Ruídos: 2ª Temporada
5 Capítulo 5 - Lagoa.
Eu me acordo exatamente ás 3 horas da manhã, estava chovendo e havia uma coruja fazendo barulho na rua, eu estava impressionada de que mesmo na chuva ela continuava ali, intacta, então eu vou até a janela enrolada nas cobertas porque naquela região fazia muito frio e fico admirando a coruja, ela tinha uma cor forte, o peito pardo com alguns traços cor de terra que lembravam manchas, era a criatura mais linda que eu já tinha visto.
Quando eu percebo já são 5 horas da manhã, o sol já está nascendo a chuva já havia parado, então eu me lembro que eu teria que acordar cedo para assistir os jogos deles, então eu fecho meus olhos e acordo com Thays gritando no meu lado: — ACORDE! VAMOS ACORDE! Então eu acordo, me espreguiço e me dirijo ao banheiro, eu tomo banho quente e escovo meus dentes, eu desço as escadas lentamente, vejo que há barro nos degraus, então eu vou me segurando no corrimão para não cair, eu finalmente chego na sala de jantar e estava todo mundo comendo e rindo, eu me sento ao lado de Pedro, que era um menino muito fofo, era o menino que eu tinha mais intimidade deles todos, apesar de ter falado com ele somente uma vez. — Pode me passar o queijo? – Ele me pergunta. Então eu alcanço o queijo pra ele e sorrio. — Onde está Brenda? – Pergunta Sra. Thays. — Ela está deitada, é que ela ficou com medo de alguma coisa ontem e ela não consegue sair da cama. – Diz Leticia tentando amenizar as coisas. — O que houve ontem? – Eu pergunto para Pedro sussurrando. — Nada.. – Ele diz pegando seu pão e saindo de fininho. — Gente alguém pode me dizer o que houve? – Eu falo em um tom mais alto, então todos saem e dão a desculpa de algum compromisso. Eu me aproximo de Thays e lhe pergunto: — Sra. Thays a onde está a Laura? — Ela acordou mais cedo e foi pegar maçãs. – Ela me responde — Não vai ter mais corrida? – Eu lhe pergunto. — Não, parece que Brenda está mal.. – Ela me responde. Eu dou graças a deus que não vai ter mais corrida, então eu pego uma cesta, uma maçã e corro até as macieiras. — Não coma isso. – É oque Laura me fala quando eu me aproximo dela. — Bom dia pra você também. – Eu lhe digo, pegando algumas maçãs. — Eu estou falando serio, a partir de hoje não coma mais maçãs. – Ela me diz séria. — Ui, tá bom, irá envenenar todas o bruxa má? – Eu lhe digo rindo. — Não vai ser eu quem vai envenenar. – Ela me responde friamente. — Você até me assustaria, mas você sabe onde eu estou? Na casa da família Adams.. Então nada me abala. – Eu lhe digo sorrindo. — Oque? – Ela pergunta. — Ai nada, esquece, enfim o que houve ontem? – Eu lhe pergunto. — Eu me envolvi demais com eles, foi isso que aconteceu. – Ela me responde. — Ui safada, não queria saber disso, eu queria saber o que houve para a Brenda ficar traumatizada? – Eu lhe pergunto. — Então, quando eu me envolvo demais com alguém a pessoa morre, está na minha família essa maldição e ontem já que eu saí com todo mundo eu ativei essa maldição, todos irão morrer. – Ela responde friamente. — Vocês saíram e nem me convidara? Bah, to magoada com vocês... – Eu lhe digo — Sorte sua, assim será a ultima a morrer, ou não... – Ela me responde. — Ai que medo. – Eu lhe digo sorrindo, em seguida comendo a maçã que ela disse pra mim não comer, quando eu vejo que não aconteceu nada eu digo: — Viu, ela não explodiu. — Essa foi colida ontem, toda as tragédias chegaram aqui hoje – Ela diz. — Ai menina deixe de ser chata, mais tarde iremos em uma lagoa que há aqui perto, convide os outros já que você que é amiguinha deles. – Eu lhe digo. — Não posso me envolver com.. – Antes que ela possa terminar de falar eu a interrompo e digo: — LAURA... — Ok, eu faço tudo que você pediu. – Diz ela sorrindo. — Quero que você mantenha esse sorriso na cara. – Eu lhe digo tirando a ultima maçã de uma árvore e levando o cesto de maçãs pra dentro da escola. Eu subo até o “meu” quarto, chegando lá eu vejo Brenda sentada em uma cama sem expressão, ela não se mexia, era como se ela já estivesse morta e aquilo era só seu corpo intacto, então eu me sento ao seu lado e digo: — Tudo bem com você. Os olhos dela se movem lentamente até que olham dentro dos meus e ela diz lentamente: — Não, ontem eu quase morri, eu vi o que não era pra ter visto, e ontem a noite toda eu ouvi uma coruja, uma coruja de olhos vermelhos chamando meu nome. Eu largo uma gargalhada e me seguro rapidamente e digo: — Calme-se, ontem eu também estava aqui, eu vi a coruja, ela não estava com os olhos vermelhos e muito menos falando seu nome. — Mas quando eu saí da van eu vi ela, ela estava com os olhos vermelhos, quando eu me deitei na cama ela estava falando meu nome, eu juro, eu não estou louca, não estou. – Ela diz tremendo freneticamente. — Nossa, isso tudo parece surreal, me lembrou a história da mãe da Laura, ela foi internada em um hospício porque estava em uma situação igual a sua, se eu fosse você eu não demonstrava meus medos pras pessoas, isso pode ser usado contra você. – Eu lhe digo.
