Runaway - HIATUS
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Vamos ao primeiro cap da fic?
Espero que curtam...
Boa leitura...
Boston — Massashussets
Violet
Droga! Porque tudo tem que acontecer comigo? Já não basta a tragédia que é minha vida, agora tinha que bater meu carro? Meu lindo, amado e estiloso carrinho? Mil vezes droga!
- AAHHH! – gritei, batendo minha cabeça no volante repetidas vezes, a fim de estravasar um pouco toda a frustração que estava sentindo no momento.
Tirei o cinto de segurança, abri a porta e desci do meu carrinho. Estava quase chorando. Encaminhei-me a frente para olhar o estrago que havia feito.
Meu baby, um Cadillac do ano de 1968, uma reliquia que herdara de meu avô materno. Ele é bem estiloso, na cor azul bebê, interior com estofamento em couro marrom, legitimo, nada de sintetico. Calotas laminadas em platina. Enfim, perfeito!
Não entendia como havia conseguido a proeza de bater meu lindo carrinho, pois não tinha nada no meu caminho. Mas assim que viro meu rosto para o lado, vejo um amontoado de pêlos e sangue inerte no chão da estrada.
- Oh, meu Deus! – exclamei de olhos arregalados. Agora eu vou para o inferno mesmo.
Tinha atropelado e matado um bicho. Um bicho indefeso e inocente. Realmente se coisas ruins acontecem todos os dias, todas essas mesmas coisas acontecem exatamente comigo! Devo ser um tipo de catalisador ambulante de tragedias, so pode!
Agachei ao lado do corpo sem vida do bicho que parecia ser uma especie de cachorro ou algum canideo parente. Verifiquei se estava mesmo morto, infelizmente estava. Então arrastei o animal para fora da estrada e voltei a examinar o estrago em meu baby.
Qual é! Tudo o que poderia fazer pelo bicho eu fiz, ok?
Ate que não havia sido assim tão drastico, digo, o estrago na lataria do carro. Então, por que ele tinha parado de funcionar de repente, apenas com a batida? A não ser que tenha ficado sem gasolina ou sem agua no tanque do carburador... Sei la, essas coisas acontecem né?
Voltei apressada para dentro do veiculo, me acomodei no acento, fechei a porta e dei a partida no carro. E... nada. Repeti ação, e... nada de novo. Mas que droga é essa? Será que tinha fundido o motor ou algo assim? Otimo, agora não falta me acontecer mais nada mesmo...
Fiquei alguns segundos olhando para a chave do carro, talvez ela se movesse milagrosamente ou por magia quem sabe, e ligasse o carro. Ok isso foi muita idiotisse. É o que da ficar assistindo todos os filmes de Harry Potter ate tarde da noite.
Suspirei cansada, frustrada e começando a entrar em desespero, pois estava no meio de lugar nenhum, a caminho de sei la onde... Mas ai ao passar o olhar pelo interior do carro, avistei minha bolsa no banco traseiro junto com minha mochila de camping.
E um estalo, uma epifania, me atingiu em cheio. O celular! Claro, por que não havia me lembrado dele antes? Virei ainda sentada no banco da frente, e alcancei a bolsa a trazendo para meu colo. Abri todos os pequenos bolsos existentes a procura daquele aparelho berrador dos infernos. Odeio celular! Fato! Mas não conseguia encontra-lo em lugar algum. Onde eu enfiei aquela coisa afinal?
Depois de sei la quanto tempo procurando meu tormento particular, ja tinha tirado da mochila, e espalhado todos os meus poucos pertences pelo carro, mas nada de encontrar aquela tecnologia inutil!
Voltei a minha posiçao inicial, sentada no banco do motorista batendo minha cabeça contra o volante e praguejando em todos os idiomas que conhecia. Amaldiçoando o inventor daquela coisa inutilmente viciante, que nunca esta onde eu o colocava! Ou será que era eu que nunca me lembrava onde havia guardado, ou escondido, né?
Então, outra ideia me veio a cabeça, o porta luvas! Um sorriso sem graça despontou de meus labios assim que abri o compartimento, e em meio a bagunça de papeis e outras coisas, meu ridiculo celular berrador estava ali, praticamente rindo da minha cara!
Com certa violencia o peguei de dentro de seu esconderijo, e liguei-o. No entanto, foi um ato totalmente desnecessario. Pois aquele troço indiscutivelmente inutil, nao esboçava nenhum sinal de recepçao de linha.
Eu devo ter sido muito má em todas as minhas outras encarnaçoes. Porque não era possivel tantas coisas ruins assim, acontecerem com uma unica pessoa!
Minha melhor opçao era esperar... Sentar e esperar que alguma boa alma aparecesse e me ajudasse. Ou com essa minha sorte, um maniaco, tarado, serial killer ou algo do tipo aparecesse e ceifasse de vez essa minha existencia patetica!
Travei todas as portas do meu baby, reclinei o acento e relaxei. Ao menos tentei relaxar. Liguei o som do carro, estava na radio, uma que tocava uns rocks antigos, muito bons por sinal.
