Runaways

5 O que vão fazer com ele?


Notas iniciais
OLAR PESSOINHAS! TUDO BOM? Eu sei que demoramos ÉONS para atualizar e sei que querem nos matar (ou melhor: matar o Daniel) pelo que nossos queridos personagens estão passando! Mas eu garanto a vocês: eles ainda vão sofrer mais! MENTIRA! Fiquem tranquilos porque esse sofrimento não vai durar para sempre! ;) Antes de começarmos, quero agradecer de coração À LINDA MARAVILHOSA DA DOBLER QUE RECOMENDOU A FIC! MUITO OBRIGADA, QUERIDA, DE VERDADE! ESSE CAPÍTULO É DEDICADO A VOCÊ!! Enfim, espero que gostem do cap! Enjoy it! ;) ~Ally Olá, amorinhas! ANTES DE MAIS NADA, MUITO OBRIGADA DOBLER PELA NOSSA SEGUNDA RECOMENDAÇÃO, SUA LINDA E MARAVILHOSA! O CAPÍTULO É PRA VOCÊ! Coloquem seus coletes à prova de balas e bora pro capítulo! ^-^ ~Mary

Ele sempre se perguntava quando menor o que acontecia com as pessoas que passavam muito tempo em um ambiente claro demais, e um dia o responderam que era melhor não querer saber. Por fim, Nico havia resolvido que era melhor não ter sabido daquela informação tão cedo assim.

Seus olhos ardiam e, agora, sua esclera estava vermelha, mostrando que estava irritada e coçava. O único alivio que o moreno tinha, era quando piscava ou resolvia dormir, pois ficava um pouco mais sem luz, digamos assim. Era algo terrível viver em um ambiente inteiramente branco, aos poucos começava a subir-lhe ânsia pela garganta e o ar faltar em seus pulmões, causando um pânico no garoto.

Porém, sempre que tinha esses ataques aleatórios, alguma enfermeira aparecia quase de imediato para resolver a situação, não dando chances de ele agonizar até morrer. Algo que ele agradecia já que tinha que sobreviver para tirar seus amigos daquele sufoco que estavam passando.

Os pensamentos de Nico foram diretamente para um par de olhos azuis elétricos que antes lhe davam receio, mas parou por um segundo para pensar o quanto tinha se aproximado da caçadora. Ao ver ela no estado que estava o fez querer abraçá-la e consolá-la, não que não tenha feito, mas nunca havia sentido tal afeto por Thalia.

Enquanto Nico descansava com os olhos fechados e encostado na parede, a porta do recinto onde ele estava fora aberta discretamente. Pelo cansaço estar o dominando, ele não se atreveu a mover um músculo para descobrir quem era ou o que vinha fazer ali.

Mas algo o fez se despertar.

A partir do momento que algo é posto contra seus olhos de repente, deixando realmente tudo negro, a primeira reação que temos é entrar em desespero, exatamente o que o moreno fez.

— Se você não parar de espernear igual uma mocinha eu não vou te levar para ver a menina.

Uma simples frase que fez todo o corpo dele parar automaticamente, como se apertassem o botão “desligar”.

Eles o levariam para ver Thalia? O que se passava na cabeça desse pessoal todo? Uma hora fazem de tudo para os deixarem longe dela, e na outra querem arrastá-los direto para ela, dando-lhes uma chance para conversar. Todas essas perguntas rondavam a mente do moreno, que, agora, estava sendo arrastado pelo corredor como um boneco de pano.

— Se você tentar qualquer coisa, eu não vou hesitar em atirar em sua cabeça. Você sabe muito bem que apenas trouxemos você e seu outro amigo para experimentos a parte, portanto, se eu quiser matar você agora, eu mato. – Daniel ameaçou, sacudindo-o pelo braço, fazendo Nico perder o equilíbrio e ter que se segurar levemente nele, que empurrou o braço do moreno para longe praguejando.

Tiraram a venda preta que tampava seus olhos e ele foi arrastado para dentro da sala, o que o fez se segurar para não olhar feio para Daniel, ele sabia muito bem andar, suas pernas estavam ali para isso.

Seu coração falhou uma batida ao ver Thalia ali, seminua e lutando para manter seus olhos abertos.

— T-Thalia? – Chamou baixo, sentindo um nó se formar em sua garganta.

A morena, por sua vez, respirava com dificuldade e sua cabeça latejava. Por um momento, ela só desejava que aquela máquina ao seu lado parasse de fazer o bip que tanto a atormentava.

