Ruptura

7 Onde se encontra a resposta


Notas iniciais
Olá!! Aqui estamos nós de novo, dessa vez com a última personagem apresentada, a partir de agora a história vai engrenar de forma diferente. Espero que curtam :D Boa leitura!!

O mundo estava em caos. A humanidade foi subjugada de uma maneira que nunca ocorreu antes na história, chegando a perder um terço da população. Uma grande derrota causou uma cicatriz no povo. Guerras foram travadas, massacres desestabilizaram a confiança daqueles que lutavam para proteger os seus.

Tudo começou quando uma entidade poderosa começou a criar forma e crescer de uma forma que não podia mais ser contida. O que antes se esgueirava entre os corações das pessoas, agora mostrava sua face sem medo, demonstrando uma postura imbatível.

Começou com uma figura disforme, uma sombra negra se movimentando, arrasando cidades e populações, mas logo ela começou a criar figuras humanoides, com braços, pernas e até mesmo um rosto. Foi aí que surgiram as bruxas, seres malignos que consumiam a essência humana, se alimentavam de medo e desespero e incitavam a discórdia.

A batalha estava perdida, pessoas estavam morrendo aos montes, muitas sem mesmo conseguir reagir. Várias profetizaram que essa seria a extinção total da humanidade, devorada por um ser maior e mais poderoso que ela. O ciclo estava chegando ao fim.

Mas, então, uma figura feminina inesperada surgiu dentro do caos. Descrita como uma mulher vestida com roupas brancas em meio ao cenário de destruição e sangue, Harian surgiu liderando um exército, com sua espada e sua coragem combatendo a escuridão, que aos poucos recuava diante de sua força assustadora.

Não demorou muito para que seu nome se tornasse conhecido e Harian se tornasse uma figura respeitável. Inabalável, foi ela quem tomou o poder do mundo e ordenou tropas para combater as bruxas em prol da humanidade.

Era Harian quem estava sentada no trono, com expressão e espada afiadas. Ninguém possuía coragem para desafiá-la ou poder para derrotá-la.

Após recrutar pessoas capacitadas para o trabalho, construíram prisões para as bruxas. Ainda não possuíam o conhecimento para fazê-las desaparecerem, não podiam derrotá-las permanentemente, então apenas restava deixá-las incapacitadas por enquanto. Ao menos ali elas não causariam problemas para ninguém.

Mas o que não esperavam era que elas ainda tinham uma carta na manga.

Com a espada embainhada e um andar firme, Harian cruzava os corredores das instalações, com uma expressão nada boa. Não esperava que problemas graves surgissem àquela altura do campeonato, quando foi notificada por um dos subordinados que precisava comparecer às prisões imediatamente, já sentiu que não teria descanso naquele dia.

Estavam ganhando todas as lutas e indo bem nas pesquisas sobre as bruxas, então se perguntava o que estava dando tão errado para que a chamassem pessoalmente ali.

Abriu a porta da sala sem muitas cerimônias e já entrou perguntando:

— O que aconteceu? Por que me chamou aqui?

O subordinado, que também era seu cientista mais importante e a pessoa que ligou para ela, se virou animado, desatando a falar:

— Você não vai acreditar no que eu descobri. É sério, é algo incrível e revolucionário. Essa guerra já está ganha para nós. — Ele se movimentava de um lado para o outro, apertando botões aqui e ali, às vezes anotando algo em papéis, deixando Harian zonza.

— Por favor, fale claramente. Você me chamou aqui com urgência e agora fica pulando por aí. — Ela pegou um papel cheio de números e palavras complicadas, não entendia bulhufas o que significava. Na verdade, olhando melhor ao redor, aquele lugar estava uma verdadeira bagunça.

— Ok, sente e escute. — Ofereceu uma cadeira para ela que aceitou, o encarando com uma sobrancelha levantada. — Você sabe que eu tenho trabalhado muito, certo? Eu tenho feito vários estudos sobre as bruxas, de onde vieram e como exterminar elas, certo?

