silêncio que lá habitavam.

Com passos fortes, o oponente se aproximava do local, irradiando a raiva e frustração em seu olhar. Com uma poderosa voz, ele esbravejou:

— APAREÇAM, SEUS INSOLENTES!!!

— Não precisa gritar, eu tô bem na sua frente! — Respondeu a voz de Akira.

A reposta foi seguida de um pequeno raio de eletricidade disparado em sua direção, porém o fervor em seu corpo o fez desviar sem problemas.

O rastro de energia levava até a ponta de um dedo indicador, lentamente entregando a imagem completa de seu atirador.

Sentado sobre um "degrau", Akira permanecia com um olhar destemido e, de certa forma, desafiador.

— Phew! — Assoprou Akira dissipando a fumaça emanada do disparo.

— Você!… Onde estão os outros dois? Não, onde está aquele maldito verme soldadinho de merda?!!

— Ai, doeu até em mim, só não deve ter doído mais que isso aí no seu peito!… — Zombou Akira.

— Aquele maldito!… — Murmurou enquanto tocava a ferida em seu peito. — Eu vou encontrá-lo, e vou fazer ele sofrer por tudo isso!… E vou matar o resto bem na frente dele!

— Hum, você é um pouco ambicioso demais. — Com um pequeno salto, Akira aterrissou no solo à frente de seu oponente, e com sua lâmina embainhada, passou a realizar "truques" como girá-la em torno de seus braços e arremessar ao mesmo tempo. — Minha mãe disse que morder mais do que pode aguentar te torna uma pessoa ruim. Agora eu vejo do que ela tava falando!…

— Hehehe… HAHAHAHA!!… O que pretende com esses insultos, inseto? — Indagou o oponente em meio a risadas. — Palavras de gente como você não valem nada quando estiverem mortas!

— E por que você acha que eu tô tão calmo?

— !!

— Você não vai passar desta torre… — Com um sutil movimento, Akira alcançou a bainha de sua lâmina e a desembainhou, apontado-a na direção de seu oponente. — Você tem a minha palavra de vivo!

— …

Um sentimento angustiante tomou conta. Uma coceira incontrolável, uma sede insaciável, uma vontade inegável… O produto disso, um distorcido sorriso...

Com um pulso extraordinário, a aura negra do inimigo emanou por toda a torre, levando tudo como um vento avassalador, balançando as estruturas…

A partir daquele momento, Akira sabia que sua vida estava em risco, mas isso não o fazia tremer. Com a força de sua determinação, ele se opôs ao vento, preparando sua lâmina e seu corpo.

A força de sua Tsuyobu fez com que seus músculos aumentassem, sua postura mudasse, seus sentidos se perdessem. Naquele momento, ele não era um meticuloso e imponente predador, mas sim uma feroz e louca fera!

— RYAARGH!!! — Com um impulso, o oponente avançou com um ataque imperceptível.

Com astúcia, Akira saltou sobre o golpe, se posicionando em uma estrutura de metal que segurava os andares.

O ataque errante fez com que todo o alicerce da torre tremesse, inclusive a plataforma de Akira, que por pouco bloqueou a próxima investida, rápida e potente como uma bala.

— Hungh!! — Com a força sua lâmina, Akira fez o próprio corpo ser arremessado para longe do oponente, aterrissando no solo do andar superior.

Fincado na parede do andar, o oponente lentamente arrancava seu punho.

— "Ele está mais feroz do que antes! Nem mesmo usou sua cauda!" — Pensou Akira. — "Não é tão depende dela como pensamos, Tēru… (um codinome dado ao inimigo por Hiro durante o planejamento da investida)

— Fique parado seu verme!!

Com um violento avanço, Tēru desferiu um ataque com suas garras afiadas na direção de Akira, que para sua surpresa, repeliu com um corte de sua lâmina.

— Minha vez!! — Usando a Harmonia, Akira fez com que sua lâmina fosse guiada até seu oponente rapidamente, mas como o esperado, está foi bloqueada por sua cauda.

— Inútil!

— Eu ainda não acabei!!

— ?!

Surpreendentemente, Akira não estava mais à frente de seu oponente, mas sim atrás! Raios azuis deixavam o rastro de seu quase imperceptível movimento.

Com um movimento preciso, ele desferiu um poderoso chute no rosto de seu inimigo, o impulsionando para trás.

— Hugh!! — Grunhiu Tēru.

— "Isso!" — Comemorou Akira.

— Não fique tão confiante!! — Com uma investida rápida, ele fez com que sua cauda envolvesse Akira antes mesmo que tocasse o chão, e com um poder devastador, o colidiu contra as estruturas de ferro e madeira da parede.

