Run for Love

2 Capítulo I - We are Together


Vicent acordou Thomas antes do sol nascer e Thomas não questionou. Sabia que era por que Dalla queria ir junto e ele estava realmente muito preocupado com essa ideia. Pegou sua bolsa e suas coisas junto de alguns suprimentos que Vicent deu a ele. Newt acordou com a movimentação e até o ajudou terminar as coisas.

— Tem certeza que não quer que eu vá junto? – Ele perguntou puxando o zíper e a entregando para Thomas que deu um meio sorriso pegando a alça da mochila.

— Não. Quero que fique e ajude Vicent com a bagunça que fizemos. – Newt assentiu observando o amigo colocar as luvas e posicionar a bolsa nas costas. Thomas suspirou e abraçou Newt. – Eu trarei Minho de volta.... Eu prometo. – Quando se separaram Newt mantinha um sorriso brincalhão no rosto.

— Você tem que parar de fazer promessas cara.... Elas estão te causando um baita prejuízo. – Thomas rio, passando por ele. Não havia parado para pensar nisso, todas suas promessas haviam descido pelo ralo, mas não por que ele quis isso... pelo contrário, lutaria até o fim se necessário para cumprir cada promessa feita. Só pedia desculpas a Chuck todos os dias por ter feito uma promessa que não pode cumprir.... E por ele, e por Alby a quem prometeu que salvaria a todos. Iria recuperar Minho. Até por que prometeu a ele também que tudo ficaria bem.

Ele saiu sem se despedir de Vicent. Passou a andar sem direção alguma, não sabia onde estava C.R.U.E.L, mas descobriria nem que rodasse o mundo inteiro para isso. Enquanto andava pensava em toda sua trajetória para chegar até o braço direito, ele passou dias andando com Newt, Caçarola, Aris e Teresa. Teresa... Ele jamais esperou algo assim dela, sentia que de certa forma estavam tão conectados, foi decepcionante descobrir que as coisas não eram bem assim como ele imaginava. O sol já estava dando as caras, e só agora Thomas perceberá que andar sozinho no deserto, sem ter com quem conversar era horrível. Por que só tinha seus pensamentos para passar o tempo, e ele sabia que se pensasse muito iria acabar enlouquecendo. Um grunhido o fez parar, um calafrio percorreu sua espinha. Era um barulho semelhando ao de Verdugos.... Algo que felizmente ele não via a muito tempo. Se virou, olhou para todos os lados sem encontrar nada, apenas areia para todos os lados, olhou para o céu, algumas nuvens se formavam. Imaginou que talvez pudesse ser uma possível chuva vindo por ai. Decidiu que deveria apertar o passo, encontrar um lugar para se esconder, afinal a última experiência que teve com chuva e raios não foi nada boa. Da onde estava conseguia ver um prédio em ruínas.... Um tanto quanto destruído. Não estava excessivamente longe, pensou no que poderia fazer caso encontrasse alguns cranks por lá. Desistiu, fazer planos definitivamente não era para ele. Ouviu um grunhido novamente, ele voltou a olhar para trás, era estranho saber que estava sozinho e ouvindo coisas. Ele analisou calmamente tudo ao seu redor até reconhecer algo correndo em sua direção, com tanta velocidade. Ele não conseguia enxergar o que era, parecia uma pessoa, imaginou que fosse Newt, sorrio. Mas quando se aproximou mais, atrás dele havia muitas outras pessoas correndo com tanto desespero quanto ele. O sorriso de seu rosto sumiu quando percebeu que eram talvez 4 ou 7, talvez 10 cranks correndo atrás dele.

— Droga... – Murmurou se pondo a correr com tanto desespero quantos os Cranks agora não tão longe quanto antes. O grunhido se tornará mais alto e ele não tinha tempo para procurar o que exatamente era aquilo. Continuou correndo tentando não tropeçar em tanta areia ou em seus próprios pés, o suor deslizava por sua testa. Ele estava definitivamente em uma maravilhosa enrascada. Cada vez mais o prédio se aproximava e ele torceu para que não tivesse cranks lá, por que ele não daria conta de tantos deles. Ele não conseguiu analisar nada quando as grandiosas portas de ferro se abriram com o empurrão de suas mãos, ele continuou correndo sem olhar para trás, seus pulmões pareciam que iam a qualquer momento explodir, ele subiu as escadarias (ou o que sobrou delas) e entrou na primeira sala que achou, fechou a porta com os trincos que encontrou e jogou com dificuldade uma grande estante na frente da mesma, torcendo para que aquilo servisse. Quando olhou para trás se encontrou em um cômodo que mais parecia um deposito. Havia pessoas enforcadas por todos os lados. Era arrepiante estar no mesmo cômodo que pessoas mortas. A porta começou a ser empurrada e ele entrou em desespero procurando uma saída, os dutos de ventilação pareciam perfeitos. E foi exatamente o que ele fez, puxou a pequena grade e subiu entrando e se apressando para ir embora sem olhar para trás, tentando não se preocupar com o que havia do outro lado daquela porta, ele andava e olhava os buracos, haviam salas tão escuras que ele não conseguia ver o que havia, e outras claras e ele conseguia ver crunks espalhados pelo cômodo. Ele então achou uma sala vazia, finalmente uma solução. Chutou a grade e pulou. Puxou a faca de sua bolsa e analisou com calma a sala vazia. Havia terra, janelas quebradas e cheiro de carne podre. Tampou o nariz com a mão e continuou andando até a porta que estava aberta. Dava em um corredor, ele olhou para os dois lado e saiu sem fazer barulho algum, queria sair dali sem ser notado pelos crunks e deu muita sorte por ter entrado naquele lugar de dia, onde havia pelo menos a claridade do sol entrando pelas janelas. No final do corredor um crunk saiu de uma das portas, ele não havia o notado, ficou com medo de se mexer e chamar sua atenção.... Não tinha a menor ideia se ele estava sozinho, e imaginou que não. Sentiu um puxão, tentou se debater e ouviu uma porta batendo, quando conseguiu se afastar finalmente enxergou Newt. Thomas estava ofegante, sujo e Newt limpo, calmo e o olhava de forma brincalhona.