— Quanto de café você bebeu? — indagou Harian distraída, olhando para as várias canecas sujas espalhadas pelo cômodo. Chegou até a fazer uma expressão de nojo, imaginando há quanto tempo estavam ali.

— E eu descobri uma coisa que vai revolucionar essa guerra. — Harian se inclinou na direção dele, envolvida pelo seu tom de animação, como se já tivessem obtido a vitória absoluta. — É sério! Eu nem acredito que não cheguei nessa conclusão antes, eu tô tão…!

Harian segurou as mãos dele que se moviam sem parar enquanto falava, estava elétrico demais e ela só queria que ele se acalmasse e falasse mais devagar.

— Certo, certo, eu sei que está empolgado, mas, por favor, me explique o que exatamente descobriu — pediu. — Antes de ficarmos animados, precisamos saber se isso vai mesmo funcionar.

O cientista riu.

— Você não precisa se preocupar, eu já disse que vencemos a guerra. — Ela fez um gesto com a mão para que prosseguisse. — Eu fiz algumas pesquisas sobre teorias antigas, sabe, aquelas que já foram descartadas.

— As em que ninguém mais quis investir? — Harian se lembrava de ter ouvido uma história assim, mas não sabia ao certo como os fatos aconteceram.

— Sim, essas mesmas. Mas eu pensei que talvez elas não fossem tão absurdas assim, então eu testei algumas.

Harian levantou uma sobrancelha.

— Testou?

— Nada perigoso, não se preocupe — garantiu já prevendo a pergunta. — Fiz tudo dentro das normas de segurança. Mas, voltando ao assunto, depois de alguns testes que não deram em nada e depois de muitas noites sem dormir, eu consegui isso. — Com dramaticidade, ele estendeu a ela um dos cadernos cheios de anotações.

Harian ergueu os olhos para ele, se perguntando se estava brincando com a cara dela.

— Incrível, pena que eu não entendo nada.

O cientista exclamou um “ah” ao perceber o seu erro, então pegou o caderno de volta e se pôs a explicar mais claramente:

— Certo, antigamente existiam algumas teorias sobre universos paralelos, a maioria era apenas lenda popular, então as pessoas se mostraram muito céticas em relação a isso. — Ele andava de um lado para o outro enquanto gesticulava com as mãos.

— Universos paralelos? — Harian ainda tinha dúvidas sobre a sanidade de seu subordinado, se perguntando se deveria forçá-lo a pegar algumas férias.

— Isso. Explicando em palavras simples, é como se tivessem outros universos como o nosso, só que em uma versão diferente…

— Eu entendo o que significa o termo, só não entendo aonde quer chegar — interrompeu Harian.

— Ok, aí vem a parte interessante. — Ele fez uma pausa com aquele ar dramático que ela não suportava. — Eu acho que consigo abrir um portal para outro universo.

Harian se levantou, colocando as mãos nos ombros do cientista e encarando o fundo de seus olhos, disse:

— Amanhã começam suas férias. Quero você bem longe do trabalho por 30 dias. — Dando tapinhas em suas costas, ela se virou para ir embora.

— Espere! — ele pediu. — Eu não tô louco, realmente acho que consigo fazer isso e se eu conseguir vai nos ajudar a vencer a guerra. Por favor, pelo menos me dê uma chance de explicar.

Harian parou no lugar, soltando um longo suspiro. Mas, sem pronunciar uma única palavra, voltou para a cadeira e fez um gesto com a cabeça, indicando que ouviria.

— Nós não temos o suficiente para abrir um portal, mas eu acredito que se usarmos o poder sombrio das próprias bruxas, conseguiremos energia para isso — explicou, tentando ser o mais direto possível. — Nós poderemos abrir um portal para qualquer universo e mandar as bruxas para lá.

Harian arregalou os olhos, finalmente entendendo qual era o plano.

— Você quer dizer… mandar as bruxas para outro universo? — Ele assentiu animado. Harian deu uma risada seca, deixando-o confuso, e disse: — Que tipo de pessoa você se tornou? Uau, eu deveria mesmo ter te dado férias antes.

