Run for Love

3 Capítulo II - Deserto vs Clareira


Notas iniciais
Gente, eu só queria agradecer pelos comentários (Sejam criticas ou elogios, eu amo de verdade saber a opinião de vocês) Bom, desculpem a demora, o plano é posta um dia sim e um dia não, mas Sabádo eu faço curso de Games (Sim, Games) e domingo eu fui para o Hopi Hari (Parque de diversão) Segundo eu estava realmente muito quebrada, e dolorida do dia anterior e acabei dormindo o dia inteiro... E hoje, graças ao curso de inglês e uma entrega de Trailer que eu tinha que fazer acabei por ter tempo somente agora (23:10, que vergonha) HSUAHUS, Me desculpem, vou passar a deixar programada ♥ MUITO OBRIGADA DNV PELOS COMENTÁRIOS. Eu finalmente sai do meu casulo Delena e passei a entrar em outros meios e é muito importante saber que estão curtindo esse novo lado. Boa leitura e chega de blábláblá

Já era noite quando decidiram parar um pouco para descansar. Felizmente Dalla conhecia todos os lugares com sobreviventes pela região, afinal ela vinha do braço direito e eles tinham total controle de todos os possíveis sobreviventes. Sabia que aquele lugar era seguro, poucas luzes acesas. Cheiro de cigarro no ar e marcas de pés na areia molhada. Sim, choveu um pouco e estava ficando cada vez pior, por isso Berta não era realmente seguro no momento. Desceu no carro com sua natural pose de líder e foi andando na frente. Era um prédio pequeno, janelas refeitas com madeira, no momento, fechadas. Uma grade improvisada ficava em volta do pequeno prédio de talvez três andares, pelo não termino de construção deduziu que talvez um dia aquele prédio tenha tido mais andares, era curioso pensar que talvez aquele prédio fosse um hotel 5 estrelas, ou quem sabe uma escola, talvez até mesmo uma pequena empresa. Seus pensamentos foram interrompidos quando Thomas passou a sua frente, a loira puxou sua camiseta em um reflexo rápido.

— Da para poder pensar um pouquinho e não chegar entrando assim nos lugares? – Indagou ela o encarando firmemente sentindo os outros se aproximarem. – Normalmente esses lugares sem nenhuma tecnologia ou armamento descente criam armadilhas bem criativas para se protegerem.

Thomas lembrou do incidente quando encontrou Brenda, no saguão de frente para a porta de entrada havia muitos Cranks, todos presos a correntes. Passou a analisar o prédio, procurando em cada canto dele possíveis armadilhas.

— Só vamos descobrir as armadilhas se entrarmos. – Lembrou Brenda passando na frente dos dois separando a mão de Dalla que ainda segurava a blusa de Thomas. Eles seguiram a morena até a pequena porta da grade, foi Brenda quem mexia no cadeado enquanto Thomas encarava sua mão onde havia caído uma enorme gota de água do céu. – O lugar está vazio. – Brenda disse quase de imediato se virando.

— O que? – Dalla indagou dando um passo para frente. – Como você sabe disso?

— Por causa disso. – Resmungou empurrando sem muito esforço o portão enferrujado o fazendo cair para frente. Thomas não esperou ninguém falar nada, apenas se colocou a andar mais rápido na frente e entrou na porta que dava acesso ao prédio. Estava aberta. – Nem em um bilhão de anos sobreviventes que lutaram por suas vidas iriam permite-se viver em um lugar com uma segurança praticamente nula como essa. – Ela disse com desdém. – Devem ter abandonado em buscar de ir para outro lugar. – Deu de ombros, Thomas abriu a porta e entrou no salão vazio. Sem Cranks, sem sinal de armadilhas ou pessoas vivas.... Tudo estava ao chão, mesas, papeis, vidro, comidas, baldes de água derramados, colchões manchados de sangue. Era nítido que haviam sobreviventes ali, e isso não fazia tanto tempo.

— Ou foram expulsos... – Newt murmurou. Todos se viraram para olhar para o loiro que estava agachado analisando uma arma na mão. Thomas foi até o rapaz tirando de suas mãos a arma e a analisando, as letras “C.R.U.E.L” cravadas nela confirmou seus pensamentos.

— Droga. – Murmurou entregando a arma para Newt que já havia se levantado.

— O que foi? – Brenda indagou ao ver a feição de Thomas.

— Eles estiveram aqui.

— Ótimo! Sinal de que não vão voltar e que temos um lugar seguro para passar a noite. – Thomas encarou Dalla, assim como todos ali.