— Agh!! — Grunhia enquanto seu corpo era violentamente levado pela força da cauda.

— Morra!! — Ao arremessá-lo em um amontoado de engrenagens, Tēru preparou sua cauda para perfurá-la em seu coração, porém, com o calor do momento, a sua guarda baixa permitiu que algo o atingisse em cheio. — Argh!! Mas o — Gugh!!

Aproveitando a distração, Akira saltou sobre a cabeça de seu oponente, desferindo um poderoso chute e tomando impulso para se reposicionar.

— Hagh… — Rosnou Tēru. — Você também...

— Huff! — Com um pequeno salto para trás, Akira se aproximou da origem do disparo. — Bem na hora, Emilia!

— U-Uhum! — Respondeu Emília nervosa.

— "Esses dois… Eu posso ver o que estão tramando... São apenas distrações… Se eu machucá-los, talvez aquele merdinha apareça, e essa tramóia será arruinada…" — Pensou Tēru.

— Não tenha medo, e não se aproxime tanto! — Advertiu Akira. — Só continue disparando!

— Sim!

— Hora de acabar com isso!! — Com sua cauda, Tēru desferiu um ataque varredor, bloqueado pela lâmina de Akira.

Sem medo, Emília avançou com uma rajada de disparos, todos bloqueados pelo inimigo, que com um contra ataque, desferiu um ataque descendente.

Disparando uma flecha na direção do andar superior, Emília fora transportada para a direção usando seu Espírito, se posicionando sobre uma viga de metal e efetuando mais disparos.

Usando a Força, Akira repeliu a cauda, avançando com uma sequência de ataques com sua lâmina.

A disputa era incansável. Os ataques coordenados de ambos causavam confusão nos ataques da cauda de Tēu, que optava por poderosas investidas e golpes com suas garras.

Enquanto lutava, seu instinto predatório o abandonou por instantes, o permitindo pensar em sua estratégia. Com calma, fora possível analisar os momentos presentes e os que antecediam a batalha…

No momento em que Hiro estava prestes a ser perfurado por sua cauda, algo o puxou para trás. Uma fraca porém perceptível harmonia, a mesma que fez com que Akira fintasse e o golpeasse com um chute.

Uma harmonia que remetia aos disparos iluminados feitos por Emilia. Então era isso… Estes não eram efetuados apenas para o ataque, mas sim para reposicioná-los!

Naquele momento, ele podia prever cada movimento de seus oponentes, eles estavam sob suas presas…

Com um ataque de cauda, Tēru derrubou Emilia da viga, dando brecha para Akira avançar em sua direção.

— Agh!! — Grunhiu Emilia ao colidir com o solo.

Com um sutil movimento, ele foi capaz de desviar sua na direção de seu inimigo.

— Droga!! — Grunhiu Akira.

Utilizando-se da flecha e Emilia, ele rapidamente fora transportado para trás de Tēru, que para a sua surpresa, já preparava um ataque em sua direção.

— !! — Com rápidos movimentos, Akira transitou de flecha em flecha, lentamente evidenciando-as no solo.

Todas as vezes que se translocava, seu inimigo o perseguia incansavelmente, e sem que percebesse, quebrava as flechas disponíveis.

Sem Emilia para continuar disparando, as flechas se tornavam escassas, o que o deixava na mira de Tēru.

Após uma troca de golpes, Akira teve sua guarda abaixada por um poderoso golpe.

— Ack!

— Dance, seu verme miserável! — Zombou Tēru. Com um ataque perfurante com sua cauda, ele reprimiu os avanços de Akira, e o seu próximo movimento seria como havia previsto…

Aproveitando a última janela de oportunidade possível, Akira arremessou a flecha próxima de seu pé com um chute para cima de seu inimigo, e logo em seguida translocou-se em sua direção com seu Espírito focado em sua palma esquerda.

— Raijin! — Esbravejou Akira enquanto descendia com o golpe. Porém antes mesmo que tocasse seu oponente, o mesmo segurou seu antebraço e o aproximou. — !!

— Não pense que isso irá funcionar!! — Com sua cauda, Tēru golpeou Akira com um corte vertical, o arremessando aos ares junto com seu próprio sangue.

— Gouagh!! — Grunhiu enquanto o sangue escapava de seu abdômen.

— Hehe… — Com um leve sorriso no rosto, Tēru avançava sua cauda para o golpe final, mas algo chamou-lhe a atenção. — Huh?!…

Naquele breve instante em que reparava na imagem de sua presa, um choque percorreu por seu corpo, algo que o paralisou… E os atimos de segundos entre o curto espaço de tempo, eram como minutos... Mesmo em um momento como aqueles, Akira sorria, como se não houvesse nada de errado. E isso era sinal de que já era tarde demais…

— "Concentre e atire!!" "Atire com tudo!!" — Pensava Emilia enquanto se aproximava.