— O quê? Qual o problema?

— Você acha que é tão mais fácil se livrar de um problema assim? Apenas jogando ele nas costas de outros? Sei que estamos desesperados, mas não a esse ponto.

— O que você… Como assim? Eu estou dando uma solução, o que tem de errado? — O cientista, que antes estava tão empolgado com a descoberta, agora sentia como se tivesse levado uma balde água fria no rosto.

— Se esses outros universos são como o nosso, então tem pessoas vivendo lá, certo? — questionou Harian.

— Bom, é… Eu ainda não sei ao certo, podem não ser humanos como nós, podem ser outros tipos de seres…

— Sim, mas ainda são seres vivos. Você quer livrar o nosso universo do problema, mas em troca outros vão sofrer com ele. Você acha isso certo?

Ele balançou a cabeça em descrença.

— Por que você sempre tem que agir como se fosse a santidade superior? Apenas pare com esse complexo de salvadora e me escute, eu tenho a melhor solução. — O cientista estava obviamente irritado. — Nós nem vamos ter contato com esse outro universo, nem sabemos quem mora lá, então por que se preocupar?

— Só por que você não vê as pessoas sofrendo isso te inibe da culpa? — Harian elevou o tom de voz, fazendo o outro se encolher. — E, também, quais são os riscos desse projeto? Você me garante que conseguirá controlar o poder sombrio das bruxas sem causar nenhum dano? — O cientista abaixou a cabeça, demonstrando sua falha. — Você deveria tomar cuidado. Essas ideias arriscadas vão acabar nos colocando em um perigo maior.

— Então você acha melhor continuarmos assim? Eu dou uma solução e você simplesmente descarta? — A respiração do cientista se tornava cada vez mais instável, evidenciando o quão descontrolado estava. — Você nem ao menos me deu uma chance…

— Você sabe o que vai acontecer — interrompeu com firmeza na voz. — Eu não preciso colocar a mão no fogo para saber que vou me queimar. Além de ser um plano desonesto, é arriscado demais. Vai matar a todos nós, sem exceções.

— Eu estudei muito sobre isso, não pode descartar tudo o que eu fiz até agora — ele implorava. — Eu sou seu melhor cientista e sempre fui o seu subordinado mais fiel, não me desconsidere assim.

Era verdade que aquele homem havia estado sob as ordens de Harian desde o começo e que confiava nele de olhos fechados. Mas não era hora para deixar seus sentimentos ultrapassarem sua razão.

— Bem, não importa. — Ela virou de costas para ele, sem intenção de voltar atrás na palavra. — Eu não vou deixar você fazer isso. De agora em diante, você está proibido de fazer mais pesquisas e testes sobre essa teoria. — E saiu.

Mais tarde naquele mesmo dia, Harian compareceu em uma missão de resgate. Foi uma viagem de 14 dias, incluindo ida e volta e ainda o tempo que ficou por lá. Não foi um trabalho tão difícil, com uma equipe de confiança somado ao preparo que já tinham ao lidar com aquele tipo de situação, conseguiram salvar um pequeno grupo de refugiados que estavam tentando sobreviver escondidos das bruxas.

Ainda não era possível dizer que o mundo estava totalmente limpo da escuridão, mas Harian sentia orgulho quando afirmava que estavam fazendo progresso para a vitória. Em mais alguns anos, já conseguiriam viver em paz novamente e reconstruir a sociedade. Ao menos, foi o que planejou.

Quando retornou à base, tudo o que havia na mente de Harian era que ela precisava de um banho e descansar pelo resto da noite sem perturbações. Estava vivendo os seus dias assim, saindo em missões, dando ordens aos subordinados e, quando tinha tempo livre, apenas se colocava em estado de stand-by, esperando até a hora em que fosse necessária de novo.

