Runaway

16 Capther Fifteen - Final


Notas iniciais
Oii pessoal, Aqui está o penúltimo capítulo de Runaway para vocês. Muita ação e emoção é o que vocês terão agora, então preparem seus corações para este capítulo ;) Boa Leitura!

– Pensou que ia se livrar de mim, Kuchiki? — a voz rouca de Zaraki ecoou pelos seus ouvidos, e então o encarou de frente, vendo a arma apontada agora bem perto de sua testa, o que gerou um calafrio em sua espinha.

Byakuya se virou devagar, olhando aquele homem, completamente aterrorizado.

– Levanta! — Zaraki bradou alto, gesticulando com a arma para que Renji e Byakuya se levantassem. E eles obedeceram rapidamente. — O que foi hm? A culpa disso tudo é sua, você envolveu a todos quando fugiu!

Num golpe de agilidade, Renji se pôs atrás de Zaraki rapidamente, agarrando-o pelo braço e pescoço, direcionando a mão que empunhava a arma para cima. Um tiro foi disparado contra o teto nesse momento e a arma caiu no chão, um pouco afastado de onde estavam. O ruivo e Kenpachi se atracaram.

– FUJAA! — Abarai berrou. O Kuchiki demorou alguns segundos, hesitando deixá-lo ali com Zaraki, mas quando ouviu o rapaz afirmar que ele deveria fugir, deixou o ambiente, seguindo para a esquerda, ao dar uma última olhada para trás, vendo os corpos em conflito.

A luta era completamente desvantajosa, afinal Zaraki era muito mais forte do que Renji. Mas apesar disso, o ruivo conseguia golpeá-lo, talvez pela raiva que sentia daquele brutamontes. Tentaria segurá-lo o quanto pudesse, tardando seu encontro com Byakuya, dando um tempo para que o moreno agisse de alguma forma. Mas após alguns minutos, seu copo já se rendia ao cansaço e a força dos golpes de Zaraki, principalmente depois do corte que ele fizera em suas costas com um pequeno punhal, o qual Renji conseguiu atirar para longe. Perdendo sangue pelos movimentos que fazia, sentiu o corpo fraquejar e tombar de uma só vez no chão frio. Havia perdido.

~

Depois de correr por um estreito corredor durante algum tempo, Byakuya entrou no escritório do pai e abriu uma porta, onde havia uma passagem com uma escada em espiral que dava acesso ao andar de cima, subindo-a com rapidez. A escada findava dentro da imensa biblioteca, de onde ele correu até chegar ao corredor, andando mais devagar para recuperar o fôlego, passando por varias portas entreabertas.

– Tem alguém aí? Me ajude!

A voz feminina chamou a atenção de Byakuya. Era uma voz jovem, doce e familiar. Estava abafada, vinda de dentro detrás de uma das portas.

– Rukia?? — ele se aproximou da porta, encostando-se na madeira, atento a qualquer resposta.

– Me ajude!

Primeiramente forçou a maçaneta, tentando abri-la, mas foi em vão. Então se afastou alguns passos e começou a esmurrar a porta com o braço, até ela ceder. A moça saiu de dentro do pequeno aposento com rapidez, o rosto marcado de vermelho, talvez causado por um nocaute.

– Obrig...BYAKUYA?! — ela levou a mão a boca. — Não acredito. — envolveu os braços na cintura do irmão, abraçando-o com força.

– Você está bem? — o moreno perguntou, livrando-a do abraço.

– Estou. — ela suspirou pesadamente. — Mas o Zaraki enlouqueceu! E o pior, o Leto ficou sozinho com ele lá embaixo.

– Não se preocupe com isso. — Byakuya a levou pelo corredor, guiando-a pelo braço. — Temos de conseguir ajuda, e se o que eu estou pensando der certo, você é quem vai trazê-la para nós. — os dois entraram em um quarto, e Byakuya afastou o tapete do chão, revelando um alçapão escondido. Abriu a tampa de madeira, encarando a passagem estreita e mal iluminada. Os dois se encararam por meio segundo. — Lembra, quando a gente brincava de policia e bandidos e usávamos essas passagens para escapar um do outro? Só você consegue passar por aí, e chegar lá fora. Você é nossa única esperança.