— Está querendo se matar? – Indagou abrindo a pequena porta de cartas para olhar para o corredor.

— O que.... Você.... – Ele tentava falar, mas sua respiração estava descompassada de mais para isso.

— Você é mais idiota do que eu pensei. – Ele se virou quase de imediatamente encontrando Dalla sentada no chão brincando com a ponta de uma faca. Ela não o olhou, estava focada no que fazia. Atrás dela estava Brenda, Aris e caçarola.

— O que vocês estão fazendo aqui? – Conseguiu perguntar com a respiração mais normalizada. Olhou para Newt que ainda tinha aquele sorriso idiota no rosto.

— Minho é nosso amigo muito antes de você fedelho. Acha que vamos deixar você o salvar sozinho e levar todo o crédito? – Foi caçarola quem respondeu com uma pergunta retórica e um meio sorriso.

— Eu te devo uma. – Foi Aris quem disse se desencostando de uma estante caída. – Agora vamos embora antes que essas coisas voltem. – Assim que ele falou todos se colocaram em direção a janela que estava atrás de Aris, Dalla se levantou do chão e empurrou Thomas com os ombros, e por ser mais baixa acabou alcançando seu peitoral.

— Se tentar me passar para trás de novo, eu mato você. – Ela disse séria passando por ele e pulando a janela.

— Como vocês chegaram tão rápido aqui? – Newt não respondeu, apenas pulou a janela e Thomas foi logo em seguida. Foi quando encontrou Berta. – Berta. – Murmurou.

— Nem todos são tão idiotas como você, fedelho. – Riu Dalla entrando no carro.

— Ela sabe dirigir? – Thomas perguntou e Newt riu.

— Não. – Respondeu e entrou no carro, Thomas meio indeciso fez o mesmo logo em seguida.

— E então. – Suspirou Dalla encarando Thomas que estava no passageiro. – Qual é o plano? – Todos quase de imediato riram no banco de trás, Thomas encarou todos meio perdido assim como Dalla que ficou confusa.

— Então, novata. Esse é o Thomas, e ele nunca tem um plano. – Foi Newt quem caçoou, Thomas voltou a olhar para frente levemente irritado.

— Você está brincando né? – Indagou para Newt e depois encarou Thomas. – Diz que você sabe onde a C.R.U.E.L está.

— Não, eu não sei... – Resmungou.

— Ai meu Deus Thomas! – Gritou irritada e deu-lhe um soco no braço. – Como pretendia chegar lá seu idiota?

— Pensei em refazer todo o caminho que fizemos antes para chegar a vocês.

— E como você sabe que direção está indo, se é a mesma que antes com tanta areia para tudo o que é lado? – Ela estava indignada, cresceu ouvindo que tudo tem de ser bem planejado antes de qualquer coisa.

— Bom, está vendo aquelas montanhas? – Ele apontou para frente e sentia que todos procuravam as montanhas. – É no sentindo delas. Elas são minha bússola.

— E se eles não estiverem mais lá? O que vamos fazer? Berta não tem muita gasolina e a não ser que vocês saibam fazer gasolina ou onde encontrar, não vamos conseguir chegar lá com ela. – Disse estressada, ela estava impaciente por não ter um plano, nem mesmo um destino exato.

— Olha Dalla, pode parecer louco.... Mas apesar de ele não saber o que está fazendo, Thomas não irá falhar. – Caçarola apoiou. Dalla respirou fundo e ligou o motor do carro.

— Se falhar eu juro que eu te mato.

— Com todas as suas ameaças eu já poderia estar morto. – Disse encarando Dalla. A loira revirou os olhos e começou a dirigir em direção as montanhas. Brenda já sentia seu estômago embrulhar, e os meninos se seguravam em alguma parte do carro, era definitivamente como estar em uma pequena montanha russa sem fim, mas finalmente Thomas achou a fonte do grunhido que ouvirá antes, era Berta.

Notas finais
Já vi que tenho duas pessoas acompanhando, espero que vocês gostem kkk , muita coisa ainda vai acontecer e obviamente eles não vão chegar lá apenas com a Berta (olha o spoiler) mas ok, vamos lá!