Saber que seu coração ainda batia, no momento, lhe dava desgosto. Ela só queria que ele parasse de bater de uma vez por todas, acabando com as torturas que aqueles homens estavam lhe causando. Não era apenas seu físico que estava se ferindo, era muito mais que isso. Seu psicológico estava acabado e lágrimas rolavam discretas por suas maças do rosto.

Ao ouvir a voz do moreno, ela procurou puxar uma lufada de ar e tirar forças para virar a cabeça e manter os olhos abertos enquanto observava a imensidão negra, que mostrava com clareza a grande perturbação na qual a alma de Nico se encontrava. Ele tinha assumido a responsabilidade de prometer algo que não conseguiria cumprir. Ela não sairia viva dali.

O Di Angelo empalideceu ao ver o estado da garota, sentindo seus joelhos fraquejarem, permanecendo em pé graças a estar perto da parede, tendo que se apoiar ali para manter-se em equilíbrio.

— Sua namoradinha está tão fraca, não é mesmo? – Daniel cruzou os braços sob o peitoral, exibindo um sorriso sádico em lábios, analisando cada reação que o garoto tinha em relação à garota.

Thalia puxou mais ar para seus pulmões, sentindo-os arderem e se limitou a dar um mínimo sorriso para Nico, tentando passar uma imagem que estava longe da realidade. Dali, ela pode ver o maxilar dele travar e seus punhos fecharem em uma clara mensagem que estava com raiva.

Uma pontada de dor a atingiu na região das costelas, fazendo-a não segurar um gemido baixo, fechando os olhos para conter a dor; e quando voltou a abri-los, viu os olhos negros, agora, marejados.

— Seria uma pena se eu a matasse, não é mesmo, Di Angelo? – Prosseguiu Daniel então, vendo o garoto erguer um dos punhos em um movimento nada discreto.

Um tiro passou raspando na orelha do moreno, que teve um sobressalto e abaixou o punho, voltando a olhar Thalia. Tão indefesa. Tão exposta.

— Deixe-o em paz, c-cretino. – A morena fizera um imenso esforço, sentindo sua garganta queimar ao separar os lábios e tentar engolir a saliva para pronunciar tais palavras.

O Di Angelo mordeu o lábio inferior, vendo que, depois de tudo que Thalia havia passado, estando do jeito que estava, ela ainda tentava o defender. Era ele que deveria estar fazendo o contrário. Esse pensamento o fez congelar, apenas mantendo o foco nos olhos apagados e sem vida da Grace, não sabendo bem o que pensar, o que fazer, como agir.

Daniel arqueou as sobrancelhas totalmente surpreso e incrédulo com a audácia da garota, caindo na gargalhada logo após o ato.

— É inacreditável o amor de vocês, sério! Muito hilário também. Conte-me, Di Angelo, como é namorar uma caçadora? Ártemis sabe disso?

Nico apenas apertou os olhos, não os desgrudando um segundo sequer dos de Thalia, que agora respirava fortemente, parecendo recuperar o ar.

— O que acha de eu colocar fogo em uma parte do corpo dela? O que será que iria acontecer? Ela iria queimar até...? – Ele parou a frase, deixando-a no ar.

— Daniel... – Thalia chamou, se esforçando para que soasse como um alerta, tendo consciência que tinha falhado miseravelmente.

— Eu tenho uma ideia muito melhor. – O dito cujo levou as mãos até o queixo com um sorriso de canto. – O que você acha, Di Angelo, de eu terminar de tirar a pouca roupa que ela usa e se aproveitar daquele corpinho? Convenhamos que ela não é de se jogar fora, né?

E no mesmo momento que ele terminara a frase, Nico sentiu a raiva subindo por seu corpo e fazendo-o perder o controle, acabando por ir para cima de Daniel, que desviou facilmente do primeiro soco, mas sendo acertado pelo segundo, no meio de seu abdômen, fazendo-o perder o ar.

Antes que aquilo se espalhasse, os seguranças presentes correram para segurar o moreno, que deu um extremo trabalho, precisando de quatro para conte-lo.

Daniel recuperou o ar, levantando a cabeça com os olhos faiscando de raiva e ódio, tomando a pistola do segurança que havia o ajudado e destravando-a, colocando na testa de Nico, que se debateu, mas assim que notou a pressão no gatilho, fechou os olhos com força.

— EU DISSE PARA DEIXÁ-LO EM PAZ!

Com um grito, Thalia sentiu uma onda de poder a invadir, tendo certeza que o soro estava passando quase por completo. Lá fora, trovões retumbaram e um raio atingiu o solo logo acima da ala em que se encontravam, fazendo todas as maquinas do recinto se descontrolarem e começarem a apitar loucamente. As luzes cessaram, fazendo as de emergência se ligarem e todos os presentes ali se agitarem.

