Ryans Tales

1 Primeiro conto: O Conto da Adoção.


Notas iniciais
Algumas coisas você tem que ter em mente antes de começar a ler essa fanfic, primeiro tolerar o título idiota que eu escolhi. Não que não tenha a ver com a estória, mas que é muito rídiculo. Segundo que eu vou postar essa fic inteira. Não me importa, vou postá-la intera. Terceiro que você tem que se lembrar que sempre que aparecer os nomes Joshua e Alec quer dizer, respectivamente, Brendon e Ryan.
Gosto de ressaltar o fato dessa fic ser um drama médico e o fato dela ser muito dramática. É que algumas pessoas não gostam e avisando, previno certas decepções dos leitores.
O ambiente da fanfic geralmente são hospitais, doenças relacionadas ao cérebro então, considere-se em alerta. E nessa fanfic, quando se passar em tempo presente, eles terão 27 e 28 anos respectivamente. Há excessivos fluxos de consciência e os flash back são aleatórios e geralmente, pertencentes ao Ryan Ross, mas quando forem do Bden, eu lhes aviso com antecedência.

#Ryan’s Tales#

#Primeiro conto#: O Conto da Adoção.

#Flash Back#

Nós temos que ter em mente que certas coisas nunca mudam. Às vezes precisamos acreditar que não somos sozinhos no mundo. Ele ia aprender, do modo mais difícil, mas ia. Ele ia ver que não era Deus e que o destino é alterado de acordo com suas próprias atitudes. Ele ia aprender a lidar com algo pior que a morte e aprender que loucura é relativo.

Ele deixou o bisturi cair no chão quando não pôde fazer mais nada pelo paciente. Não sentiu remorso, não sentiu dor, não era um caso dele, mas do doutor Masters. Não era ele que avisaria a família. Literalmente, o jovem médico lavou suas mãos e sorriu aliviado por ter terminado — ainda que sem sucesso — mais uma cirurgia. Caminhou devagar pelo corredor que dava a emergência e encontrou um homem deitado em uma maca, apresentando convulsões fortes entre outros sintomas. Ficou sem chão quando percebeu que era seu namorado o homem deitado ali, tendo convulsões.

Mais que depressa, o jovem — prestes a escolher sua especialidade — tomou a frente dos procedimentos enquanto chamava seu superior pelo dispositivo eletrônico, enquanto instruía os demais a levá-lo para a sala de cirurgia e esperar, porém o supervisor estava — ou parecia estar — indiferente à aquele caso... Na verdade, o que acontecia era que o doutor estava em outro pavilhão do hospital e era bastante longe. Por mais que corressem, era difícil chegar. Autorizado pelo superior, o jovem doutor começou o procedimento cirúrgico que foi assumido pelo doutor Rey.

Após encerrada, o homem operado seguiu para um quarto no Centro de Terapia Intensiva enquanto o médico mais jovem passava a mão pelo próprio rosto e se perguntava se o namorado estava bem, como a cirurgia tinha saído. Apesar de estar na sala, não conseguiu mover um dedo. Ainda estava em êxtase e cada vez o medo ficava pior.

— Dr. Rey, como ele está? — perguntou aflito. Ele queria respostas claras.

— Ele tinha uma hemorragia interna, causada pelo traumatismo craniano. Poderá começar a acreditar em Deus se um dia ele acordar.

Aquela ironia fez o interno pensar seriamente se queria mesmo ser cirurgião, se era aquilo que queria da vida. Apesar do seu gênio forte, personalidade fria, serenidade... Ver o namorado definhando sem poder fazer nada não era a melhor coisa do mundo. Na verdade, aquilo pôs um objetivo na cabeça do jovem homem: salvar o namorado do estado vegetativo. Viveria para isso... Poderia demorar milênios, mas ele veria o brilho dos olhos de seu amado novamente.

#Fim do Flash Back#

Brendon acordou no meio da noite e entrou no quarto de Ross. Acariciou com doçura os cabelos do outro e sussurrou em seu ouvido para que ele acordasse:

— Hey... Me deve uma história e... Eu não estou conseguindo dormir — fez um pequeno bico infantil enquanto o outro deixava o mundo dos seus perturbados pesadelos para encontrar o rosto angelical daquele que amava. — Ryan... — disse manhoso.

— Bden... Ainda acordado? — Ross disse meio resmungando. Ele virou-se para ver o rosto do amado.

— Não consigo dormir e você me prometeu uma história caso isso acontecesse — Ele fez um bico que o outro classificou como a coisa mais adorável que já tinha visto. — Ry-an, levanta!

Sua voz manhosa contagiava ao outro que mesmo cansado do trabalho duro com o doutor Telles e sua clínica em Las Vegas. Era estranho viver ali mesmo estando no mesmo lugar, na mesma casa. A falta de memória de Brendon Urie afetava toda a vida deles, até mesmo a vida do pequeno Charles.

