Ruptura
3 Dia 5
Enquanto Sapphira estava no templo no carro com as duas irmãs e o Hymdra.
Pelo visto ela foi fazer seu trabalho. Suzuka comenta isso logo em seguida começa a sair do carro.
Quando nossa mestra está fora minha irmã perde a habilidade de falar novamente. Suzuka coloca a mão na Shade.
Nossa mestra só conseguiu curar minha cegueira, mas não a fala dela.
Vocês dois vão ficar no carro? Suzuka olha para Shade e ela balança a cabeça demonstrando que sim e em seguida olha para Hymdra.
eu tô legal aqui! Acho melhor eu ficar aqui também, provavelmente iria desconfiar das minhas vestimentas.
Hymdra mostra suas roupas, pedaços de uma armadura leve quebrada com manchas de sangue, tecidos rasgados.
Você é melhor vim pois precisamos de roupas novas para você não se destacar. Suzuka olha fixamente para Hymdra.
não irei ficar nesta realidade por muito tempo lembra?
Não acho que seja preciso se incomodar em me dar novas roupas, ficarei agradecido somente de me ajudarem a voltar pra "casa".
Tomarei cuidado para que ninguém me veja, e provavelmente ninguém iria ver minhas roupas se eu ficar no carro.
Suzuka puxa Hymdra do carro demonstrando ter uma força fora do comum.
Enquanto você tiver nessa realidade você precisa de adequar a ela. Suzuka fecha os olhos e começa a arrastar Hymdra.
aiai..
Nos pensamentos de Hymdra .
"Isso me lembra quando meu "pai” queria me levar de qualquer jeito para uma das patrulhas dele, e ela não tinha um jeito mais educado de fazer isso?
Bem não é como se isso tivesse me machucado de qualquer jeito.
Hymdra cruza seus braços e deixe Suzuka o arrasta pela gola da camisa.
Suzuka começa andar pela rua da cidade e para na frente de uma loja de roupas junto com o Hymdra.
O que acha dessas roupas da vitrine? Suzuka observa atentamente observando um vestido preto.
hum, parece que você é que gostou de alguma dessas roupas...
Hymdra ainda deitado no chão, pós estavam sendo arrastado, percebe que Suzuka parece ter gostado do vestido preto.
eu não ligo muito o que você escolha pra mim, nunca fui alguém que liga muito pra roupa sabe?
Hymdra fala isso se levantando do chão, e esperando Suzuka fazer algo, afinal ele não sabia como teria que se comportar em uma loja de outra dimensão.
Se você tem autonomia para andar e falar você tem autonomia para escolhe o que mais agrada não acha? Suzuka olha para Hymdra.
olha não fui eu que me arrastei até aqui com a ideia de me dá roupas novas.
Hymdra responde isso com um sorriso e um tom sarcástico.
Não fui eu que tomei um soco de um deus e veio parar nessa realidade. Suzuka fala com os olhos fechados sorrindo.
O básico de sobrevivência é se adaptar. Suzuka abre seus olhos.
o soco não me levou a escolher roupas foi a senhorita, e pelo que a sua mestra disse eu não irei me adaptar aqui já que vim de uma realidade diferente.
E depois de um tempo meu corpo rejeitará está realidade me transformando em um monstro louco que ela falou lá, não lembro o nome.
E não preciso de roupas pra sobreviver, e não teria problemas se eu tivesse ficado no treco lá que vocês chamam de carro.
Suzuka apenas mantem um sorriso no seu rosto.
De forma simples então você quanto mais você aprender desse dessa realidade mais forte você pode ser na sua realidade pois tu estarás de forma mais avançada que os outros e também. Suzuka pega um sobretudo.
Isso não é apenas roupas normais nessa cidade todas as roupas têm proteção contra magia ou ataques físicos dependendo da sua escolha.
vesti uma roupa simples sem quais quer encantamentos vai me fazer mais forte?
Sério eu não to sentido magia nenhuma desdás roupas, e a magia é tão comum nessa realidade que todas as roupas são encantadas? Isso parece uma grande mentira...
Hymdra olha para Suzuka bem descrente do que ela falou.
Suzuka faz um círculo magico aparecer na mão dela.
Após comprar as roupas eu posso fazer isso então não foi mentira. Suzuka continua sorrindo.
Se for magia tão simples assim eu posso fazer.
Você falou todas as roupas da cidade, então ainda é uma mentira.