Daniel se virou, temendo a filha de Zeus pela primeira vez, porém não mostrando isso. Começou a correr em direção às gavetas à procura do soro que inibia seus poderes, enquanto a chuva caia forte do lado de fora e os relâmpagos faziam a energia interna praticamente enlouquecer.

Os seguranças que seguravam Nico, por se preocuparem mais com o soro, não ligaram muito para o menino, que assim que viu a oportunidade, reagiu e conseguiu se soltar, correndo em direção a morena e segurando em sua mão assim que chegou perto dela.

— Você vai sair daqui viva... Eu prometo – Falou baixo, apertando sua mão.

Ele abaixou a cabeça e beijou sua testa, sentindo-a fechar os olhos por míseros segundos e soltar o ar.

— N-Nico... Não – Disse num sussurro quase inaudível.

Outro raio atingiu o chão acima de onde a suposta base na qual se encontravam ficava, agora fazendo os pelos do braço de Nico se arrepiarem graças à energia que a própria Grace chegava a emanar.

— Thalia, aguenta, eu vou tirar nós três daqui. – O Di Angelo manteve o controle sob si, não querendo chorar ali na frente da menina, aproveitando os segundos que ainda tinha perto dela.

— O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Daniel exclamou e por míseros segundos, Nico desviou o olhar, vendo os médicos entrando em desespero ao ter a vista tampada. Seus olhos estavam negros, assim como os de Daniel e do resto das pessoas presentes ali.

Faça. A voz grave soou ao longe em sua mente e ele franziu o cenho, estranhando isso.

— E-eles... Estão cegos? – Thalia sussurrou cada vez mais fraca por estar utilizando de seus poderes.

Quando se passou pela mente de Nico que era a oportunidade perfeita para fugir, Derek apareceu na porta e encostou ali, destravando sua arma e apontando para o garoto enquanto, agora, começava a caminhar em direção a bandeja, onde Nico pôde ver o frasco que continha o soro amarelado.

Então ele apenas encostou sua testa na da Grace, forçando-a a encará-lo por alguns segundos e beijando o canto de seus lábios inocentemente, para logo após sentir algo o puxar para trás – que, mais tarde, descobriu ser Derek –. E antes que ele falasse algo, os seguranças pareciam ter recuperado sua visão e prenderam suas mãos atrás das costas, o imobilizando.

E ali, imobilizado, ele assistiu com horror, Derek levantar a agulha sem piedade alguma e cravá-la no braço da Grace, que gritou de dor, tirando o ar dos pulmões de Nico. Aos poucos a chuva foi passando e ela ficando cada vez mais pálida e fraca, o rosto de Nico, agora, estava molhado de lágrimas discretas que rolavam por ali.

— O que aconteceu aqui? – Daniel questionou, coçando os olhos e olhando na direção do moreno, não demorando a vir até ele e acertá-lo na cabeça com o cano de sua arma, não sendo forte o suficiente para apagá-lo, mas para machucá-lo gravemente, deixando-o zonzo.

— Você perdeu a linda ceninha de namorados, Daniel. – Derek sorriu sádico, se virando para o chefe.

O outro apenas levantou a sobrancelha em uma clara pergunta.

— Ele encostando ambas as testas, que fofo! – Prosseguiu então.

— Levem-no daqui... — Daniel o observou com nojo e deu outra pancada com a arma, mas dessa vez, em suas costelas, fazendo um gemido de dor sair dos lábios do moreno, que começou a ser arrastado para fora da sala.

Thalia observou, com um aperto no peito, conforme arrastavam Nico para fora até que o moreno sumisse de sua vista. Depois do que Nico fizera, ela estava mais preocupada com ele do que com o que fariam com ela. O rapaz que zombara da cena que presenciou entre ela e Nico se retirou da sala e Daniel caminhou até a porta, prestes a sair e fechá-la, deixando Thalia nas mãos dos médicos que, aos poucos, se recuperavam do susto que ela causou.

— O que... – Começou, fraca, porém num tom audível o suficiente para que Daniel a ouvisse. Ele parou na porta do local, virando-se para vê-la e cruzando os braços. – O que vão fazer com ele?

