Rwby: Project Dimension

2 Capítulo 2- Aceitação e começo do treinamento.


Notas iniciais
Desculpem se demorou, mais aqui está o capítulo 2, o próximo capítulo provavelmente será de Blue Sky.

Assim, todos eles vão entrando na academia, indo num corredor grande dando em várias portas trancadas, até observarem uma porta aberta do lado direito do corredor com a luz acesa, eles entram no lugar e se tratava de uma espécie de centro de treinamento da escola, ou um dos talvez que poderia ter. Eles olham ao redor até que vêm em suas frente Ozpin e Glyda os esperando sentados em uma arquibancada e já se levantam e vão em suas direções. Então, a conversa começa:

— Fico feliz que tenham chegado, esse é o local aonde iram desenvolver suas habilidades com professor para ingressarem na Academia sem maiores problemas, alguma dúvida?- diz Ozpin, apoiando suas mãos em sua arma enquanto encaro todos os jovens um por um-.

—Olha, tenho uma pergunta de várias, aqui basicamente treinam jovens para se tornarem heróis e lutar contra “monstros terríveis” não é?- pergunta Eduardo, tentando arrumar seu cabelo, é ainda um pouco difícil levar a sério que eles realmente estão nesse local-.

— Podemos descrever dessa forma jovem Eduardo, os alunos aprenderam a como serem caçadores e a agir em situações difíceis ou calamitosas, colocando sempre a vida dos outros em primeiro lugar, sem esquecer é claro do trabalho em conjunto com sua equipe- Ozpin dá uma breve pausa enquanto observa todos os jovens e depois continua- com certeza devem ter mais coisas a perguntar, não?

— Sim, e a nossa casa? Sabe você não explicou o que vai acontecer lá no outro mundo nem por que talvez nossos familiares não se importaram com nosso “desaparecimento” sabe- pergunta Pedro um pouco atônico-.

— Compreendo a preocupação que também revoa sobre a mente do outros... Porém eles não perceberam nenhuma diferença, será como se nunca tivessem vindo até aqui o terem me conhecido-.

— pera lá como assim?-pergunta Rapha confusa junto com os outros sendo que Felipe talvez tenha tido uma ideia do que estava falando-.

—Acho que entendi aonde quer chegar. Mais outra pergunta? Quando vai começar as aulas aqui na academia?- diz Felipe pensativo-.

—Bom, as aulas começaram dentro de mais ou menos seis meses, esse é o tempo que tenho para prepara-los a estarem aptos a entrarem aqui sem muitos problemas, vocês tem alguma familiaridade em combate físico e de longa distância?

— hehe...he...então professor Ozpin, a gente...-falava Pedro até que foi continuado por Eduardo

—Nós não sabemos lutar sabe, de onde viemos, não é “realmente” necessário aprender a ser um herói, usar armas, dar mortais, essas coisas.

—Resumindo, somos uns inúteis- declarava Felipe com sua cara fechada, falando de forma meio vaga, enquanto todo mudo olhava para ele e o mesmo ficava meio sem jeito-.

— calma lá Lipe, também não é assim, não precisa exagerar- Diz Rapha quase querendo meter a mão na de Felipe e fingir que não ouviu aquilo-.

— acalmem-se jovens...parece que devemos começar o treinamento o quanto antes senhor Ozpin...-dizia Glynda com uma das mãos no rosto-.

— Não se preocupe com isso senhorita GoodWitch, eu resolverei essa situação.

—Antes de tudo, você poderia resolver esse probleminha meu?-Diz Rapha apontando para suas novas “orelhas”, que se movia de forma vertical-.

—Hum...isso provavelmente deve ser uma consequência da viagem interdimensional, você virou uma Fauno...com olhos...prateados...esse fenômeno é algo novo para mim, sinto muito por isso senhorita mas não há muito que eu possa fazer por enquanto.

—Há...tudo bem, agora vou ter que me acostumar com...isso- diz Rapha meio cabisbaixa enquanto mexia nas suas orelhas-.

— Mas eu queria perguntar também, por que nós? De todas as pessoas do mundo o senhor escolheu... Nós?- diz Pedro confuso, aquela escolha parecia meio sem sentido, com certeza haveria pessoas mais dispostas a essa tarefa na terra-.

—Hum... Foi uma escolha... Como posso falar? Um pouco aleatória, eu estava procurando e algo me chamou atenção a vocês.

—Sabe o que isso me cheira? A alguma profecia sobre pessoas destinadas a salvar o mundo-Fala Edu de forma um pouco debochada, toda a situação parecia levar a isso-.