Hymdra sorrir
Roupas encantadas existem no meu mundo, mas elas não funcionam em min, eu destruo magia lembra?
Esses poderes me deixam imune a maldição e magias ofensivas, mas também não me permitem ter bênçãos, ou receber qualquer tipo de magia de suporte.
Hymdra cai na risada e volta para o carro olhando para Suzuka sorrindo.
Suzuka quebra o sorriso colocando a mão da sua cabeça demonstrando que estava sentindo dor.
Shade faz o seu dedo brilhar e começa escrever no ar ja dentro do carro.
"Eu encontrei uma fissura igual à que você saiu enquanto os dois estavam discutindo no meio da rua só que ela está 2 dias longe daqui."
Dois dias indo de que?
Hymdra pergunta.
Shade volta a escrever usando magia.
"Voando 2 dias a indo com nossa mestra 2 Dias, pois ele fica embaixo da terra então teríamos que entrar no local ou destruir ele caso não houver nada por perto para liberar o caminho para fissura."
Hmm... Se fosse na superfície eu poderia chegar em alguns minutos.
Cavar não é minha especialidade.
Bem o que nos resta esperar é nossa mestra voltar do seu trabalho de purificação do templo para podemos ficar aqui a noite. Suzuka comenta
A 3 horas antes, no templo.
Sapphira estava andando pelos corredores do templo que ela havia voltado no tempo com diversas pessoas andando nele, mas nenhuma notava a presença dela.
Então me mostre como você foi amaldiçoado minha querida espada. Sapphira fecha os olhos e os abre caminhando até a sala do altar.
Bem então é aqui aonde acontecera a tragédia, mas a questão é por qual motivo isso ocorreu, e por meio se foi uma traição, chacina a mando de alguém ou o mais provável pelo que estou notando o que eu mais odeio por deuses? Sapphira demonstra uma expressão de leve raiva ao dizer isso.
Sapphira olha próximo ao altar e ver um homem escorado em um pilar próximo, ele era tão magro que era possível ver seus ossos, ele estava coberto de feridas e hematomas, tinham correntes em seus pulsos, mas nem mesmo estavam presas a algum lugar pois ele não tinha forças nem pra fugir.
Sapphira se aproximar para olhar ele mais de perto, olhando com mais calma ela percebe, que os olhos daquele homem foram arrancados, boa parte de sua cabeça e orelhas apresentam sinais de queimaduras.
O homem parece também está alucinado por efeito de alguma droga, Sapphira com sua boa audição ela conseguiu ouvir as fracas súplicas dele pedindo para que o matem repetidas vezes.
fiéis do templo iam até o homem e oravam para ele, pedindo para ele ser ajudado.
Mas nenhum deles parecia estar comovido pela situação do homem, até que uma pequena comoção começa no outro lado do salão.
Uma mulher, usando joias e uma espécie de coroa cerimonial anda em direção ao homem...
olá querido, você está melhor? Você conseguiu achar o caminho para a salvação? O que os céus iluminem meu marido!
Sapphira mostra uma irritação em seu olhar vendo tal cena.
Marido? Ele parece um escravo! O que nos mundos você fez com o seu marido? Sapphira olha fixamente para a face daquela mulher.
Sapphira está a ficar com a expressão mais e mais irritada a cada segundo que olha para a face daquela mulher, pois ela sentia a dor a agonia de cada pessoa naquele lugar em dobro, principalmente a dor excruciante, a agonia insuportável que aquele homem sentia.
Enquanto aquela mulher, nada Sapphira não sentia nada vindo dela, aquela mulher não sentia nem uma dor ou agonia por ver seu marido naquele estado, na verdade aquela mulher era a que menos sentia alguma coisa entre todos, e isso deixaria Sapphira ainda mais enfurecida.
Dois extremos
De uma dor e agonia incessante a uma paz inabalável e fria, marido e mulher.
Isso não ta sendo da maldição algo a mais vai ocorrer, mas o que pode ocorrer com tanto sofrimento já envolta desse lugar. Sapphira ofegante tenta olhar para os lados por causa da dor que está sentindo e tenta perceber quem sera o culpado.
Espera faz sentido isso enquanto todos estão sofrendo quem é a única sem sentir nada é a mulher então a amaldiçoada é ela. Sapphira retira sua espada da bainha e a mesma é atacada por outra lâmina o que a obriga a defender.