E esperei por minha salvação, ou minha total perdição...
Não muito longe dali...
- Ah qual é Sammy. – o irmão mais velho olha em direção do mais novo com olhos pedintes.
- Chega Dean! – a resposta do Winchester mais novo foi categórica. O que não fez assim muita diferença ao mais velho.
- Mas... – Dean ainda tenta convencer o irmão.
- Qual foi o acordo, Dean? – Sam já estava ficando cansado.
Cansado de tudo, e não só das atitudes contraditórias de seu irmão. Ele estava cansado principalmente daquela vida incerta, ingrata, cansado de ser um peão, de não ter controle nem da própria vida.
- Sério Sam? Vai ser assim agora? – agora Dean estava sério, quase zangado.
Poxa, eles já haviam discutido aquilo antes. Na verdade é o que mais os irmãos tem feito, desde a volta do Sam do mundo dos mortos. E não é como se isso ajudasse. Pelo contrário, só piorava e muito a sensação de vazio que o Winchester mais velho sentia, sempre sentiu.
- É, vai. E para de agir como criança, e dirigi isso logo. – resmungou Sam.
- Cara você era mais divertido antes. Quer dizer, os monstros não vão desaparecer só porque fariamos uma parada para reabastecer meu...
- Seu vicio de rock, sei... você já deixou seu ponto de vista bem claro. – novamente o irmão mais novo interrompe o mais velho.
- Então? – Dean dá uma breve olhada em direção de Sam, a expectativa recheando cada letra proferida, e expressão do Winchester.
- Então que nada feito, Dean. Temos pouco tempo para achar uma forma de burlar aquele pacto estupido que você fez, e...
- E nada! Já disse que não tem nada que possamos fazer Sam! Então para ok? Para com essa corrida contra o tempo, ou sei la o que, que você esta fazendo, pois não tem absolutamente nada que possa reverter a minha passagem de ida pro inferno.
Dean sabia que estava sendo dificil para seu irmão. Afinal eles só tinham um ao outro na vida. E ambos não suportariam uma perda como aquelas.
Mas ele acreditava que o irmão era forte o suficiente para sobreviver mais aquela prova de fogo. Sam já provou que pode viver sem ele, afinal não foi assim quando ele esteve em Stanford?
O que claramente não era assim para ele. Dean sabia que se não tivesse feito o pacto, ele teria sucumbido sem o Sam. Pois ele não via, não tinha um propósito nessa droga de vida, não sem a companhia de sua familia. O que se resumia agora só ao Sammy.
- E vai ser assim, Dean? Você vai desistir antes mesmo de tentar? Vai se entregar assim? Sem lutar? Eu não acredito, isso não é você. Isso é...
Sam estava tão irritado. Tão malditamente irritado.
Mas era mais, muito mais que isso, ele estava decepcionado com Dean. Pois ele nunca pensou que seu irmão, o cara que sempre foi persistente, que sempre lutou em todas as batalhas, agora estava desistindo. Simplesmente assim.
Ele não entendia essa atitude derrotista do seu irmão. Pois em sua mente a figura do Dean era a de um herói, o herói de sua infancia. O que para muitos garotos seria a figura de um pai, para ele era do seu irmão mais velho.
E essa atitude não era o que ele esperava, e sabia que seu irmão de outrora faria. Não, definitivamente. Esse não era o seu corajoso irmão Dean.
- Mais que merda é essa? – exclama surpreso o irmão mais velho, olhando intensamente a estrada a frente.
- Hã? Dean? O que? – pergunta Sam, estranhando a mudança repentina de seu irmão.
- Cala a boca Sammy, e olha aquilo ali. – agora o Winchester mais velho parecia não acreditar em que estava vendo.
Sam então, decidi fazer o que seu irmão tinha praticamente berrado em seu ouvido. Mas ele estava muito contrariado, que fique bem claro. Assim que desviou sua visão para a estrada a frente, sua expressão era tão ou mais chocada que a de seu irmão.
- Mas que merda é essa? – foi o que saiu de sua boca, antes de ver seu irmão mais velho já liberando o cinto de segurança, e abrindo a porta do carro. Ao que parecia Dean, estava indo em direção daquilo?
- Dean, o que pensa que esta fazendo? – Sam perguntara a seu irmão.
- Não era isso o que você queria? Uma caçada? Então, vamos a caça! – ao dizer aquilo, Dean simplesmente sai do carro e anda em direção daquela...
- Droga! – Sam verifica sua arma, tira o cinto de segurança, e sai para a noite fria em direção de seu irmão. E daquilo...
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado desse primeiro cap.
Sim, ainda teremos mais alguns cap. Pois essa será uma shot-fic...
E o que será que os nossos irmãos totosos viram que os espantaram tanto heim?
Aguardo reviews com seus palpites, opiniões, recomendações e etc...
P.S.: Desculpe os errinhos e algo mais que possa aparecer, ou não, no texto, mas meu word as vezes me deixa na mão...
Beijinhux!
Fale com o autor