Your mouth keeps moving

Sua boca continua se movendo

But I've lost focus now

Mas eu perdi o foco agora

Clock keeps ticking, times running out

O relógio continua andando, o tempo está acabando

Where were heading there's no heading back

Pra onde estamos indo não há volta

Tripping, ugly, I'm losing ground

Tropeçando, arriscado, estou perdendo o chão

I can't stop talking to myself, I'm a desperate cry for help

Eu não consigo parar de falar comigo mesma, sou um grito desesperado por ajuda


Já passava do meio dia e Alexander ainda não tinha aparecido. A ressaca da festa de ontem deve ter o feito esquecer-se do compromisso que tinha comigo. A campainha tocou quase duas da tarde e dessa vez, depois de tanto tempo esperando.


– Desculpe Cass, o transito aqui tá horrível. Teve um acidente na terceira avenida e já dá pra imaginar o caos que ficou naquele lugar. – Ele se explicou quando se sentou no sofá.


– E então, o que você descobriu? — Não me apresse Cass, mas já que você insiste em sabe... — Pára de enrolar e fala logo, porra! — Calma Cass, vou falar. Ontem quando eu voltei para me sentar-se à mesa, o Mike comentou comigo e com o Jersey o quanto você estava bonita. Um pouco antes de você chegar, o Jersey tinha ido pegar aquele prato de salgados que estava na mesa e enquanto ele não voltava, o Mike comentou comigo que está muito interessado em você. Eu ainda estava absorvendo as ultimas palavras de Alexander ate que seu celular começou a tocar e não consegui sequer absorver o que eu tinha acabado de escutar.


– Cass tenho que ir.


– Tudo bem. Obrigada pela informação.


Ele saiu encostando a porta fui ate lá para fechá-la com as chaves. Joguei-me no sofá para absorver a idéia do fato dele sentir o mesmo por mim. Mais como? Ele nunca demonstrou isso, não que eu tenha percebido.


Tinha tanta coisa a ser pensada que eu mal sabia por onde começar. Agora tudo estava tão confuso e tão claro ao mesmo tempo. Peguei um livro e comecei a lê-lo para ver se algumas idéias vinham em minha cabeça. A pergunta principal era em como começar.


Sem saber o que fazer nos próximos dias antes de começar a nova turnê, resolvi que a melhor coisa seria ficar dentro de casa já que a temperatura tinha caído um pouco.


Alexander me ligou algumas vezes da Califórnia, onde seus pais moravam, para saber como é que eu estava. Jersey fez o mesmo um pouco antes de recomeçarmos a nossa nova turnê.


Três dias antes Mike me manda uma mensagem no celular: “Alexander me contou tudo. Acho que precisamos conversar. Ate a turnê.” Realmente precisávamos conversar. Essa mensagem me surpreendeu. Eu tinha que responde-la, mas não sabia o que escrever. Até lá eu pensaria no que escrever e responderia o mais rápido possível. Deixei para responder de noite, foi quando criei um pouco de coragem. “Precisamos conversar, mas a sós. Pensei em irmos a uma Starbucks, o que acha? Depois combinamos o que fazer. Boa noite.” Depois dessas palavras e de um peso que tinha tirado dos meus ombros, deitei na cama e fiquei encarando o teto como se ele pudesse me dar respostas.