— Desculpa, mas passar a noite em um lugar onde a C.R.U.E.L massacrou pessoas talvez dias atrás não me parece uma boa ideia. – Aris encarava Dalla e Thomas rapidamente, de um para o outro. – Eles podem estar supervisionando o lugar, ou usar esse lugar vazio como isca.... Por que querendo ou não, eles sabem que o Thomas vai atrás do Minho.

— O que? – Ela sorriu irônica. – Eles não vão voltar para um lugar destruído como esse, sabem que não a nada para eles aqui.... Acho que precisamos somente esconder a Berta.

— Ele tem razão Dalla. – Thomas a encarou. – Eles sabem que eu vou busca-lo, provavelmente devem estar em alerta.

— Tudo bem, e eles não tem como imaginarem que estamos aqui ok? Não saíam daí. Vou guardar a Berta e aí damos uma olhá-la pelo lugar. – Ela disse saindo agitada.

— Capaz de abrir um buraco na parede com o senso maravilhoso que ela tem de direção. – Brenda caçoou arrancando um sorriso de todos. Vamos conhecer o lugar. – Sugeriu.

— Mas a Dalla disse...

— Tanto faz o que a Dalla diz, eu não dou a mínima. – Brenda saiu andando na frente para subir as escadas, e todos decidiram a seguir, estavam definitivamente curiosos para conhecer o lugar que parecia ter sido atropelado por uma manada de rinocerontes.

— Parece que aconteceu uma chacina por aqui. – Caçarola comentou sobre o sangue velho na parede.

— E deve ter havido mesmo... – Brenda praticamente sussurrou. – Vocês estiveram presos naquela jaula que chamam de...

— Clareira. – Newt lembrou de forma curta e recheado de memórias.

— Isso. E não sabem o que houve aqui fora, não foram obrigados a sobreviver ao desespero, não tiveram que aprender a lidar com os cranks na raça, não foi um teste, não ganhávamos um prêmio, apenas a chance de seguir com nossas vidas. – O som dá risada rancorosa de Newt fez com que um silêncio se instalasse no lugar. Antes que alcancem o final do corredor após passarem olhando todos os cômodos superficialmente Brenda quebrou o silêncio. – Quer dizer algo, loiro? – Indagou com certa ironia na voz, Thomas a encarou estranhando o novo apelido. O resto do grupo fingia estar distraído com todas as coisas em volta, mas o foco era a possível discussão. Conheciam Newt, e sabiam que essa risada era uma risada que dizia “Olha a merda que está dizendo, sua mértila!

— Nada demais. É que acho engraçado a forma como se refere a clareira. – Ele respirou fundo e parou onde estava e cruzou os braços. Brenda virou, e bateu os braços contra o corpo de forma descontraída esperando ele continuar. – Você fala como se o nosso teste lá na Clareira não valesse nossas vidas, como se tivéssemos vidas para repor a cada morte causada pelos verdugos. – Ele a encarava. Newt odiava ter que ouvir – e já havia ouvido muito isso nas últimas semanas – as pessoas se referindo a eles como se fossem um teste com vidas recarregáveis. Como se as vidas deles valessem menos por terem vivido os últimos anos na clareira. Brenda soltou uma risada amarga.

— Quer comparar a sua maravilhosa vida na clareira com a vida aqui fora garoto? – Ela encarou Newt com os olhos brevemente mais escuros que o normal, foi Thomas quem percebeu. Ela deu passos forte ao contrário de Newt e parou ao seu lado, falando firme e baixo. – Você não duraria um dia sozinho do lado de fora da clareira, idiota. – Ela seguiu seu caminho e foi parada pela voz de Newt que estava irritado como Thomas ainda não havia visto, o amigo era sempre sereno, era estranho vê-lo daquele jeito.

— Estou vivo, não é? E já faz o que? Duas semanas? – Ele riu. – Você não faz ideia do que é não ter memórias e viver com pessoas que você não conhece.

— Acredite. Eu queria não ter memórias. – Foi a última coisa que disse antes de descer e sumir no final das escadas, logo os cabelos loiros de Dalla apareceram, ela olhava para trás preocupada e curiosa assistindo Brenda se afastar.

— Eu avisei para ficarem lá em baixo, qual o problema de vocês? Eu saí durante 4 minutos? Talvez 5 e vocês já fizeram uma garota chorar? – Ela cruzou os braços.

— Eu vou falar com ela. – Thomas se pronunciou já em movimento quando foi barrado pelas mãos de Dalla.

— Dá um tempo para ela. – Pediu o encarando. – Não sei o que fizeram, mas ela está realmente mal. – Pediu em um tom baixo, Thomas pensou na ideia e se afastou. – Vamos galera, procurem qualquer coisa que podemos usar como cama.