Ela sorri macabramente, aquele sorriso dela estava corroendo minha alma, então pra quebrar aquele clima aterrorizante eu lhe Pergunto: — Vamos a uma lagoa que tem aqui perto? — Sim, vamos. – Ela diz sorrindo e olhando para a janela, ela parecia estar sem expressão. — Tá.. Esteja lá embaixo em 5 minutos. – Eu lhe digo. Ela faz um sinal de sim lentamente com a cabeça. Eu vou até meu “armarinho” coloco um biquíni por baixo das roupas e desço as escadas, aquele lugar era muito frio a noite, mas de dia era muito calor, por isso eu queria levar as pessoas pra lagoa. Dentro de 3 minutos todos estavam lá embaixo, inclusive a Brenda. — Vamos? – Eu lhes pergunto. Então todos nós vamos correndo para rumo á floresta, pois a Thays não podia saber que estávamos saindo dos nossos devidos “trabalhos”. Entramos na floresta, havia uma trilha que nos levava até a lagoa, então fomos por essa trilha, no caminho para a lagoa havia muitas arvores frutíferas, então quando alguém ficava com fome instantaneamente ia até uma arvore dessas e comia alguns frutos. Finalmente chegamos na lagoa, eu tirei as minhas roupas e deixei na beira da lagoa, eu estava com um biquíni preto com detalhes azuis, Pedro estava lindo, eu me perdia com o olhar, ele tinha barriga de tanquinho estava usando uma bermuda azul com detalhes brancos, ele estava lindo, assim como todas as outras pessoas ali, os meninos todos tinham tanquinho e estavam lindos e todas as meninas tinham um corpo escultural. Então todos nós começamos a mergulhar, brincar de um afogar o outro, entre outras coisas, foi perfeito o dia. — O que vocês estão fazendo aqui? Aqui é muito perigoso, há muitos canais. – Diz Thays nos tirando da água. Todos saímos da água, menos Leticia, Brenda e Fernando, eles ficaram em baixo d’água enquanto levávamos algumas broncas. — Onde estão Leticia, Brenda e Fernando? – Thays pergunta. — Eles não vieram juntos. – Pedro responde. Então eu vou junto com os outros para dentro do colégio. Chegando lá Laura diz: — Eu disse que não seria uma boa ideia, eles estão em perigo. ~~ ENQUANTO ISSO~~ — Lê, vamos embora.. Está anoitecendo. – Diz Brenda. — Já vamos. – Diz Leticia beijando Fernando. — Eu vou sozinha, não quero ver vocês transarem na água. – Diz Brenda saindo indignada daquele lugar, ela ia caminhando na trilha em que foi para lagoa, pelo menos na que ela acha que foi, então ela vê a mesma coruja que alega ter visto noite passada. — BRENDA, EU ESTOU AQUI COM VOCÊ, NÃO TE ABANDONAREI ! – Grita uma voz doce, suave e amedrontadora em seus ouvidos. Cada vez ela anda mais rápido, quanto mais Brenda anda mais vezes a voz ecoa na sua cabeça, então ela vai diminuindo o ritmo em que estava caminhando e as vozes vão diminuindo, Brenda senta-se no chão fecha os olhos e não ouve, nem vê mais nada, a escuridão fecha o céu, ela não sabia mais pra onde tinha que ir, Brenda estava perdida, então ela ouve a voz de Thays a chamando: — Venha Brenda, por aqui... Ela segue a voz, chegando no lugar estipulado pela voz, cerca de seis corvos atacam Brenda, eles tiram sua pele devagar, a cada centímetro de pele puxada Brenda dava cem gritos diferentes, Brenda acaba morta atirada no meio da floresta, quando os corvos finalmente conseguem comer sua carne eles morrem.
Notas finais
Amanhã eu vou pra praia, se poder postar irei postar o máximo de capítulos possíveis hoje, se não der pra postar mais algum, quando eu voltar eu posto mais, beijos >.>
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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