Notas iniciais
Hello, Wolfies! É com muito orgulho que eu estou dando um pulinho aqui bem rapidinho nesse dia 31 pra presentear vocês com o último cap do ano. Estou bastante contente com o carinho e empolgação de vocês com a fic, espero que continuem gostando do rumo das coisas e que ano que vem se surpreendam com as revelações. Feliz ano novo e tudo de bom pra casa uma de vocês! Que 2018 seja um ano excelente, não só nesse mundo das fics, mas no offline também. E quanto a esse cap: Crystal chegando em Beacon e interagindo com outros dos meus favs, espero que gostem. Boa leitura!

A primeira coisa que Crystal Green notou, quando adentrou os limites do estado da Califórnia, foi o clima. Mesmo sendo praticamente fim de inverno, no Maine a temperatura era baixa e o frio podia ser cortante, caso alguém saísse na rua desagasalhado.

Mas ali, na Califórnia, a temperatura era amena, de modo que Crystal teve que tirar um dos casacos e as luvas que usava. Aproveitou também para checar o Senhor Bigodes, que estava ao seu lado no banco traseiro. Dentro de sua caixa transportadora. O gorducho gato amarelado dormia confortavelmente, havia sido medicado com um calmante pelo veterinário para a viagem, assim qualquer complicação era evitada, enquanto os Green atravessavam o país.

— Acha que ele está bem? — Crystal perguntou para a avó, que seguia no banco do passageiro.

— Claro que está. — A senhora fez um gesto displicente com a mão direita. — Bigodinho ama passear de carro.

A jovem assentiu e voltou os olhos para fora janela da caminhonete cabine dupla que o avô guiava. Em alguns minutos estaria em Beacon Hills, antiga cidade de sua mãe. Crystal nunca havia colocado os pés naquela localidade, mesmo quando pequena, por isso achava tão estranho que Eliza ainda tivesse uma casa por lá.

Quer dizer, eu tenho uma casa em Beacon Hills, se lembrou do testamento que os avós finalmente tinham lhe mostrado. Tudo que envolvia o passado dos pais, e a dita cidade, estava se tornando um mistério bizarro. Claro que a jovem podia ter ignorado e seguido com a vida, mas sentia que precisava chegar ao fundo daquilo, não só por causa do baú misterioso, da carta e da foto... Crystal Green sentia que algo a atraía para aquele lugar.

Obviamente não contou essa parte aos avós, quando conversou com eles sobre se mudar, apenas disse que estava curiosa sobre o passado dos pais, principalmente da mãe, e queria conhecer a cidade em que ela tinha nascido.

Disse a eles que seria como um treino, para ver se conseguiria se virar sozinha quando chegasse a hora de ir para a faculdade e, finalmente, os convenceu a concordarem com aquela ideia louca que era ela terminar o ano escolar em Beacon Hills. Não era como se fosse uma criança que não sabia se cuidar, e o casal entendeu aquilo, interpretando a decisão da neta como um desejo de independência.

Então, depois de todos os tramites legais para sua transferência de escola, Crystal finalmente estava pronta para se mudar. Os avós haviam cuidado da casa deixada de herança para a neta mesmo à distância e, naqueles últimos dias, se certificaram que tudo estaria nos conformes para sua chegada, haviam inclusive insistido em atravessar o país com ela, para estarem por lá nos primeiros dias da adaptação.

A caminhonete estava totalmente carregada de coisas que Crystal nem tinha certeza que usaria, mas ela achou melhor prevenir, não sabia quanto tempo ficaria e, tampouco sabia ao certo o que faria em Beacon Hills.

Não havia descoberto muito na internet, apenas que o incêndio que matara os pais havia acontecido na casa de uma família chamada Hale, o mesmo sobrenome assinado atrás da foto misteriosa. Mas essa era a única informação que tinha conseguido sobre o incidente.

Quanto mais perto chegava de Beacon Hills mais ansiosa ficava. Era um pouco assustador lembrar que os pais tinham morrido após fazerem o mesmo trajeto, quando Crystal era apenas uma criança.