Daniel a encarou por um longo momento para, em seguida, dar um riso debochado. Thalia suspirou baixo. Se não estivesse naquela situação, já teria socado o rosto de Daniel até que não tivesse um rosto para socar. Ela se odiava por estar num estado tão frágil, mas o que poderia fazer? Ela mal podia respirar, o cansaço a consumia por completo, assim como a dor de tantas agulhas fincadas continuamente em diferentes pontos do seu braço, às vezes para tirar sangue e outras para injetar um vírus mortal ou uma bactéria altamente perigosa. Sem falar nos momentos em que os médicos, por ordem de Daniel, provavelmente, fincavam a agulha em pontos onde haviam nervos, como em algum lugar da região entre seu ombro e pescoço, causando extrema dor na menina.

— Se quer tanto saber, Grace... – Ele disse, se aproximando. – Eu vou dar uma lição naquele garoto. Ele já vem testando minha paciência há um bom tempo e eu acredito que está mais do que na hora de o Di Angelo aprender uma boa lição.

— Se você machucá-lo... – A filha de Zeus uniu todas as suas forças para falar, inflando-se da confiança que sempre tinha, principalmente ao ameaçar alguém. – Pode dar adeus a toda a sua pesquisa... Porque eu abrirei mão da caçada!

Daniel rosnou, caminhando até Thalia e segurando seu rosto com ignorância.

— Se você fizer isso, saiba que o que o seu namoradinho terá será muito pior do que ferimentos leves!

E, de um segundo para o outro, a expressão ameaçadora de Thalia mudou para uma de pura preocupação, apesar de os olhos eletrizantes ainda estarem espelhando um olhar de puro ódio, com o qual Daniel pouco se importou. Quando aceitou fazer parte da equipe responsável pelo Olimpo, sabia que seria muito odiado, mas não mais do que ele próprio odiava os deuses e tudo o que criaram e trouxeram para o país ao se instalarem ali. Tempestades, destruições, mortes de pessoas que nada tinham a ver com o que ocorria do lado de fora, então ele não se importou – na verdade, já esperava ouvir – com a frase que Thalia soltou.

— Eu odeio você.

Daniel deu de ombros, caminhando até a porta e encarando os médicos por alguns segundos.

— Deixem-na sedada por hoje – Disse. – Não estou mais afim de ouvi-la choramingar.

Um dos médicos – o mesmo que a tratava de modo diferente dos demais ali – assentiu, caminhando até Thalia com um sedativo em mãos.

Conforme observava o médico se aproximar, Thalia só pôde ver Daniel caminhar até a saída e fechar a porta com força. Ela temeu por Nico, mas não pôde evitar um minúsculo sorriso ao sentir o canto da boca se aquecer com o calor do beijo carinhoso que o moreno lhe deu.

— Não se preocupe – Sussurrou o rapaz. – Ele é forte. Vai ficar bem.

O sorriso de Thalia aumentou de maneira sutil.

— Eu espero... – Ela disse simplesmente. Depois ergueu o olhar, fitando o rosto do único ser humano ali que a tratava bem. – Por q...

Antecipando a pergunta dela, ele apenas sorriu e realizou o procedimento correto (o que deveria ser realizado pelos médicos ali), procurando pela veia da morena e passando um pequeno pedaço de algodão com álcool ali.

— Porque você pode ser diferente de nós, mas é um ser humano e merece ser tratada como um. – Ele disse, fitando-a. – Vai ficar tudo bem, Thalia.

Thalia fechou os olhos levemente quando o sedativo foi injetado em suas veias. A agulha foi removida suavemente de seu braço e o rapaz se afastou para levar a seringa. Ela suspirou baixo, desejando que todos os demais médicos ali pelo menos agissem como ele. Depois se imaginou o que ele estaria fazendo ali em meio a tantos monstros.

Ela se lembrava de já ter ouvido a frase “em meio a toda escuridão, sempre haverá uma luz” e sorriu com a mesma. Talvez aquela frase explicasse de forma sutil o motivo por alguém como ele estar ali.

Por fim, desistindo de lutar contra o cansaço, Thalia fechou seus olhos, direcionando suas preces a qualquer deus que pudesse ouvi-la, para que protegesse Nico.

Notas finais
E aí? O que acharam? Gostaram? Estão com mais raiva do Daniel? E esse médico misterioso? Ajuda ou atrapalha? Atrapalha ou ajuda? Queremos teorias! E esse momento Thalico? Se apaixonaram tanto quanto nós? Querem que eles saiam logo daquele lugar horrível? Fico por aqui! :3 Nos vemos nos reviews e até o próximo cap! Bjoks! *3* ~Ally YAY! Chegamos ao final de mais um capítulo! O que acharam? Reviews abertos para xingamentos, ameaças, declarações, coisinhas fofas e muito mais!♡ Até logo o/ Beijos de Escuridão. ~Mary.