— Está enganado jovem, acredite, se existisse algum tipo de profecia assim nós saberíamos- fala Ozpin de forma calma e com um sorriso de lado em seu rosto-.

—Ok vamos ver se eu entendi: fomos chamados por você para ajuda-lo a salvar esse mundo de algum mal misterioso para assim voltar tudo ao normal? Pergunta Pedro, aquilo tudo era surreal mais ao mesmo tempo intrigante, lutar contra o mal e salvar o mundo parecia uma típica aventura de filmes-.

—De forma resumida... Sim, mais terei que treina-los nesses seis meses para entrarem na academia. Escutem, eu entendo que tudo é muito novo, é totalmente compreensível haver algum ressentimento sobre tudo que vem, mais essa dimensão precisa de ajuda... E vocês foram os escolhidos-dá um leve suspiro e observa cada um deles, percebendo os entreolhares: com Felipe e Eduardo se mostrando um pouco mais confiantes, mas Pedro e Rapha mostrando preocupação e insegurança sobre tudo isso-.

—Muito Bem jovens... hoje deve ter sido uma noite estressante para vocês e aconselho que devessem descansar e amanhã começaram o treinamento, peço que me sigam para o seu dormitório-dizia Glynda enquanto se dirigia para o corredor, seguido dos outros jovens, deixando Ozpin naquela sala-.

—Me perdoem jovens... Vocês nem ninguém deveria carregar esse fardo, mas infelizmente é necessário-diz olhando para baixo, tendo alguns flashs de memórias na sua mente-.

Andando, pelos corredores iluminados por luminárias em seus tetos. Eles avançam até uma escada que os leva até o segundo andar, a qual levava a um novo corredor que tinha várias portas de dormitórios, onde no terceiro depois da escada Glynda abre a porta e pega em um interruptor e o coloca para cima, ligando a luz do lugar e revelando todo o quarto. Eram quatro camas separadas por cerca de 1 a 2metros, tendo do lado de cada uma delas um criado-mudo e com uma escrivaninha do lado da porta, uma janela entre as camas de tamanho médio.

—esse vai ser o quarto de vocês, eu sei que não é muito, mas terão que se acostumar, o banheiro fica na direita com todos os utensílios necessários. Eu depois de um tempo entregarei a vocês o uniforme da academia e um conjunto de roupas- Diz Glynda observando a reação deles, eles não queriam realmente estar envolvido em tudo isso, mas infelizmente não tinha mais volta-.

—Nós agradecemos Diretora Glynda, mais agora só queremos descansar para amanhã- dizia Felipe, fazendo um sinal com os olhos, mostrando eles olhando para o quarto com uma mistura de surpresa e recuo. Glynda entende o recado e sai do quarto fechando a porta, os deixando a sós-.

—Mas então, o que vai acontecer- dizia Pedro sem muita expressão enquanto se sentava na terceira cama do recinto olhando de um lado para o outro-.

—Acho que somos forçados a seguir nessa escola, Academia, sei lá até podermos ir para casa- dizia Edu apoiando suas costas na parede e batendo de leve um de seus pés nela—.

—Galera... Essa situação está muito estranha para todos, eu também tó de cara com tudo isso acontecendo tão rápido, mais acho que temos que fazer isso se não a terra, nossa terra, vai ser destruída como no sonho-dizia Felipe sentando na cadeira da escrivaninha, apoiando seu braço sobre a mesa aonde colocou sua cabeça-.

—sim, mas... Aquele sonho foi mesmo real?!Tudo nele...?-pergunta Rapha arregalando os olhos, achando que até aquele momento não se passava de um pesadelo projetado por uma mente fértil ou algo parecido-.

—Sim, tudo real, Na minha parte do “sonho” minha casa foi destruída e quase fui morto por uma criatura gigante desse mundo chamada Grimm, que seria quase que um demônio com forma de algum animal, tendo vários deles. Mas, por pura sorte, Ozpin estava lá e me salvou mais estava muito ferido, então ele usou tudo que tinha para consegui voltar no tempo antes de tudo aquilo acontecer-dizia de forma séria, mas um pouco arrastada, Felipe não era muito conhecido pela animação ou otimismo em falar algo, com tudo isso acontecendo só piorando tudo-.

—Então nosso objetivo por agora é ser treinado pelo cara lá o Ozpin, entrarmos nessa academia e tentar descobrir como evitar um fim do mundo... Bom, eu nunca pedi isso mais já que estamos aqui...-dizia Eduardo surpreendentemente empolgado, não parecendo como Pedro e Rapha que estavam com um pé atrás nisso tudo-.

— Ok mas, Felipe, você vai ter que nos guiar nisso tudo, é você que assistiu essa série- dizia Pedro-.