Todavia, saber que sua mãe já tinha feito um testamento e programado várias coisas para a posteridade, como se soubesse que morreria, era ainda pior. Crystal estava decidida a desvendar todo esse mistério.

Claro que podia seguir com a vida e fingir que não tinha acontecido, fingir que o baú que a mãe lhe deixou não tinha importância, nem qualquer ligação com os sonhos que andava tendo. Mas Crystal sabia que não conseguiria deixar aquilo de lado e, continuar sonhando com a maldita árvore, apenas reforçava esse fato.

Fora isso, tinham todas as coisas estranhas no baú, as fotos com a mulher chamada Talia Hale, o diário na língua estranha... na verdade, até o próprio baú aberto com sangue era muito bizarro.

"Você sempre será parte da minha alcateia." Lembrou do escrito em uma das fotos, a palavra "alcateia" tornava a sentença bizarra. O mais logico é que fosse apenas uma gíria da época ou algo assim, talvez uma piada interna... Mas depois de todos os últimos acontecimentos Crystal já tinha deixado de pensar no lógico faz tempo.

Todo tipo de teoria tinha passado por sua mente, desde pais mafiosos, até eles serem participantes de algum tipo de culto satanista. Até sobre magia tinha pensado, mas julgou loucura, quer dizer, a vida não é um livro, ou filme, certo?

Precisava ir para Beacon Hills; podia não ser nada, então voltaria para o Maine no fim do ano letivo, mas tinha que tentar, precisava entender a carta de sua mãe e todo aquele mistério do baú.

Finalmente avistou a placa que indicava a entrada da cidade e algo dentro de si se sentiu realizado, soube que tinha feito a escolha certa, talvez fosse algo no ar que a fizesse se sentir repentinamente bem.

— Alguém ficou feliz! — O avô sorriu para ela no retrovisor.

— Obrigada, vovô, eu provavelmente estaria apavorada se tivesse vindo sozinha. — Crystal retribuiu o sorriso.

— Não estaria não, filha. Você é a garota mais corajosa que eu conheço, nunca consegui te pegar em nenhuma pegadinha de dia das bruxas!

Os três Green riram, e o Senhor Bigodes finalmente deu sinal de vida, resmungando por ter sido acordado.

Não foi difícil achar a casa com a ajuda do GPS, ficava no fim de uma rua calma. Era uma construção pequena, de dois andares, com a pintura desgastada pelo tempo, mas ainda conservando um certo charme, ficou claro que o lugar estava intocado há anos.

A caminhonete ficou estacionada na calçada, em frente a garagem e os Green se encaminharam para a porta da frente.

— Lar, doce lar! — Alan Green saudou, estregando a chave para a neta. — Você tem uma casa agora.

Crystal respirou fundo antes de finalmente colocar a chave na fechadura e girar a maçaneta.

A claridade entrou no lugar ao mesmo tempo em que o cheiro de mofo atingia as narinas da jovem. Tudo ali estava coberto com lençóis, que um dia haviam sido brancos, mas estavam incrustrados de poeira.

— Parece que teremos muito trabalho! — Madeleine Green exclamou, como se estivesse feliz com a faxina vindoura e saiu apressada descobrindo todos os moveis e abrindo as janelas.

No primeiro andar a casa tinha uma sala de dois ambientes e cozinha, era um ambiente aberto de tamanho modesto, com moveis de madeira escura e paredes claras. No andar de cima haviam três portas fechadas, uma delas era um banheiro, com um box de vidro e uma grande pia com espelho.

Na outra porta Crystal encontrou uma cama de casal, provavelmente era o quarto dos pais, tinha um banheiro adjacente com banheira e um closet pequeno. Abriu a janela e examinou o cômodo, sentindo um aperto no coração e parando um minuto para conter a emoção.

Foi o primeiro momento em que questionou se realmente tinha feito a escolha certa, mas respirou fundo para se recompor e prosseguiu retirando os lençóis dos moveis. Checou o closet, mas o local estava vazio, percebeu que havia um alçapão no teto, e deduziu ser um sótão, mesmo que fosse estranho a entrada do local ser dentro do closet. No entanto não deu atenção aquilo, seguindo para a última porta do andar.