– Eu prometo que farei de tudo para conseguir. — Rukia se sentou na beirada da abertura e deu um leve impulso, se colocando dentro da passagem.

– Procure um médico e as autoridades quando chegar na cidade.

– Médico?! Quem está ferido? — ela levou a mão a boca. — Não me diga que o Leto...

– Ele está bem, não se preocupe. — Byakuya forçou um sorriso para a morena. — É só por.precaução. Agora vá. — Eles se encararam pela última vez e Byakuya fechou o alçapão, cobrindo-o de volta cm o tapete.

Se alarmou, assim que ouviu passos vindos da biblioteca. Saiu pela porta, observando atentamente o corredor vazio. A casa estava estranhamente silenciosa, o que fazia o coração de Byakuya pulsar aceleradamente. Deu alguns passos pelo corredor, devagar, para não chamar a atenção. Conseguiu chegar até as escadas e as desceu rapidamente, chegando ao hall principal.

Olhou ao redor, aterrorizado com a cena. Seu irmão continuava estirado no chão, no mesmo lugar, mas agora havia outro corpo próximo ao dele. Correu, imaginando o pior ao ver os cabelos ruivos esparramados desordenadamente, o rosto cheio de marcas rubras. Se abaixou ao lado de Renji, ofegantemente choroso.

– Vamos Renji, acorde... — o moreno o sacudiu, no intuito de fazê-lo reagir. — Vamos...

– B-Byakuya...? — o rapaz abriu os olhos devagar, erguendo um pouco a cabeça.

– Temos que sair daqui... — o Kuchiki o pegou pelo braço e o apoiou em seu corpo, tentando colocá-lo de pé. — Vamos, meu am...- parou a fala, ao encarar Zaraki a sua frente.

– Você acha que vai conseguir sair com ele daqui? — Kenpachi indagou, seriamente. — Ele mal consegue ficar de pé. — deixou um sorriso de escárnio aparecer com vontade.

Byakuya deixou o corpo de Renji aonde estava, dando uns passos para trás, e ele conseguiu se firmar, ficando sentado, mas de cabeça baixa, pois ela latejava insuportavelmente. Via até as coisas distorcidas.

– Você realmente achou que ia fugir de mim assim tão fácil? — Zaraki subiu o tom de voz, raivoso. — Achou que eu te deixaria em paz com esse ruivo maldito? Não! De jeito nenhum! — ele avançou alguns passos enquanto Byakuya recuava, até dar com as costas na parede. — Porque você é meu! — apontou a arma em direção á Byakuya, encuralado na parede. — E se não for meu...não vai ser de mais ninguém!

Byakuya fechou os olhos ao ouvir o barulho do disparo, esperando a dor lacinante do tiro proferido. Mas passado alguns segundos, essa dor não veio, então abriu os olhos. Viu Renji estirado no chão, um furo transpassando sua roupa. O sangue começou a empoçar o chão em torno do rapaz.

– RENJI! — o moreno se atirou no chão, chorando em desespero, enquanto agarrava as roupas dele. — RENJI! — encostou a cabeça no peito dele, deixando as lagrimas fluírem por alguns segundos. Ouviu o barulho da arma sendo novamente engatilhada, o que o fez se virar para Zaraki e encará-lo. — SEU DESGRAÇADO, MALDITO!

Sem pensar duas vezes, Byakuya partiu para cima de Zaraki com uma fúria tão intensa, acertando um golpe em seu rosto, o que fez Kenpachi derrubar a arma no chão. Em seguida, deixou o corpo se chocar contra o de Zaraki, enquanto este tentava detê-lo, o segurando pelos braços. Derrubou o moreno no chão, levando a mão até o seu pescoço, apertando-o com força. Byakuya se debatia em vão embaixo dele, tentando se livrar do peso daquele corpo. Virou a cabeça para a esquerda, visualizando um punhal bem próximo. Esticou-se o máximo que pôde, na tentativa de alcançar o punhal...

