Run, Dont Walk
3 Capítulo 3
Your mouth keeps moving
Sua boca continua se movendo
But I've lost focus now
Mas eu perdi o foco agora
Clock keeps ticking, times running out
O relógio continua andando, o tempo está acabando
Where were heading there's no heading back
Pra onde estamos indo não há volta
Tripping, ugly, I'm losing ground
Tropeçando, arriscado, estou perdendo o chão
I can't stop talking to myself, I'm a desperate cry for help
Eu não consigo parar de falar comigo mesma, sou um grito desesperado por ajuda
Já passava do meio dia e Alexander ainda não tinha aparecido. A ressaca da festa de ontem deve ter o feito esquecer-se do compromisso que tinha comigo. A campainha tocou quase duas da tarde e dessa vez, depois de tanto tempo esperando.
– Desculpe Cass, o transito aqui tá horrível. Teve um acidente na terceira avenida e já dá pra imaginar o caos que ficou naquele lugar. – Ele se explicou quando se sentou no sofá.
– E então, o que você descobriu? — Não me apresse Cass, mas já que você insiste em sabe... — Pára de enrolar e fala logo, porra! — Calma Cass, vou falar. Ontem quando eu voltei para me sentar-se à mesa, o Mike comentou comigo e com o Jersey o quanto você estava bonita. Um pouco antes de você chegar, o Jersey tinha ido pegar aquele prato de salgados que estava na mesa e enquanto ele não voltava, o Mike comentou comigo que está muito interessado em você. Eu ainda estava absorvendo as ultimas palavras de Alexander ate que seu celular começou a tocar e não consegui sequer absorver o que eu tinha acabado de escutar.
– Cass tenho que ir.
– Tudo bem. Obrigada pela informação.
Ele saiu encostando a porta fui ate lá para fechá-la com as chaves. Joguei-me no sofá para absorver a idéia do fato dele sentir o mesmo por mim. Mais como? Ele nunca demonstrou isso, não que eu tenha percebido.
Tinha tanta coisa a ser pensada que eu mal sabia por onde começar. Agora tudo estava tão confuso e tão claro ao mesmo tempo. Peguei um livro e comecei a lê-lo para ver se algumas idéias vinham em minha cabeça. A pergunta principal era em como começar.
Sem saber o que fazer nos próximos dias antes de começar a nova turnê, resolvi que a melhor coisa seria ficar dentro de casa já que a temperatura tinha caído um pouco.
Alexander me ligou algumas vezes da Califórnia, onde seus pais moravam, para saber como é que eu estava. Jersey fez o mesmo um pouco antes de recomeçarmos a nossa nova turnê.
Três dias antes Mike me manda uma mensagem no celular: “Alexander me contou tudo. Acho que precisamos conversar. Ate a turnê.” Realmente precisávamos conversar. Essa mensagem me surpreendeu. Eu tinha que responde-la, mas não sabia o que escrever. Até lá eu pensaria no que escrever e responderia o mais rápido possível. Deixei para responder de noite, foi quando criei um pouco de coragem. “Precisamos conversar, mas a sós. Pensei em irmos a uma Starbucks, o que acha? Depois combinamos o que fazer. Boa noite.” Depois dessas palavras e de um peso que tinha tirado dos meus ombros, deitei na cama e fiquei encarando o teto como se ele pudesse me dar respostas.
Fale com o autor