— Hum...O Ozpin pode tirar algumas dúvidas e eu conto algumas coisas necessárias sobre os personagens que iram aparecer.

—Bom por mim tudo bem, mas... Espero que acabe tudo certo-Diz Pedro se deitando na sua cama enquanto fica voando nos seus pensamentos sobre tudo isso-.

—Eu também espero amigo...eu também- respira um pouco e saí da cadeira que estava sentado, e vai em direção a primeira cama enquanto fala-acho melhor dormimos agora, amanhã com certeza começara um longo treino-Felipe se deitou na cama e começou a olhar para o teto pensativo, tudo aquilo acontecendo era mágico, sento ao mesmo tempo um desafio, ele sabia o que iria acontecer até o inicinho do primeiro episódio da 7 temporada, e tentaria garantir que todos os seus amigos ficariam a salva do inferno que poderia se formar-.

—Dudu, pode desligar a Luz por favor?-pergunta Rapha meio sonolenta-.

—Tudo bem...o Dudu desliga a luz do quarto por favor- disse Rapha enquanto ajeita o travesseiro da sua cama, com todas as camas tendo suas respectivas cores: Felipe estando na cama branca, Pedro azul, Rapha na amarela e Eduardo de vermelho-.

—Tá bom, tô indo-diz Eduardo enquanto vai para o interruptor perto da porta e a coloca para baixo, indo em direção a sua cama e apagando lá mesmo. Enquanto todos tentavam dormir, Pedro cutuca a mão de Felipe, o fazendo abre de leve os olhos e pergunta sussurrando:

—Felipe...Você...Você acha que vai ficar tudo bem-pergunta num tom de preocupação na qual Felipe percebe, aquilo também o incomodava bastante-.

—sinceramente...por Deus espero que sim.

Pedro entende e os dois voltam a dormir.

—Beacon 6:00 da manhã-

Numa janela do quarto a Luz brilhante e reconfortante adentra no quarto. Felipe é o primeiro á acordar, ele se levanta cochando seu rosto e saindo da cama. Contudo alguém bate na porta do quarto, Felipe se espreguiçando vai à porta e a abre, revelando ser A professora Glynda com a mesma roupa da noite anterior segurando uma espécie de mala.

—Hum... Bom dia Professora Glynda, me deixa adivinhar, o treino vai acontecer agora?-pergunta um pouco sonolento tentando ajeitar o cabelo-.

—Não por agora, ira começar daqui a 45 minutos, por isso pedirei que acorde os outros para se arrumarem com essas roupas de treino que senhor Ozpin me deu, mas tendo comida já feita no local onde aconteceu a conversa da noite passada- faça enquanto entrega a mala para Felipe-.

—Bem... Obrigado eu vou acordar eles- assim Glynda sai do lugar e Felipe coloca a Mala na sua cama e começa a acordar eles-.

—Ô pessoal! Acorda, precisamos nos arrumar rápido para o treino- diz enquanto vê eles gruindo e virando de um lado pro outro, com exceção de Eduardo que já acordou e estava se espreguiçando-.

Depois de um tempinho eles finalmente despertam e um de cada vez ia para o banheiro pegando as roupas para o treino. As roupas tinham formatos bem parecidos, sendo parecido com roupas de colegial, mas com camisas nas colorações preta da camisa e azul marinho as calças, tendo também um grupo de sapatos com as duas cores.

— Cara... Essas roupas são bizarras demais não é- diz Eduardo olhando toda a roupa, aquilo não parecia uma roupa de treino-.

—É... Melhor irmos logo, não quero que a gente se atrase-Diz Felipe calçando seus tênis e já na porta do quarto-.

— Tá bom Felipe calma aí, o mesmo lugar de ontem?- pergunta Pedro enquanto vai em sua direção-.

—Sim, é lá mesmo, já estou indo na frente- então Felipe já vai seguindo caminho enquanto os outros o chequem-.

Depois de alguns segundos eles chegam à sala, ela estava um pouco diferente, sendo um lugar mais amplo, com algumas arquibancadas bem longe do seu meio, tendo no chão um círculo vermelho grande com um traço que o cortava no meio na coloração branca. Quando vem, Ozpin estava no meio do círculo tomando um pouco de seu chá numa xícara com um semblante feliz por velos acordados-.

—Obrigado por virem tão rápido jovens, eu presumo que estejam famintos ainda- diz dando um pequeno sorriso e observando a face de todos ali-.

—Agora que falou-o estomago de Pedro ronca de forma notoriamente alta- nós estamos mesmo- diz dando uma pequena risada, estavam tão apressados que nem se lembrarão da comida-.