Logo o aperto em seu pescoço diminuiu, assim que a expressão de dor surgiu no rosto de Zaraki. Ele se levantou com rapidez, levando a mão ao abdômen, sentido um liquido quente molhar a sua mão esquerda. Olhou para baixo, visualizando o punhal encravado em sua barriga, enquanto o sangue escorria entre seus dedos. Encarou Byakuya por alguns segundos, ofegando raivoso. Tentou dar um passo em direção a ele, mas seus joelhos vacilaram e Zaraki desabou no chão, sem tirar o olhar de Byakuya, permanecendo imóvel.

O moreno correu em direção a Renji, agarrando aquele corpo, enquanto agonizava em um choro lancinante, sacudindo o corpo de Renji em vão, já que este não tinha reação alguma.

Logo as portas da mansão se escancararam e a polícia e uma equipe médica entraram pela porta, acompanhados de Rukia. Os médicos se dirigiram primeiramente em direção aos corpos no chão, verificando o que poderiam fazer imediatamente.

– Zaraki Kenpachi? — o homem de farda encarou Zaraki, que estava encolhido no chão. — Você está preso. — o policial fez um sinal com a mão e logo os soldados vieram e algemaram Kenpachi.

– O que? Não podem fazer isso comigo! — ele tentou se debater, mas foi em vão, pois logo a dor voltou a incomodá-lo. — ISSO VAI TER VOLTA! VOCÊ VAI SER MEU DE NOVO BYAKUYA!!! — Zaraki gritou, encarando o Kuchiki, raivoso, enquanto os policiais o arrastavam para fora da casa, onde todos ficaram paralisados por alguns segundos, chocados com aquela cena.

Rukia correu para o lado do irmão, enquanto o médico o examinava, acalmando-a ao dizer que Leto estava bem, só inconsciente e com alguns cortes superficiais. Já o caso de Renji foi mais sério. Ele ainda sangrava nos braços de Byakuya, e um dos desafios foi afastar o moreno de perto do rapaz. Ele chorou e esperneou em desespero como uma criança, enquanto um dos auxiliares do médico ali presente tentava segurá-lo entre os braços. O doutor abriu a blusa do rapaz com agilidade, buscando pelo lugar aonde o tiro havia acertado, enquanto todos ali permaneciam nervosos e ansiosos...Mas então ele começou a rir, rir como se tudo aquilo fosse uma piada. Todos ali olhavam para o médico, completamente intrigados, vendo suas feições mudarem completamente de preocupado para humorística.

– Do que está rindo?! — Byakuya perguntou indignado, ao ver que o médico não parecia se preocupar com o estado de Renji.

– Não se preocupe, ele não morreu. — o doutor parou o riso, dando um suspiro. — Ele não morreu porque não levou o tiro.

– O QUE?! — Byakuya exclamou, se soltando dos braços que o seguravam. — Eu vi quando ele... — interrompeu sua fala, quando viu o que o médico tinha em suas mãos.

Seus olhos se alarmaram, marejando inconscientemente, ao ver que ele segurava entre os dedos uma corrente dourada, cujo o pingente redondo estava amassado, devido a bala de arma que estava encravada em seu meio. Encarou o corpo de Renji no chão, não podendo evitar que uma lágrima deixasse seus olhos. Uma lágrima da mais pura felicidade.

#

Dois dias depois...

– Jura que avisou a minha mãe?

– Sim Renji, eu avisei. — Byakuya respondeu, sentado na cama ao lado do ruivo. — Ela já deve estar vindo.

– Eu quero muito vê-la depois de tudo isso. — o rapaz deu um pequeno sorriso.

– Eu nem sei como te agradecer por tudo... — o moreno abaixou o olhar, dando um pequeno sorriso.

– Você não precisa. — Renji tocou o rosto de Byakuya, erguendo-o para encará-lo nos olhos. — Fiz isso por amor.

