Runes

2 Capítulo 2 - Conheçer


O tempo se passou, Kinara agora possui um título de Killer. Aos 13 anos de idade matou mais de 50 soldados que procuravam pelo esconderijo da notória família assassina, os Ame.

Chrona agora tem 9 anos e Kinara 15. Mesmo Kinara alegando ter tudo sobre controle, a família se preocupa com as habilidades de Chrona, já que sempre teve em alguns perigos ao andar com sua irmã "assassina", o que levou a família a mandá-la em uma jornada preparatória e em busca de experiência para Chrona. Seu destino era as terras quentes e ventanosas, um vale famoso por sediar a capital do reino de fogo, Tormors. Por razões pessoais, Kinara segue Chrona em sua jornada em segredo da irmã.

Ao chegar ao vale, Chrona passa por alguns trechos arriscados, Kinara se mordia de preocupação porém não fora dada permissão a intervir a não ser em caso de vida ou morte.

Kinara notou outra presença seguindo Chrona, não sabia quem era, porém parecia ser um menino cabelos avermelhados e parecia ter a mesma idade que a sua, enquanto mantinha-o sobre sua mira, notou que ele usava o vento a seu favor muito bem enquanto pulava por entre os enormes rochedos, não sabia o por que dele estar a seguindo porém não sentiu algo hostil a seu respeito e continuou.

Pararam subitamente e consequentemente o menino também parou, agora ela tinha certeza, ele estava sim seguindo Chrona. Sem pensar seriamente decidiu atacar e sussurrou:

— White Gear — Moon Blade.

Um circulo incolor rodeado de pequenas pedras brancas surgiu perto de seu braço, era um círculo rúnico. De dentro do círculo ela retirou uma enorme lâmina curvada, quase fazia uma volta em seu corpo. O menino havia parado encima de um rochedo, foi lá que ela atacou. Enquanto ela saltava para atacá-lo, uma rítmica dança com a lâmina começou em pleno ar, a lâmina brilhava a cada feixe de luz que o sol produzia por entre as nuvens.

Achava ela que no momento em que pousou e fez o real ataque violento contra o torso do rapaz, o tinha decepado. Isto até ela abrir os olhos e ver sua lâmina perigosa, que por acaso havia matado mais de 50 homens parada, calma, mal sequer encostada no braço em chamas do garoto.

— Se você acha que isto vai matar alguém como eu... Precisa de uns mil anos de experiencia! — Disse o desconhecido, com os olhos escarlates.

Um tanto surpresa por sua audácia e coragem, em seguida Kinara pergunta:

— Quem é você? E o que quer com ela?

— Você me atacou e ainda quer me questionar. Que tal me responder o mesmo?

— Porque eu tenho a arma e posso matá-lo! — Porém ela já não tinha mais tanta certeza se conseguia, já que não tinha conseguido sequer arranhado-o.

— Se esse é o problema então eu posso resolver — Um círculo vermelho parecido com o de Kinara, aparece em frente a ele — Red Gear — Agni — Do círculo ele retirou duas adagas um tanto grandes, pareciam ser cobertas por lava, por razão do seu brilho vermelho intenso.

— IMPOSSÍVEL! — Exclamou ela muito alto!

Chrona podia ter ouvido seu berro, sem pensar duas vezes tocou o rapaz no chão e deitou-se encima dele. Ela não pensava em amor, ou em se apaixonar, para Kinara "Procriar é só um fardo para mulheres fracas que tem medo de lutar", já ele...

— O que é que você tá fazendo!?!? — com um tom de constrangimento e vergonha.

— Calado ou ela nos verá!

— AH!! Porque essas coisas só acontecem comigo?

Passou-se um tempo e ela saíra de cima do rapaz. Ela agora criou interesse por ele, e pergunta seu nome. Mesmo não podendo gritar alto, ele falou alto e majestoso, "Takeru. Kushino Takeru".

O jeito com a qual Kinara o questionava com um ar de suspeita o deixava aflito porém, de algum modo gostava dela deste jeito.

— E você, como se chama?

Mesmo desconfiada ela fala sem qualquer problema. — Meu nome é Kinara... Ame e a menina a qual eu sigo é minha irmã... para responder a pergunta anterior, T-a-k-e-r-u.

— Qual é, me chamar assim me deixa sem graça, pode me chamar pelo meu apelido, Taka... Mais importante que isso, poderia ter me dito antes que ela era sua irmã, ao invés de tentar me decepar ao meio!

— Não passou pela minha cabeça...

— Muito bem...— e explicou — Essa área é instavel, perigosa e não é um lugar onde se pode andar sem uma gear preparada. Estava a seguindo pois me preocupei, vários viajantes morrem todos os dias nesses trechos, não queria vê-la morta.

— Até que você não é um tigela de encrencas como eu pensei que fosse.

— Ei!

De repente ocorre um tremor e um grito muito fino ecoa por entre os rochedos estreitos, os dois exclamam:

— MENININHA!

— CHRONA!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.