Para falar a verdade, não tinha muitos hobbys interessantes, de vez em quando vasculhava alguns objetos que achavam nas missões, como celulares, CDs, computadores, brinquedos etc. Sempre tentava achar algo de novo nessas coisas, mas para Harian tudo parecia velho e chato.

Às vezes ela se perguntava se não tinha nenhuma outra função no mundo além de lutar contra bruxas, afinal é tudo o que tem feito até então.

Depois de um bom banho, desceu até a cozinha para procurar algo para comer. O privilégio de ter o maior posto de comando era que ninguém a impediria de vasculhar a geladeira quando quisesse.

Se no passado tivessem lhe dito que iria chegar nesse tipo de liberdade, ela com certeza não acreditaria. Harian nem sempre foi tão respeitada, houve uma época em que não podia ver uma luz na sua vida, onde seu estado deprimente era ignorado por todos que a viam. Naquela época, estava completamente só.

Harian era a filha sem pais, a garota sem uma casa para retornar. Andava como uma alma penada, de aparência suja, assombrando a todos que diziam que a menina já deveria ter morrido há muito tempo. Encontrava olhares espantados para cima dela, mas nunca se deixava abalar. Algo admirável dentro de Harian era que ela sempre foi persistente e corajosa, mesmo nos tempos mais difíceis.

Enquanto a menina crescia, ela também acompanhava o surgimento da escuridão sobre o mundo e o pesadelo que se formava nele. Mesmo sozinha, quando encarou frente a frente uma bruxa com os dentes à mostra, Harian não recuou.

“Talvez eu seja estúpida demais”, pensou sozinha enquanto mastigava a comida embalada que achou.

Quando terminou, bateu os farelos da mão, pensando se não deveria andar por aí perguntando se alguém precisava de ajuda. Achou que seria bom se distraísse um pouco a cabeça.

Com esse objetivo em mente, perambulou pelos corredores da base, no entanto, estranhamente, estava quieto demais. Harian franziu o cenho, aquilo com certeza não era normal. Preocupada, andou mais depressa.

Vasculhou cada sala no caminho, mas estavam todas vazias, como se tivessem sido abandonadas de repente.

“Não é possível que tenha ocorrido uma evacuação e eu não vi”, pensou.

Quando virou no corredor, avistou uma figura que corria desesperada, quando a viu ele suspirou de alívio.

— Harian! Harian! Ainda bem que eu te encontrei! — Era um dos seus subordinados que estava trabalhando há pouco tempo para ela, mas se lembrava bem de seu rosto.

— O que aconteceu? — ela questionou.

— Harian, eu não sei, foi do nada… — Ele se apoiou nos joelhos, tentando recuperar o fôlego. Ela lhe forneceu apoio, dizendo para que respirasse com calma. — Aconteceu alguma coisa no setor D-18, alguma coisa muito grave… As pessoas começaram a desaparecer…

De repente Harian teve um flash de memória, lembrando-se de quando compareceu a esse setor e ouviu aquele cientista lhe desacatando, insistindo em ideias arriscadas.

A raiva brilhou em seus olhos, já imaginando que ele realmente havia ido até o fim no seu plano e desobedecido suas ordens.

— Procure por mais pessoas dentro da base. Se as encontrar leve-as para um lugar seguro e fiquem esperando lá — instruiu o homem, que assentiu com a cabeça e se pôs a correr novamente.

Harian, por outro lado, precisava resolver aquele assunto urgente. Sacou a sua espada e correu até o setor D-18.

Não era apenas o desacato à sua autoridade que a deixava enraivecida, mas também o perigo em que todos foram colocados por uma teimosia. Mesmo com todos os seus avisos, aquilo ainda aconteceu.

Harian cerrou ainda mais os punhos, o poder em sua mão sendo transferido para a espada que emanava uma energia assustadora. Naquele momento, ela possuía a expressão de um lobo prestes a dilacerar sua presa.

Abriu a porta da sala com um chute, arrebentando a fechadura. Quando seus olhos se fixaram no homem encolhido embaixo da mesa, ela imediatamente avançou para cima dele.