Byakuya ia responder, deixando um sorriso aparecer no rosto, mas foi interrompido por batidas na porta. Leto, que estava ali presente, junto com Rukia, abriu a porta, dando passagem para as duas mulheres que entravam pela porta. Principalmente a mais jovem, que ao seu ver lhe parecia belíssima.

– Renji , meu filho! — Mary levou a mão a boca, vendo o estado em que o ruivo se encontrava. Ele estava recostado na cama, com algumas partes do corpo enfaixadas, e o rosto tinha regiões arroxeadas. Byakuya cedeu o lugar que estava sentado ao lado de Renji para Mary. Ela se sentou e pegou na mão do rapaz, beijando-a. — Você está bem?

– Sim, mãe. Não se preocupe, já estou bem melhor. — ele sorriu, alegre, acarinhando as mãos da mãe. — Queria ver se a senhora estava bem.

– Eu estou. — Mary olhou para a filha, que estava alguns passos atrás. — Sua irmã também quer te ver. E eu avisei o seu irmão também. Ele virá te ver também.

– Não precisava preocupá-lo com isso. Já estou melhor. — ele sorriu, depositando um beijo na testa dela.

– Eu disse que não havia necessidade, mas sabe como ela é não é? — Andy se aproximou, sorrindo para o irmão. — Eu também fiquei preocupada, não sabia nem como contar para a mamãe. Que bom que está bem.

– Não vai se livrar de mim tão cedo.

– E quem disse que eu quero, seu bobalhão. — os dois riram, e ela beijou o topo da cabeça ruiva, se distanciando alguns passos, enquanto Byakuya se aproximava, conversando com sua mãe.

Sem perceber, ela se colocou ao lado de Leto, que parecia estar com os olhos vidrados na garota. Se encantou por ela desde que ela entrara naquele quarto. Então, não perdeu a oportunidade de observá-la mais de perto.

– Então você é irmã do Renji...- ele puxou assunto.

– Sim. Meu nome é Andy. — ela sorriu. — E por esses seus traços só posso deduzir que você é irmão do Byakuya, certo? — completou, usando um tom divertido na voz.

– Certo. Sou Kuchiki Leto, é um prazer conhecê-la... — ele tomou a mão dela e colou os lábios devagar, sentindo a textura e o perfume enquanto a encarava nos olhos. Havia gostado de seu jeito espontâneo.

As bochechas da garota ficaram tão rubras quanto seus cabelos. Aquele homem era encantador. Mas logo qualquer cena foi interrompida, assim que um garoto de cabelos alaranjados surgiu a porta, ofegando como se tivesse corrido uma maratona.

– Vim assim que eu pude. — ele adentrou o cômodo, seguindo até onde Renji estava. — Você está bem meu irmão? Fiquei preocupado quando soube o que aconteceu com você, então dei um jeitinho sair do emprego para te ver. — o jovem sorriu.

– Eu disse para a mamãe que não precisava incomodar você Ichigo, eu estou bem. — ele sorriu, apertando a mão do irmão. — Afinal, você tem muitas coisas para fazer e...

– Espera aí...Ichigo? — Rukia os interrompeu, o que fez o garoto olhar para trás.

– Rukia? — eles trocou um sorriso com a morena, indo em direção a ela.

– Vocês se conhecem?! — Renji indagou, surpreso.

– Sim. Lembra-se que da última vez que nos falamos, te contei que estava cortejando uma garota? — Ichigo sorriu, envolvendo os ombros da morena. — É ela.

– Espera... — Byakuya sorriu confuso. — O pretendente da minha irmã é seu irmão? — ele encarou Renji, trocando um sorrindo abobado.

– Pois é. Parece que todos viraremos um grande família. — Mary sorriu, fazendo todos a sua volta sorrirem também, animados com esse fato constatado.

Notas finais
Bem minha gente, é isso. O epílogo vem logo em seguida, contando o que aconteceu depois de tudo isso, ou seja, o capítulo final ;______; Até lá ;)