— Okay, você venceu, baixinho. — disse carinhosamente como sempre fazia. George Ryan tinha reaprendido a viver... Ele vivia para Urie e o último achava que não passava de uma amizade.

Ross aproveitou para contar parte da sua história de amor. Porque, no final das contas foi o seu amor que superou todo o resto e está superando até mesmo o próprio estado do Brendon.

— Conhece a história do... Joshua e do Alec? — Brendon maneou a cabeça negativamente e Geoge sorriu com aquela atitude sincera. — A história que eu vou contar pra você é real.

— Quer dizer que Joshua e Alec são namorados? — perguntou em tom curioso enquanto deitava na cama de forma que ele ficasse confortável e que pudesse olhar melhor o rosto do outro enquanto ele contava.

— Yep! Eles se conheceram...

— Ei, do começo não... Você sabe que eu não gosto. — Brendon rosnou e George assentiu.

- Vou começar, então, pela parte aonde eles tentam adotar uma criança. Eles já estavam morando juntos e tinham enfrentado muita coisa para estarem juntos e eles já não tinham segredos um com o outro. Porque águas passadas não podem mover moinhos...

Isso aconteceu no ano de dois mil e três. Alec foi a um orfanato junto com seu residente. A estrutura do lugar era bastante precária e algumas crianças tinham a expressão triste e Alec ficou pasmo. As crianças pareciam gostar muito do doutor que acompanhava Alec, porém um garotinho chamou sua atenção e ele foi até o garotinho que lhe perguntou:

— Doutor, o que é ter família? – aquela pergunta afetou mesmo o doutor. Os olhos inocentes do menino chegaram a dilacerar o mais velho, porém Alec era um homem bastante sério e frio. O menino continuava ali, esperando uma resposta. – E o que é ter sonhos, doutor?

— Qual seu nome, criança? – o médico perguntou antes de responder. O menino ficou, evidentemente, feliz por algum adulto ter se dispôs a respondê-lo.

— Meu nome é Charles – respondeu com um sorriso no canto dos lábios enquanto olhava o doutor no fundo dos olhos dele. Os dois adquiriram uma ligação duradoura naquele instante. Como se realmente fossem pai e filho.

— Eu tenho um namorado e nós estamos querendo adotar uma criança. Quer ter uma família? Quer fazer parte da nossa família?

O doutor ficou encantado quando viu o sorriso do garoto e sua cabeça balançar freneticamente que sim. Alec saiu do orfanato fazendo um grande amigo e deixando a Charles a promessa de lhe dar uma família a qualquer custo. .

--

Ryan olhou para Brendon e reparou que ele piscava longamente. Decidiu então deixar a história de lado para começar a cantar uma canção qualquer com o objetivo de ninar o garoto ao seu lado. Ele acariciava os cabelos do menor com toda doçura que existia em seu ser. A coloração dos cabelos estava mais bonita que já era graças ao brilho prateado que tocava aquela pele macia e bem cuidada.

O que George não tinha percebido era como ele estava conquistando para si o homem que amava. Estava fazendo isso de novo e de uma forma que ele não esperava. Brendon estava cada vez mais apaixonado por ele, cada vez mais estava encantado com aquele homem que se mostrava o melhor pai do mundo, o melhor médico do mundo e por que não classificá-lo como o melhor homem do mundo. Ryan nunca foi muito ligado em detalhes e foi isso que – muitas e muitas vezes – interferiu na vida amorosa dele. Principalmente com Brendon.

Sem sono, George saiu do quarto e desceu o pequeno lance de escadas do pequeno chalé que moravam. Cada detalhe daquele lugar tinha um pedaço de lembrança da vida a dois de Brendon e Ryan que foi a cozinha preparar café para ficar remoendo o passado. Lembrando daqueles momentos agradáveis com o ex-namorado. Tinha consciência de tudo o que fazia era para a melhoria da doença do mais novo. Isso sempre tirou o sono do neurologista.

Tomando o seu café – agora já frio -, ele viu o dia amanhecer. Descobriu um novo hobby. Não que antes disso não fosse um, porém ver o dia nascer era uma das coisas que Brendon mais gostava de fazer antes do acidente e qualquer coisa que o fizesse lembrar desses bons tempos George se agarrava com unhas e dentes. Fazia as lembranças de abrigo e consolo. Tirava dali as forças necessárias para continuar vivendo.

”Staring right back in the face

A memory can’t be erased

I know, because I tried.

(Encontrando a face do passado

Uma memória não pode ser apagada

Eu sei, porque eu tentei.)

Fim do Primeiro Conto.

Notas finais
grata. (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.