—Bom não se preocupem, depois de comerem, irei ajuda-los a desenvolver suas habilidades e seus semblantes.

—Espera... semblantes? Que que é isso mesmo?-pergunta Rapha meio confusa-.

—Há claro, a maioria talvez não saiba disso-quando iria falar mais alguma coisa, aparece à professora GoodWitch empurrando uma messa com rodas aonde se encontravam pratos, garfos, colheres, facas e muita comida-Perfeito, acho que terão uma demonstração das habilidades que um semblante pode ter, Glynda, poderia mostrar aos nossos novos alunos um pouco de suas habilidades?

—É claro Diretos Ozpin, peso que se afastem por favor.

Nesse momento, Glynda parou e pegou de um dos bolsos do seu vestido uma espécie de varinha de bruxas e a aproximou do seu rosto, fechando seus olhos. A luz do sol começou a clarear mais essa sala devido a algumas janelas no teto, fazendo brilhar um pouco seu decote branco e sua saia preta além de seus presos cabelos loiros. Um silêncio ensurdecedor vagou por uns segundos pela sala, até que a mesma abriu os olhos e apontou para Eduardo:

—Jovem, tem algo perto de você que possa ser usado como projetil?-ele pergunta de forma séria e elegante-.

Edu olhou ao redor até ver uma pequena pedra perto de seu pé, ele a pega e mostra de longe para Glynda.

—Perfeito, agora peço que a jogue contra mim.

—Hum? Tem certeza?-pergunta Eduardo confuso, se joga-se com força, aquilo poderia acertar a cara da professora e talvez destruir seus óculos, deixando cicatrizes não muito bonitas-.

—Edu, pode confiar você vai se surpreender com o semblante dela-diz Felipe o olhando e apontando para professora-.

O mesmo concorda e joga a pedra, então com um movimento de sua mão livre, Glynda estica sua mão e a Pedra fica imóvel no ar a poucos metros dela, Pedro, Rapha e Edu ficam impressionados com aquilo e começaram a se entreolhar. Até Felipe que já tinha presenciado aquelas habilidades no desenho não conseguiu disfarçar sua face atônica para todos.

—Caracas! Então esses semblantes são mesmo poderes especiais, o que ela fez? Imobilizou, telecinese?-Perguntava Edu ainda atônico-.

—Ele tem o semblante da Telecinese, aquela varinha na mão dela serve para auxiliar nesse ”poder” dela-Responde Felipe de forma calma mais com a face um pouco surpresa, uma coisa era ver isso na TV, outra era na sua frente-.

—Perfeitamente Felipe, agora Glynda por que não faz o favor de servi-los com a comida, jovens peço que juntem as mãos como se estivessem segurando um prato-diz Ozpin enquanto Glynda acena num sinal de concordância-.

Nesse momento, Glynda se vira para a mesa com as comidas e mira sua varinha, fazendo com que quatro pratos voassem em volta dela, assim ela divide e coloca igualmente a mesma quantidade de comida para os jovens numa velocidade assustadora. Então ela leva os pratos para as mãos deles, a face de surpresa deles olhando para Glynda e depois para os pratos em suas mãos faz Ozpin dá algumas leves risadas, se divertindo com aquela cena.

—Muito bem Crianças, podem se sentar e saborear a comida.

Assim todos começam a comer, e depois de alguns minutos eles terminam, Glynda recolhe os pratos e vai leva-los para outro lugar, enquanto Ozpin vai até aonde eles estão sentados:

—Bom, ora de começarmos o treinamento, será muito importante que consigam despertar os seus semblantes.

—Ozpin...o senhor tem certeza que podemos ter as mesmas habilidades que a professora Glynda?-pergunta Pedro enquanto olhava para a professora que levava a mesa para fora da sala-.

—Meu caro Pedro, sua amiga tem características de um Fauno com olhos prateados quando pisou nessa terra, algo que talvez seja impossível na terra de vocês... Portanto vejo que seus corpos se adaptaram com esse mundo, me fazendo crer que sim- diz Ozpin enquanto dá mais um gole do seu chá-.

—Bom o que estamos esperando?- fala Edu batendo seus punhos transparecendo confiança-.

— Nada, mais Ozpin, nós não vamos usar essas roupas para sempre não é? E vamos ter nossas próprias armas correto?-fala Felipe o indagando, achando aquelas roupas ridículas e feias-.

—Não se preocupem, essas roupas são apenas temporárias e suas armas logo verão- fala enquanto pega sua bengala e aponta a cada um deles- espero que estejam preparados, pois o treinamento não será muito agradável.

Então assim começa o treinamento dos jovens, quais vão ser os desafios futuros que irão enfrentar...só o futuro dirá.