Russian Roulette
1 A sala.
Estava tudo escuro e eu só podia ouvir múrmurios na sala. Logo quando todos aparentavam ter acordado consegui perceber umas cinco ou quatro vozes de socorro que não iriam ser ouvidas, e algumas delas também diziam outras coisas.
"ONDE ESTOU?" "POR QUE ESTOU AQUI?" gritava um rapaz com uma voz agonizante.
Mas eu também não sabia onde estava. Porém não me pronunciei em nada. Eles não achavam que eu tava aqui (não distinguiam nem quem era quem).
E foi então que as luzes se acenderam e, girando o rosto, pude ver que cinco homens estavam presente ali, comigo, além de dois policiais fardados, em pé, e uma mulher que parecia ser uma delegada com uma cara severa.
E foi então que pude perceber, também, que estávamos numa mesa circular, e havia uma arma no centro.
Antes de um dos caras perguntar o que era aquilo ouviu-se a delegada gritar:
— SILÊNCIO! — disse ela, num tom assustador. — NÃO QUERO OUVIR UMA PALAVRA DE NENHUM DE VOCÊS!
Engoli em seco. A mulher era assustadora, e não queria me submeter à raiva dela. Mas o cara ao meu lado não se aguentou e acabou por falar:
— Mas... — Foi apenas o que ele conseguiu dizer antes que o tiro do policial lhe atingisse a cabeça em cheio
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