Sapphira deflete a lâmina para o canto e mesma volta para as mãos da mulher.
Bem não me leve a mal, mas você vai entrar para minha lista pessoal de maldição que não devia existir. Sapphira olha fixamente para aquela lâmina.
No momento que a mulher ataca os fiéis começam a pronunciar de forma bizarra todos juntos sejam despedaçados, sejam despedaçados!....
Ao som de uma oração macabra as duas avançam em direção a outra, as espadas se colidiram com a enxurrada de golpes pesados que estremeciam as paredes do templo e faziam o metal das espadas vibra como o badalar de um Sino.
A mulher com um sorriso beirando ao cinismo e Sapphira irritada e sentindo dor.
A mulher chuta a barriga de Sapphira enquanto lança golpes de espada vindos de cima, Sapphira é um pouco empurrada para trás.
A mulher assim salta preparada para um ataque mais pesado vindo de cima, Sapphira desvai da trajetória da lâmina e acerta um golpe que faz a espada da mulher voa longe.
A espada acertou com a guarda o marido da mulher, que cai no chão.
Hm tem algo de estranho. Sapphira coloca a espada na bainha novamente e coloca sua perna esquerda para traz, fazendo seu corpo se curva e observa os dois.
A mulher puxa a espada de volta com telecinese e traz junto todos os objetos que estavam no salão, ela agarra a espada enquanto os objetos passam por ela e vão em direção a Sapphira.
Sapphira desvia dos grandes objetos, mas alguns pequenos a acertam de raspão.
Ela então enquanto desvia ativa.
Chamas avermelhadas saem da lâmina de sua espada e logo tomam conta de todo seu corpo, mas sem queimá-la.
Fazendo um símbolo com a mão Sapphira desaparecer instantaneamente.
Objetos que estavam quase acertando ela naquele momento simplesmente se choca contra a parede espalhando estilhaços.
A mulher percebe que Sapphira sumiu, mas ela não tem tempo de reagir.
Sapphira estava atrás dela.
A mulher tenta reagir, mas Sapphira a corta abaixo da axila e desaparece em chamas antes que ela pudesse contra-atacar ou se defender.
Sapphira atacava a mulher de muitas direções diferentes aparecendo e desaparecendo em chamas ao redor dela.
A mulher olha em todas as direções procurando algum sinal de Sapphira, e ela percebe algo pairando próximo ao chão.
Pequenas fagulhas de chamas avermelhadas estavam se movendo lentamente envolta dela, de repente uma dessas fagulhas se expande instantaneamente em chamas era Sapphira, ela estava trocando de lugar com as fagulhas.
Ela não estava apenas usando-as para se mover rapidamente na luta, as fagulhas estavam dispostas de maneira que formavam o formato de uma lua minguante no chão do salão.
E seus ataques também não eram aleatórios eles estavam talhando com os cortes o mesmo símbolo lunar na pele da mulher.
A cada golpe de Sapphira o símbolo se completava até que ela ativa.
Em milésimos de segundos, uma vibração que estremecer o local levantando a poeira se pôr todo o templo, ao mesmo tempo que os símbolos lunares na mulher e no chão brilham em um azul pálido como a luz do luar deixando a mulher paralisada.
No segundo seguinte uma onda de choque é emitida deixando marcas de cortes aparecem em tudo a volta da mulher, cortando...
O chão, paredes, pilares, os outros fiéis que cantavam aquela oração macabra.
e o homem que ainda estava caído ali no chão.
Sapphira sente uma dor terrível no mesmo local que o homem foi atingido, e acaba deixando sua espada cair.
Mas logo ela volta para a posição de combate, o homem tinha se levantando...
Ele está parado sem se mover, mas logo uma aura sinistra começa a ser emitida dele, sua presença era macabra mesmo não demostrando qualquer movimento, aquela aura suja toma a forma de uma figura medonha atrás do homem.
Dois contra um? essa luta não está meio injusta? Sapphira dá uma pequena risada.
Sapphira faz uma das suas caudas desaparecer em seguida um clone dela parece segurando uma katana.
o clone da Sapphira se afasta da mesma e começa atacar o homem com sua katana envolta em chamas purificadoras.
Enquanto Sapphira golpe a mulher simultaneamente enquanto começa fazer sinais com a mão fazendo sua espada começa a transformar a sua lâmina para preto com traços vermelhos no final da ponta e do cabo sua lâmina estava mais fina que uma lâmina normal.