— Não, não, por favor, eu posso explicar! — ele implorava enquanto era segurado pelo colarinho do casaco.

— Reverta — ordenou, a palavra saindo ríspida de sua boca. — Reverta agora.

— Eu, eu… — gaguejava aterrorizado. — Eu não consigo.

Harian precisou se conter para não surrá-lo até a morte. Ao invés disso se concentrou no problema principal.

— O que exatamente você fez? — Apertou ainda mais a gola. — Não enrole, me diga o que aconteceu. Por que as pessoas sumiram?

O suor brilhava na testa do homem que ofegava cada vez mais, parecendo que teria um ataque nervoso.

— Eu juro que fiz tudo do jeito certo, eu juro! Mas as coisas saíram do controle, não sei como.

— Fale logo! — Harian não estava com paciência para desculpas.

— O-o portal se abriu. — Ela ficou estupefata. — O portal se abriu e as bruxas entraram nele. Na verdade, ele ainda está aberto e não sei como fechá-lo. — Ela o soltou lentamente, com uma expressão de choque. — Harian, eu acho que os universos irão todos colapsar.

Com um grito de raiva, ela golpeou a parede ao seu lado. O homem estremeceu.

— Estúpido! Você é estúpido! Não consegue obedecer uma ordem. — gritava, tentando liberar tudo o que estava sentindo no momento. — Me diga que há uma solução. Me diga que há como reverter! — Apontou a espada para o pescoço do cientista, que negou várias vezes.

— Não sei, não sei, realmente não sei. Pelos meus cálculos, em pouco tempo, todos os universos irão colapsar e iremos deixar de existir. As bruxas irão destruir tudo. Na verdade… — ele ergueu as mãos que já estavam sendo engolidas pela escuridão crescente — …isso já está acontecendo.

Harian ofegou, revoltada não apenas com aquele homem por ser tão insistente, mas também consigo mesma por não ser capaz de fazer algo naquela situação. Estava acostumada a lutar contra bruxas todos os dias, mas aquilo já era demais até para ela.

— Harian… — ele chamou com um olhar confuso. — Você ainda está aqui.

— É claro que estou, eu preciso fazer algo para nos salvar. — Ela estava imersa em seus pensamentos, elaborando diversas ideias, porém não era especialista naquele tipo de coisa, não conseguiria encontrar a solução tão facilmente.

— Não, olhe para você. — Ele apontou. — Está inteira, você não está desaparecendo. Como isso é possível?

Harian abaixou o olhar para seu próprio corpo, percebendo que era verdade. Ela ainda não havia sido atingida, isso com certeza significava alguma coisa.

— Você acha que… — começou a falar, mas se calou rápido quando percebeu com espanto que estava sozinha. Era tarde demais, o cientista se fora e, a essa altura, todas as outras pessoas também.

Estava sozinha, da maneira mais literal possível.

Sabia que não importava o quanto andasse e procurasse, não encontraria uma única alma viva. Pela primeira vez, Harian se sentiu impotente, podendo apenas ficar parada naquela sala, sem saber o que fazer.

Me ajude.

— Quem…? — Virou a cabeça para trás, na direção da voz.

Você precisa me ajudar.

Harian caminhou, seguindo o som que ela reconhecia perfeitamente.

Só você pode me ajudar. Por favor.

Era a sua própria voz, tinha certeza. Aquela era a sua voz pedindo por socorro, clamando para que a seguisse. Não podia ignorar, estava muito próxima, a ponto de quase tocá-la. E Harian sabia que aquela era a direção certa.

Com um desejo forte em seu coração, a luz clareou o seu caminho para o outro mundo. Levantando a espada com bravura, Harian avançou, atravessando a barreira.

Notas finais
E aí, era o que vcs esperavam? O que acharam? Teorias? Como o capítulo 8 ficou curto demais (menos de 500 palavras), eu decidi que vou postar ele na quarta e o capítulo 9 vai ser postado normalmente no sábado :D Críticas são sempre bem aceitas. Até!! =^.^=