Ryo, quem é você?

2 Um mercado e uns problemas


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEY Gostando da historia? Esperoque sim, huehuehue.

Owana’s POV

Chegamos ao mercado de ônibus. Era um lugar muito interessante, repleto de coisas antigas e artesanatos. Saí do ônibus e a andar pelo mercado, observando tudo ao redor. De repente, um garoto moreno chamado Oscar se aproximou de mim e me chamou.

— Owana? Você é amiga da Marilyne, certo?

— sou... você a conhece? – perguntei um tanto intrigada.

— Marlyne me conhece um pouco... Enfim, existe algo que eu gostaria de comprar, mas não tenho dinheiro o suficiente, será que você poderia me emprestar alguma quantia?

Hesitei por um momento, mas acabei que entreguei a ele dez pratas e ele se afastou de mim. Ouvi no fim do mercado um alvoroço, e como sou muito curiosa, decidi ir ver do que se tratava. Era um menino que protestava contra o centro Palentir, por alguma razão. Eu disse a ele que viemos em pás, mas ele disse que por mais que quisesse, não poderia acreditar em mim.

Logo depois, Marilyne me apareceu perguntando se eu já tinha visto uma vidente. Fomos até a mulher e o que eu vi foi uma senhora muito velha, com cabelos brancos (mais amarelados na verdade). Ela nos olhou e pediu para que nos aproximássemos, então ela segurou a minha mão direita.

— Minha jovem... por qual linha você se interessa? A linha do sucesso, ou a linha do coração?

— a linha do coração – sim, eu sou de humanas. Quando disse isso, ela começou a analisar as linhas da minha mão – o que você vê?

— eu vejo... eu vejo... Oh! Isso é ruim...é uma benção e uma maldição ao mesmo tempo... Você entregará seu coração ao improvável, mas tenha cuidado! Seu mentor não poderá te proteger...

Eu me assustei. A quem eu entregaria meu coração? Quem seria meu mentor? A velha cerrou os dentes e apertou minha mão com bastante força. Eu arregalei os olhos e a olhei com cara de espanto.

— Ah! A linha do destino...- neste momento, puxei a minha mão que já estava doendo muito – Minha querida... você vai encontrar um objeto antigo e precioso...mas não entregue a eles!!

— Que... antes que eu terminasse a frase, Marilyne apareceu e começou a me puxar de volta para o ônibus, dizendo que iríamos para a área de pesquisas. Fiquei muito feliz em vê-la, tudo aquilo já estava ficando assustador.

Chegamos lá, no meio do deserto, descemos do ônibus e Sr. Thiel explicou que teríamos que fazer duplas para procurarmos objetos antigos. Corri os olhos pela turma e percebi que já estavam se juntando.

— Eu estou com Oscar – falou Charlie. “Que bom pra você” pensei.

— Não tenho direito de me juntar a você, Owana. Só vou lhe observar. – Comentou Jared, se juntando a Mathilde.

— Parece que você está sozinha, bolsista! – a loira falou e eu me indignei.

— Não estou sozinha, Marilyne virá comigo! – Me surpreendi ao ver que Marilyne estava com James, o filhino de papai e ainda teve a cara de pau de me falar “foi mal, amiga”. Marilyne, foi PÉSSIMO. – Ok, talvez eu esteja só...

— Essa garota virá comigo! – Um grito ao fundo foi ouvido, e eu levantei a cabeça para ver quem era. Era o garoto de cabelos brancos. – Farei dupla com Owana...

— Então está tudo certo! – exclamou Sr. Thiel e mandou as duplas para direções diferentes

Japa. Esse era o único nome que eu sabia que podia chamá-lo, mas não arrisquei. Ele não proferiu uma palavra durante um longo período do nosso percurso até que eu perguntei seu nome e ele me lançou um ríspido “por que quer saber?”.

— Ah – Comecei – já que formamos uma dupla, talvez devêssemos saber os nomes um do outro, porque vai que um de nós caí em um buraco e precise gritar, né?

— Hm – respondeu – Ryo.

— oque?

— Meu nome é... Ryo.

— Prazer, meu nome é Owana, mas você já sabe. Agora sabemos os nomes, podemos cair em qualquer buraco que já vamos saber por quem gritar!

— É... Mas vê se não abusa, nem sempre eu vou estar perto pra te segurar.

— Ai... tá, vou evitar os buracos.

Ele deu um sorriso e voltou a procurar qualquer coisa que fosse. Ele aparentou ser um menino divertido, eu estava até retirando a hipótese de ele não ser simpático. Seus olhos eram misteriosos e indecifráveis, mas eles me atraiam de alguma maneira.

Olhei ao redor e não vi mais nada além de areia. Eu tava derretendo naquele maldito deserto. Andei um pouco me afastando de Ryo até que vi um gato preto com olhos verdes muito fofinho. Então eu o segui, e quando deu por mim, já tinha caído dentro de uma caverna funda e gritado por Ryo. Tentei pegar o gato, mas ele fugiu. Logo depois eu achei um colar muito parecido com um que eu havia visto em livros de história. Assim que eu o peguei, Ryo apareceu para me ajudar.

— Você não disse que evitaria os buracos? – ele riu – Tá tudo bem?

— Tô bem... ele saiu correndo quando entrei aqui... digo, caí.

— Ele quem?

— O gato!

— Um gato? Ryo arqueou uma sombrancelha – o calor deve ter afetado seu cérebro...

— Hahahaha... olha oque eu achei! – Mostrei o colar para ele e começou a analisar. Ryo estava com o colar em mãos, olhando fixamente para o mesmo, parado bem em minha frente, e então percebi que ele era consideravelmente maior que eu, visto que minha cabeça ficava na altura abaixo de seus ombros.

— Isso é interessante... mas você decide se vai entregar ao Thiel ou não... – Ao dizer isso, Ryo me entregou o colar e eo o guardei, então ele pegou minha mão para que pudéssemos sair da caverna sem cair. Quando voltamos ao encontro da turma, senhor Thiel pareceu aliviado. Maryline estava feliz da vida. Hunf.

— Graças a Deus – falou Sr. Thiel – que bom que voltaram, eu fiquei preocupado. Encontraram algo? – Ryo olhou para mim.

— Não, nada demais – Ryo segurou uma risadinha

— Oh, bem, parabéns do mesmo jeito, principalmente a você, Ryo! Parabéns por se socializar e por fazer a gentileza de acompanhar Owana.

— Obrigado, senhor Thiel.

— Bom, vamos voltar para o centro. – Sr. Thiel disse e toda a turma voltou para o ônibus, então, voltamos para o centro Palentir.

Notas finais
Leitores fantasmas, comentem! Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.