Era um quarto de hospedes provavelmente. Uma cama de solteiro, um guarda roupa e uma mesinha simples. Crystal parou para apreciar a vista através da janela recém-aberta. Podia ver a frente da casa e a rua dali, assim como o bosque que se estendia a frente.

Beacon Hills é um lugar bonito, admitiu para si mesma dando um sorriso um tanto melancólico. Por um segundo imaginou como teria sido crescer ali, mesmo que não soubesse de onde aquele pensamento tinha vindo.

Negou algumas vezes, precisava parar de divagar e continuar a arrumação.

— Você devia ficar com o quarto grande, podemos comprar moveis novos. — A avó apareceu ali com uma vassoura na mão. Madeleine não perdia tempo quando se tratava de arrumações.

— Acha que fiz a escolha certa me mudando pra cá assim, vovó? — Crystal questionou incerta.

— Eu acho que, de vez em quando, não faz mal seguir o coração e embarcar em uma aventura. Você é jovem, é a hora certa pra isso. — A Senhora Green acariciou o rosto delicado da neta, que lhe retribuiu com um abraço. — Agora vamos, seu avô está tirando as caixas da caminhonete e sabemos que ele é bastante descuidado. Não queremos que sua coleção de sapatos sofra um acidente.

Crystal arregalou os olhos de repente, em um gesto teatral e logo depois riu. Sim, Alan era desastrado, mas não trocaria seu avô por nenhum outro.

Os três Green terminaram a arrumação quase no fim da noite, Crystal agradeceu o apoio e ajuda dos avós, sabendo que nunca teria conseguido colocar tudo em ordem sozinha, claro que ainda teria que comprar e arrumar algumas coisas, mas isso era tarefa para o dia a dia.

Resolveu levar o Senhor Bigodes para tomar um ar, enquanto o avô se responsabilizava por fazer alguns sanduiches para a janta e a avó tomava um merecido banho.

O felino havia passado o dia todo entocado no closet do quarto de casal, Crystal julgou que era o novo ambiente que estava estrando o animal de estimação e, por isso, o acompanhou até o lado de fora da casa, para que a companhia o fizesse se sentir mais seguro enquanto explorava.

Estava começando a escurecer e ventava frio, os cabelos recém lavados de Crystal voavam com a brisa e ela cruzou os braços reclamando mentalmente da temperatura.

— Não quero mais, Bigodinho, vamos voltar — resmungou para o gato, que não lhe deu a menor bola, andando altivo pela calçada.

Sem escolha, Crystal acabou por seguir o bichano, se encolhendo ainda mais em seu casaquinho rosa. Foi nesse momento, bem quando o gato estava na calçada do vizinho, que um carro de polícia parou ali.

Espero que meus vizinhos são sejam do tipo encrenqueiro que tem que ser abordado pelas autoridades, Crystal pensou, vendo que a casa ao lado da sua estava totalmente apagada.

Quando um homem jovem, trajando uniforme, desceu do veículo, Senhor Bigodes, que estava bem ao lado, não ficou nada feliz, na verdade era como se tivesse acabado de dar de cara com um cão gigante, seus pelos todos se eriçaram e ele saiu em uma velocidade absurda para dentro de sua própria casa.

Crystal Green ficou parada na calçada do vizinho, um tanto confusa e bastante constrangida.

— Parece que eu assustei seu gato pra valer. — O policial falou, apontando a direção em que o felino tinha ido.

— Ah não, ele só deve estar assustado com a mudança. — Crystal deu de ombros, olhando para a direção em que o gato tinha ido e rindo meio sem-graça.

— Você acabou de se mudar? — O homem apontou a casa e a jovem assentiu, colocando alguns fios de cabelo que voavam atrás da orelha, enquanto se esforçava para manter os dedos escondidos na manga do casaquinho. — Isso é legal, essa casa está vazia desde que eu vim pra Beacon Hills, seja bem-vinda, vizinha, eu sou Jordan Parrish.