Com um salto de Força, ela se aproximou da escuridão para atacar o flanco de seu oponente, que não havia como se esquivar.

— Merda! — Grunhiu Tēru.

— Agora!! — Com o peso da determinação sobre suas mãos, Emilia avançou com a força necessária para empunhá-las. — Colpo Finale!!!

Como um poderoso disparo de canhão, o tiro de Emilia atingiu Tēru, formando uma grande onda de choque que percorreu toda a torre, estremecendo as estruturas e dissipando tudo ao redor.

— GYRRAAGHH!!!! — Gritou Tēru enquanto o poderoso feixe de energia se chocava contra seu corpo.

— Ack! — Grunhiu Akira que foi arremessado ao solo com o choque.

Com o coice, esta fora arremessada em direção à parede, na qual seu corpo se chocou violentamente.

— Ugh!

Após uma pequena explosão, um misto de poeira e partículas azuis de energia "ecoavam" pelo espaço. O calor podia ser sentido até mesmo de fora da torre.

Cercados pelo denso véu formado, Akira e Emilia se levantavam tomados pela questão: Vencemos?

— Huff… Huff… Ele… Não está se mexendo!… — Afirmou Emilia enquanto se aproximava da figura do oponente.

Seu corpo estava tomado por sangue e coberto de queimaduras, produto de seu poderoso ataque

— Ah! — Assustou-se Emilia.

— Não se sinta mal por ele! — Disse Akira enquanto se aproximava. — Esse cara não hesitaria em te machucar da mesma forma. Não dá pra explicar mas, só de olhar pra ele, eu sei disso… Vamos sair logo daqui, antes que acorde!

— S-!! Argh!! — Quando tudo parecia calmo, o danificado corpo de Tēru avançou na direção de Emilia, a segurando pelo pescoço com uma força tremenda.

— Emilia!! — Rapidamente, Akira avançou, mas foi repelido com um poderoso chute em seu abdômen, que o arremessou violentamente contra a parede. — Guagh!!

— Hehehe!… Vocês realmente acham que podem me matar assim?!! — Rapidamente, Tēru perfurou sua cauda na perna direita de Akira, forçando-o a liberar um intenso grito de dor.

— ARGHH!!!!

— A-Kira!- Gueuh!! — Grunhiu Emilia após Tēru forçar ainda mais.

— Seus merdinhas… Caíram como moscas!! Agora gritem, gritem até que o outro apareça!! — Ordenou Tēru com um ódio profundo em seus olhos. — Gritem!!!

— ROUAAARGH!!! — Gritou Akira enquanto a cauda perfurava mais profundamente em sua perna.

— Gah!! H-!! HIRO!! — Gritou Emilia com o ar que lhe restava.

— Pare!!!! — Uma voz ecoou pela torre.

— !!

Saltando de andar em andar, Hiro alcançou ambos, um semblante assutado tomava conta de seu corpo, diferente da calma expressada durante o início da batalha.

— É a mim que você quer! Solte-os agora!! — Disse Hiro.

— Droga... Hiro!… — Grunhiu Akira enquanto seu corpo era erguido pela cauda.

— Onde está aquele seu olhar arrogante de antes?… — Disse Tēru ao arremessar Emilia para longe. — Cansado de fazer seus amigos sofrerem?! — Com sua cauda, ele lentamente ergueu o corpo danificado de Akira, que grunhiu de dor. — Eu também tô cansado de esperar!!

— !!

Um súbito calafrio percorreu pelo seu corpo. Em instantes, todo o plano, toda a estratégia em sua mente fora ocultada por um sentimento de urgência, um pulso de adrenalina que o tomou por completo inesperadamente, era o presságio de algo pior…

Antes que seu corpo instintivamente avançasse, Tēru arremessou Akira para longe, o fazendo colidir com a estrutura da torre, e consequentemente, quebrá-la, deixando assim a mesma.

Logo, toda a adrenalina fora substituída pelo pavor, e seus olhos antes intrépidos e determinados, foram tomados por um tom assustado e preocupado.

— AKIRA!! — Gritou Hiro antes de esquivar imediatamente da investida de seu furioso oponente

— Gehh… — Grunhiu Tēru tomado por uma expressão furiosa. — Só eu e você agora seu insolente!!

A aura imponente de seu adversário se encontrava ainda mais sufocante, como um vento opressor que roubava sua respiração e repelia tudo em seu caminho… A batalha decisiva se aproximava…

Ryushi — Capítulo II — Fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Sintam-se livres para comentar o que acharam. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.