Sapphira começa a dançar e pétalas vermelhas começam a sair do sangue do homem e da mulher com isso, Sapphira começa a usar estocadas com mais velocidade no corpo da mulher sem dar tempo de reação enquanto com suas mãos ela começava a desenhar no chão com o sangue da mulher um círculo preto por causa das pétalas.
Enquanto o clone começa acertas todos os pontos de pressão do corpo com sua katana, em seguida encrava a mesma no chão e parte para o corpo a corpo contra o homem acertando as articulações do mesmo fazendo ele se contorcer mais ainda seu corpo e no final todos seus pontos são abertos simultaneamente fazendo o sangue vazar preenchendo o resto do círculos que estava coberto por pétalas vermelha.
Sapphira e o clone se juntam novamente e a mesma corta o tendão da perna dos dois os fazendo cair ao ver que está preenchida as pétalas com sangue ela chuta o homem para fora do círculo o fazendo colidir com a pilastra.
Sapphira então vai fazer um símbolo de mão para ativar o círculo.
Mas
O homem surge de repente e a golpeia a arremessando-a para longe, fazendo ela colidir e ficar grudada na parede do templo...
isso não é muita força pra alguém que está praticamente pele e osso? Sapphira fala isso saindo do buraco na parede.
O homem estava parado, em pé mesmo com todos os ferimentos que tinha, ele olha para Sapphira mesmo não tendo olhos, e grita.
O grito é tão alto que uma pequena onda de choque se forma e todos os objetos de vidros e vitrais do templo simplesmente explodem.
Sapphira tapa os ouvidos, seus ouvidos eram, mas sensíveis que o normal.
Mas ela não pode se distrair, o homem rapidamente surge em sua frente, ela o golpeia com a espada, mas recebe o ataque sem se importar.
E agarra o pulso de Sapphira e a joga contra uma pilastra próxima, a pilastra é despedaçada com o impacto cobrindo o homem com uma nuvem de poeira
Atrás dele surge Sapphira pronta para atacar.
Mas ele se virar rapidamente quebrando a própria coluna e acerta um soco nela, mas ela era apenas um clone
A Sapphira verdadeira estava a sua frente e com um chute manda ele para longe, ele cai perto da mulher que estava paralisada ainda.
Ele então parte para atacá-la.
Mas Sapphira troca de lugar com uma fagulha remanescente de sua luta contra a mulher, ela aparece na frente dele e cortar suas pernas...
Ok chega da brincadeira vocês dois. Sapphira coloca sua espada na bainha.
Sapphira balança suas caudas e faz diversas chamas ao redor dos dois.
Todas as pétalas do local começam a cair em cima do homem e da mulher em seguida ambos caem imobilizado e agoniando com tanta dor ao ponto de gritarem e fazerem ecoar entre o templo todo
Uma dança gentil e suave.
Uma caída pequena, mas fatal.
Entre as pétalas estão o peso de seus crimes.
Entre seu coração está a verdade que querem esconder.
Uma maldição pequena deve ser desfeita com o olhar de uma simples alma pura.
Mas essa pureza está corrompida até a cabeça.
Então o que é ser puro se não é ser corrompido também.
O que é a fé se não algo que endeusa deuses e demônios.
Eu te responderei.
Ela é apenas uma falsa ilusão para criar uma forma de culpar algo ou alguém pelo o que você não deseja admitir.
Você é apenas alguém caída que tem a ilusão de ser grande.
Então que descanse em paz mesmo com sua ilusão sendo quebrada.
Sapphira termina essa fala e bate suas palmas fazendo o homem e a mulher pararem de se mexer em seguida tudo volta para o tempo atual com a Sapphira segurando a lâmina que estava amaldiçoada.
Bem meu trabalho está feito. Sapphira salta para fora do buraco com a lâmina em mãos.
Em seguida Sapphira enfinca a lâmina no tempo e ele começa a se remodelar para uma nova aparência.
Mais um templo renovado para algum deus recém-nascido ou antigo. Sapphira anda até a entrada e faz um estatua de raposa prateada aparecer.
Bem deixa eu chamar eles então. Sapphira caminha descendo as escadas.
Tudo pronto aqui vamos fazer uma parada pela noite no templo para descansar enquanto ele está inabitado. Sapphira abre a porta do carro enquanto diz essas palavras para os 3 que estava no carro.
Fim do dia 5.
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