Os dois trocaram um aperto de mão cordial e Crystal não pode deixar de notar que o policial, mesmo que não usasse qualquer agasalho, tinha mãos muito quentes.

— Crystal Green. Então, você mora aqui? — Foi a vez dela apontar a casa de Parrish, enquanto ele assentia. — Isso é bom, porque eu meio que estava pensando que meus vizinhos eram encrenqueiros.

Riram, Crystal com seu riso meio constrangido, protegendo o corpo do vento como podia, enquanto Parrish tinha realmente achado uma certa graça no comentário.

— Ah não, Beacon Hills é uma cidade c... —Teria dito "calma", mas achou que seria sacanagem contar uma mentira tão deslavada, mesmo que nos últimos meses realmente estivessem vivendo uma calmaria, aquilo era atípico, estava há bastante tempo ali pra ter certeza disso. — ...é uma cidade legal, você vai ver.

Crystal assentiu com um sorriso cordial e Jordan olhou para sua figura pequena por mais três segundos, era como se a menina tivesse saído de uma coleção cara de bonecas de porcelana. Meio que sentiu dó dela, viver em Beacon Hills podia ser uma loucura. Talvez tudo permaneça em paz, espantou os pensamentos pessimistas e voltou seus passos para a própria casa.

— Boa noite, então. — Acenou educadamente.

Crystal estava perdida em outros tipos de questionamentos, estava em seu planejamento visitar a delegacia, então achou que ter um vizinho policial podia ser útil.

— Hey, oficial Parrish? — Chamou, antes que ele desse alguns passos. — Você se importa se eu te fizer uma pergunta profissional? Quer dizer, eu iria na delegacia amanhã, mas já que meu vizinho é um policial, acho que ele pode me informar melhor, pra eu ir preparada.

Parrish reparou que a menina tinha duas covinhas nas bochechas quando sorria. Como Lydia, lembrou saudoso.

— Claro, como eu posso ajudar? — Ele foi solícito, embora tenha estranhado o pedido.

— O que eu preciso levar de documentação para que o xerife me dê informações sobre um caso arquivado?

Houve alguns segundos de silencio depois da pergunta de Crystal, Jordan Parrish pensou que tinha escutado errado.

— Você acabou de se mudar e quer se envolver com crimes antigos? — Tentou não deixar sua desconfiança escapar por suas palavras.

Em um lugar como Beacon Hills, qualquer atitude como aquela levantava um certo nível de suspeita.

— Ah, não, não! Não é bem isso... — Crystal se apressou em esclarecer. —Acho que eu devia ter explicado melhor. Bom, meus pais morreram em um incêndio que teve na cidade há anos, eles vieram visitar uns amigos eu acho, não sei bem. Não foi um crime, foi um acidente na verdade, mas eu sei que esse tipo de incidente tem que ser investigado por padrão, então presumo que haja um caso arquivado. Eu só... Só queria saber mais, entender o que houve...

No entanto, a explicação apenas deixou Parrish mais desconfiado. Sendo ele uma criatura sobrenatural com tanta ligação com o fogo, já havia olhado todos os casos de incêndio da cidade, e Beacon Hills, embora abrigasse um Hellhound, não era famosa por seus incêndios.

A não ser por um... lembrou, fazendo a conexão com o incêndio dos Hale, que, embora tivesse acontecido bem antes de Jordan Parrish chegar a cidade, era um evento bastante conhecido entre os sobrenaturais dali, principalmente depois que Gerard Argent fez quase todos os humanos da cidade virarem caçadores por um tempo.

Era estranho uma pessoa vinda de fora querem informações sobre aquele incêndio.

— Ahn... Infelizmente eu não tenho essa informação, talvez seja melhor você falar direto com o Xerife Stilinski. — Parrish foi evasivo.

— Claro, claro. Desculpe tomar seu tempo. — Crystal fez um movimento displicente com a mão, como se não fosse nada. — Boa noite.

— Boa noite. — Ele ficou observando enquanto a garota voltava para casa.

Resolveu ligar para o xerife imediatamente, afinal só haviam dois motivos para alguém estar interessado nos Hale: Ou essa pessoa era um ser sobrenatural, ou era um caçador e, em ambos os casos, podia ser ruim...

Crystal, no entanto, sequer notou a desconfiança do vizinho. Na verdade, simpatizou com ele o bastante e até comentou com os avós antes de dormir, que por sua vez também ficaram satisfeitos por um policial morar ao lado.

Naquela noite Crystal Green dormiu no quarto de hospedes, deixando o de casal para os avós. Acabou caindo no sono depressa, tamanho era seu cansaço.

No entanto abriu os olhos quase em seguida, mas não estava mais em sua nova casa e sim em um grande salão branco.

Olhou pra si mesmo e percebeu que também trajava branco, observou ao redor e ao longe, bem no meio daquele grande salão, estava a árvore com a qual sonhava sempre.

"Ótimo, outro sonho", pensou, percebendo que aquele era muito mais lúcido que qualquer outro. "Pelo menos não estou mais em uma floresta escura."

Diferente das outras vezes não havia qualquer voz lhe chamando, não havia som algum na verdade. Foi andando em direção a árvore cortada, sentindo seus dedos formigarem e seu coração acelerar.

Parou a um passo dela e estendeu a mão, finalmente tocou o tronco cerrado, algo que em seus outros sonhos não acontecia por um motivo ou outro.

Até a textura da madeira parecia real, podia tocar as ranhuras e sentir a temperatura fria que emanava dela, era como se um tipo de energia quase mística passasse através de suas veias, saísse pela ponta dos seus dedos e se infiltrasse no tronco.

Era o sonho mais vivido e lúcido que já tivera em sua vida, era como se realmente estivesse lá...

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Derek Hale estava em seu loft, olhando a cidade da varanda como de costume, quando seu telefone tocou. Olhou o visor onde o nome "Xerife Stilinski" podia ser lido. Graças a Deus alguma movimentação!

Atendeu no segundo toque, se condenando por ter ficado genuinamente satisfeito com a probabilidade de uma situação ruim exigir sua ajuda sobrenatural.

— Xerife, algum problema? — Perguntou sério, com seu tom de voz grosso, fingindo um leve desinteresse.

— Eu nem sei se devia estar te ligando pra uma coisa dessas, Derek... — Ouviu Noah um tanto incerto do outro lado da linha. — Mas Parrish tem uma nova vizinha e... O que você sabe sobre os Green?

— Sobre quem? — Derek respondeu confuso.

— Uma família de sobrenome Green — Noah repetiu, mas isso não trouxe qualquer esclarecimento ao Hale.

— Eu sequer sei do que você está falando, xerife. Quem são esses? Por que você está me ligando pra falar da vizinha do Parrish?

Derek ouviu o senhor Stilinski suspirar desapontado e começou a achar que aquela ligação não daria em nada.

— Essa garota, Crystal Green, disse ao Parrish que os pais dela morreram em um incêndio, e ele está certo que é o incêndio da sua casa. Então, eu achei que seria importante saber se uma nova criatura sobrenatural se mudou para a vizinhança, ou se é só mais uma família de caçadores, tentando ter acesso aos arquivos do incêndio, pra caçar os amigos estupidamente perigosos que meu filho fez nos últimos anos. — Noah Stilinski explicou em um tom paternal levemente irônico e repreensivo.

Derek finalmente entendeu o motivo da ligação, mas só havia um problema: ele não podia ajudar, porque nunca tinha ouvido o sobrenome Green na vida...

✶ ✶ ✶ ✶ ✶

Longe dali, no meio da floresta, o Nemeton começou a brotar novamente.

Notas finais
Crystal e Parrish vizinhos, para o total desgosto do senhor Bigodes uahsuhsuhs Nem bem a coitada chegou na cidade e já conseguiu gerar desconfiança em geral, coitada uashuahsuhsu A última vez que o Nemeton brotou tivemos altas tretas, lembram? No proximo veremos o encontro do futuro OTP, porque já está na hora neh auhsuashush Bjss e até lá